domingo, 6 de maio de 2012

Por quê? (290) Mais uma viagem longa, mais ansiedade.

Murilo e Beatriz aguardam Vovó e Vovô em Ashburn


Cláudio Amaral

Nasci, cresci, me tornei adulto e cheguei aos 60 ouvindo que “não devemos sofrer por antecipação”. E mais: “só peru morre na véspera”. Mesmo assim estou ansioso por conta de mais uma viagem longa: São Paulo a Washington.

Estamos de malas prontas para viajar aos Estados Unidos. Sueli Bravos do Amaral (http://www.patchworksueliamaral.blogspot.com.br/) irá pela segunda vez a América do Norte. Eu, pela terceira vez.

Vamos, novamente, para a região de Washington, a capital do país administrado pelo Presidente Barack Obama, onde estivemos por 58 dias, no ano passado. Iremos, precisamente, para Ashburn Village, na Virginia, onde vivem a filha Cláudia Márcia, o genro Márcio Gouvêa e os netinhos Beatriz e Murilo do Amaral Gouvêa.

Murilo fez dois anos de idade aqui em casa, no dia 5/1/2012. Beatriz completará cinco anos na casa dela, no dia 12 de junho, e terá a primeira festinha de aniversário fora do Brasil, mas ao lado da mamãe, do papai, do irmãozinho, dos avós maternos, da Bisa Cida e de muitos amiguinhos.

Temos passagens compradas junto à United para o voo 0860, direto. Serão 9 horas e 32 minutos de viagem, entre 22h05 desta segunda-feira (7/5/2012) e 6h37 da manhã de terça-feira.

Embarcaremos em Guarulhos, no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, mais conhecido como Cumbica, por causa da proximidade da Base Aérea. E chegaremos ao Aeroporto Internacional de Washington, batizado Dulles, em homenagem póstuma a John Foster Dulles (Washington, 25/2/1888 – 24/5/1959), político e secretário de Estado dos Estados Unidos.

Estamos com tudo preparado e planejado. Mas, ainda assim, ansiosos. Eu, pelo menos. Por ela eu não possa falar.

Fizemos nossa revisão semestral com o médico do casal, Dr. Gentil Silva, e com o meu dentista, Dr. Eduardo Cayres Pinheiro, ambos no final do mês passado. Compramos todos os remédios de uso contínuo que nos foram receitados, deixamos para os filhos e nora os lembretes necessários para que eles cuidem bem de nossa residência. Sueli chamou o jardineiro Fernando Gouveia para dar uma revisão geral nas plantas e no jardim que ela faz questão de cuidar como se um filho fosse e, tanto quanto possível, despedimos das amigas e dos amigos.

Pagamos todas as contas e deixamos programados os pagamentos futuros. Fizemos uma reforma geral no telhado e renovamos os seguros. Suspendemos temporariamente a entrega do Estadão e compramos os livrinhos da Liturgia Diária na loja da Editora Paulinas da Rua Domingos de Moraes.

Providenciamos os presentes para os netinhos e amigas e amigos que fizemos por ocasião da viagem anterior, no Outono do ano passado.

Na medida da nossa disponibilidade, fizemos despedidas simbólicas também para os lugares preferidos, principalmente a Paróquia de Santa Rita de Cássia da Vila Mariana e o pároco Frei Cristiano (http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com.br/2012/04/por-que-280-frei-cristiano-nosso-novo.html), que antes da Missa das 11h deste domingo (6/5/2012) abençoou nossas viagens “de ida e de volta”.

Despedimos-nos também do Parque da Aclimação, onde temos o hábito de caminhar quase que diariamente. E almoçamos no Sesc Vila Mariana, como fazemos pelo menos uma vez por mês.

Vamos na expectativa de rever – além da família e dos amigos que em Ashburn deixamos – igualmente o lago existente nas proximidades da residência em que seremos acolhidos e a pista de caminhadas em torno daquele local.

Temos ainda planos de participar das atividades esportivas e recreativas do pavilhão de esportes de Ashburn Village, em especial na piscina. E queremos ver outros lugares de Washington, além dos muitos que vimos em 2011. Se der, faremos também um city tour, como fizeram Bisa Cida, Paula Philipson e Maira Bravos com o filho Anderson, no sábado (5/5/2012).

Ou seja: a expectativa é grande e a ansiedade também. Assim como a vontade de aprender um pouco mais da língua nativa, o Inglês.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


6/5/2012 18:22:44

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Por quê? (289) Qual é o seu preço?


















Josué Guimarães escreveu Camilo Mortágua em 1980

Cláudio Amaral

Cada ser humano tem seu preço. Homem ou mulher. Criança ou adulto. E você? Qual é o seu preço?

Para mim, Josué Guimarães custou R$ 7,00. Eduardo Martins, R$ 25,00. E como nasci e cresci ouvindo que todo homem (ou mulher) tem um preço, vim para casa me perguntando: qual é o preço de cada um de nós?

