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Por quê? (217) Revendo arquivos antigos

Cláudio Amaral A informação a respeito da troca de presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo me levou a rever meus arquivos, pessoais e particulares. O presidente que saiu ficou no cargo por quase oito anos, em substituição ao meu amigo e colega de profissão Sérgio Kobayashi. Revi milhares de publicações de todos os tipos, incluindo textos e imagens. Mas, o que mais me agradou foi um papel – simples, por sinal – a respeito de como funcionava a Redação da Imprensa Oficial em 2003: Gerente, Clipping (dez profissionais), D. O. Leitura + Suplementos + Informativo (seis), Editorias, Editais/Judiciario (nove), Executivo (nove), Primeira Página e Revisão (nove), Editais/Apoio (13), Empresarial e Jucesp (nove) e Agência de Notícias (12). Ao todo, éramos, na ponta do lápis, 73 profissionais. Mais, é claro, centenas de outros profissionais das mais diferentes especialidades. Só gerentes éramos 22. Todos – ou quase todos – mandados embora. Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que,...

Por quê? (216) Preciso me animar

Cláudio Amaral O que você faz, caro e-leitor, quando precisa se animar? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa renovar suas forças? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa erguer seu moral? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa descobrir novos caminhos? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa encontrar um novo trabalho? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa encontrar um novo emprego (se é que é isso que você está a precisar)? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa mudar de casa e ou a rua e ou do bairro em que mora? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa trocar de carro? O que você faz, caro e-leitor, quando está sem dinheiro? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa de novos amigos? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa renovar os seus amigos? O que você faz, caro e-leitor, quando não consegue sequer olhar para os seus livros? O que você faz, caro e-leitor, quando precisa renovar o seu prazer pela leitura de jornais e ou re...

Por quê? (215) O lixo que incomoda

Cláudio Amaral Andando a pé pela Capital Paulista, no início desta tarde de segunda-feira (1/11/2010), ao lado do meu genro, o primeiro e único, comentei com ele: “O lixo desta cidade me incomoda”. Pela reação dele – ou seja, nenhuma – nada o sensibilizou. Estávamos subindo às margens da linha verde do Metrô, no sentido Imigrantes-Alto do Ipiranga. Vínhamos da loja da SP-Japan, uma concessionária Honda que fica no lado direito do Riacho do Ipiranga, rumo ao litoral paulista. Tínhamos ido até lá para levar para revisão o automóvel de minha filha, mãe da Beatriz e do Murilo. E como meu genro reação nenhuma teve com minha observação a respeito do lixo que tanto incômodo me causa, continuei a pensar no assunto. Repassei de memória os oito meses que vivi em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, entre agosto de 2004 e março de 2005, quando o prefeito era o italiano que hoje governa do Estado, de nome André Puccinelli (PMDB). Fiz o mesmo em relação a Franca (SP), onde morei e trabalhei...

Por quê? (214) O futuro do Planeta

Cláudio Amaral Há mais de 60 anos, quando nasci, essa história de futuro do Planeta era coisa sem importância. Ou melhor: praticamente sem importância. Hoje, em pleno século 21, esse é o assunto mais importante do momento. Pois bem: esta semana, na fila do caixa do Pão de Açúcar da loja da Rua Domingos de Moraes, quase esquina com o Largo Ana Rosa, presenciei uma brava discussão a respeito. O assunto? Exatamente este, ou seja: o futuro do Planeta. E cada um tinha um caso para contar. A moça do caixa falou que as duas sobrinhas só queriam saber qual é o Planeta que elas vão herdar. Minha mulher contou que Beatriz, filha de Cláudia e Marcio Gouvêa, vive dizendo que é inadmissível (embora ela nunca tenha usado exatamente esta palavra) jogar papel higiênico no vaso sanitário, por exemplo. Eu também entrei na conversa para falar que Marcela (ou seria a Mariana?), uma das filhas dos meus amigos Mario Evangelista e Mônica Ribeiro, é a maior fiscal do meio ambiente em matéria de economia de ág...

Por quê? (213) O prazer de usar gravata

Cláudio Amaral Você conhece alguém que tem prazer de usar gravata? Gravata, camisa (branca, de preferência), um terno bem cortado e costurado, um par de meias e outro de sapatos? Pergunto porque – sempre que pude – trabalhei assim. E hoje, voltando da padaria Recanto Doce, aqui do bairro da Aclimação, na zona sul de São Paulo, onde moro, meu olhar foi atraído por um senhor da minha idade (algo em torno de 60 anos). Ele caminhava em sentido contrário ao meu, na Rua Paula Ney, logo após a feira de terça-feira frequentada por Sueli, minha mulher. E com isso me fez lembrar dos meus bons tempos de terno e gravata, mais camisa branca, meias e sapatos pretos (ou marrom, sabe-se lá). Gostava tanto de usar gravata que até quando não era obrigado eu usava. Na minha primeira apresentação pública, em Bastos, no Interior paulista, por exemplo, quando me coloquei a defender uma tese perante os olhares de centenas de olhinhos puxados de seguidores da Seicho-No-Iê. A gravata era fininha, de duas tiras...

Por quê? (212) Minha diferença

Cláudio Amaral O acesso à garagem existente na Rua Gregório Serrão, 51, aqui na Aclimação, tem sido minha diferença desde o dia 17 de dezembro de 2009. Foi naquele dia que Sueli e eu nos vimos obrigados a deixar o apartamento 71 do edifício de número 555 da Avenida Dr. Epitácio Pessoa, junto ao canal 6, em Santos. Hoje (15 de setembro de 2010), por exemplo, fiquei três horas sem ter como sair da garagem de casa, que fica exatamente na Rua Gregório Serrão, 51. O motivo foi a desatenção (ou algo parecido) de um motorista de um Kadet de cor preta. O motorista colocou seu veículo a obstruir quase um metro da porta de entrada da garagem do meu Honda Fit vermelho (como uma Ferrari). Abri a porta de minha residência, liguei a televisão e ali fiquei à espera dele, o motorista. Mais de uma hora depois – e contrariando meus princípios – estampei um aviso no para-brisa do automóvel dele. Almocei na sala, com o prato nas mãos – também contrariando meus costumes. E nada. Logo após o almoço, o motor...

Por quê? (211) Silêncio mortal (2)

Cláudio Amaral Jamais um texto meu causou tanta polêmica como o anterior, intitulado “Silêncio mortal”. Nele eu contava três casos e me referia às mortes de um Amigo residente em Curitiba e de um colega morador em São Paulo. Relatava, também, que está doente uma vizinha aqui da Aclimação, na Capital paulista, que prefere o anonimato. Referia-me, sobretudo, à reportagem de capa da revista Veja da última semana de abril de 2010, cujo título é “Ajuda para morrer”. Escrevi sobre o chocante texto de Adriana Dias Lopes, que entrevistou médicos e pacientes. E terminei com o seguinte parágrafo: “Cada vez mais eu concordo com os médicos que agem assim, ainda que eu não me sinta encorajado a me isolar, mesmo sabendo que esteja condenado a conviver com uma doença incurável”. Foi o suficiente para que no mesmo dia eu recebesse telefonemas de amigos e conhecidos me perguntando: qual é a “doença incurável” que me afeta? Nenhuma! Felizmente, nenhuma! Pelo menos que eu saiba. ...