quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Por quê? (382) – 69 anos de vida



Cláudio Amaral

Obrigado! Obrigado!! Obrigado, Senhor!!!

Obrigado sou e estou por tudo de bom que me aconteceu nestes 69 anos de vida.

Obrigado por ter permitido que minha Mãe, Wanda Guido do Amaral, tenha tido uma gestação tranquila durante os nove meses em que estive no ventre dela.

Obrigado pelo Amor de meus pais, Wanda e Lázaro Alves do Amaral. E pelo carinho e educação qu’eles sempre me deram.

Obrigado por todos os Professores que tive em todas as escolas pelas quais passei, do Primário (no Moinho Velho, em São Paulo) ao Mestrado em Jornalismo (no IICS/SP), incluindo a Licenciatura em História na FMU/SP em 2015 e os três semestres (2014 e 2015) na EE Major Arcy (Aclimação, SP).

Obrigado pelas Amigas e pelos Amigos que me acompanharam por todos esses anos.

Obrigado pelos profissionais que me orientaram desde os meus seis anos de idade e por todos aqueles que me chefiaram... a começar do sapateiro que me acolheu na oficina do Sacomã (https://pt.wikipedia.org/wiki/Sacom%C3%A3), em meados dos anos 1950, quando disse a meus pais que pretendia começar a ganhar meu próprio dinheiro.

Obrigado pelos colegas, iguais e superiores, que tive durante a carreira como Jornalista, iniciada no dia 01/05/1968, como correspondente do Jornal do Comércio de Marília, onde fui acolhido e orientado pelo saudoso Mestre Irigino Camargo.

Obrigado sou e estou para com meus sogros, José Arnaldo (1922-1999) e Aparecida Grenci Bravos (agora com 90 anos), pela vida e educação que deram à minha Sueli.

Obrigado, Senhor, pela mulher que me acompanha desde 15/07/1969 e que me deu os filhos maravilhosos que fizemos e temos: Cláudia, Mauro e Flávio.

Obrigado, Senhor, pelos filhos, genro (Marcio Gouvêa), noras (Vivian Heinrichs e Graziella Bellizzi) e netos (Beatriz e Murilo do Amaral Gouvêa, mais a recém-chegada Mariana Bellizzi).

Obrigado a todos os Paroquianos e Paroquianas de Santa Rita de Cássia, que nos acompanham há cerca de 40 anos, e a todos os Párocos, na pessoa do atual, Frei Cristiano Zeferino de Faria.

Sem vocês, todos, tenho certeza, minha vida não seria tão agradável como tem sido nestes 69 anos.

Por fim, um pedido especial: presentes, físicos, não! Aceito orações, orações e orações!! Muitas orações... de coração!!!

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 01/05/1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (2013/2015).

29/11/2018 11:16:07 (pelo horário de Verão de Brasília)

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Por quê? (381) – Portugal à luz das origens


A capa de Portugal à luz das origens na imagem clicada
por Sueli Bravos do Amaral na tarde de 04/09/2018

Cláudio Amaral

Tudo o que me vem da Amiga Wilza Aurora Matos Teixeira tem sido bom.

Há anos.

Desde os anos 1980, quando nossos filhos, ainda crianças, brincavam em Marília, nas férias.

Depois, nos primeiros anos deste século, ela me ajudou nas pesquisas que fiz na Biblioteca da Câmara Municipal de Marília para detalhar a vida de José Padilla Bravos, o José Arnaldo (1922-1999), pracinha e herói da Segunda Guerra Mundial (especialmente na tomada de Monte Castello, em 1945), colunista do jornal Correio de Marília e o mais mariliense de todos os marilienses que conheci (mesmo não tendo nascido na “Cidade Menina”, como ele gostava de falar e escrever).

Recentemente, Wilza, filha do destacado radialista Wilson Matos, me prestou um grande favor, me ajudando na tarde de autógrafos que fiz na Biblioteca Municipal de Marília João Mesquita Valença em torno do meu segundo livro: Por quê? CRÔNICAS DE UM QUESTIONADOR (2017).

