quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Por quê? (270) Preparado para o Natal




Cláudio Amaral

Você se sente preparado para as comemorações do Natal?

Pois saiba que eu jamais me senti tão bem quanto agora, após ler Natal – A humanidade e a jovialidade de nosso Deus, escrito por Leonardo Boff e editado pela http://www.vozes.com.br/.

Trata-se de um livro que comprei na Livraria Paulinas da Rua Domingos de Moraes, quase no Largo Ana Rosa, na Vila Mariana, aqui em São Paulo.

Adquiri no dia 24/11/2011 e terminei de ler hoje (21/12/2012), enquanto fazia fisioterapia para cura de uma tendinite no ombro direito.

Por meio deste livro – na verdade, um livrinho de 104 páginas, incluindo 12 ilustrações – aprofundei meus conhecimentos sobre minha religião, a Católica Apostólica Romana. E, claro, a respeito do Natal.

Em apenas quatro capítulos – O projeto de Deus: fazer-se pessoa humana, O projeto do ser humano: fazer-se Deus, Jesus Cristo: encontro de Deus e do ser humano e Para-liturgia para bênção do presépio – tomei conhecimento de temas como Não pode haver tristeza quando nasce a vida, O Filho assumiu um homem concreto, Jesus de Nazaré, Que significa a humanidade de Deus para nós?, O Filho assumiu de alguma forma todos os seres humanos, O Filho assumiu de certo modo todas as coisas, O ser humano (está) à procura de Deus, O cosmos em movimento para Deus, Jesus Cristo: o Deus encontrado na carne, O divino do ser humano, O humano de Deus, Jesus Cristo: sacramento do encontro de Deus e do ser humano, Um novo tipo de poesia e lirismo divino, Mensagem em nome dos anjos, Mensagem em nome dos seres humanos (pastores), Mensagem em nome das criaturas de natureza, O celebrante incensa o presépio e Oração do celebrante.

As frases que mais me marcaram em Natal foram, por exemplo:

- Natal! A esta palavra está ligado todo um universo de símbolos: a vela, as estrelas, as bolas resplendentes, o pinheirinho, o presépio, o boi e o asno, os pastores, o bom José e a Virgem, o Menino repousando sobre palhas. Eles constituem o eco do maior evento da história: a encarnação de Deus. Nasceram da fé e falam ao coração. Hoje, entretanto, estes símbolos foram capturados pelo comércio e apelam para o nosso bolso.

- Apesar de toda a profanização, o Natal guarda ainda sua sacralidade inviolável, sacralidade que é aquela da própria vida.

- Toda vida é sagrada e remete para um mistério sacrossanto. Por isso todo atentado contra a vida é uma agressão ao próprio Deus.

- Na vida do Menino a fé celebra a manifestação da própria Vida e a comunicação do próprio Mistério.

- A intuição desta profundidade não foi perdida na nossa sociedade secularizada.

- Em razão disso o Natal é mais do que todos os seus símbolos manipuláveis; é mais rico do que todos os mecanismos do consumo.

E tem mais, muito mais ensinamentos, no livro de Leonardo Boff:

- O Natal não nos revela apenas o sentido último da vida, a divinização, e o sentido último da auto-entrega de Deus, a encarnação. Ele nos traz também alegria porque tudo nesta noite anunciada se iluminou. Revela-nos uma nova face de Deus e nos dá a conhecer um novo tipo de poesia e lirismo divino.

Você quer mais? Se realmente quiser, compre e leia Natal – A humanidade e a jovialidade de nosso Deus. Estou certo de que você não se arrependerá.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.
21/12/2011 19:42:35

sábado, 10 de dezembro de 2011

Por quê? (269) Histórias do mundo para os netinhos

Monteiro Lobato e o Jeca Tatu


Cláudio Amaral

Venham meus netinhos, venham. Venha Beatriz, venha. Venha Murilo, venha. Venham que Vovó e Vovô têm uma grande surpresa para vocês.

