sexta-feira, 26 de julho de 2013

Por quê? (330) – Novas emoções


Cláudio Amaral

Novas emoções, sim. E desta vez, nesta manhã de sexta-feira, 26/07/2013, não foi apenas o Papa Francisco que me emocionou com as aparições públicas que fez. Ele também me provocou novos momentos emocionantes com, por exemplo, o Angelus que rezou no Rio de Janeiro, em público e pela televisão (Rede Globo e Rede Vida, pelo menos). Mas não foi só o Santo Padre.

Além do Papa, me amocionei assistindo o programa Encontros com Fátima Bernardes: http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/. Primeiro por conta da entrevista da lindíssima atriz Paloma Bernardi, que, às lágrimas, contou que é católica fervorosa e praticante, que acredita em Deus, em Jesus Cristo e no Papa Francisco. Depois com a surpresa que a apresentadora fez a ela ao chamar ao palco a avó Marlene. Ambas dançaram alegre e descontraidamente.

De quebra, Fátima nos brindou ainda com outros números musicais, com destaque para a cantora paraibana Roberta Miranda, nascida em João Pessoa: http://www.robertamiranda.com.br/. Ela, guerreira, interpretou, magnificamente, A Majestade, O Sabiá, de sua autoria, tendo ao lado uma jovem seguidora, talentosa, bonita e também simpática.

Essa apresentação me conduziu de volta ao musical que vi na noite de terça-feira, 23/7/2013, no Sesc Vila Mariana, aqui em São Paulo. Um espetáculo que me fez retroceder no tempo algo em torno de 50 anos, ou seja, aos meus dias de menino pequeno em Adamantina (SP). Com músicas da saudosa dupla Cascatinha e Inhana (http://letras.mus.br/cascatinha-e-inhana/), como Índia, Meu Primeiro Amor e Colcha de Retalho, interpretadas pela banda liderada pela vocalista Sarah Abreu e pelo violeiro/cantor Wilson Teixeira (https://soundcloud.com/wilson-teixeira/wilson-teixeira-sarah-abreu) e integrada também pelos músicos Vinícius Bini (baixo), Thadeu Romano (acordeom) e Ricardo Kabelo (violão).

Foi uma noite inesquecível. Tanto porque me fez lembrar de saudosas canções do meu passado, quanto porque me motivou a cantar – desde a platéia – com dupla Sarah (de Varginha, MG) e Wilson (de Avaré, SP). E mais: me levou a fazer contato com a dupla pelo Facebook dela (https://www.facebook.com/sarah.abreu1?fref=ts) e dele (https://www.facebook.com/wilsonteixeiraoficial?fref=ts). Ambos foram atenciosos para comigo.

É impossível, para mim, lembrar de Cascatinha e Inhana sem recordar que a dupla era formada por Francisco dos Santos e Ana Eufrosina da Silva, ambos paulistas como eu. Ele nascido em Araraquara a 20/4/1919 e falecido em São José do Rio Preto a 14/3/1996. Ela em Araras a 28/3/1923 e São Paulo a 11/6/1981. Como marido e mulher desde 1941, formaram uma das principais duplas sertanejas do Brasil, com quem estiver cara a cara por vezes na minha cidade natal, Adamantina. Foi lá que tive contato e passei a gostar de canções como Índia (de 1952 e criada por J. Flores e M. Guerrero, com versão de José Fortuna) e Meu Primeiro Amor (também de 1952 e de autoria de H. Gimenez com versão de José Fortuna e Pinheirinho Jr.) e Colcha de Retalhos (composta em 1959 por Raul Torres). E não por acaso, em circos que se instalavam num terreno enorme existente bem em frente de minha casa e onde atuei como locutor do serviço de alto-falantes e coadjuvante no palco. Cascatinha e Ihana se apresentaram preferencialmente nos circos Estrela D’Alva (pelo qual excursionaram pelo Interior paulista) e Imperial (onde atuaram por cinco anos). Foram fixos também nas rádios América e Record de São Paulo. Gravaram 30 discos e cantaram ainda em teatros e televisão.

