segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Por quê? (261) Contagem regressiva

Beatriz e eu temos nos divertido muito na Virginia (EUA)



Cláudio Amaral

Já estou em contagem regressiva para voltar ao Brasil.

A partir deste dia 1º de novembro, faltarão apenas 15 dias para embarcarmos no Aeroporto Internacional de Washington rumo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

E como sempre, infelizmente, estou sofrendo por antecipação.

Lembre-se que no dia 17 de agosto de 2011 escrevi a vocês que entre meus sonhos estava o de ter um filho vivendo no Exterior. Pois assim eu teria possibilidade de conhecer mais alguns lugares no estrangeiro (http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2011/08/por-que-242-vivendo-no-exterior.html).

Foi o que aconteceu com a vinda da minha filha Cláudia, meu genro Márcio Gouvêa e os pequenos Beatriz (4,4 anos) e Murilo (1,9) para a região de Washington DC.

Márcio veio trabalhar em Reston (na http://www.nii.com/, matriz da Nextel) e a família toda está a morar em Ashburn Village, onde estamos, Sueli e eu, desde 19 de setembro. Nós e a Bisa Cida, que veio antes de nós e está a produzir pratos deliciosos (salgados e doces).

Viemos e conhecemos uma realidade completamente diferente do nosso dia a dia em São Paulo.

Lá as casas são todas de alvenaria. Aqui, todas de madeira.

Lá as casas e os prédios são todos trancados a sete chaves. Aqui, não há nenhuma preocupação neste sentido.

Lá os carros são sempre bem fechados. Aqui, não. E todos ficam nas vias públicas ou em frente de casa, sem a menor preocupação.

Lá as bolsas e mochilas estão sempre bem vigiadas e ninguém se atreve a deixá-las nos bancos (sejam dos vagões do Metrô, dos ônibus, dos restaurantes ou dos cinemas e teatros). Aqui, não. Todos sabem que ninguém vai pegar os seus pertences inadvertidamente.

Aqui, que eu me refiro, é na Virginia e mais especificamente no Condado de Loundon, onde se localiza Ashburn Village. Em Washington e em Nova Iorque, entre outras grandes cidades, é diferente. É praticamente igual a São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras.

As leis de trânsito e a disciplina das pessoas também são bem diferentes por aqui. Tanto que é raro vermos uma colisão de veículos ou um atropelamento, o que é comum em São Paulo, por exemplo.

Entretanto, faxineiras e empregadas domésticas é a maior raridade por aqui, porque custa caro e não há costume (ou vice-versa).

Uma das primeiras surpresas que tive, por aqui, foi em relação ao celular. Como todos os carros são automatizados, é permitido dirigir e falar ao telefone, simultaneamente, enquanto no Brasil, sabemos todos, isso dá multa e pontos na CNH.

Outra surpresa: os pedestres podem caminhar sem maiores preocupações, porque nas vias secundárias os motoristas param e nos dão passagem (tal qual na Itália, segundo Sueli, que lá esteve em 2009).

A importância que as pessoas dão à preservação da natureza e dos animais também é de tirar o chapéu, aqui pelos lados de Ashburn, do Condado de Loudoun e do Estado da Virginia.

Por tudo isso – e mais as vantagens que tenho para caminhar com tranquilidade e em terrenos planos, ler e escrever – além de administrar minhas contas pela Internet, eu ficaria por aqui por mais tempo.

Mas, não posso. Tenho que fazer as malas e partir de volta para o Brasil, para São Paulo e para a Aclimação. Eu, Sueli e Bisa Cida.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

31/10/2011 22:46:56

domingo, 30 de outubro de 2011

Por quê? (260) Loucura ou aventura?

Eu me fotografei junto ao Global Food na caminhada deste domingo




Cláudio Amaral

Aventura ou loucura? Loucura ou aventura? A mim não importa. O importante é que consegui cumprir meu objetivo e fiz, caminhando, o trajeto entre a St. Theresa Catholic Church e a casa onde estamos hospedados em Ashburn Village, eu e Sueli.

A St. Theresa Catholic Church é igreja católica mais próxima da residência da filha, do genro e dos netinhos que temos morando em Ashburn Village.

Desde São Paulo, portanto antes mesmo de embarcarmos para os Estados Unidos, eu já havia perguntado para minha filha se existia uma igreja católica perto de onde ela iria morar aqui na Virginia, nos Estados Unidos.

Ela me disse que não tinha tido tempo para verificar isso nos quatro dias que passara na região de Reston para escolher moradia.

Assim que chegamos aqui, no dia 19 de setembro de 2011, passamos a procurar uma “casa de Deus” para cumprir nosso rito dominical.

Naquela época, Cláudia (a filha) e Bisa Cida (que veio com ela) já haviam descoberto a St. Theresa Catholic Church.

É lá que temos ido todo domingo, desde 25 de setembro, o primeiro que aqui passamos.

Vamos sempre de carro. E sempre no carro dirigido pela filha, que, quando não fica conosco na Missa, vai nos buscar.

