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Por quê? (384) – Adeus, Mestre Irigino Camargo

Cláudio Amaral Coloquei o telefone no gancho e encostei-me na parede de alvenaria coberta por uma folha de lambri furadinho que havia no lado esquerdo da mesa que eu ocupava na Redação do Jornal do Comércio de Marília. Era algo como 7 horas da noite e o dono jornal, Mestre Irigino Camargo, que havia saído pontualmente às 6 horas da tarde para tomar banho e jantar na casa dele e de dona Zezé, estava chegando de volta para conferir a impressão do JC. A rotina dele era britânica: chegava ao jornal às 7 horas da manhã, fechava às 11 horas, almoçava em casa a comida de dona Zezé ou da mãe dela, voltava ao meio-dia e saia para o jantar às 6 horas da tarde, quando deixava a edição do dia seguinte fechadinha. Às 7 horas da noite ele voltava, enfiava a cabeça numa portinhola que lhe permitia ver a área de impressão e falava ou com Armindão (Armindo Travagim ) , o chefe da oficina, ou com o Negão , que operava a máquina que recebia papel em branco de um lado e cuspia o jorna...

Por quê? (383) – A herança

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Lázaro Alves do Amaral, o "Seu Lazinho", meu pai Cláudio Amaral “Meu pai não me deixou nada”, gritei para minha Amiga Lúcia Saraiva. Foi na tarde de um dos sábados de Julho de 2001, em plena Rua Machado de Assis, aqui na Aclimação, “o bairro mais agradável de São Paulo". Eu havia saído de casa e caminhava para o salão do Toninho Dainese, em busca de um bom corte nos meus cabelos. Ao passar pela residência dos Saraiva dei de cara com o velho Amigo Irineu Saraiva e a filha, Lúcia. Eles tiravam do carro as compras que tinham feito no supermercado. “Gastando, veio?”, perguntei ao administrador do dízimo da nossa paróquia, a Santa Rita de Cássia de Vila Mariana, na Rua Dona Inácia Uchôa, 106, na zona sul de São Paulo. É, gastando, porque quando eu morrer não vou levar nada mesmo e os filhos vão gastar tudo”, respondeu Irineu. “Tá certo”, acrescentei. “Tá certo, nada”, protestou Lúcia. “Tá certo, sim”, retruquei. “Eu também ...

Por quê? (382) – 69 anos de vida

Cláudio Amaral Obrigado! Obrigado!! Obrigado, Senhor!!! Obrigado sou e estou por tudo de bom que me aconteceu nestes 69 anos de vida. Obrigado por ter permitido que minha Mãe, Wanda Guido do Amaral, tenha tido uma gestação tranquila durante os nove meses em que estive no ventre dela. Obrigado pelo Amor de meus pais, Wanda e Lázaro Alves do Amaral. E pelo carinho e educação qu’eles sempre me deram. Obrigado por todos os Professores que tive em todas as escolas pelas quais passei, do Primário (no Moinho Velho, em São Paulo) ao Mestrado em Jornalismo (no IICS/SP ), incluindo a Licenciatura em História na FMU/SP em 2015 e os três semestres (2014 e 2015) na EE Major Arcy (Aclimação, SP). Obrigado pelas Amigas e pelos Amigos que me acompanharam por todos esses anos. Obrigado pelos profissionais que me orientaram desde os meus seis anos de idade e por todos aqueles que me chefiaram... a começar do sapateiro que me acolheu na oficina do Sacomã ( https://pt.wikip...

Por quê? (381) – Portugal à luz das origens

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A capa de Portugal à luz das origens  na imagem clicada por  Sueli Bravos do Amaral na tarde de 04/09/2018 Cláudio Amaral Tudo o que me vem da Amiga Wilza Aurora Matos Teixeira tem sido bom. Há anos. Desde os anos 1980, quando nossos filhos, ainda crianças, brincavam em Marília, nas férias. Depois, nos primeiros anos deste século, ela me ajudou nas pesquisas que fiz na Biblioteca da Câmara Municipal de Marília para detalhar a vida de José Padilla Bravos, o José Arnaldo (1922-1999), pracinha e herói da Segunda Guerra Mundial (especialmente na tomada de Monte Castello, em 1945), colunista do jornal Correio de Marília e o mais mariliense de todos os marilienses que conheci (mesmo não tendo nascido na “Cidade Menina”, como ele gostava de falar e escrever). Recentemente, Wilza, filha do destacado radialista Wilson Matos, me prestou um grande favor, me ajudando na tarde de autógrafos que fiz na Biblioteca Municipal de Marília João Mesquita Valença em tor...

