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Por quê? (450) – A Simplicidade que nos falta

  Cláudio Amaral (*)   Ontem (01/12/2025) à noite, sentado no banco da igreja, na Paróquia Santo Inácio de Loyola e São Paulo Apostolo, na Vila Mariana, aqui em São Paulo, ouvi algo tão simples quanto profundo. Não era teologia complicada, nem metáfora difícil, nem revelação inédita. Era apenas aquilo que, de tão óbvio, a gente esquece: o Natal é importante porque é o dia em que Cristo nasceu. Pronto. Simples assim. E, no entanto, o Natal é tão grande. O sacerdote, um senhor de cabelos brancos, branquinhos, o Padre Marin (Pe. Darci Luiz Marin, ssp), disse isso com uma calma que atravessou o templo inteiro. Ele não levantou a voz, nem fez malabarismos homiléticos (**) . Ele, com autoridade que Deus lhe deu, só lembrou, como quem chama de volta uma criança distraída na rua, que toda a beleza deste tempo nasce de um acontecimento único: Deus se fez um de nós. E eu fiquei ali, ruminando a frase, percebendo que, no fundo, o Natal só perdeu força porque nó...

Por quê? (449) – Obrigado, Senhor!

  Cláudio Amaral   Nada tenho a pedir aos Amigos e às Amigas neste três de Dezembro de 2025, dia em que estou a completar 76 anos de vida. Nada. Só tenho a agradecer. A Deus, em primeiro lugar. Por quê? Porque é Dele qu’eu tenho recebido tudo o que de bom eu possuo. Tudo o que de bom que recebi desde às 2h15 da madrugada morna daquele dia em que vim ao mundo graças ao Amor dos meus pais, os saudosos Wanda e Lazinho. Tive uma infância pobre, mas feliz, alegre, saudável, amorosa. Deus e os meus pais me deram tudo o que eu necessitei nestes 76 anos de vida: alimentos, roupas, medicamentos, estudos, saúde, disposição, força de vontade, sabedoria, gosto pelo trabalho, amor ao próximo... tudo. Se você, Caro AmigãoZão, Caríssima Amiguinha, não acredita nisso tudo que escrevi, leia, então, uma mensagem apócrifa que recebi neste final de semana: O QUE O POVO ANDA DIZENDO DE CLÁUDIO AMARAL Dizem que Deus caprichou quando mandou Cláudio Amaral ao mundo. Fala...

Por quê? (445) – Sêneca

Cláudio Amaral O Metrô é uma boa fonte de inspiração para essas crônicas que eu amo escrever e que tenho produzido desde 2008. É no Metrô, sem dúvida, onde mais encontro temas para criar e produzir textos como esse. E foi no Metrô, na manhã fria e chuvosa dessa terça-feira, que saquei o assunto de hoje, 30 de Julho de 2024. Estava indo para mais uma sessão de Reabilitação Ortopédica no Núcleo de Medicina Avançada da Prevent Senior, na Avenida Cruzeiro do Sul, 2463, junto à estação Carandiru. E, ao entrar no vagão do trem que me levaria para o meu destino, dei de cara com um jovem que, ao invés de empunhar o celular, como a maioria, se dedicava a algo mais saudável e produtivo : um livro impresso, um dos muitos livros escritos por Sêneca. De imediato me lembrei da ocasião em que fui chamado pelo Amigo Corrêa Neves Júnior para dar treinamento na redação do jornal diário Comércio da Franca, em Franca, em Abril de 2005. Preparei-me para aquela missão lendo textos e mais te...

