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Por quê? (460) - JACYRA OCTAVIANO É UMA DAQUELAS PESSOAS QUE O TEMPO NÃO APAGA

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  Hoje (06/08/2026) recebi uma notícia que entristeceu meu coração: minha querida Amiga Jacyra Octaviano (foto) partiu há cerca de 4 anos e eu não sabia. Trabalhamos juntos na A. A. Comunicações, no final da década de 1970. Foi um período inesquecível da minha vida profissional, ao lado de pessoas extraordinárias como Álvaro Luiz Roberto de Assumpção, o inesquecível Meninão; Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto; Leda Cavalcanti; Cora Chaves e tantos outros que ajudaram a escrever um belo capítulo do Jornalismo brasileiro. A Jacyra era uma daquelas pessoas que engrandecem qualquer redação. Competente, elegante, generosa e sempre comprometida com o melhor texto, conquistava o respeito dos colegas sem precisar levantar a voz. A vida nos levou por caminhos diferentes. Perdemos o contato, como tantas vezes acontece. Mas bastou ouvir novamente o nome dela para que as lembranças voltassem com uma força impressionante. Percebi, então, que o tempo pode até nos afastar das pesso...

Por quê? (459) - HOJE, 5 DE AGOSTO DE 2026, É DIA DE LEMBRAR DO AMIGO MENINÃO

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Álvaro Luiz Roberto de Assumpção, o Meninão, um AmigãoZão Cláudio Amaral Meninão era o apelido de Álvaro Luiz Roberto de Assumpção , um grande Amigo que tive o privilégio de conhecer graças à boa vontade de Luiz Roberto de Souza Queiróz , o Bebeto, repórter do Estadão como eu no início da década de 1970. Certo dia, estávamos fazendo uma reportagem na região dos Jardins, em São Paulo, quando Bebeto sugeriu: — Vamos passar rapidamente na casa do Meninão. Quero apresentar vocês. Assim fizemos. Meninão morava na Rua Gironda e era, na época, um respeitado colunista social da Folha da Tarde . Ao mesmo tempo, dirigia a A. A. Comunicações, empresa para a qual Bebeto também prestava serviços jornalísticos. Logo na entrada da casa tive uma surpresa: uma impressionante coleção de uísques. Fiquei admirado. Bebeto percebeu meu espanto e explicou: — Aqui só tem uísques escoceses. Nunca entrou outro tipo de uísque nesta casa. Subimos para o andar superior do sobrado e veio a se...

Por quê (458) - Agosto, seja bem-vindo! O mês da reedição do meu primeiro romance

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"A Família é o berço de tudo" Cláudio Amaral Agosto chegou. Seja muito bem-vindo! Julho ficou para trás, mas deixou lembranças que levaremos conosco por muito tempo. Entre alegrias, desafios, encontros, desencontros, conquistas e momentos de reflexão, eu e a Sueli encerramos os primeiros sete meses de 2026 com o coração cheio de gratidão. Nossa caminhada foi marcada pela fé. Rezamos muito. Participamos de missas praticamente todos os dias, acompanhados pelos padres Cássio e Adalton, da Paróquia Santa Generosa, no Paraíso; pelos padres Marin e Deivid, da Paróquia Santo Inácio de Loyola e São Paulo Apóstolo, na Rua França Pinto; pelos frades Cláudio De Camargo e Mário Sérgio Rocha, da Paróquia Santa Rita de Cássia, na Vila Mariana; e também pelo padre Alex Nogueira, do Mosteiro de Jacarezinho, no Paraná. Nos poucos dias em que não pudemos estar presentes, acompanhamos as celebrações pela televisão. Também cultivamos aquilo que realmente dá sentido à vida: a convivên...