Como sou um caminhante inveterado, desde a primeira vez pensava em voltar andando.

Hoje eu consegui, contra tudo e a vontade (ou má vontade) de todos.

Partir da St. Theresa Catholic Church às 11h35 (13h35 pelo horário de verão em vigor a partir de Brasília).

Sueli e Bisa Cida ficaram lá esperando a motorista Cláudia.

Elas – mais o “pequeno príncipe” Murilo – me alcançaram na Shellhorn Road, antes ainda da State Route, mas eu pedi encarecidamente que deixassem ir em frente, caminhando.

Foi o que elas fizeram. E eu segui em frente, andando, ainda que não estivesse devidamente vestido e calçado. Usava calça jeans, inadequada para caminhadas. E um par de sapatos que ganhei do meu Amigo, cunhado e Compadre Fernando Riemma Philipson, quando o ideal era calçar tênis.

Ao chegar à Ashburn Road virei à direita, quando deveria ter virado à esquerda.

Assim que descobri meu erro, voltei. E segui em frente pela Ashburn Road até a Gloucerter Parkway.

No meio do caminho fiz duas paradas estratégicas: uma no Global Food e outra no 7-Eleven. Em ambos eu tentei um “pipi-room”, que só consegui no segundo, graças à boa vontade do único funcionário atuante no local.

No primeiro, entretanto, comprei um pacote de deliciosas bolachinhas doces, com as quais matei a fome até chegar em casa (duas horas depois) e avançar na macarronada (também deliciosa) preparada pela Vovó Sueli.

No caminho, é importante destacar, passei por lugares já conhecidos: a academia onde treina o time de futebol americano mais famoso da região (o Red Skin), a sede dos bombeiros voluntários, a escola de balé e sapateado da nossa princesa Beatriz e o cruzamento (Ashburn Road com Gloucerter Parkway) em que duas semanas atrás vi a primeira colisão de veículos desde que aqui chegamos.

Importante destacar, também, que nem todos os caminhos possuem trilhas para pedestres e que, por isso, tive que amassar muito barro, pisar em poças d’água e dividir espaço com veículos.

Mesmo assim, valeu.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?





(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.




30/10/2011 18:39:59

sábado, 29 de outubro de 2011

Por quê? (259) Cai neve, cai lá do céu




A neve tomou conta de Ashburn Village neste sábado




Cláudio Amaral

Cometemos uma loucura, Sueli e eu, aqui em Ashburn Village, no Estado da Virginia, nos Estados Unidos.

Saímos de casa, na Downington Court, quando ainda faltavam 10 minutos para as 18 horas locais e voltamos às 18h35 (20h35 em São Paulo).

Caminhamos por 45 minutos em torno do Lake Ashburn.

Fizemos uma volta completa sob tempo adverso.

Ora chovia, ora nevava.

Mas nós dois não desistimos em momento algum.

Nem pensamos em desistir, dar meia volta e retornar para a residência do genro, da filha e dos netinhos.

Fomos devagar, é verdade.

Nada de passos firmes e fortes como na caminhada que fiz ontem (sexta-feira) à tarde.

Com passos firmes e fortes eu dei uma primeira volta em 25 minutos (lembram-se?) e uma segunda em 23 minutos.

Mas neste sábado não foi possível cumprir o mesmo desempenho.

Seria perigoso, muito perigoso, andar rápido num piso molhado.

Molhado pela chuva e pela neve.

Alias, nas cinco pontes que atravessamos pelo caminho, tivemos um cuidado adicional: procuramos pisar nas marcas deixadas pelos pedestres anteriores.

E os pedestres anteriores não eram muitos, não. Encontramos no máximo três caminhantes como nós.

Isso foi uma prova mais do que concreta de que o tempo era adverso.

Fazia um frio que não enfrentávamos há anos. Eu, desde que fui a Nova Iorque, em meados dos anos 1970. Sueli, desde foi à Itália, em 2008.

Na Itália, ela vira neve. Quase pirou. Saiu do hotel em Gubbio (na região onde nasceu e morreu São Francisco de Assis) e se pôs a gritar de alegria em meio aos flocos brancos que caiam do céu.

Eu, não. Nunca havia dado de cara com a neve. Só hoje, em Ashburn Village (segundo o Jornal Nacional deste sábado, houve uma nevasca em toda a Costa Leste dos Estados Unidos, incluindo nossa vizinha Washington).

Foi demais. Emocionante. Indescritível. Inenarrável.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?



(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.



29/10/2011 21:11:58

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por quê? (258) Felicidade redobrada

Existe visão mais agradável do que esta do Ashburn Lake?



Cláudio Amaral

Consegui uma vitória após a outra. Ou seja: duas vitórias seguidas numa mesma manhã.

A primeira vitória veio em torno do Ashburn Lake.

A segunda, em torno do meu pequeno e querido computador, um Latitude D505 que ganhei de Sueli, ainda nos meus tempos de Franca (Interior de São Paulo).