Foi no dia 22/08/2018, quando eu e minha Sueli tivemos as visitas de Amigas (como Wilza e Lúcia Helena de Francisco) e Amigos (Ivan Evangelista Jr., Augusto Amoroso de Lima e Mário Milani). Mais a companhia dos funcionários da Biblioteca, tendo à frente a diretora Janaina França de Melo.

Ao final da visita, quando doei um exemplar para a Biblioteca e outro para a Comissão de Registros Históricos da Câmara Municipal de Marília, lá veio Wilza com mais uma surpresa: deu-nos (para mim, Sueli e nossa querida Dona Cida – Aparecida Grenci Bravos, de quem Wilza nunca esquece) um exemplar do livro Portugal à luz das origens, de autoria do também Jornalista Thiago Sogayar Bechara.

A publicação que ganhamos é da primeira edição, de 2018, e tem quatro capítulos: Do eterno retorno (por Luis Eduardo Diaz, diretor comercial da patrocinadora da obra, a Life – Serviços de Comunicação Multimídia), Um mosaico de emoções azulejadas (texto assinado por Wilza Matos, que também foi curadora da exposição realizada em fevereiro deste ano, em Marília), A escrita da luz: Uma gênese pessoal deste livro-catálogo (de autoria de Thiago Sogayar Bechara) e Portugal: à luz das origens. Tem mais: Breve reflexão iconográfica: Uma antologia fotográfica a partir de Philippe Dubois (posfácio escrito igualmente por Thiago), Bibliografia, O autor, Obras do autor em livro e Agradecimentos.   

Todos esses textos foram ricamente impressos em 120 páginas e ilustrados por um cem número de imagens coloridas feitas pelo próprio Thiago, que fez ainda as fotos da capa (Lateral da Sé e Casa dos Bicos, em Alfama, Lisboa, 2017) e da contracapa (Pôr-do-sol sobre o Tejo, 2018), as poesias e a revisão.

Portugal à luz das origens teve o apoio do ProacSP e da Secretaria da Cultura do Governo do Estado, a curadoria de Wilza Matos, a diagramação e tratamento de imagens belíssimas de Thais Sogayar e André Siqueira e a colaboração de Julia Matos.

Portugal à luz das origens é uma publicação valiosíssima e que vai ficar guardada – e muito bem guardada – entre os principais livros da Família Amaral.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 01/05/1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (2013/2015).

04/09/2018 14:51:18 (pelo horário de Brasília)

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Por quê? (380) – Frustração


Cláudio Amaral

Estou frustrado, caro e-leitor.

Afinal, o sistema Pró-Sangue me impediu de praticar uma das atividades mais prazerosas da vida: doar sangue.

Pretendia doar sangue ontem (dia 28/08/2018), dia que a Igreja Católica Apostólica Romana dedica a Santo Agostinho (354-430). Mas desisti quando, logo ao acordar, percebi que estava o maior frio aqui pelos lados da Aclimação, onde vivo em São Paulo. O termómetro marcava 11 graus centígrados.

À noite, depois de voltar da Paróquia Santa Rita de Cássia de Vila Mariana, onde eu e Sueli fomos assistir à celebração da missa dedicada a Santo Agostinho, presidida pelo nosso pároco, Frei Cristiano Zeferino de Faria, tomei uma decisão: vou doar sangue amanhã (29) e com qualquer tempo. Esteja frio o quanto estiver.

E assim fiz. Levantei antes das 7h da manhã, vi que felizmente não estava tão frio, tomei todas as providências que deveria tomar e deixei minha casa logo em seguida.

Tinha duas alternativas: ir de Metrô (Ana Rosa-Clínicas) em direção ao Hemocentro do Hospital das Clínicas ou caminhando até o Hospital Dante Pazzanezze, nas proximidades do Parque do Ibirapuera.

Minha escolha foi o Dante, porque: 1) Fiz no HC a doação anterior, no dia 02/06/2018, poucos dias antes de viajar para os Estados Unidos; 2) O Metrô tem estado lotadérrimo nos horários de pico, ou seja, nas primeiras horas da manhã e no final da tarde e início da noite; 3) Ir até o Dante Pazzanese me daria a oportunidade de caminhar cerca de quatro mil metros, considerando a ida e a volta.

