Postagens

Mostrando postagens de 2026

Por quê? (208) Adeus, Padre Gaspar

Imagem
Cláudio Amaral   A ultima vez que me encontrei com ele foi justamente na esquina das ruas Carlos Petit com Vergueiro, ao pé da famosa caixa d’água, na Vila Mariana.  Eu estava visitando um colega corretor de imóveis e ele passava pelo local, que era o plantão de vendas do Edifício UP e hoje funciona a pleno vapor. Na época, Padre Gaspar Blanco Ramos estava numa espécie de exilo em Ponta Grossa, no Paraná.  Não estava satisfeito, com certeza.  Ou já estava afetado pela doença?  Deveria estar doente, porque na missa de 7º dia de ontem (17/9/2010), desde o púlpito da Paróquia de Santa Rita de Cássia, o atual pároco, Padre Miguel Lucas, disse que Padre Gaspar carregou a cruz da doença por dois anos.  Ambos, segundo Padre Lucas, moraram juntos por 33 anos.  Coincidência ou não, essa foi exatamente a idade de Cristo.  Aos olhos do seu rebanho, Padre Gaspar não era dos mais simpáticos.  Mas, os depoimentos que se seguiram após a celebração da missa...

Por quê? (466) — O DIA EM QUE A GLÓRIA BATEU À MINHA PORTA

Imagem
Cláudio Amaral Há acontecimentos que a gente espera. Há outros que nos surpreendem. E há aqueles que acontecem de uma maneira tão simples, tão despretensiosa, que, no instante em que acontecem, parecem apenas mais um fato do cotidiano. Só depois é que a gente percebe que havia alguma coisa diferente naquele momento. Foi assim comigo. A história começa nesta terceira semana de Setembro. Eu estava em casa. Sozinho. Ou melhor: eu e Deus. A Sueli estava participando de um curso no Ateliê da Professora Rute Sato, e eu trabalhava no meu house office , diante do computador, envolvido com minhas atividades de escritor. Até que a campainha tocou. Levantei-me da frente do computador e fui até a janela que dá para a rua. Abri a janela e vi uma cidadã parada diante do portão. Na mão direita, ela segurava um papel. Com a mão esquerda, segurava uma das alças do carrinho que carregava três caixas de papelão. Olhei. Ela olhou. E eu disse: “Sim?” Então veio a frase: “S...

CLÁUDIO AMARAL FALA AO SINTONIASP

Imagem
 A partir das 19h desta terça-feira, dia 8 de Setembro de 2026, o Jornalista Cláudio Amaral dará entrevista ao vivo para a Jornalista Lúcia Zanelli no blogue SintoniaSP. Eles falarão a respeito da vida de Escritor do relançamento do livro Um lenço, um folheto e a roupa do corpo, que ainda este mês será disponibilizado pela Editora Marini.

Por quê? (465) - 5 DE SETEMBRO: O DIA EM QUE A VIDA ME ABRAÇOU

Imagem
Cinquenta e cinco anos juntos: Que privilégio! Que bênção! Que presente! Obrigado, Senhor! Cláudio Amaral Há dias que começam como todos os outros. E há dias que, antes mesmo de o café ser servido, já chegam trazendo consigo uma história inteira. Hoje é um desses dias. Hoje é 5 de setembro de 2026. Acordei depois de uma boa noite, em companhia de Amigos de Verdade. Dormi bem. Talvez porque amizade verdadeira também tenha esse poder silencioso de nos devolver a paz. Abri os olhos disposto. Mais do que disposto: bem-disposto. E fui para a cozinha. Foi então que a encontrei. A Mulher da Minha Vida: Sueli Bravos. Minha companheira de todas as horas. E talvez seja difícil explicar o que significa encontrar, depois de tantos anos, a mesma mulher que um dia subiu comigo ao altar. Mas algumas coisas não precisam ser explicadas. Precisam ser sentidas. Entre beijos e abraços, comemoramos a data. Não uma data qualquer. 5 de Setembro. O dia em que, há exatamente 55 anos, lá em Marí...

POR QUÊ? (464) - OS REENCONTROS PROPICIADOS PELO RELANÇAMENTO DE UM LENÇO, UM FOLHETO E A ROUPA DO CORPO

Imagem
O personagem de Um lenço, um folheto e a roupa do corpo não sabia que tinha uma netinha Cláudio Amaral O relançamento do meu primeiro livro está me proporcionando uma série de reencontros. Tudo começou com uma visão que tive durante uma missa, no dia 1º de Agosto de 2026, na Paróquia Santo Agostinho. A celebração era presidida pelo Frei Cláudio De Camargo e concelebrada por outros cinco Frades Agostinianos. Eu estava na terceira fila quando, olhando para o altar, vi um dos sacerdotes me oferecendo a unção dos enfermos e recomendando que procurasse Amigos e Amigas que eu não via havia muito tempo. Levei a recomendação a sério. Passei, então, a procurar Amigos e Amigas da infância, da adolescência e de diferentes períodos da minha vida adulta. A cada um, enviei mensagens, por escrito ou em áudio, contando o que havia acontecido, anunciando o relançamento de Um lenço, um folheto e a roupa do corpo e manifestando meu desejo de reencontrá-los pessoalmente. Entre tantos ree...

