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Por quê? (456) – Ganância não é progresso

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A ganância é algo que atrapalha a vida do ser humano em todos os sentidos Cláudio Amaral (*)   Chamam de progresso aquilo que, na prática, empobrece o ser humano. Dão o nome de sucesso ao que esmaga. Exploram em nome da eficiência e celebram números enquanto ignoram gente. A ganância virou virtude disfarçada: corre de terno, fala bonito, posa de moderna, mas continua sendo velha (mais velha do que nunca), cruel (mais cruel do que nunca) e profundamente desumana. Onde a ganância manda, a dignidade pede licença, o afeto vira custo e a vida perde valor. Venho de um tempo em que pouco se tinha, mas muito se repartia. A mesa lá em casa, em Adamantina dos anos 1950 e 1960, era simples, o pão contado, e ainda assim sempre cabia mais um. Aprendi cedo com meus saudosos pais, Wanda e Lázaro Alves do Amaral, que riqueza não era o que sobrava no bolso, mas o que não faltava no caráter. Talvez por isso me espante tanto ver um mundo que acumula como nunca e reparte como jam...

Por quê? (383) – A herança

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Lázaro Alves do Amaral, o "Seu Lazinho", meu pai Cláudio Amaral “Meu pai não me deixou nada”, gritei para minha Amiga Lúcia Saraiva. Foi na tarde de um dos sábados de Julho de 2001, em plena Rua Machado de Assis, aqui na Aclimação, “o bairro mais agradável de São Paulo". Eu havia saído de casa e caminhava para o salão do Toninho Dainese, em busca de um bom corte nos meus cabelos. Ao passar pela residência dos Saraiva dei de cara com o velho Amigo Irineu Saraiva e a filha, Lúcia. Eles tiravam do carro as compras que tinham feito no supermercado. “Gastando, veio?”, perguntei ao administrador do dízimo da nossa paróquia, a Santa Rita de Cássia de Vila Mariana, na Rua Dona Inácia Uchôa, 106, na zona sul de São Paulo. É, gastando, porque quando eu morrer não vou levar nada mesmo e os filhos vão gastar tudo”, respondeu Irineu. “Tá certo”, acrescentei. “Tá certo, nada”, protestou Lúcia. “Tá certo, sim”, retruquei. “Eu também ...

Por quê? (382) – 69 anos de vida

Cláudio Amaral Obrigado! Obrigado!! Obrigado, Senhor!!! Obrigado sou e estou por tudo de bom que me aconteceu nestes 69 anos de vida. Obrigado por ter permitido que minha Mãe, Wanda Guido do Amaral, tenha tido uma gestação tranquila durante os nove meses em que estive no ventre dela. Obrigado pelo Amor de meus pais, Wanda e Lázaro Alves do Amaral. E pelo carinho e educação qu’eles sempre me deram. Obrigado por todos os Professores que tive em todas as escolas pelas quais passei, do Primário (no Moinho Velho, em São Paulo) ao Mestrado em Jornalismo (no IICS/SP ), incluindo a Licenciatura em História na FMU/SP em 2015 e os três semestres (2014 e 2015) na EE Major Arcy (Aclimação, SP). Obrigado pelas Amigas e pelos Amigos que me acompanharam por todos esses anos. Obrigado pelos profissionais que me orientaram desde os meus seis anos de idade e por todos aqueles que me chefiaram... a começar do sapateiro que me acolheu na oficina do Sacomã ( https://pt.wikip...