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Por quê (458) - Agosto, seja bem-vindo! O mês da reedição do meu primeiro romance

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"A Família é o berço de tudo" Cláudio Amaral Agosto chegou. Seja muito bem-vindo! Julho ficou para trás, mas deixou lembranças que levaremos conosco por muito tempo. Entre alegrias, desafios, encontros, desencontros, conquistas e momentos de reflexão, eu e a Sueli encerramos os primeiros sete meses de 2026 com o coração cheio de gratidão. Nossa caminhada foi marcada pela fé. Rezamos muito. Participamos de missas praticamente todos os dias, acompanhados pelos padres Cássio e Adalton, da Paróquia Santa Generosa, no Paraíso; pelos padres Marin e Deivid, da Paróquia Santo Inácio de Loyola e São Paulo Apóstolo, na Rua França Pinto; pelos frades Cláudio De Camargo e Mário Sérgio Rocha, da Paróquia Santa Rita de Cássia, na Vila Mariana; e também pelo padre Alex Nogueira, do Mosteiro de Jacarezinho, no Paraná. Nos poucos dias em que não pudemos estar presentes, acompanhamos as celebrações pela televisão. Também cultivamos aquilo que realmente dá sentido à vida: a convivên...

Por quê? (457) Porque decidi reeditar meu primeiro romance dez anos após o lançamento

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Cláudio Amaral Em 2026, meu primeiro romance, Um lenço, um folheto e a roupa do corpo , está a completar dez anos de publicação. Ao perceber essa data tão significativa, tomei uma decisão que nasceu mais do coração do que da razão: reeditar a obra, revisá-la e apresentá-la aos leitores em uma edição muito mais completa. Mas essa história começou muito antes. A demissão que mudou minha vida Escrevi Um lenço, um folheto e a roupa do corpo em 2003, logo após ser demitido do melhor emprego que havia tido até então: o de Gerente de Redação da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. A demissão atingiu cerca de 250 profissionais. Eu ocupava aquele cargo havia mais de cinco anos e tinha enorme satisfação em liderar uma equipe de jornalistas que trabalhava praticamente de forma ininterrupta. Sentia-me respeitado pelos colegas, pelos profissionais que coordenava e também pela diretoria da empresa. De uma hora para outra, vi-me em casa, tentando compreender tudo o que havia acontecido...

Por quê? (456) – Ganância não é progresso

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A ganância é algo que atrapalha a vida do ser humano em todos os sentidos Cláudio Amaral (*)   Chamam de progresso aquilo que, na prática, empobrece o ser humano. Dão o nome de sucesso ao que esmaga. Exploram em nome da eficiência e celebram números enquanto ignoram gente. A ganância virou virtude disfarçada: corre de terno, fala bonito, posa de moderna, mas continua sendo velha (mais velha do que nunca), cruel (mais cruel do que nunca) e profundamente desumana. Onde a ganância manda, a dignidade pede licença, o afeto vira custo e a vida perde valor. Venho de um tempo em que pouco se tinha, mas muito se repartia. A mesa lá em casa, em Adamantina dos anos 1950 e 1960, era simples, o pão contado, e ainda assim sempre cabia mais um. Aprendi cedo com meus saudosos pais, Wanda e Lázaro Alves do Amaral, que riqueza não era o que sobrava no bolso, mas o que não faltava no caráter. Talvez por isso me espante tanto ver um mundo que acumula como nunca e reparte como jam...

Por quê? (455) – Obstáculos ou soluções?