Por quê? (463) E O NOVO LIVRO UM LENÇO, UM FOLHETO E A ROUPA DO CORPO?

Imagem
O autor de Um lenço, um folheto e a roupa do corpo está de visual novo   Por todo lugar qu’eu vou sou indagado: “E o novo livro? E o livro novo? Quando vai ser o lançamento da reedição de Um lenço, um folheto e a roupa do corpo?”   Foi assim na Clínica dos Pés, hoje, no início da tarde, no Shopping Paulista, onde fui cuidar das unhas dos pés com a Podóloga Helen.   O mesmo se repetiu quando, logo em seguida, eu cheguei à barbearia da Praça Amadeu Amaral, local em que compareci para que o Barbeiro Antônio Carlos cuidasse dos meus cabelos e da minha barba.   Fiquei animado. Mais animado do que já estava.   De visual novo, cabelos e barba aparados, então, mais animado fiquei ao saber que assim está a expectativa em relação a aquela obra que está prestes a sair do forno (ou do prelo, como se dizia antigamente).   Trata-se da edição comemorativa aos 10 anos de lançamento do meu primeiro, aquele que veio à luz em Dezembro de 2016.   ...

Por quê? (462) - UM LENÇO, UM FOLHETO E A ROUPA DO CORPO TERÁ NOVIDADES E MAIS NOVIDADES

Imagem
  A Paróquia Santo Agostinho, em São Paulo, foi palco do final da caminhada de Claude Amarante A nova edição do livro Um lenço, um folheto e a roupa do corpo terá novidades e mais novidades. As capas foram refeitas, acrescentei duas orelhas que não existiram na primeira edição, incluí uma ilustração para cada um dos 16 capítulos, escrevi o capítulo 17, também devidamente ilustrado, convidei um Amigo para escrever - e ele escreveu - um terceiro depoimento e rabisquei um posfácio. Hoje, por exemplo, autorizei o Editor Wilson Marini (@marini.wilson), gestor da Marini Soluções Editoriais, a solicitar o registro no ISBN. Dentro de uma semana deveremos estar com tudo em ordem para encaminhar o livro para impressão na Meta Gráfica. Esta obra marcou minha estreia no mundo literário. Escrevi Um lenço, um folheto e a roupa do corpo em 2003, publiquei-o no final de 2016 e agora, dez anos depois, estou preparando o relançamento. Na primeira edição, contei com o apoio e a colaboração ...

Por quê? (461) - DUAS BOAS NOTÍCIAS NUM ÚNICO DIA

Imagem
  Minha sexta-feira, 7 de agosto de 2026, foi especial. Mais do que isso: foi especialíssima. Num determinado momento da tarde, recebi do Editor Wilson Marini, gestor da Marini Soluções Editoriais, uma notícia que fez meu coração bater mais depressa: a reedição do meu primeiro livro, Um lenço, um folheto e a roupa do corpo , está bem adiantada. A notícia já seria suficiente para transformar meu dia. Mas ainda havia mais. No final da tarde, quase noite, recebi outra ótima notícia, acompanhada de fotos. O exemplar do meu quinto livro, Meus Escritos de Memória , que eu havia enviado pelos Correios, finalmente chegou às mãos da Amiga e Leitora sem igual Juliana Ester Lunnes, a Uli. E ela fez mais. Publicou duas fotografias em sua página do Instagram, acompanhadas de palavras carinhosas e elogios ao meu livro. Como não sorrir? Como não agradecer? Como não guardar um momento desses na memória? Para quem ainda não sabe, Meus Escritos de Memória é um livro autobi...

Por quê? (460) - JACYRA OCTAVIANO É UMA DAQUELAS PESSOAS QUE O TEMPO NÃO APAGA

Imagem
  Hoje (06/08/2026) recebi uma notícia que entristeceu meu coração: minha querida Amiga Jacyra Octaviano (foto) partiu há cerca de 4 anos e eu não sabia. Trabalhamos juntos na A. A. Comunicações, no final da década de 1970. Foi um período inesquecível da minha vida profissional, ao lado de pessoas extraordinárias como Álvaro Luiz Roberto de Assumpção, o inesquecível Meninão; Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto; Leda Cavalcanti; Cora Chaves e tantos outros que ajudaram a escrever um belo capítulo do Jornalismo brasileiro. A Jacyra era uma daquelas pessoas que engrandecem qualquer redação. Competente, elegante, generosa e sempre comprometida com o melhor texto, conquistava o respeito dos colegas sem precisar levantar a voz. A vida nos levou por caminhos diferentes. Perdemos o contato, como tantas vezes acontece. Mas bastou ouvir novamente o nome dela para que as lembranças voltassem com uma força impressionante. Percebi, então, que o tempo pode até nos afastar das pesso...

