sábado, 18 de agosto de 2012

Por quê? (299) Carteira de Habilitação Internacional


Meus documentos: CHI, Passaporte e CNH (por Sueli Amaral)

Cláudio Amaral

Alegria, alegria, alegria: acabo de receber aqui em Ashburn Village, Virgínia, EUA, a minha Carteira de Habilitação Internacional. É o documento que me faltava para continuar dirigindo por todas as vias públicas daqui, onde Sueli e eu estamos desde o dia 8 de maio de 2012.

Tentei tirar a mesma CHI no Brasil antes de vir para os EUA, mas o Departamento de Trânsito (Detran) do Governo do Estado de São Paulo ignorou solenemente meu pedido de informação. Eu queria a relação dos países em que valia a Carteira Internacional oferecida por aquele órgão estatal, porque, se não valesse nos EUA, eu não teria razão para pedir a emissão da CI. Até hoje não recebi resposta.

Vim sabendo que poderia dirigir com a mesma CNH do Brasil por apenas três meses, ou seja, até 8 de agosto de 2012. E assim fiz, graças às gentilezas da filha e do marido dela, que, entre outras bondades, me empretaram o carro e facilitaram o estudo das leis e sinais de tráfego dos EUA.

Primeiro eu estudei o Virginia Driver’s Manual e depois fiz tantos testes quantos me foram possíveis via Internet no site do DMV, o departamento de trânsito da Virgínia. Acertei quase todas as questões em todos os testes que o tempo me permitiu fazer. Só então eu fui para as ruas e avenidas bem conservadas e sinalizadas deste Estado.

Ainda assim fiquei com a ideia fixa de tirar o International Drive’s Document. Fiz diversas consultar a respeito e meu genro me deu o empurrão definitivo na noite de domingo, dia 12 de agosto de 2012. Ele fez uma consulta via Internet (Google, talvez) e me avisou que havia um site destinado especificamente para isso.

Fiz o mesmo na manhã do dia seguinte e preenchi todos os dados necessários. Tirei uma foto da minha CNH e a anexei no site da Inter-Drive Services LLC, com uma foto e minha assinatura. Concordei em pagar quase 70 dólares pelo serviço e a CHI chegou por volta do meio-dia deste sábado, aqui na residência em que estamos hospedados, minha Sueli e eu.

Válida em 189 países, graças ao convênio que a empresa em questão tem com a Organização das Nações Unidas (ONU), a CHI é uma tradução oficial da minha CNH em 11 idiomas: Inglês, Espanhol, Português, Russo, Alemão, Árabe, Japonês, Chinês, Italiano, Sueco e Francês.

Na carta que acompanhou a minha CHI, a Inter-Drive me avisou que o documento tem como finalidade “ultrapassar as barreiras de comunicação que possam existir quando um motorista encontra-se dirigindo em um país estrangeiro”. Esclareceu ainda que a Carteira Internacional está baseada “no acordo das Nações Unidas de Tráfico de Rotas, que permite um motorista utilizar o documento pelo período de um ano no mesmo país”. Outro esclarecimento: “… de acordo com a Convenção de Viena, a CHI não é válida por mais de três anos ou até a data de vencimento da CNH, o que ocorrer primeiro”. Assim sendo, terei que validar minha CHI em agosto de 2013 porque minha CNH valerá até 29 de outubro de 2015.

A Inter-Drive me fez mais um alerta: “Para utilizar o documento adequadamente, você precisa ter sempre em mãos a CNH e a CHI”. A última recomendação é igualmente importante: “Recomendamos ao motorista fazer uma pesquisa a respeito das leis de trânsito do país no qual deseja dirigir, já que estes regulamentos variam de acordo com o país e ou cidade”.

Isto posto, estou habilitado a continuar a dirigir por esta região da Virgínia (Ashburn, Sterling, Herndon, Fairfax, Leesburg, Manasas, Reston, Arlington…) e ainda fazer as viagens que pretendemos até Nova Iorque e a Washigton DC, a capital dos EUA.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

18/08/2012 14:14:20 (horário de Ashburn Village, Virgínia, EUA)
18/08/2012 15:14:20 (horário de Brasília)

Um comentário:

Blog do Cláudio Amaral disse...

BATIZADA ESTÁ: o batismo da minha Carteira Internacional de Habilitação foi nesta manhã de domingo, quando fomos, minha Sueli e eu, à Celebração da Missa na St. Thereza Catholic Churchi, aqui em Ashburn Village, Virgínia, EUA. Desta vez a filha não precisou nos levar nem buscar. Graças a Deus!