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Cláudio Amaral (*)   Quando você tem uma ideia nova, o que vem primeiro à sua mente? Os obstáculos ou as soluções? É curioso como, diante do novo, muitos de nós somos rápidos em levantar muros antes mesmo de enxergar caminhos. Em vez de perguntar “como fazer?”, perguntamos logo: “por que não vai dar certo?”. Exemplo primeiro e simples. Você está à procura de um novo emprego, esteja ou não desempregado. O pensamento inicial costuma ser: idade, concorrência, exigências do mercado, falta de oportunidades. Mas e as soluções? Atualizar-se, conversar com pessoas amigas e/ou apenas conhecidas, abrir-se a novos formatos de trabalho, aceitar desafios antes impensáveis. Todas essas possibilidades vêm depois, quando vêm. Outro exemplo, o segundo. Você decide ajudar um conhecido que está desempregado. De imediato, surgem as suposições: “Ele não vai querer mudar de cidade”, “não aceita sair do Estado”, “jamais pensaria em outro país”. Mas será mesmo? Por que não ouvi-...

Por quê? (453) – O mediador perfeito

  Cláudio Amaral (*)   Vivemos tempos curiosos e inquietantes. Nunca se falou tanto em diálogo, mediação e construção de pontes. Jamais foi tão difícil conversar sem gritar, discordar sem agredir, negociar sem trair convicções. Talvez por isso o tema abordado pelo Frei João Marcos, na homilia deste domingo (11/01/2026), na Paróquia Santa Rita de Cássia de Vila Mariana, aqui em São Paulo, tenha ecoado com tanta força em mim. O diretor do Colégio Santo Agostinho e Vigário da Paróquia Santo Agostinho, ambos sediados aqui na Capital paulista, abordou a questão do mediador perfeito. Imediata e mentalmente eu me questionei: o mediador perfeito existe? E, ato contínuo, pensei: o mundo atual parece órfão de mediações confiáveis. Afinal, temos líderes que falam em paz, mas alimentam conflitos; negociadores que defendem interesses travestidos de consenso; instituições que perderam autoridade moral. Assim, o diálogo, tantas vezes invocado, tornou-se técnica vazia ou...

Por quê? (452) – O cansaço é nosso; o Amor, não.

  Cláudio Amaral (*)           Acordei por volta das 4h da madrugada desta sexta-feira (09/01/2026) e logo me veio à mente a frase:  “Tarde é não mudar nunca” . Pensei, repensei… e fui levado a outra frase marcante:  “Há dias em que a gente pensa que já passou da hora” . Então fiquei a me perguntar: é hora de mudar, de recomeçar, de rever caminhos, de pedir perdão, de aceitar o novo? A verdade é que a idade pesa, a história pesa, os erros pesam. E então surge aquela tentação silenciosa: a de acreditar que Deus também se cansou de nós. Mas não. Deus não se cansa de nos chamar. Quem se cansa, às vezes, somos nós.            Somos nós que cansamos de tentar, de esperar, de acreditar. Somos nós que, feridos pela vida ou decepcionados com o mundo, vamos reduzindo os sonhos, encurtando os passos, baixando o volume da esperança. Não porque Deus tenha se afastado...

Por quê? (451) – Manual de Vida

  Cláudio Amaral (*)   Na Missa das 18h desta segunda-feira, 05/01/2026, na Paróquia Santo Inácio de Loyola e São Paulo Apóstolo, aqui em São Paulo, o Padre Rafael lançou uma daquelas frases que parecem simples, mas que ficam ecoando no coração como sino de igreja ao entardecer: os Dez Mandamentos são um manual para a vida . Parei, pensei e fiquei a raciocinar: Manual. Trata-se de uma palavra curiosa. Uma palavra geralmente associada a máquinas, eletrodomésticos, coisas que, se usadas de forma errada, quebram. E talvez seja exatamente aí que esteja o ponto. A vida também quebra. As relações quebram. O ser humano, tantas vezes, quebra por dentro, quase sempre por uso indevido do Amor, da Liberdade e da Consciência. Na Bíblia, o livro mais vendido do mundo, os Mandamentos não surgem como castigo, mas como cuidado. Deus não os entrega ao povo enquanto ele ainda é escravo no Egito. Primeiro Ele nos liberta. Depois nos orienta. Fez como quem diz: “Agora que você é...