Por quê? (383) – A herança
Lázaro Alves do Amaral, o "Seu Lazinho", meu pai Cláudio Amaral “Meu pai não me deixou nada”, gritei para minha Amiga Lúcia Saraiva. Foi na tarde de um dos sábados de Julho de 2001, em plena Rua Machado de Assis, aqui na Aclimação, “o bairro mais agradável de São Paulo". Eu havia saído de casa e caminhava para o salão do Toninho Dainese, em busca de um bom corte nos meus cabelos. Ao passar pela residência dos Saraiva dei de cara com o velho Amigo Irineu Saraiva e a filha, Lúcia. Eles tiravam do carro as compras que tinham feito no supermercado. “Gastando, veio?”, perguntei ao administrador do dízimo da nossa paróquia, a Santa Rita de Cássia de Vila Mariana, na Rua Dona Inácia Uchôa, 106, na zona sul de São Paulo. É, gastando, porque quando eu morrer não vou levar nada mesmo e os filhos vão gastar tudo”, respondeu Irineu. “Tá certo”, acrescentei. “Tá certo, nada”, protestou Lúcia. “Tá certo, sim”, retruquei. “Eu também ...