É o seguinte: depois de muita procura aqui em casa, hoje, exatamente hoje, dando sequência à faxina geral, Vovó encontrou, na garagem, a coleção de Histórias do Mundo para crianças escrita e editada por Monteiro Lobato (José Bento Renato Monteiro Lobato nascido em Taubaté a 18 de abril de 1882 e falecido em São Paulo, aqui pertinho, na Casa de Saúde Santa Rita, a 4 de julho de 1948, segundo http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato).

São 12 livros. Uma coleção completa.

A edição é da Editora Brasiliense, a mesma criada por Monteiro Lobato em 1943, em sociedade com Caio Prado Júnior.

Esta que tenho em mãos é a sexta edição e foi impressa em 1977, com ilustrações de Manoel Victor Filho.

Dividida em duas séries – a e b –, esta coleção tem livros intitulados Reinações de Narizinho, Caçadas de Pedrinho + O saci e Memórias de Emília, O Picapau Amarelo e Peter Pan, Fábulas + Histórias de Tia Nastácia e Histórias Diversas, Emília no País da Gramática e Aritmética da Emília, Viagem ao Céu e O Paço do Visconde (na série a) + Aventuras de Hans Staden e Geografia de D. Benta, D. Quixote das Crianças e O Minotauro, A Chave do Tamanho e A Reforma da Natureza, Os Doze Trabalhos de Hércules, História do Mundo para as Crianças, Serões de D. Benta e História das Invenções (na série b).

Tenho certeza de que Beatriz e Murilo vão querer ouvir todas as histórias e que Vovó Sueli terá o maior prazer em ler uma a uma para os dois netinhos queridos.

Afinal, Monteiro Lobato foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel (Contos da Carochinha) da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente a respeito de temas nacionais), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

Entre essas histórias estão, por exemplo, Emília descobre o Dom Quixote e Dona Benta começa a ler o livro, no volume Dom Quixote das Crianças (volume 2b).

Ah..., eles certamente vão gostar também de A caminho do Picapau Amarelo (3b), Os Argonautas (4b), Como o mundo começou e No Tempo das cavernas (5b) e Como a terra se formou (6b).

Na série a, entre o que imagino que eles mais vão gostar estão as histórias de Narizinho Arrebitado, O Sitio do Picapau Amarelo, O Marquês de Rabicó, O Casamento de Narizinho, Aventuras do Príncipe, O Gato Félix, Cara de Coruja, O Irmão do Pinócchio, O Circo de Cavalinhos, Pena de Papagaio e O Pó de Pirlimpimpim (todas do volume 1a).

Tem mais, muito mais. Mas vou deixar para fazer surpresas aos netinhos queridos, que não vemos desde o dia 16 de novembro de 2011, data em que deixamos Ashburn Village, depois de 58 dias nos Estados Unidos.

Que eles vão se divertir muito eu não tenho dúvida. Até porque, na casa deles, nos Estados Unidos, quando a TV Globo Internacional acabava de mostrar o Bom Dia, Brasil, Vovô gritava: “Vai começar o Sitio do Picapau Amarelo”. E eles saiam correndo, de onde estivessem, em direção ao televisor.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

10/12/2011 21:42:50

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Por quê? (268) A figura ressurgiu do nada



Cláudio Amaral

Alguém, entre meus caríssimos e-leitores, consegue se lembrar da figura no mínimo inusitada, à qual me referi pela primeira vez no dia 9/1/2008? Pois saibam todos que ela ressurgiu do nada nesta quarta-feira, dia 7/12/2011.

“Deve ser por conta do Natal”, pensei cá com os meus botões. “Ou seria, simplesmente, porque a região central da Capital paulista está repleta de prostitutas e travestis?”

Ao certo, confesso, que não sei. Deveria saber, mas não, não e não. Não sei mesmo.

Só sei que ela vem e vai com a maior facilidade. Até parece um ser invisível, mas não é. É, mesmo, uma figura no mínimo inusitada.

