sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Por quê? (194) Ao vivo?


Cláudio Amaral

Fiquei surpreso com a presença de Ana Maria Braga no Pacaembu, quarta-feira, dia 24/2/2010, durante a estreia do meu Corinthians na edição deste ano de centenário na Taça Liberta(minhas)dores.

Ela sempre se declarou palmeirense e por conta disso tem rivalizado com o principal parceiro do programa Mais você, nas manhãs de segunda a sexta-feira, na Rede Globo de Televisão.

Afinal, Louro José, o parceiro, é conrintianíssimo, apesar de ser uma imitação de papagaio e que, pelo fato de a ave original ser verde, seja mais representativa do Palmeiras.

O jogo Corinthians 2 X Racing do Uruguai 1 terminou à meia-noite, na virada de quarta para quinta-feira.

Por conta disso, pensei, no ato: “Como a Ana Maria vai fazer o programa da manhã de quinta-feira, ao vivo, a partir das 8h15 da madrugada?”

Solitário, imaginei: “A não ser que o programa esteja previamente gravado”.

Pelo sim, pelo não, fiz questão de levantar cedo, assistir a parte final do Bom Dia, o Radar SP (apesar da ausência de Flávia Freire) e a abertura do Mais você.

Fiquei mais em dúvida do que estava na noite anterior, quando a Globo me mostrou que estavam no Pacaembu, além de Ana Maria Braga, a primeira-dama do País, Mariza Letícia, a corintianíssima Hortência, rainha do basquete brasileiro, e Marta, a melhor jogadora de futebol feminino do mundo e que, apesar de sua recente passagem pelo time de sereias da Vila, o Santos FC, vestia a camisa do Timão.

Nada indicava que o programa estava sendo transmitido ao vivo. Nem que havia sido gravado.

Mas como Ana Maria conseguiria sair do Pacaembu, em São Paulo, depois da meia-noite e estar em forma para o programa ao vivo, no Rio de Janeiro, menos de oito horas depois?

Sinceramente, não imagino como.

Nem com o uso de uma operação especial, incluindo o uso de helicópteros em São Paulo e no Rio de Janeiro, e avião entre as capitais dos paulistas e dos fluminenses.

Hoje, sexta-feira, dia 26/2/2010, pego o Estadão, minha primeira leitura do dia entre os impressos, e leio no Caderno 2, página D10, sobre a assinatura de Keila Jimenez (keila.jimenez@grupoestado.com.br):

“Curioso ver Klara Castanho, a Rafaela de Viver a Vida, de manhã bem cedo, ao vivo, dando entrevista ao Mais Você de ontem. Justamente ela, que a mãe só libera para entrevistas por e-mail – como foi com o Estadão –, para não perder aula (a menina estuda de manhã) nem deixar de brincar”.

Conclusão: agora, sim, que minha dúvida cresceu. Afinal, o Mais Você de ontem foi ao vivo ou estava previamente gravado?

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação empresarial e institucional.

26/2/2010 11:33:17

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Por quê? (193) O Twitter e a minha produção literária


Cláudio Amaral

Mário Evangelista, o “Gatão”, exímio cozinheiro e competente Editor-Executivo do Expresso Popular de Santos, rebate de frente minha crônica anterior: Produção literária em baixa, postada no dia 20/2/2010.

- Claudião, querido. Não, não creio que sua adesão no twitter tenha derrubado sua produção literária. Tenho visto seus textos no microblog como isso mesmo: microcontos, microcrônicas. Se somar todos eles – tenho certeza – verá que produziu um texto literário partido em pequenas peças, formando um mosaico maravilhoso. Beijos.

Se eu não conhecesse o marido de Mônica como conheço, fruto do relacionamento que temos desde que ele trabalhava no Correio Popular de Campinas, onde ela também trabalhou, me recusaria a tornar pública a mensagem que ele me mandou às 19h34 de domingo (21/2/2010).

“Gatão” é jornalista, culto, criativo, mas, antes de tudo, um típico “italiano”, ou seja, quando ele gosta de alguém, gosta mesmo, por completo. Mas, também, quando tem restrições, pessoais ou profissionais, ele sempre deixa isso bem claro, na cara.

A senha é o beijo. Se ele te beija, pode ter certeza de que gosta de você. Se não beija, ainda falta algo. Algo que tampouco poderá haver.

