Por quê? (457) Porque decidi reeditar meu primeiro romance dez anos após o lançamento
Cláudio Amaral
Em 2026, meu primeiro romance, Um lenço, um folheto e a roupa do corpo, está a completar dez anos de publicação. Ao perceber essa data tão significativa, tomei uma decisão que nasceu mais do coração do que da razão: reeditar a obra, revisá-la e apresentá-la aos leitores em uma edição muito mais completa.
Mas essa história começou muito
antes.
A demissão que mudou minha vida
Escrevi Um lenço, um folheto e a
roupa do corpo em 2003, logo após ser demitido do melhor emprego que havia
tido até então: o de Gerente de Redação da Imprensa Oficial do Estado de São
Paulo.
A demissão atingiu cerca de 250
profissionais. Eu ocupava aquele cargo havia mais de cinco anos e tinha enorme
satisfação em liderar uma equipe de jornalistas que trabalhava praticamente de
forma ininterrupta. Sentia-me respeitado pelos colegas, pelos profissionais que
coordenava e também pela diretoria da empresa.
De uma hora para outra, vi-me em
casa, tentando compreender tudo o que havia acontecido.
Foram dias de inconformismo,
tristeza e muitas perguntas.
O concurso que reacendeu minha
esperança
Foi nesse período que surgiu diante
de mim um concurso literário promovido pelo Sesc.
Encarei aquela oportunidade como um
novo começo.
Passei a dedicar praticamente todo
o meu tempo ao romance. Escrevia diariamente, revisava, reescrevia e procurava
entregar o melhor texto que fosse capaz de produzir.
Quando concluí o original, fiz seis
cópias e pedi à Sueli, minha companheira de todas as horas, que as levasse aos
Correios, conforme exigia o regulamento do concurso.
Era o final de 2003.
Depois disso, vieram semanas e
meses de espera.
A vida seguiu seu caminho
O resultado demorava tanto que, em Julho
de 2004, já trabalhando em Campo Grande, no segundo maior jornal de Mato Grosso
do Sul, praticamente deixei aquele sonho para trás.
A rotina intensa da redação ocupou
meus dias e o manuscrito ficou guardado, aguardando o momento certo.
O sonho finalmente se realizou
Esse momento chegou apenas em 2016.
Naquele ano consegui publicar Um
lenço, um folheto e a roupa do corpo e tive a alegria de realizar o
lançamento.
Foi uma conquista que compensou
anos de espera.
Dez anos depois
Recentemente, ao pegar em minhas
mãos o exemplar nº 001 da primeira edição, dedicado à Sueli, percebi que, em
2026, o livro está a completar dez anos de publicação.
Foi impossível não sentir emoção.
Percebi que a história merecia uma
nova oportunidade.
Decidi então revisitar cada página.
Reli todo o romance, reescrevi
diversos trechos, acrescentei um novo capítulo, o décimo sétimo, solicitei uma
nova capa, uma nova quarta capa, novas ilustrações para todos os capítulos e
escrevi as duas orelhas que faltavam na edição original.
Hoje, graças ao excelente trabalho
da equipe da Marini Soluções Editoriais, essa nova edição está ganhando forma
exatamente como sempre imaginei.
Muito mais que uma reedição
Esta não é apenas uma nova
impressão de um livro antigo.
É uma obra amadurecida pelo tempo,
pela experiência e pelos anos dedicados ao jornalismo, à literatura e à
escrita.
Espero que em breve esta edição
encontre novos leitores e também reencontre aqueles que caminharam comigo desde
a primeira publicação.
Afinal, alguns livros contam
histórias.
Outros contam também a história de
quem os escreveu.
Cláudio Amaral é Jornalista e Escritor especializado em Biografias
claudioamaral49@gmail.com
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São Paulo, Brasil, 30/07/2026 14:22:05

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