Acordei, tomei banho, fiz as demais ações de higiene pessoal e tomei meu café da manhã com Sueli para em seguida sair de carro e levar ela e a Bisa Cida, minha sogra, ao cabeleireiro, no Ipiranga.

Na volta, deixei o Honda Fit na garagem, fui ao Banco do Brasil e de lá rumei para o dentista, no Paraíso. Assim que acertamos as contas e o Dr. Eduardo Cayres Pinheiro fixou um dos meus dentes, atravessei a rua e entrei no Shopping Paulista.

Lá, antes de uma xicara de café com leite e chocolate em pó, mais uma porção de pães de queijo, fui à superloja da www.saraiva.com.br e comprei mais um livro: Os 300 erros mais comuns da Língua Portuguesa, escrito pelo meu saudoso Amigo e chefe Eduardo Martins, com trabalhei no Estadão.

Preço: R$ 25,00.

Eduardo Martins foi um dos três melhores chefes que tive ao longo dos meus 44 anos de Jornalismo, completados no dia 1º de maio de 2012. Nasceu em Cáceres, no Mato Grosso, a 26 de julho de 1939 e faleceu em São Paulo a 13 de abril de 2008. Trabalhou a vida toda no Estadão e foi um dos maiores conhecedores da Língua Portuguesa.

Autor do Manual de redação e estilo do nosso Estadão, Eduardo Martins pretendia escrever um livro com os 500 erros mais comuns e outro com as dúvidas mais frequentes no uso da Língua Portuguesa. Entretanto, um câncer o impediu de concluir esse projeto, mas ele conseguiu identificar ao todo 300 erros, que reuniu no livro que adquiri nesta sexta-feira.

Esse livro vai agora comigo para os Estados Unidos, onde certamente terei tempo para ler e consultar à vontade.

Ao sair do Shopping Paulista, tomei o rumo de casa, na Aclimação, mais fiz uma parada estratégica no Sebo Praia dos Livros, junto à Estação Paraíso do Metrô. Revirei uma banca colocada na calçadas, cheia de livros em oferta. Escolhi Camilo Mortágua, romance de autoria de Josué Guimarães.

Preço: R$ 7,00.

Josué Guimarães nasceu em São Jerônimo a 7 de janeiro de 1921 e faleceu em Porto Alegre a 23 de março de 1986. Tal qual Eduardo Martins, foi jornalista a vida toda, mas também atuou como vereador. Escreveu pelo menos 25 romances, publicados a partir de 1970. Entre eles está Camilo Mortágua, publicado em 1980.

Segundo a enciclopédia Wikipédia, em Camilo Mortágua Josué Guimarães narra a trajetória de uma família gaúcha no início do século XX. O livro usa como recurso o fato de o protagonista ver sua vida em flashbacks em uma tela de cinema. O então velho Camilo Mortágua, vivendo os primeiros dias da ditadura militar no Brasil, relembra os fatos de sua infância, como a falência nos negócios familiares, e de seu tempo adulto, tal como a sua ascensão como diretor de uma firma de material de construção. Apresenta também inúmeros fatos marcantes do século XX, como guerras europeias, revoluções brasileiras, e o suicídio do presidente Getúlio Vargas, entre outros.

Essa obra ainda não tenho certeza se levo comigo ou deixo em casa para ler na volta dos Estados Unidos.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

4/5/2012 14:54:19

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Por quê? (288) Mais uma etapa vencida


Cláudio Amaral

Completei hoje (quarta-feira, 2/5/2012) mais uma importante etapa da minha vida. Trata-se daquela em que travo uma batalha feroz contra uma tendinite que ganhei ano passado, em função de esforços desproporcionais.

Essa tendinite instalou-se no meu ombro direito e refletiu pelo braço antes mesmo da viagem que fizemos, Sueli Bravos do Amaral e eu, em setembro e outubro de 2011, para a primeira visita à nossa filha Cláudia, genro Márcio Gouvêa e netinhos Beatriz e Murilo, que foram morar em Ashburn Village, na Virginia, nos Estados Unidos.

Assim que voltamos ao Brasil fui procurar um médico que pudesse me atender pelo convenio Prevent Senior, o mesmo que arcou com todas as despesas da minha cirurgia na cabeça, realizada no dia 29 de julho de 2011, pelo neurocirurgião Diogo Lins, no Hospital Sancta Maggiori, no Paraíso, aqui em São Paulo.

O reumatologista e fisiatra Dr. André Régis Macedo me atendeu no dia 25/11, me examinou, receitou um composto em forma de comprimido e me encaminhou ao ortopedista e traumatologista Rodolfo Lucasin Junior, que atende na mesma Clínica Althea, na Rua Cubatão, também no Paraíso.

Sai desta nova consulta no dia 14/12 com receita para aplicação imediata de três injeções de Betatrinta, uma por semana, e para realização de ultrassom de ombro.