Foi o que fiz. Saí de casa e subi a Rua Dr. José de Queiroz Aranha (que ontem à noite tinha o último quarteirão, sentido Metrô Ana Rosa, na maior escuridão), atravessei o Largo Ana Rosa pelo nível da rua, entrei na Rua Conselheiro Rodrigues Alves e desci até a Avenida Dante Pazzanezze.

Fui feliz. E certo de que praticaria mais um ato de solidariedade aos meus semelhantes. Até porque “sangue é vida”, como me dizia o querido sogro José Arnaldo (1922-1999), herói da Segunda Guerra Mundial na batalha em que a FEB (Força Expedicionária Brasileira) tomou o Monte Castello, na Itália, em 21/02/1945.

Ao chegar ao Hemocentro do Dante fui o segundo a ser atendido. E logo fui chamado. Antes mesmo do rapaz que tinha sido o primeiro. Estranhei, mas fui em frente. E logo descobri a razão: a gentil senhora que me recebeu numa sala reservada me deu a má notícia, com gentileza, mas sem rodeios: “O senhor não pode doar”.

Meu mundo caiu. As lágrimas encheram os meus olhos. E eles assim ficaram mesmo depois das explicações da atendente: “O senhor já fez quatro doações neste ano. Essa seria a quinta. E a quinta só pode ser feita quatro meses depois da quarta. Volte, portanto, em outubro”.

Frustrado, abaixei a cabeça e deixei a sala. Saí e imediatamente desabafei no grupo da Família Amaral no WatsApp. A primeira reação foi imediata: Beatriz, minha netinha, que estava se aprontando para ir à escola, em Ashburn Village, na Costa Leste dos EUA, perguntou, assustada: “O que foi, Vovô?”

Mesmo depois das minhas explicações, por escrito, ela me ligou e tentou me consolar, de viva voz. Eu a atendi, ainda no lado externo do Hemocentro do Dante, e ouvi aquela jovem de apenas 11 anos me fazer uma proposta tentadora: “Vem doar aqui, Vovô”.

Beatriz é assim, há anos: faz de tudo para ter o Vovô e a Vovó Sueli junto deles, lá onde vivem desde 2011.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 01/05/1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (2013/2015).

29/08/2018 13:32:52 (pelo horário de Brasília)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Por quê? (379) – Os Sentimentos Humanos

O Professor Amoroso, autor de Os Sentimentos Humanos,
na foto clicada por Daniela Cristina Amoroso de Lima



Cláudio Amaral

Os Sentimentos Humanos é um livro escrito por Augusto Amoroso Lima.

Mas quem é Augusto Amoroso de Lima?

Isso é o que você, caro e-leitor, deve estar a me perguntar no momento em que lê essas primeiras linhas.

É um Amigo que vive em Marília, no Interior do Estado de São Paulo, e que conheci porque ele foi Professor de História – entre milhares de pessoas – do meu sobrinho Rogério Bravos, que hoje vive nos EUA.

Todo livro que escreve ele manda pra mim, em minha residência, em São Paulo.

Este, por exemplo, Os Sentimentos Humanos, chegou às minhas mãos em abril, no exato momento em qu’eu só tinha olhos e ouvidos para o jogo final do Campeonato Paulista de Futebol de 2018. Aquele que o meu Corinthians (meu e do Professor Amoroso) ganhou, inesperadamente, de 1 a 0 do arquirrival Palmeiras, na Arena Porcão, no dia 08/04.

Portanto, o livro do Professor Amoroso foi para a pilha de obras a serem lidas. E lá ficou até junho e o dia em que comecei a arrumar as malas da viagem aos EUA, onde ainda estamos, eu e Sueli.

E Os Sentimentos Humanos veio conosco e foi minha diversão durante parte do voo da Copa Airlines que nos trouxe até o Dulles International Airport, em Washington DC.

Mas só fui pegá-lo para ler, de fato, no dia 27/7/2018, numa tarde em que resolvi me dar o direito de mais nada fazer.

Li e me diverti muito. Afinal, a escrita do Professor Amoroso é fácil, agradável e divertida. E mais: leva o leitor a recordações das mais prazerosas.

