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Por quê? (372) – Leiam e rabisquem

Cláudio Amaral Tenho uma divergência radical com um dos meus filhos em matéria de livros: quando o exemplar é meu, leio sempre com uma caneta na mão direita. Leio e rabisco à minha vontade. Ele, não. Ele – um dos dois filhos homens que Sueli me deu – jamais fez isso e vive a me condenar por esse meu costume. Eu já era assim antes de entrar para o curso de Licenciatura em História da FMU, em fevereiro de 2013. E lá aprendi que era necessário ler e rabiscar tudo, para depois elaborar os trabalhos que nos eram solicitados pelos nossos professores. Mas por que eu resolvi interromper a leitura que estava fazendo nesta tarde calorenta de um dos últimos dias de 2016 e aqui estou a escrever essas bem traçadas linhas? Simplesmente porque me lembrei dessa minha característica enquanto lia – e rabiscava com caneta vermelha – o livro do Professor Rafael Ruiz: literatura e crise – Uma barca no meio do oceano (São Paulo: Cultor de Livros, 2015). Ruiz foi meu Professor de Lite...

Por quê? (350) – Uma escola pública diferenciada

Cláudio Amaral As escolas públicas foram boas? Sim, na minha época, anos 1950 e 1960, elas foram mais do que isso; eram excelentes. E depois disso? Os anos passaram e a qualidade foi caindo, caindo, caindo... e hoje, julho de 2015, é rara a escola pública de qualidade. Seja municipal ou estadual. Isto é público e notório. Até porque os problemas dos nossos estabelecimentos de ensino – e da Educação como um todo – estão na cara para todos vermos. Tive oportunidade de conhecer e comparar as escolas brasileiras com as dos Estados Unidos da América nos últimos quatro anos, período em que meus netinhos foram – com os pais – viver nas proximidades da capital estadunidense, Washington DC. Conheci tanto escolas públicas como particulares, pois Beatriz e Murilo foram primeiro estudar na particular Hope ( http://www.hopepreschool.org ) e depois na pública Ashburn Elementar School ( http://www.loudoun.k12.va.us/ashburn ). E também estive em universidades que cobram algo em torno de 8.0...

Por quê? (328) – Movimento cidadão

Cláudio Amaral Dos mais lindos, emocionantes, legítimos, justos, verdadeiros, vibrantes e sensacionais o movimento que levou às ruas do Brasil mais de um milhão de pessoas nos últimos dias. Especialmente aqueles cidadãos que foram reivindicar pacífica e ordeiramente. Mas eu, confesso, não fui. E os motivos são muitos. Inúmeros. E não é porque me sinta velho nos meus 63 anos bem vividos. Não. Estou forte e bem-disposto. Tão ou mais do que nos tempos em que engrossei as fileiras dos movimentos pelas Diretas já e pelo impedimento do presidente collorido. Primeiro porque estava em provas no curso de História da FMU/Liberdade/SP e minha prioridade era estudar o suficiente para não ficar de exame. Em vão, porque, por mais que tenha estudado, precisei enfrentar dois exames entre as sete disciplinas do primeiro semestre. Segundo porque fiquei em dúvida se estava preparado, verdadeiramente, para defender os mais elementares direitos dos cidadãos que vivem no Brasil. Na dú...