Foi, sem dúvida, a dupla que mais marcou minha memória musical, ainda que eu admire também Tonico e Tinoco, Chitãozinho e Xororó, entre outros.

Pelo que vi na platéia em que estava no Sesc Vila Mariana, os admiradores de Castinha e Inhana estão envelhecendo e rareando. Por isso, torço para que Sarah Abreu e Wilson Teixeira tenham cada vez mais sucesso nas apresentações como aquela do dia 23/7/2013.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968 e estudante de História na FMU/Liberdade/SP desde 1º. de fevereiro de 2013.


26/07/2013 15:34:59

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Por quê? (329) – Saudades e emoções


Cláudio Amaral

Na solidão do meu lar, doce lar, e em meio ao frio, muito frio, que faz em São Paulo nestes dias finais de julho de 2013, ou pelo menos aqui pelos lados da minha querida Aclimação, fico a pensar, cá comigo e com meus botões: como é bom ter capacidade e condições de sentir saudades e emoções.

Saudades da minha Sueli, que foi até a nossa Marília com a querida Bisa Cida (Aparecida Grenci Bravos), na segunda-feira, pela hora do almoço. E que, três noites depois, está na estrada, voltando para nossa casa, em companhia da mamãe Cidinha e a bordo do automóvel da Amiga Vera.

Saudades, também, da filha, do genro e dos dois netinhos queridos que na quarta-feira da semana passada se foram para o Rio de Janeiro e agora estão se deliciando nas praias e no calor da ilha de Paquetá, onde vivem os paes e parentes de Márcio Gouvêa.

Saudades, ainda, do filho que se mudou no final de junho para o apartamento que arrumou para viver com o Amor da vida dele. E pelos quais torcemos como nunca, desejando sempre muitas felicidades para o novo casal.

Emoções? Sim, tenho sentido emoções fortes – fortíssimas – toda vez que o Papa Francisco aparece nas telas dos meus aparelhos de televisão. Ora no televisor da sala, ora no do quarto ou no meu “escriptório”, onde neste momento batuco as pretinhas do meu computador. Ora na TV Globo, ora via Globo News, ora na Bandeirantes ou na TV Cultura. Ora nas emissoras católicas, como a Rede Vida ou Canção Nova ou Rede Aparecida.

Emoções que têm surpreendido até a mim mesmo, por mais católico que eu seja e saiba disso. Por mais simpatia que sinta pelo ex-Cardeal de Buenos Aires, eleito Papa ainda este ano.

Emoções provocadas, sei, pela humildade do Papa Francisco; pela simplicidade dele; pelo despojamento que ele tem pregado e praticado; pelo Amor que ele tem demonstrado – em gestos e palavras – em relação a Jesus Cristo e à Mãe Maria, representada entre nós, os brasileiros, na figura de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Padroeira do Brasil.

São essas saudades e tais emoções que me animam e me fazem sentir vivo nos momentos em que mais me sinto sozinho.

Essas saudades e emoções… Saudades de Sueli, Cláudia, Márcio, Beatriz, Murilo, Flávio, Graziella  Emoções provocadas pelo Papa Francisco, especialmente agora que está a peregrinar e a pregar pelas terras brasileiras e a demonstrar o respeito mais profundo por todos nós, católicos ou não, cristãos ou não, crentes de todas as seitas ou religiões. Ou seja, ele tem demonstrado que respeita e admira a todos os seres humanos, sejamos homens ou mulheres, pequenos ou grandes, jovens ou idosos. Ele, o Papa Francisco, tem demonstrado respeitar inclusive as nossas autoridades (ainda que pensemos que elas não façam por merecer).

É por causa dessas saudades e emoções que sigo acreditando que vale a pena viver e a acreditar em Deus, em Cristo e na Humanidade.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968 e estudante de História na FMU/Liberdade/SP desde 1º. de fevereiro de 2013.


25/07/2013 16:59:26