Na página 28, por exemplo, ele me fez relembrar dos tempos em que Sueli e eu éramos namorados, lá em Marília, e tínhamos a obrigação de – por exigência do pai – estar na casa dela “o mais tardar às 10h da noite”.

Na página 33, Amoroso me relembrou dos tempos da Candinha, figura emblemática dos anos 1960. E mexeriqueira de marca maior.

Na página 50, abaixo do subtítulo A Praça em Marília, lembrei-me da “Praça Saturnino de Brito, em frente à Prefeitura Municipal, onde – como escreve o Professor Amoroso – tem uma velha seringueira plantada, até hoje”. E junto à qual “todos os domingos, nos primeiros instantes da noite, tocava a banda do Maestro Jorge Galati (1885-1968)”.

Na página 57, e na tentativa de “descobrir qual foi o primeiro bar aberto em Marília”, o Professor Amoroso faz menção a um grande e querido Amigo comum: Ivan Evangelista Júnior.

Na página 88, e sob o título O Vizinho, o autor me remete outra vez a São Paulo e aos meus vizinhos das ruas Gregório Serrão (o palmeirense Wanderley Santini, o meu leitor Paulo Kamimura e o são-paulino João da Silva, todos do prédio nº 49; os Corinthianos Abrahão da Marcenaria e Adalberto Mendes do hostel do 42; os sacerdotes Xaverianos; Jurandi e Ivone Teixeira, pintora de mão cheia; Marília e José Custódio, Naor e Lúcia,  Helena e a síndica Isabel do prédio nº 63), Machado de Assis (o motorista de taxi Juracy Caldeira e Antonio Dainese, o Toninho da Barbearia) e José de Queirós Aranha (as Amigas e os Amigos da Escola Estadual Major Arcy, comandada com competência pelos Professores Félix, Vice-Diretor, e Eliane, Diretora), na Vila Mariana.

Na página 93, com O Morador de Rua, nova e rica lembrança: o “sem teto” que fui no meu primeiro romance, como Claude Amarante, personagem principal de Um lenço, um folheto e a roupa do corpo. Escrito em 2003, mas publicado apenas em 2016, esse meu livro conta A estória do Jornalista Católico Apostólico Romano praticante que ficou 40 dias e 40 noites perambulando pelas ruas de São Paulo.

Diante disso, só posso agradecer ao Professor Amoroso pelo presente representado por Os Sentimentos Humanos.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).

01/08/2018 00:44:44 (pelo horário da Costa Leste dos EUA)

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Por quê? (378) – Mais um ano de vida



Cláudio Amaral

Era sexta-feira.

Dia de feira livre junto à caixa d’água da Sabesp na Vila Mariana, em São Paulo.

Dia de sacolão na avenida, junto ao cemitério e ao velório da Vila Mariana.

Dia de Santa Marta, irmã de Maria de Betânia e de Lázaro, duas figuras de destaque na narrativa bíblica, porque Marta era amiga próxima de Jesus Cristo e, graças a isso, o Messias ressuscitou Lázaro.

Pois eu não fui nem à feira livre, nem ao sacolão.

Nem à nossa Paróquia de Santa Rita de Cássia de Vila Mariana para pedir a intercessão de Santa Marta, Santo Agostinho, Santa Rita, Santa Monica, Beato Mariano e outros santos de minha devoção.

De quinta-feira para sexta procurei dormir bem e sem me preocupar com o que me esperava: o bisturi do Neurocirurgião Diogo Luís de Melo Lins.

Lembro-me bem de ter dormido como um anjo.

Creio, modéstia às favas, ter dormido o sono dos justos, lado a lado com Sueli, minha companheira desde 5 de setembro de 1971.

Nos quartos da mesma casa dormiram os meus filhos (Cláudia, Mauro e Flávio) e meus netos (Beatriz e Murilo).

Acordei, tomei banho, fiz o desjejum com eles e, com minha filha no volante e minha mulher ao meu lado no Honda FIT vermelho como uma Ferrari, tomamos o rumo da Rua Maestro Cardim, 1137, no Paraíso.

Chegamos ao Hospital Sancta Maggiore às 5h45. Ou seja, com 15 minutos de antecedência, pois o Dr. Diogo me pedira para estar lá no máximo às 6h da manhã.