A vitória em torno do lago de Ashburn eu consegui depois de 48 minutos de caminhada.

Nunca havia dado duas voltas rápidas e seguidas em torno Ashburn Lake.

Fiz um alongamento completo (pelo menos em minha opinião de leigo) e sai andando firme e forte.

Caminhei 25 minutos cronometrados, embora meu relógio não seja um cronometro.

Fiz uma caminhada a mais puxada possível.

Ao completar a volta, resolvi mudar de sentido e dar uma segunda em torno do lago.

Com passos rápidos e firmes, novamente, marquei 23 minutos.

Fiz isso porque o dia amanheceu ensolarado, embora frio, aqui pelos lados de Ashburn Village, na Virginia.

Caminhei solitariamente e dei bom dia para todas as pessoas com quem cruzei. Disse “good morning” com ênfase no “GOOD”, ao contrário do que eles fazem (em geral, falam “morning”, como nós fazemos no Brasil ao dizer “dia”, ao invés de “bom dia”).

Voltei para casa comemorando.

Comemorei tanto quanto quando consegui blogar a imagem da aniversariante de ontem (dia 27/10/2011), Sonia Machiavelli.

Exatamente a imagem editada por Sueli, na noite de ontem, quando fiz várias tentativas frustradas por erros não identificados.

Creio ter conseguido blogar porque fiz uma limpeza geral no meu computador. Limpeza de disco e desfragmentação.

A bem da verdade eu havia tido outra alegria no início da manhã de hoje, logo depois de ligar o Latitude D505. Foi em função da singela mensagem que Sonia Machiavelli me mandou às 10h46, fazendo referencias ao meu texto de ontem (Vida longa para Sonia...).

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

28/10/2011 13:53:12 (atualizado às 16:26:54)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Por quê? (257) Vida longa para Sonia Machiavelli



Cláudio Amaral

Dar parabéns a ela seria pouco, muito pouco.

Desejar saúde, sorte, muita energia positiva..., também.

Pedir proteção divina talvez fosse melhor, embora isso ela tenha de sobra. E tem porque merece.

Disposição para o trabalho? Está ai algo que não lhe falta. Ou melhor: nunca faltou.

O ideal seria dar um abraço forte e um beijo carinhoso, respeitoso.

De quebra, olhar firme e fixo nos olhos dela, dar-lhe um sorriso sincero e amigo.

Mas, como estamos, Sueli e eu, a cerca de 8.000 quilômetros de distância de Franca, no Interior paulista, onde ela vive há mais de 50 anos, nos vemos impedidos de fazer o que mais gostaríamos.

Em sendo assim, só nos resta fazer aquilo que Deus nos permite: escrever, escrever, escrever.

É escrevendo, afinal, que transmitimos a ela os nossos sentimentos.

Sentimentos de admiração, em primeiro lugar.

Sentimentos de reconhecimento do espírito batalhador incansável que ela possui e que sempre a fez ir em frente, sem medo de ser feliz.

Sentimentos que reconhecem – ou pelo menos procuram reconhecer – a mulher forte e destemida que ela é (e sempre foi).

Afinal, nem sempre ela levou a vida que Deus lhe permite ter nos últimos anos. Nem sempre.

Desde o início do casamento ela teve que lutar muito e cumprir jornadas múltiplas: como esposa, como mãe, como educadora na escola ao longo de dez anos e como dona de casa. E mais: como repórter no diário que o marido editava.

Contribuiu – e muito – com as despesas do lar e nunca deixou de estar ao lado do esposo e dos filhos André (que não conheço) e Júnior (meu Amigo e pai do casal de netos do qual ela se orgulha tanto). Esteve ao lado do marido especialmente ao longo da enfermidade que o levou à morte, em 2005.

Mulher alegre, elegante, meiga e ao mesmo tempo tímida, ela é, porém, firme sempre e quanto necessário.

Nasceu em São Paulo, mas vive há mais de 50 anos em Franca, cidade pela qual tem um amor invejável. É formada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca, tem uma cultura rara, muitas amigas e amigos. Tem também quatro livros publicados: Uma Bolsa Grená (crônicas), Estações (contos), Jantar na Acemira (romance) e O Poço e Outras Histórias (contos). Tem poemas em várias antologias.

Orgulha-se de ter criado o Caderno de Domingo do jornal Comércio da Franca, no qual edita textos de escritores francanos.

Católica fervorosa, ela é uma mulher fina, finíssima. Jamais levantou a voz para quem quer que seja. É, ao mesmo tempo, uma pessoa muito respeitada junto à sociedade francana.

Por tudo isso, hoje é dia de cantar “parabéns a você” para Sonia Machiavelli. Parabéns e muito mais.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

27/10/2011 15:38:13 (atualizado em 28/10/2011 às 13:25:11 de Brasília)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Por quê? (256) Boa sorte, Emerson Leão.

Emerson Leão no SPFC, por Rubens Chiri/saopaulofc.net


Cláudio Amaral

Fico profundamente decepcionado com a reação adversa que tenho lido contra o ex-goleiro Emerson Leão, novo treinador do time principal de futebol do São Paulo Futebol Clube.