Por quê? (444) – Darci Higobassi

Cláudio Amaral Sai do Metrô na estação Ana Rosa, nessa manhã fria de 24 de Julho de 2024, decidido a escrever uma nova crônica e o tema escolhido era o livro O lado feio do Amor . Estava a voltar da quarta sessão de Reabilitação Ortopédica no Núcleo de Medicina Avançada da Prevent Senior Santana na Avenida Cruzeiro do Sul, 2463, junto ao Metrô Carandiru. E ao entrar no trem que me traria para casa vi uma jovem a ler O lado feio do Amor e fiquei a me perguntar: E o Amor tem lado feio? Pensei em pergunta a ela, a leitora, mas não tive oportunidade. Mudei de ideia logo ao chegar à calçada da Rua Vergueiro, no Largo Ana Rosa, porque dei de cara com um conhecido de meio século, Darci Higobassi. Darci e eu trabalhamos na mesma redação e no mesmo jornal, O Estado de S. Paulo, logo que para São Paulo retornei, em Maio de 1971. Ele era redator da Editoria de Esportes, na época dirigida por Ludenbergue Góes (o Editor) e Luiz Carlos Ramos (o imediato do chefe). E eu um jovem apre...

Por quê? (443) – Pontes, Céus e Miragens

Cláudio Amaral Pontes, Céus e Miragens é o título do novo livro do Jornalista Paulo Roberto von Atizingen. O lançamento aconteceu em alto estilo numa sala da consagrada Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, Capital, na noite de 13 de Junho de 2024. Naquele dia todos nós, Católicos, comemorávamos o Dia de Santo Antônio. E lá fomos nós para prestigiar o premiado autor de livros como Conto: 2 Autores (1989), Contos/Crônicas que foi uma publicação coletiva de 1991, O Turista Encantado (Editora Meca, 2007) e Em Busca da Realidade Mágica (Editora BBS, 2018). Dessa vez, e por indicação do Jornalista Gabriel Emídio, Atizingen escolheu a Editora Patriani ( www.editorapatriani.com.br ), baseada em Marília, no Interior paulista, criada e dirigida pelo Editor Adriano Patriani. A mesma empresa e o mesmo profissional que produziram o livro O Cabo e o Jornalista (José Arnaldo 100 Anos), a obra em que homenageamos o Cidadão José Padilla Bravos (1922-1999). O lançamento te...

Por quê? (442) – Saudade

Cláudio Amaral Eu tenho saudade. E você? Eu tenho saudade dos meus tempos de menino pequeno em Adamantina. Tenho saudade dos meus bons tempos de garoto em Marília. Também tenho saudade da minha meninice em São Paulo. E me recordo com saudade da minha criancice quando da minha volta a Adamantina. E você? Eu tenho saudade dos tempos em que nem sabia o que era responsabilidade. Sim, porque a responsabilidade era toda dos meus pais. Era deles a responsabilidade de me alimentar, de me trocar e me manter limpo e saudável. Deles era também a responsabilidade de me educar, de me ensinar o que era certo, de me mandar para a escola e de me apresentar ao meu primeiro livro, a Cartilha Caminho Suave, de Branca Alves de Lima . E você? Você também tem saudade dos tempos de infância? Eu tenho saudade dos meus bons tempos de curso primário, ou seja, do primeiro ao quarto anos do grupo escolar. E você? Eu tinha pouco mais de seis anos quando fui matriculado numa esco...

Por quê? (441) – Cartas a Théo

Cláudio Amaral   Uma mulher simples é comum nas ruas de São Paulo. Mas uma mulher simples e vestida com elegância, nem tanto. Agora, uma mulher simples, jovem, elegante e com um livro nas mãos... isso, sim, é raridade em qualquer das ruas dessa imensa cidade. Pois foi isso que eu vi na tarde de sexta-feira, dia 12 de Abril de 2024, ao meu lado, no Largo Ana Rosa. Estava eu a caminho duma das maiores agências bancárias da Vila Mariana. Parei no farol vermelho e fiquei a esperar a vez dos pedestres. Ela também parou. O farol fechou para os veículos e abriu para nós, pedestres. Atravessamos, mas paramos logo à frente e ficamos a esperar, outra vez, porque o farol fechado, agora, era o da Rua Domingos de Moraes. Foi quando ela e eu ficamos lado a lado. Pude, então, ter clareza de que ela estava com um livro na mão esquerda. Tímido como sou, respirei fundo, criei coragem e perguntei: - Posso saber qual é o livro que você está a ler? Gentil, ela sorriu e v...