A cirurgia estava marcada para 11h, mas fui chamado às 9h. Com isso, às 11h eu já estava a caminho da UTI.

A equipe que me operou havia previsto três dias de UTI, mas no dia seguinte, sábado, 30, fui conduzido de volta ao apartamento em que havíamos sido instalados, Sueli e eu.

Deu tudo certo, certinho, disse Dr. Diogo para Sueli antes da minha saída do centro cirúrgico.

O tumor foi bonzinho e saiu inteirinho, detalhou o Neurocirurgião.

Agora, após a biopsia, só falta o resultado mostrar que ele é benigno, acrescentou antes mesmo que Sueli pedisse esse detalhe ao médico que me atendeu uma semana antes, programou a cirurgia e me operou pela Prevent Senior.

Mais um dia, domingo, 31, e eu estava seguindo para casa. Não sem antes ver o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, que teve no pódio os pilotos Jenson Button (McLaren-Mercedes), Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) e Fernando Alonso (Ferrari). Ao meu lado estavam Sueli, a irmã caçula Clélia e o Amigo Antônio Carlos Turra Vieira.

Na saída, claro, lógico, evidente... pedi a conta. Sim, pedi para ver e pagar as despesas da minha cirurgia. Aquela que havia me livrado de um tumor sob o couro cabeludo e sobre o osso do crâneo.

O senhor não nos deve absolutamente nada, disse-me o atendente. E acrescentou: Vá em paz e com Deus!

E eu fui. E aqui estou, sete anos depois, comemorando mais um ano de vida. Firme, forte, saudável e na paz do Senhor. Graças a Deus, à minha Sueli, a meus três filhos, a meus dois netos, à minha cunhada Salete, à minha sogra Cidinha, ao meu genro Marcio Gouvêa (que neste dia 29/7 completa 12 anos de casamento com Cláudia, minha primogênita), a todos os meus parentes e às Amigas e Amigos.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).

27/07/2018 21:51:17 (pelo horário da Costa Leste dos EUA)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Por quê? (377) – Diálogo no lago: sumiu? Sumiu por quê?

No Verão, o lago de Ashburn Village é muito liiiiindo...

Cláudio Amaral

Mais um dia se passou sem qu’eu conseguisse reencontrar minha interlocutora. Aquela com quem dialoguei ao longo das caminhadas em torno do lago (um dos muitos, diga-se) de Ashburn Village, na Virgínia, aqui nos EUA. O primeiro diálogo foi no dia 12 e o segundo no dia 13/6/2018. Depois, nunca mais.

Mas porque gostaria de revê-la? É o que me pergunto, sem ter resposta. Sem ter certeza. Imagino, entretanto, que o motivo seja a sequência dos meus relatos a respeito da classe política brasileira.

Classe é bondade minha, seguramente. Até porque o nome que gostaria de usar para definir os liderados de todos os políticos do Brasil, sem exceção alguma, não é bem esse. Ainda que escrevesse “classe” assim, entre aspas.

Qual seria, então, o nome que daria, se no lugar de “classe” usasse outra classificação ou qualificação ou identificação? Sei, muito bem, mas não quero correr o risco de ser cruel e desencorajar alguém que tenha desejo de entrar na vida política a partir das próximas eleições.

O certo, creio, é que gostaria de reencontrar com a mulher que tem um namorado que não contou a ela tudo o que deverei, na minha opinião, a respeito dos políticos do Brasil. Todos. Desde o início da República.

Tentei. Tentei mesmo. Confesso. Garanto. Juro. Mas não hoje (22/6/2018). Afinal, nesta sexta-feira, a quarta do mês de junho, nem consegui colocar o nariz fora da porta da casa em que estou.

Por quê? Porque dormi pouco e aos pedaços. Por dois motivos: o primeiro foi o jogo, o segundo, do Brasil na Copa do Mundo da Rússia; depois porque choveu o dia todo aqui por esses lados da Costa Leste dos EUA. E a saída foi ficar de olhos bem abertos à frente da televisão, torcendo desesperadamente pelos comandados do treinador Tite.

