Por quê? (372) – Leiam e rabisquem
Cláudio Amaral Tenho uma divergência radical com um dos meus filhos em matéria de livros: quando o exemplar é meu, leio sempre com uma caneta na mão direita. Leio e rabisco à minha vontade. Ele, não. Ele – um dos dois filhos homens que Sueli me deu – jamais fez isso e vive a me condenar por esse meu costume. Eu já era assim antes de entrar para o curso de Licenciatura em História da FMU, em fevereiro de 2013. E lá aprendi que era necessário ler e rabiscar tudo, para depois elaborar os trabalhos que nos eram solicitados pelos nossos professores. Mas por que eu resolvi interromper a leitura que estava fazendo nesta tarde calorenta de um dos últimos dias de 2016 e aqui estou a escrever essas bem traçadas linhas? Simplesmente porque me lembrei dessa minha característica enquanto lia – e rabiscava com caneta vermelha – o livro do Professor Rafael Ruiz: literatura e crise – Uma barca no meio do oceano (São Paulo: Cultor de Livros, 2015). Ruiz foi meu Professor de Lite...