Por quê? (380) – Frustração

Cláudio Amaral Estou frustrado, caro e-leitor. Afinal, o sistema Pró-Sangue me impediu de praticar uma das atividades mais prazerosas da vida: doar sangue. Pretendia doar sangue ontem (dia 28/08/2018), dia que a Igreja Católica Apostólica Romana dedica a Santo Agostinho (354-430). Mas desisti quando, logo ao acordar, percebi que estava o maior frio aqui pelos lados da Aclimação, onde vivo em São Paulo. O termómetro marcava 11 graus centígrados. À noite, depois de voltar da Paróquia Santa Rita de Cássia de Vila Mariana, onde eu e Sueli fomos assistir à celebração da missa dedicada a Santo Agostinho, presidida pelo nosso pároco, Frei Cristiano Zeferino de Faria, tomei uma decisão: vou doar sangue amanhã (29) e com qualquer tempo. Esteja frio o quanto estiver. E assim fiz. Levantei antes das 7h da manhã, vi que felizmente não estava tão frio, tomei todas as providências que deveria tomar e deixei minha casa logo em seguida. Tinha duas alternativas: ir de Metrô (A...

Por quê? (379) – Os Sentimentos Humanos

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O Professor Amoroso, autor de Os Sentimentos Humanos, na foto clicada por Daniela Cristina Amoroso de Lima Cláudio Amaral Os Sentimentos Humanos é um livro escrito por Augusto Amoroso Lima. Mas quem é Augusto Amoroso de Lima? Isso é o que você, caro e-leitor, deve estar a me perguntar no momento em que lê essas primeiras linhas. É um Amigo que vive em Marília, no Interior do Estado de São Paulo, e que conheci porque ele foi Professor de História – entre milhares de pessoas – do meu sobrinho Rogério Bravos, que hoje vive nos EUA. Todo livro que escreve ele manda pra mim, em minha residência, em São Paulo. Este, por exemplo, Os Sentimentos Humanos , chegou às minhas mãos em abril, no exato momento em qu’eu só tinha olhos e ouvidos para o jogo final do Campeonato Paulista de Futebol de 2018. Aquele que o meu Corinthians (meu e do Professor Amoroso) ganhou, inesperadamente, de 1 a 0 do arquirrival Palmeiras, na Arena Porcão, no dia 08/04. Portanto, ...

Por quê? (378) – Mais um ano de vida

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Cláudio Amaral Era sexta-feira. Dia de feira livre junto à caixa d’água da Sabesp na Vila Mariana, em São Paulo. Dia de sacolão na avenida, junto ao cemitério e ao velório da Vila Mariana. Dia de Santa Marta, irmã de Maria de Betânia e de Lázaro, duas figuras de destaque na narrativa bíblica, porque Marta era amiga próxima de Jesus Cristo e, graças a isso, o Messias ressuscitou Lázaro. Pois eu não fui nem à feira livre, nem ao sacolão. Nem à nossa Paróquia de Santa Rita de Cássia de Vila Mariana para pedir a intercessão de Santa Marta, Santo Agostinho, Santa Rita, Santa Monica, Beato Mariano e outros santos de minha devoção. De quinta-feira para sexta procurei dormir bem e sem me preocupar com o que me esperava: o bisturi do Neurocirurgião Diogo Luís de Melo Lins. Lembro-me bem de ter dormido como um anjo. Creio, modéstia às favas, ter dormido o sono dos justos, lado a lado com Sueli, minha companheira desde 5 de Setembro de 1971. Nos quart...