Não só isso, é bom que se diga. Sim, porque após ver e sofrer com as dificuldades que o selecionado brasileiro teve para vencer a representação da Costa Rica por 2 a 0, com golos de Philippe Coutinho aos 27 segundo após os 45 minutos do segundo tempo e Neymar aos 52, no último ataque do Brasil, e sem alternativa de ir caminhar em torno do lago, meti a cara nos livros.

Por falar em livros... é bom que diga que separei três para os 63 dias que deverei ficar por aqui: um de Santo Agostinho (Confissões), outro de Laurentino Gomes (1889) e um terceiro de Umberto Eco (o Cemitério de Praga). Tenho, ainda, aqui comigo, os dois que escrevi e publiquei recentemente: Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017).

É com esses livros, as caminhadas diárias em torno do lago, algumas poucas visitas a centros comerciais, uma ou outra olhada na televisão, um ou outro jogo da Copa da Rússia e a companhia de familiares qu’eu vou levando a vida desde que saímos de São Paulo, no dia 7.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).

22/06/2018 23:13:34 (pelo horário da Costa Leste dos EUA)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Por quê? (376) – Diálogo no lago: os políticos.

Sports Pavillion de Ashburn Village, Virgínia, EUA.

Cláudio Amaral

Sem dar tempo para que minha interlocutora respondesse à pergunta que eu havia lhe feito, durante nosso diálogo da manhã do Dia dos Namorados (12/6/2018), em torno do lago de Ashburn Village, emendei, com firmeza, quase raiva:

- O que foi que o seu namorado brasileiro disse para a senhora a respeito dos políticos do Brasil?

Sentindo que estava numa enrascada, ela, cujo nome eu ainda não sabia, tentou se esquivar e buscou uma saída pela tangente.

E disse que ele, o namorado, nada falou de concreto.

Nos reencontramos na manhã desta quarta-feira (13/6/2018), dia que a Igreja Católica Apostólica Romana dedica à alma e à memória de Santo Antônio. Estávamos quase chegando ao prédio do Sports Pavillion. Ela vestia uma calça preta justa (um legging, segundo Sueli Bravos do Amaral), uma camisa marrom claro sem mangas, tênis cinza aparentemente sem meias e tinha a companhia de dois pequenos cachorros tipo Pitbull.

Bom dia de cá, bom dia de lá, como duas pessoas civilizadas, e eu lasquei outra pergunta a ela:

- Como assim? Ele deve ter lhe dito algo. Algo com relação ao comportamento dos políticos brasileiros.

E aproveitei para listar alguns dos nomes mais famosos ou pelo menos dos mais conhecidos da política brasileira. Gente como Vargas, Brizola, Jango, Jânio, Juscelino, Teotônio, Ulisses, Tancredo, Lula, FHC, Covas (o avô), Dilma, ACM, Sarney, Collor, Itamar, Temer, entre muitos outros.

Ela fez cara de quem não conhecia nome algum.

Então, não tive saída. Ou melhor, minha única saída foi dizer a ela que não tenho boas recomendações de nenhum deles. Nenhum.

- Para mim – informei a aquela cidadã dos Estados Unidos que me disse querer muito conhecer o Brasil – são todos mal falados, de péssimo conceito, nenhuma respeitabilidade.

- Todos?

- Sim. Todos. Sem exceção alguma, respondi com tristeza.

E ela me perguntou, na lata, sem pensar duas vezes:

- E em quem o senhor irá votar nas próximas eleições?

Sim. Embora viva nos EUA há pelo menos 40 anos, imagino, aquela jovem senhora sabe, perfeitamente, que há uma campanha eleitoral em andamento no Brasil.

Uma só, não. Na verdade (se é que a verdade existe, como insistem em dizer meus professores do curso de Licenciatura em História na FMU) estão em andamento incontáveis campanhas eleitorais no nosso País.

Sim, porque nas próximas eleições vamos ter que dar nossos votos, obrigatoriamente, para presidente da República, senadores, governadores, deputados estaduais e federais.

Mas isso era conversa para mais de metro, como costuma dizer o caipira do interior.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).

13/06/2018 12:09:05 (pelo horário da Costa Leste dos EUA)