Leão não é e nunca foi meu amigo, apesar dos seis meses que convivemos quase que diariamente quando ele era titular absoluto do gol da “Academia” do Palmeiras, no início dos anos 1970.

Eu era repórter do Estadão, na Editoria de Esportes, sob o comando do editor Ludemberg Teixeira de Góes. E passei meio ano acompanhando todo dia os treinos, as entrevistas, os jogos e boa parte das viagens do time dirigido e muito bem orientado pelo saudoso Mestre Oswaldo Brandão (gaúcho de Taquara, onde nasceu a 18 de setembro de 1916, vindo a falecer em São Paulo a 29 de julho de 1989).

Portanto, sei o quanto é difícil conviver com o Leão (ou com os “leões”, tanto o atual treinador do SPFC, quanto o representante da Receita Federal, onde tive que comparecer por três vezes, há três anos).

Goleiro do Palmeiras – e titular ao lado de Leivinha, Luiz Pereira, Dudu, Ademir Da Guia, Cesar, o “Maluco”, e outros tantos integrantes da “Academia” –, Leão sabia valorizar a importância que tinha para o time e para a seleção brasileira.

Quase sempre, valorizava até mais do que devia.

Cuidava do corpo mais do que qualquer outro jogador da equipe do Parque Antártica e, por conta disso, chegou a fazer propaganda de cuecas (sempre mostrando as pernas).

Naquela época – repito: início dos anos 1970 – procurei Leão por duas ou três vezes na residência dos pais dele, com quem ele morava, na Rua Coronel Diogo, logo após a Avenida Lins de Vasconcelos, na Aclimação/Cambuci. Em todas ele foi educado para comigo, mas nunca deu um sorriso ou demonstrou-se feliz com minha visita. Atendeu-me bem, e ponto final. Falou o que achava que deveria falar e encerrou a conversa.

Sei que ele gostava, mesmo, era de conversar com meu Amigo Reginaldo Leme, titular da cobertura do Palmeiras (e palmeirense, ao que me consta). Mas Góes, o editor de Esportes do Estadão, teve que me mandar para o estádio do Alviverde porque o “Alfacinha” estava mais interessado nas coberturas de Fórmula 1, pela qual acabou optando em seguida.

Como eu não via futuro nas coberturas futebolísticas e os esportes considerados nobres tinham “titulares absolutos” – Ney Craveiro no tênis e no basquete, por exemplo – acabei fazendo uma troca com Tuca Pereira de Queiroz. Ele, sim, era um verdadeiro repórter esportivo e que estava exilado na Reportagem Geral, que não curtia. Então, combinamos, pedimos aos nossos chefes – Góes, no meu caso, e Eduardo Martins, no caso dele – e ele foi para Esportes e eu para a Geral.

Assim sendo, só voltei a encontrar Leão anos e anos depois, num domingo à tarde, no estádio do Canindé. Acreditem se quiserem: ele era goleiro do meu Corinthians e fiz questão de fazer as apresentações dele para com meu filho Mauro, mais fanático do que eu pelo Timão.

Creio que ele não me reconheceu, por ocasião daquele encontro no estádio da Portuguesa de Desportos, mas nem por isso fiquei contrariado, nem passei a ter mágoa do atual treinador do Tricolor do Morumbi.

Até porque, felizmente, Deus me ensinou que as palavras negativas nós devemos expurgar do dicionário: mágoa, inveja, ódio, revolta, etc. Porque são todas representantes de sentimentos negativos.

E hoje (quarta-feira, 26/10/2011), mais do que nunca eu penso e torço sempre pelo êxito das pessoas. De todas as pessoas. Como fazia São Francisco de Assis, cuja vida acabo de ter o privilégio de ler em “São Francisco de Assis – Ternura e Vigor”, livro escrito por Leonardo Boff e editado pela Vozes.

Francisco, idealizador e criador da Ordem Franciscana, foi – segundo Boff – “uma alternativa humanística e cristã”. E mais que isso: um homem que teve a coragem de enfrentar a morte de frente e de dizer: “Bem-vinda sejas, minha irmã, a morte”.

Assim sendo, torço pelo êxito de Emerson Leão no SPFC, mesmo estando a quase 8.000 quilômetros de distância do treinador do SPFC. Para o bem dele e de todos os meus amigos são-paulinos: Marta Peretti (minha orientadora psicológica), Ricardo Chiqueto (meu professor de Pilates), Vinicius Araujo (meu ex-colega no jornal Comércio da Franca), Carlos Magagnini (meu primo), Fernando Philipson e sua esposa Salete (meus compadres) e, entre muitos outros, meu filho Flávio.

Torço por Leão e pela recuperação do SPFC. Assim como – sinceramente – gostaria de ver bem colocados na tabela do Brasileirão 2011 também o Palmeiras (dos meus Amigos Décio Miranda e Edson Rossi) e o Santos FC (dos meus Amigos Carlos Conde, Bruno Pessa, Arnon Gomes, Ronaldo Vaio e Lidia Maria de Melo, entre muitos outros).