Por quê? (459) - HOJE, 5 DE AGOSTO DE 2026, É DIA DE LEMBRAR DO AMIGO MENINÃO

Imagem
Álvaro Luiz Roberto de Assumpção, o Meninão, um AmigãoZão Cláudio Amaral Meninão era o apelido de Álvaro Luiz Roberto de Assumpção , um grande Amigo que tive o privilégio de conhecer graças à boa vontade de Luiz Roberto de Souza Queiróz , o Bebeto, repórter do Estadão como eu no início da década de 1970. Certo dia, estávamos fazendo uma reportagem na região dos Jardins, em São Paulo, quando Bebeto sugeriu: — Vamos passar rapidamente na casa do Meninão. Quero apresentar vocês. Assim fizemos. Meninão morava na Rua Gironda e era, na época, um respeitado colunista social da Folha da Tarde . Ao mesmo tempo, dirigia a A. A. Comunicações, empresa para a qual Bebeto também prestava serviços jornalísticos. Logo na entrada da casa tive uma surpresa: uma impressionante coleção de uísques. Fiquei admirado. Bebeto percebeu meu espanto e explicou: — Aqui só tem uísques escoceses. Nunca entrou outro tipo de uísque nesta casa. Subimos para o andar superior do sobrado e veio a se...

Por quê (458) - Agosto, seja bem-vindo! O mês da reedição do meu primeiro romance

Imagem
"A Família é o berço de tudo" Cláudio Amaral Agosto chegou. Seja muito bem-vindo! Julho ficou para trás, mas deixou lembranças que levaremos conosco por muito tempo. Entre alegrias, desafios, encontros, desencontros, conquistas e momentos de reflexão, eu e a Sueli encerramos os primeiros sete meses de 2026 com o coração cheio de gratidão. Nossa caminhada foi marcada pela fé. Rezamos muito. Participamos de missas praticamente todos os dias, acompanhados pelos padres Cássio e Adalton, da Paróquia Santa Generosa, no Paraíso; pelos padres Marin e Deivid, da Paróquia Santo Inácio de Loyola e São Paulo Apóstolo, na Rua França Pinto; pelos frades Cláudio De Camargo e Mário Sérgio Rocha, da Paróquia Santa Rita de Cássia, na Vila Mariana; e também pelo padre Alex Nogueira, do Mosteiro de Jacarezinho, no Paraná. Nos poucos dias em que não pudemos estar presentes, acompanhamos as celebrações pela televisão. Também cultivamos aquilo que realmente dá sentido à vida: a convivên...

Por quê? (457) Porque decidi reeditar meu primeiro romance dez anos após o lançamento

Imagem
Cláudio Amaral Em 2026, meu primeiro romance, Um lenço, um folheto e a roupa do corpo , está a completar dez anos de publicação. Ao perceber essa data tão significativa, tomei uma decisão que nasceu mais do coração do que da razão: reeditar a obra, revisá-la e apresentá-la aos leitores em uma edição muito mais completa. Mas essa história começou muito antes. A demissão que mudou minha vida Escrevi Um lenço, um folheto e a roupa do corpo em 2003, logo após ser demitido do melhor emprego que havia tido até então: o de Gerente de Redação da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. A demissão atingiu cerca de 250 profissionais. Eu ocupava aquele cargo havia mais de cinco anos e tinha enorme satisfação em liderar uma equipe de jornalistas que trabalhava praticamente de forma ininterrupta. Sentia-me respeitado pelos colegas, pelos profissionais que coordenava e também pela diretoria da empresa. De uma hora para outra, vi-me em casa, tentando compreender tudo o que havia acontecido...

Por quê? (456) – Ganância não é progresso

Imagem
A ganância é algo que atrapalha a vida do ser humano em todos os sentidos Cláudio Amaral (*)   Chamam de progresso aquilo que, na prática, empobrece o ser humano. Dão o nome de sucesso ao que esmaga. Exploram em nome da eficiência e celebram números enquanto ignoram gente. A ganância virou virtude disfarçada: corre de terno, fala bonito, posa de moderna, mas continua sendo velha (mais velha do que nunca), cruel (mais cruel do que nunca) e profundamente desumana. Onde a ganância manda, a dignidade pede licença, o afeto vira custo e a vida perde valor. Venho de um tempo em que pouco se tinha, mas muito se repartia. A mesa lá em casa, em Adamantina dos anos 1950 e 1960, era simples, o pão contado, e ainda assim sempre cabia mais um. Aprendi cedo com meus saudosos pais, Wanda e Lázaro Alves do Amaral, que riqueza não era o que sobrava no bolso, mas o que não faltava no caráter. Talvez por isso me espante tanto ver um mundo que acumula como nunca e reparte como jam...