Nos conhecemos na metade dos anos 1990, eu fazendo o meio-campo entre algumas redações dos principais diários do Brasil e ele na função de Editor-Executivo do Correio Popular de Campinas.

“Gatão” era o braço direito de um outro grande amigo, Roberto Godoy, o Betão, que eu conhecera nos seis meses em que passei pela sucursal de Campinas do Estadão.

E foi como braço direito de um outro grande amigo, Wilson Marini, que nos reencontramos no saguão do Gonzaga Flat, em Santos.

Ali vivemos os três por um mês por conta de A Tribuna.

No segundo mês de Santos, maravilhados com a beleza das praias que o Oceano Atlântico nos proporciona ao longo da orla da Capital da Baixada Santista, nos mudamos com as respectivas famílias para a região dos canais 6 e 7.

Moramos e vivemos por mais de um ano, entre novembro de 2008 e dezembro de 2009, a menos de 100 metros uma família da outra junto ao Canal 6.

Do lado esquerdo da Avenida Dr. Epitácio Pessoa, no edifício de número 555, ocupamos – Sueli, eu e Dona Cidinha – um amplo apartamento localizado no sétimo andar.

Do lado direito, numa vila charmosa, bem na esquina com a Avenida Coronel Montenegro, a casa de número 31 é ocupada até hoje por Mário, Mônica e a filha Marcela (porque a primeira, Mariana, vive e trabalha em São Paulo).

Nossa convivência – “Gatão”, Marini e eu – foi diária por praticamente nove meses.

Foi tempo mais do que suficiente para nos conhecermos bem, sabermos dos gostos de cada um, promovermos o estreitamento das amizades entre as nossas mulheres e filhos.

Tudo isso por conta dos inúmeros encontros no café da manhã do hotel, nos almoços feitos em geral nos restaurantes vegetarianos do Centro Histórico de Santos, nos finais de tardes da Bolsa do Café, nas caminhadas pelas ruas centrais e, principalmente, nas praias.

Pena que tudo isso esteja temporariamente interrompido.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação empresarial e institucional.

22/2/2010 11:06:52

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Por quê? (192) Produção literária em baixa


Cláudio Amaral


Relutei muito a aderir ao Twitter e agora fico a imaginar a razão.

Certeza absoluta eu ainda não tenho, mas tudo indica que minha adesão ao Twitter afetou diretamente minha produção literária.

Em tempo: se é, claro, que podemos chamar de produção literária todos os textos que tenho publicado aqui e em outros meios de comunicação.

O certo é que minha chamada produção literária caiu quase a zero.

Se não vejamos: em 2008, produzi e publiquei 140 textos, além de reeditar um livro que chamei de Meus escritos de memória.

Em 2009, foram apenas 51 textos, quase um terço da produção do ano anterior.

As razões são, basicamente, duas: porque até 17 de junho estive dedicado de corpo e alma à Redação de A Tribuna de Santos e depois – em setembro, outubro, novembro e dezembro – porque entrei de cabeça na pesquisa da vida e obra do empresário português João Antunes dos Santos, cuja biografia será escrita pelo meu compadre e Amigo Carlos Conde.

Em 2010, quando estamos no 51º dia (31 de janeiro e 20 de fevereiro), minha produção literária se resume a um texto, o anterior, escrito na fila de espera do Aeroporto de Congonhas e editado no Hotel Gloria, em Blumenau (SC).

No mais, limitei-me a produzir textos de no máximo 140 caracteres e a publicá-los no Twitter.

Tudo porque em meados de dezembro cedi aos apelos dos Amigos Mário Evangelista e Wilson Marini.

Mário “Gatão”, Editor-Executivo do Expresso Popular, em Santos, foi quem me registrou no Twitter ainda quando eu estava na Redação d’A Tribuna.

Marini insistiu algo como seis meses depois, quando ele já havia trocado A Tribuna pela sucursal paulistana da APJ, a Associação Paulista de Jornais.

Diante da insistência de ambos, lá fui eu, novamente de corpo e alma, como tudo o que faço nesta vida.

Arrependido?

Não. Não estou arrependido.

Tenho feito textos ótimos para o Twitter e reencontrado muitos amigos e conhecidos no sistema.

Só lamento que isso tenha derrubado minha produção literária.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação empresarial e institucional.

20/2/2010 15:11:39