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

26/10/2011 15:43:24

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Por quê? (255) Brasil ou Estados Unidos?

Cláudio Amaral

Ninguém quer ouvir falar na minha ideia de ficar por aqui e de viver nos Estados Unidos da América. Ninguém.

Quando aqui chegamos, Sueli e eu, na agradável manhã do dia 19 de setembro de 2011, ela, que me acompanha há 42 anos, já sabia que minha ideia era viver o máximo possível por aqui.

Mas ela nunca concordou. E sempre argumentou que temos duas casas no Brasil (na Aclimação/SP/Capital, especificamente), dois filhos (Mauro, casado com Vivian, e Flávio), muitos parentes e um número incontável de Amigas e Amigos.

Tanto ela quanto eu temos irmãs e irmãos, tios e tias, cunhadas e cunhados, comadres e compadres. Ela ainda tem a mãe, que mora em Santos (SP).

Ou seja: possuímos um largo círculo de amizade e relacionamentos cordiais e afetivos.

Além disso, no nosso meio paulistano já estamos acostumados com nossos médicos, dentistas, farmácias, supermercados e feiras livres, entre outros.

Ela tem ainda uma larga freguesia na área de costura, por conta das atividades que desenvolveu a partir das aulas de patchwork (trabalho com retalho) que fez na Casinha de Retalho, em Santos. E também do blogue que criou: http://patchworksueliamaral.blogspot.com.

Mesmo assim eu continuo disposto a tentar viver por aqui. Não só porque Ashburn Village é, sem dúvida, a comunidade mais tranquila que me foi possível conhecer nestes meus quase 62 anos de vida. Mas porque encontrei neste local a paz e felicidade que tenho buscado nos últimos anos de vida.

Hoje (sexta-feira, 21/10/2011), por exemplo, conheci uma senhora mexicana que vive em Ashburn Village há 12 anos. Estava eu a caminhar em torno do lago com nosso “pequeno príncipe” Murilo do Amaral Gouvêa (1,9 ano de idade), quando ela, a senhora do México, me abordou e começamos a conversar em Espanhol.

Embora tenha me dito que sente muita saudade do país dela, da família e das amigas que lá deixou, que gostaria de voltar porque nunca conseguiu trabalho por estes lados e também porque aprecia mais a agitação da Cidade do México do que a tranquilidade de Ashburn Village, ela me deu uma luz ou uma ideia para a qual eu não havia atentado até agora:

- Diga ao pessoal da imigração dos EUA que o senhor e sua esposa estão aposentados e que gostariam muito de viver ao lado dos netinhos. Eles certamente concordarão com a permanência dos senhores em território norte-americano.

Confesso que – a menos de um mês da viagem de volta ao Brasil, marcada para o dia 16/11/2011 – fiquei animado com a ideia. Mais animado do que nunca.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

21/10/2011 17:54:47

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Por quê? (254) A tranquila Ashburn Village

A Associação Comunitária agrega todos os moradores de Ashburn Village




A partir dos 5 anos as crianças têm grátis escola e transporte nos amarelinhos



Cláudio Amaral

Ashburn Village é, sem dúvida, a comunidade mais tranquila que me foi possível conhecer nestes meus quase 62 anos de vida e é conhecida como uma das maiores do norte da Virginia.

Localizada a cerca de 33 quilômetros a oeste de Washington, DC, a capital dos Estados Unidos, é muito bem servida por ruas, avenidas e principalmente por estradas muito bem conservadas e sinalizadas. E aqui é quase tudo plano, sem subidas e descidas acentuadas, como ocorre na nossa Aclimação, “o bairro mais agradável de São Paulo”.

Daqui ao Aeroporto Internacional de Washington Dulles é possível chegar em no máximo meia hora. E de lá sair em voos que nos levam a qualquer parte do mundo. Foi lá que Sueli e eu desembarcamos numa agradável manhã do dia 19 de setembro de 2011. E será lá que embarcaremos de volta ao Brasil no dia 16 de novembro deste mesmo ano.

Planejada nos mínimos detalhes, Ashburn Village começou a ser implantada em 1987, foi inaugurada em 1988 e está quase totalmente ocupada.

Tem uma área delimitada em 1.500 acres, equivalentes a seis quilômetros quadrados, ocupados em sua maioria por residências de madeira construídas sob sólidas bases de concreto.

Atualmente, são pouco mais de cinco mil casas (5.071, precisamente, segundo informações que consegui nas pesquisas que fiz via Internet) e entre 15 mil e 18 mil moradores fixos. No futuro, quando a capacidade de construção estiver esgotada, as residências não passarão de 5.110 unidades (número final aprovado pela administração local).