Lá fui eu para a unidade que a Prevent Senior possui na Rua Itapeva, uma travessa da Avenida Paulista, proximidades da Rua Augusta. Foi naquela clínica que o Dr. Marcello F. Papandrea descobriu e atestou que eu tinha uma “Tendinopatia do supra espinhal e subescapular”.

Ao examinar o laudo do Dr. Parandrea, o Dr. Lucasin Junior me encaminhou para 20 sessões de fisioterapia, que fiz com o auxílio da competente equipe de fisioterapeutas da FisioCenter do meu amigo Ricardo Chiqueto, um andar acima da Althea.

Cumprida essa etapa, voltei ao Dr. Lucasin e ele me recomendou mais dez sessões de acupuntura. Procurei, então, a Clínica Saúde, nas proximidades da Estação Conceição do Metrô, na zona sul de São Paulo.

Foi lá que conheci a fisioterapeuta Thais Palumbo, uma profissional que me tratou com a maior competência e dedicação até hoje. Ela me espetou exatamente 100 agulhas (dez por sessão) e agora só não me sinto totalmente curado porque está muito frio aqui na Capital paulista.

Mesmo assim tenho plena certeza de que posso ir tranquilo para a viagem que Sueli e eu temos a fazer a partir de segunda-feira (7/5/2012), novamente para Ashburn.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

2/5/2012 15:34:32

terça-feira, 1 de maio de 2012

Por quê? (287) – Clínicas, sangue e câncer



Há 44 anos fiz minha primeira reportagem como
Jornalista Profissional, em Adamantina

Cláudio Amaral

Há tempos não ia à estação Clínicas do Metrô, estava há 65 dias sem doar sangue e ignorava que o câncer de mama afeta também os homens. Fiz tudo isso de uma única vez.

Antes de ir para a cama, na noite de ontem, segunda-feira, 30/5/2012, pedi a Deus que nos desse um lindo dia de sol. Ou pelo menos um dia sem chuva.

Acordei cedo e vi que Ele havia atendido ao meu pedido. Meu e certamente de mais milhões de cidadãos que moram ou estão de passagem pela Capital paulista.

Imediatamente lembrei-me que hoje, terça-feira, 1º/5/2012, estou completando 44 anos de Jornalismo Profissional. Desde que fiz a primeira reportagem para o Jornal do Comércio de Marília, em Adamantina, minha cidade natal.

Para registrar a data postei texto e foto nos meus Twitter e Facebook. Uma foto que tirei exatamente no dia 1º/5/1968, na Festa do Dia do Trabalho, organizada pela brava Colônia Japonesa, em Adamantina.

Em seguida liguei para o telefone 0800 55 0300 para saber se poderia doar sangue no posto mais próximo de minha residência, junto ao Hospital Dante Pazzanese. “Não. Hoje só funciona o posto de coleta junto ao Hospital das Clínicas”, disse a gentil mulher que me atendeu.

E lá fui eu para o Metrô. Entrei na Estação Ana Rosa, a mais próxima para mim, e fui sair nas Clínicas, uma estação que usei por seis meses em 2004, quando fiz um curso de teatro na escola do consagrado diretor Nilton Travesso, em Pinheiros. A mesma estação que utilizo quando vou assistir jogos do meu Corinthians, no Pacaembu.

Doei sangue como voluntário. Fui atendido por um torcedor do Timão, que ao mesmo tempo atendia, ao lado, um fanático pelo SPFC e fez previsão sombria para o jogo desta quarta-feira, pela Copa Liberta-as-dores: “O Emelec vai ganhar de 3 a 0 e todos vão botar a culpa no Tite, só porque ele barrou o goleiro Júlio César”. De minha parte, disse a ele: “Deus não te ouça”.

Tomei um lanche com suco de maracujá após a doação e sai do HC na maior felicidade. Fui novamente para o Metrô com o sentimento que só quem doa sangue regularmente pode sentir.

Aproveitei o caminho de volta para ver com mais vagar duas exposições instaladas no túnel que liga a Avenida Enéas Carvalho de Aguiar e as roletas do Metrô: “De Peito Aberto”, a primeira, e pinturas chinesas, a segunda.

“De Peito Aberto” é uma coleção de fotos inesquecíveis. Todas mostram mulheres que conseguiram conviver bem com o drama do câncer de mama. Foi organizada como parte da Campanha de Mobilização e Conscientização a respeito do câncer de mama. Defende a autoestima da mulher com o câncer de mama e propaga uma abordagem humanista por meio das obras de Vera Golik e Hugo Lenzi. Tem três patrocinadores: www.komen.org, www.oncoguia.org.br e www.globalkomen.org.

Para minha surpresa, entre dezenas de fotos expostas no túnel do Metrô Clínicas estava uma que mostra um homem sem a mama direita. “Desconhecia por completo que o câncer de mama afeta também os homens”, disse à minha esposa, ao chegar em casa. “É raro mas afeta sim”, me respondeu Sueli Bravos do Amaral.

Vivendo e aprendendo.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista há mais de 44 anos, desde 1º de maio de 1968.


1/5/2012 12:47:43