Por quê? (457) Porque decidi reeditar meu primeiro romance dez anos após o lançamento

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Cláudio Amaral Em 2026, meu primeiro romance, Um lenço, um folheto e a roupa do corpo , está a completar dez anos de publicação. Ao perceber essa data tão significativa, tomei uma decisão que nasceu mais do coração do que da razão: reeditar a obra, revisá-la e apresentá-la aos leitores em uma edição muito mais completa. Mas essa história começou muito antes. A demissão que mudou minha vida Escrevi Um lenço, um folheto e a roupa do corpo em 2003, logo após ser demitido do melhor emprego que havia tido até então: o de Gerente de Redação da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. A demissão atingiu cerca de 250 profissionais. Eu ocupava aquele cargo havia mais de cinco anos e tinha enorme satisfação em liderar uma equipe de jornalistas que trabalhava praticamente de forma ininterrupta. Sentia-me respeitado pelos colegas, pelos profissionais que coordenava e também pela diretoria da empresa. De uma hora para outra, vi-me em casa, tentando compreender tudo o que havia acontecido...

Por quê? (456) – Ganância não é progresso

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A ganância é algo que atrapalha a vida do ser humano em todos os sentidos Cláudio Amaral (*)   Chamam de progresso aquilo que, na prática, empobrece o ser humano. Dão o nome de sucesso ao que esmaga. Exploram em nome da eficiência e celebram números enquanto ignoram gente. A ganância virou virtude disfarçada: corre de terno, fala bonito, posa de moderna, mas continua sendo velha (mais velha do que nunca), cruel (mais cruel do que nunca) e profundamente desumana. Onde a ganância manda, a dignidade pede licença, o afeto vira custo e a vida perde valor. Venho de um tempo em que pouco se tinha, mas muito se repartia. A mesa lá em casa, em Adamantina dos anos 1950 e 1960, era simples, o pão contado, e ainda assim sempre cabia mais um. Aprendi cedo com meus saudosos pais, Wanda e Lázaro Alves do Amaral, que riqueza não era o que sobrava no bolso, mas o que não faltava no caráter. Talvez por isso me espante tanto ver um mundo que acumula como nunca e reparte como jam...

Por quê? (455) – Obstáculos ou soluções?

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Cláudio Amaral (*)   Quando você tem uma ideia nova, o que vem primeiro à sua mente? Os obstáculos ou as soluções? É curioso como, diante do novo, muitos de nós somos rápidos em levantar muros antes mesmo de enxergar caminhos. Em vez de perguntar “como fazer?”, perguntamos logo: “por que não vai dar certo?”. Exemplo primeiro e simples. Você está à procura de um novo emprego, esteja ou não desempregado. O pensamento inicial costuma ser: idade, concorrência, exigências do mercado, falta de oportunidades. Mas e as soluções? Atualizar-se, conversar com pessoas amigas e/ou apenas conhecidas, abrir-se a novos formatos de trabalho, aceitar desafios antes impensáveis. Todas essas possibilidades vêm depois, quando vêm. Outro exemplo, o segundo. Você decide ajudar um conhecido que está desempregado. De imediato, surgem as suposições: “Ele não vai querer mudar de cidade”, “não aceita sair do Estado”, “jamais pensaria em outro país”. Mas será mesmo? Por que não ouvi-...

Por quê? (453) – O mediador perfeito

  Cláudio Amaral (*)   Vivemos tempos curiosos e inquietantes. Nunca se falou tanto em diálogo, mediação e construção de pontes. Jamais foi tão difícil conversar sem gritar, discordar sem agredir, negociar sem trair convicções. Talvez por isso o tema abordado pelo Frei João Marcos, na homilia deste domingo (11/01/2026), na Paróquia Santa Rita de Cássia de Vila Mariana, aqui em São Paulo, tenha ecoado com tanta força em mim. O diretor do Colégio Santo Agostinho e Vigário da Paróquia Santo Agostinho, ambos sediados aqui na Capital paulista, abordou a questão do mediador perfeito. Imediata e mentalmente eu me questionei: o mediador perfeito existe? E, ato contínuo, pensei: o mundo atual parece órfão de mediações confiáveis. Afinal, temos líderes que falam em paz, mas alimentam conflitos; negociadores que defendem interesses travestidos de consenso; instituições que perderam autoridade moral. Assim, o diálogo, tantas vezes invocado, tornou-se técnica vazia ou...