Para que todas as pessoas que aqui vivem tenham lazer, diversão e educação formal, Ashburn Village dispõe de duas escolas públicas de ensino fundamental (jardim da infância até a 5ª série) e uma de ensino médio (6ª a 8ª séries e 9º ao 12º ano), seis lagos que ocupam mais de 500 hectares de espaço ao ar livre (onde são criados peixes para pesca em épocas limitadas do ano), quatro centros de recreação que oferecem três piscinas externas e uma interna, campos (cobertos e descobertos) para prática de esportes (futebol norte-americano e no estilo do praticado no Brasil, por exemplo; atletismo, tênis e basquete, entre outros) e 12 mil metros de trilhas para caminhadas. Uma dessas trilhas pode nos levar até Washington, caminhando ou pedalando por 45 quilômetros.

O maior dos centros de recreação de Ashburn Village é o Pavilhão Desportivo, instalado no centro da comunidade. Lá existem um ginásio completo, salas de musculação e quadras de tênis cobertas. São oferecidas aulas de fitness. É lá também que acontecem os maiores eventos festivos do local. Entre eles, a queima de fogos anual de 4 de julho. Em setembro tem até uma festa com “atmosfera carnavalesca”: a “VillageFest, uma celebração comunitária anual com passeios, jogos e divertidas aventuras para todas as famílias”.

Ashburn Village é uma subdivisão de Ashburn situada no condado de Loudoun, no Estado da Virginia. Tem administração própria e é comandada por um presidente e um conselho formado por sete membros. Emprega apenas 17 funcionários em tempo integral e, quando necessário, contrata serviços de terceiros.

Oferece ainda um centro comercial com 200 mil metros quadrados, onde funcionam um supermercado âncora (Giant), restaurantes, lanchonetes, cabeleireiros, massagistas, dentistas, médicos, massagistas, entre outros.

Na região, mas fora dos limites geográficos de Ashburn Village, funcionam também outros dois shoppings: Dulles Town Center e Leesburg Premium Outlets.

Todos os proprietários de imóveis em Ashburn Village são membros da Associação Comunitária (AVCA), que prevê a manutenção de terrenos comuns e instalações e regula mudanças arquitetônicas nas propriedades e lotes. Eles pagam uma mensalidade que inclui, inclusive, a participação no Pavilhão Desportivo.

Em Ashburn Village vive gente nascidas não só na América do Norte como em todos os continentes. Os brancos são 66,2%, os asiáticos 14,99%, os africanos 10,78% e os hispânicos 11,1%.

Entre 2009 e 2014, o contingente de brancos deve ter um crescimento de 8%, africanos em 45%, asiáticos 59% e hispânicos em 59%. No mesmo período, a população nesta área é projetada para aumentar cerca de 23%. Em comparação, os habitantes de Loudoun County devem crescer 23,5%. A população da Virgínia tem um aumento projetado em 5,5%.

A renda familiar anual dos moradores de Ashburn Village é de menos 25 mil dólares para 2,94% das famílias, menos de 50 mil dólares para 14,82%, menos de 75 mil dólares para 28,14%, de menos de 150 mil dólares para 80,14% e de mais de 150 mil dólares para 19,86% das famílias (segundo o Policymap.com).

Tudo isso, entretanto, são detalhes, em minha opinião, caros e-leitores. O mais importante que tenho observado por aqui é a educação do povo, tanto pedestres, caminhantes, consumidores, atendentes quanto motoristas.

Outra questão importante: o valor que os nativos dão à preservação da vida selvagem. Aqui é possível ver pássaros de diferentes espécies, esquilos, patos e até coelhos.

O verde, então, nem se fala. Aqui tem verde por todos os lados. Assim como as flores, sempre ricas em cores.

Isso só gera alegria e bem-estar entre nós todos. Todos.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

12/10/2011 19:21:34 (atualizado às 18:20:00 de 14/10/2011 = imagens)

domingo, 9 de outubro de 2011

Por quê? (253) Sonhos de Outono em Ashburn Village



Cláudio Amaral


Tenho sonhado com frequência nestes dias históricos em Ashburn Village, Virginia, Estados Unidos.

E o mais interessante é que me lembro de alguns deles (sonhos).

Sim, porque geralmente eu (como muitos seres humanos) não me lembro dos meus sonhos.

Na noite de 7 para 8 de outubro de 2011, por exemplo, sonhei em torno de uma das minhas maiores frustrações: não falar inglês.

Sonhei que estava numa loja. Ou numa oficina. Sei lá bem o que era aquele estabelecimento.

Perguntei, então, com o cidadão que me atendia: “Você fala inglês?” E ele me disse que sim, que seria impossível trabalhar ali sem dominar bem o idioma daqui.

Contei a ele que já frequentei mais de 30 (32, talvez) cursos de inglês e que nunca consegui chegar ao fim.

No mais recente, a respeito do qual eu já escrevi, eu estava aprendendo bem. Até porque o curso (no Cel-Lep junto a estação Santa Cruz do Metrô, em São Paulo) era bom, eu tinha tempo (porque acabara de ser demitido da Imprensa Oficial do Estado) e dinheiro (a grana da minha indenização).