Depois do dia 9/1/2008, ela, a figura, voltou a cruzar os meus caminhos por mais sete vezes. Todas ao longo de 2008. E depois sumiu.

Desta vez (7/12/2011), ela, a figura, começou a me seguir a partir da Estação Sé do Metrô.

Eu vinha da Estação Ana Rosa e ela embarcou nos meus calcanhares em direção à Estação República.

O primeiro comentário que fez aos meus ouvidos foi: “Como está mudada esta estação”. E estava mesmo. Até porque eu e Sueli passamos meses nos Estados Unidos e não acompanhamos de perto a conclusão das obras de ampliação da República, que agora tem interligações com outras regiões da Capital paulista.

Ao sairmos na Praça da República tivemos outra surpresa: não havia mais tapumes nem canteiros de obras. Estava tudo igual ou melhor do que nos tempos em que trabalhei por três meses no gabinete do secretário da Educação do Estado, no mesmo local onde outrora funcionou o Colégio Caetano de Campos.

Cruzamos então a Avenida São Luis, passamos em frente à ex-sede do Hotel Hilton (de triste memória) e mais à frente pelo bar Redondo. Viramos à direita na Rua Rego Freitas e fomos descendo, descendo, descendo. Descendo e dando de cara com prostitutas e travestis, o que deixou a figura excitada.

Por que, eu não sei. Nem sequer perguntei a ela.

Antes do Largo do Arouche, paramos numa loja de filtros e eu fiz as compras encomendadas pela patroa.

Subimos novamente a Rua Rego Freitas e aproveitei para conferir minha situação sindical junto ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.

Feito isso, mentalizei um Pai Nosso e uma Ave Maria, por conta da Igreja da Consolação, que estava bem à minha frente e onde, outras missas, assisti a de sétimo dia em intenção da alma do saudoso ex-governador Mário Covas.

Entre voltar de Metrô, a partir da Estação República, optei por seguir em frente, caminhando.

A figura seguiu comigo e se admirou com o painel que Emiliano Di Cavalcanti pintou para enriquecer a então sede do Estadão, na Rua Major Quedinho, 28, onde trabalhei por cinco anos, de 1971 a 1975.

Passamos pela Praça Craveiro Lopes, pelo Palácio Anchieta (sede da Câmara de Vereadores) e subimos o Viaduto Maria Paula.

De quebra, paramos num dos muitos sebos que existem junto à Igreja da Sé e eu perguntei se havia algum livro do jornalista Gay Talese.

“Qual é o título”, me perguntou um jovem sentado junto ao computador. E eu respondi: “Qualquer um”. E expliquei: “Sendo do Gay Talese, qualquer livro me encanta”.

Como não tinha, o rapaz sugeriu que eu fizesse uma busca pela Internet.

Agradeci e segui adiante.

E a figura no mínimo inusitada? Foi comigo até a Estação Liberdade. Ali eu a vi pela última vez, porque quando me virei para falar com ela, cadê? Havia sumido sem dar explicação alguma. Sem dizer “bom dia”, nem “até logo”, “até um dia, quem sabe, talvez”.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968

Para quem quiser reler as crônicas que escrevi a respeito da figura no mínimo inusitada, aqui vão os respectivos linques:
A figura: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/02/por-qu-23-figura.html
O vidro: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/02/por-qu-31-o-vidro.html
Emoções: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/02/por-qu-32-emoo.html
Desencontro: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/02/por-qu-47-desencontro.html
No mosteiro: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/03/por-qu-59-no-mosteiro.html
Vãobora, vãobora: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/05/por-qu-83-vobora-vobora.html
A volta da figura: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/06/por-qu-97-volta-da-figura.html
A felicidade da figura: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/06/por-qu-99-felicidade-da-figura.html
A figura foi ao plantão: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/07/por-qu-104-figura-foi-ao-planto.html
A figura foi à posse de Obama: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2009/01/por-qu-141-figura-foi-posse-de-obama.html

8/12/2011 18:22:47