Porém – e sempre tem um porém no caminho dos meus cursos de inglês – veio um convite irresistível de Campo Grande e lá fui eu ser diretor de Redação do diário O Estado de Mato Grosso do Sul, sem tempo algum para sequer pensar em voltar a estudar inglês.

Oito meses depois, de volta a São Paulo, curti minha casa e minha família por no máximo cinco dias e fui para Franca, por “intimação” do Amigo Júnior, que precisava de um “professor” (como ele se refere a mim até hoje) na Redação do Comércio da Franca.

Conclusão: nunca mais voltei a estudar inglês.

O outro sonho que tive foi na noite seguinte, ou seja, de ontem (dia 8) para hoje (dia 9/10/2011). Sonhei que estava na minha primeira jornada na Redação da revista Veja, em São Paulo (onde nunca trabalhei).

Meu chefe, no caso, é um grande Amigo (embora ele seja palmeirense e eu corintiano): Edson Rossi, meu colega de Master em Jornalismo para Editores (turma de 2003).

Em pouco tempo eu tive a certeza de que não é isso que eu quero para mim: um emprego em Redação. Ainda que fosse na Veja, a melhor de todas as revistas brasileiras (na minha opinião, gente) e na função que eu mais curto: repórter.

É que em pouco mais de duas horas de trabalho eu acumulava sete pautas. E não sei como, confesso.

Só sei que meu chefe foi me passando um assunto após o outro, outro, outro... e quando eu vi estava com sete pautas.

No auge da correria, acordei. Nem tive tempo de me despedir do Amigo Edson Rossi.

Quando contei esse sonho à Sueli, nesta manhã ensolarada de domingo, ela me disse que talvez eu devesse repensar minha decisão de viver unicamente em função da minha aposentadoria.

Mas, não. Quero continuar tendo tempo para minhas leituras (jornais, revistas, notícias e artigos via Web), para ouvir meus programas de rádio e televisão (quando voltar a São Paulo), para minha família, para meus Amigos e para cuidar da saúde. E, de quebra, para atender aos pedidos dos estudantes de Jornalismo que me descobrem em pesquisas via Internet, como a jovem Edna Ribeiro e suas colegas (Jake, Viviane e Matilde) da Unisa.

Desejo, também, ter tempo para acompanhar os jogos do meu Timão, seja no Pacaembu (Capital paulista), pela TV Globo, pelo SporTV ou pela Jovem Pan. Tal qual fiz esta tarde, via Internet, nas vozes de Nilson Cesar, Flávio Prado, Wanderley Nogueira e Luiz Carlos Quartarolo, entre outros, quando o Corinthians venceu o Atlético-GO por 3 a 0 e voltou à liderança.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

9/10/2011 14:52:32 (atualizado às 19:55:48 de 09/10/2011 e às 19:31:09 de 10/10/2011)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Por quê? (252) Carta aberta às Amigas e aos Amigos do Brasil


Caminhar em torno do lago de Ashburn Village é inesquecível


Cláudio Amaral

Estou cheio de novidades para contar a todos vocês, minhas Amigas e meus Amigos do Brasil.

Só faço isso agora porque passei 15 dias (desde 19 de setembro de 2011) criando coragem para escrever a vocês sem passar a imagem de “baba ovo” dos moradores daqui onde estamos, Sueli e eu (Ashburn Village, Virginia, Estados Unidos), como hospedes do genro Márcio Gouvêa e da filha Cláudia, que hospedam também a Bisa Cida (mãe da Sueli).

Sei que muitos de vocês estão carecas (e eu não estou mais, porque meus cabelos cresceram um pouquinho desde que aqui cheguei) de vir aos Estados Unidos e de ver o que eu só estou vendo agora. Afinal, não vinha ao Hemisfério Norte há mais de 20 anos e na última vez, para compras de Natal, fiquei quase o tempo todo em Nova Iorque.

Portanto, muito do que vou aqui relatar não é mais novidade para vocês.

Mas para mim é e eu gostei da maioria das coisas que vi por aqui (eu só, não: todos nós que estamos há pouco tempo em Ashburn Village em função da transferência de Márcio Gouvêa pela Nextel do Brasil para a www.nii.com dos Estados Unidos, com sede em Reston).

Em princípio, gostaria de me entregar. Isso mesmo. Como? Contando duas gafes que cometi logo ao chegar aqui:

1) Fui o primeiro a descer do veículo com o qual o genro foi nos buscar no Aeroporto Washington Dulles e gritei: “Ô de casa”. Foi o bastante para ele me advertir: “Sogrão, aqui ninguém grita assim, não”.

2) Um tempo depois que estava instalado – e muito bem – na residência da Downington Court, em Ashburn Village, eu comecei a abrir as portas para renovar o ar da casa. Achava que estava quente demais para o meu gosto. E só então soube que aqui não se faz isso, porque todas têm circulação de ar e precisam estar bem fechadas.

Tirando isso, tudo o mais é só alegria.

Márcio me dizia, pessoalmente e por telefone ou Skype: “Sogrão, você vai pirar quando chegar aqui”. Eu acreditei, como acredito em quase tudo o que ele me fala, mas preferi pagar para ver. E estou pagando.

Caminhar em torno do lago de Ashburn Village, por exemplo, é muito agradável. E eu tenho feito isso todos os dias. Com plantas verdes por todos os lados. E flores coloridas aos montes.

O tráfego de veículos por aqui é completamente diferente do que vemos no Brasil. Especialmente nas nossas grandes cidades brasileiras.

As leis de trânsito aqui são claras, bem diferentes do Brasil e rigorosamente respeitadas.

Aqui quase não se vê carro médio e pequeno. Quase todos os carros são carrões. Márcio me explicou que a principal razão é o preço, porque aqui não se paga os impostos que somos obrigados a pagar no Brasil.

Fiquei surpreso, também – mais que isso: de boca aberta – quando vi motoristas falando ao telefone enquanto dirigiam. Perguntei e me explicaram: a lei permite. A razão é simples, segundo os nativos: os carros são automáticos. Todos. Sem exceção.

Entretanto, se um de vocês perguntar se eu gostei de tudo que tenho visto, vou dizer que não.

Vi vias públicas limpas e muito bem conservadas, gente educada por todos os lugares que andei (aqui é costume cumprimentar as pessoas que passam por você, conhecidas ou não), boa vontade para com aqueles (como Márcio, minha filha Cláudia e meus netos Beatriz e Murilo) que estão chegando agora... e muito mais.

Mas não gostei do comportamento dos fumantes. E toda vez que reclamei, Sueli me disse que “fumante é fumante em qualquer parte do mundo”. Tudo bem, eu disse a ela, mas fumar e jogar a bituca no chão, por todos os lugares, é demais. Muito demais. É muita falta de educação.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

5/10/2011 19:20:20 (atualizado às 19:43:10 de 10/10/2011)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Por quê? (251) Carta aberta ao Professor Ricardo Chiqueto

Cláudio Amaral

Caríssimo Professor Ricardo Chiqueto, boa noite. Você é são-paulino, eu sou corintiano, mas nossos humores estão acima de nossas paixões futebolísticas.

Por isso, escrevo-lhe desde Ashburn Village, Virginia, Estados Unidos, a quase 8.000 quilômetros de distância, para lhe dar uma grande notícia.

Grande notícia para mim, pelo menos: estou cada vez melhor preparado para voltar aos nossos exercícios de Pilates, na FisioSenior (http://www.fisiosenior.com.br) assim que retornar ao Brasil, em fins de novembro.

Tenho (na verdade, temos, Sueli e eu) aproveitado as maravilhas que Ashburn nos oferece e caminhado. Caminhado sempre. Diariamente.

Apesar da chuva e do frio de até seis graus centígrados, temos caminhado diariamente até o supermercado da região (Giant) e em torno do lago que existe aqui pertinho.

Cada caminhada destas nos ocupa por meia hora, pelo menos. E o que é melhor: sem poluição alguma (você acredita?).

Temos feito serviços domésticos, também, até porque a casa é grande e a Cláudia, nossa filha, precisa de ajuda.

Hoje, 3 de outubro de 2011, dia do aniversário da Sueli, fui ao posto do correio a pedido da Cláudia. A Sueli foi comigo.

Depois, tomamos um bom “café da tarde” aqui em casa e eu sai para andar. Caminhei por meia hora em torno do lago, que tem três vezes mais o tamanho do lago do Parque da Aclimação.

Foi o máximo, Professor Ricardo Chiqueto, porque tive oportunidade de ver um coelho, dois patos, vários esquilos e gente falando inglês e espanhol. Tudo na maior tranquilidade, sem correria, entre plantas e flores, verde e muitas cores.

Por falar em gente: aqui quase 100% das pessoas cumprimenta a gente quando passa por nós nas caminhadas, nas compras, nos supermercados, nas lojas, etc.

Tem mais: todos têm carros (geralmente, carros grandes e novos) e raramente se vê alguém caminhando às margens das rodovias. Somos exceções, portanto.

Além das caminhadas, Professor Ricardo, temos feito serviços de “jardinagem”, também. E minha alegria foi imensa, semana passada, quando eu me abaixei mais de 100 vezes (abdominais?) para recolher gravetos e nenhuma tontura senti. Logo eu que não podia dar uma abaixadinha sequer que me sentia tonto.

Ah! Nas caminhadas, tanto Sueli quanto eu temos feito exercícios de respiração. Exatamente aquele que você ensinou.

Conclusão: estou certo de que estarei plenamente pronto para voltar aos nossos exercícios de Pilates no retorno ao Brasil. Com a graça de Deus e a aprovação dos meus médicos (Dr. Gentil Silva, Dr. Diego Lins e outros, muitos outros, que tão bem me atenderam antes, durante e depois da cirurgia cerebral do dia 29/7/2011).

Isso não é o máximo, Professor Ricardo Chiqueto?

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

3/10/2011 19:24:18 (atualizado às 21:23:43)