quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Por quê? (314) Salve, 2013.



Cláudio Amaral

O ano que está a acabar foi muito bom. Bom demais. Mas, sinceramente, espero que o Ano-Novo seja ainda melhor. Muito melhor.

O ano de 2012 foi muito bom porque me permitiu visitar novamente a parte da família que vive nos EUA: a Filha Cláudia, o Genro Márcio Gouvêa e os netinhos Beatriz e Murilo.

Fomos eu e minha Sueli Bravos do Amaral e lá ficamos por inesquecíveis 141 dias, ou seja, quase 5 meses.

Naquele período vi todos os jogos do meu TIMÃO, o bão. Às vezes em vídeo-tape, porque a Globo Internacional tem critérios que eu não consigo entender e sempre deu preferências a times de categoria inferior e duvidosa, como os mineiros, sul-rio-grandenses e, em especial, os cariocas. Raramente os paulistas, os melhores do futebol profissional do Brasil, são escolhidos para aparecer ao vivo.

Felizmente, os jogos do Todo-Poderoso TIMÃO na Copa Liberta-As-Dores foram mostrados ao vivo pela www.foxdeportes.com. E aí foi só alegria, porque ganhamos a competição sem perder um jogo sequer.

Depois, quando já estávamos de volta ao Brasil, o TIMÃO ganhou o Mundial de Clubes no Japão, fazendo 1 a 0 tanto contra o Al Ahly (campeão do Egito) como diante do Chelsea (campeão europeu).

Minha alegria estrapolou. Difícil explicar o que aconteceu comigo naquela manhã de domingo, 16 de dezembro de 2012. E nos dias seguintes também. Deus seja louvado.

Mudando de área, tive outras vitórias pessoais marcantes, antes, durante e depois da viagem aos EUA.

Ir para os EUA já representou uma vitória, embora não fosse a primeira vez. Estar lá, então, me proporcionou a alegria de viver novamente na residência da Família Amaral Gouvêa, onde Sueli e eu havíamos estado por 58 dias em 2011, e de conviver com pessoas e pessoinhas queridas, de frequentar o grupo de conversação em Inglês na Biblioteca Pública de Ashburn (Virgínia) por nada menos do que 20 aulas e de conviver com pessoas nativas e de outros 30 países.

De volta ao Brasil tomei uma decisão histórica: voltar aos bancos escolares em 2013. Por conta disso, estudei, prestei vestibular e me matriculei no curso superior de licenciatura em História no Complexo Educacional FMU. Vou frequentar as aulas do período da manhã, num dos prédios que ficam junto à estação São Joaquim do Metrô, ou seja, a três estações de minha residência. Serão seis semestres de muitos estudos, pesquisas, trabalhos em grupos e muita dedicação.

Tenho planos de voltar uma vez mais aos EUA, em 2013.

Tenho planos também de transformar meus estudos em História em pelo menos mais um livro.

Tenho planos, planos e mais planos para 2013, que espero seja um novo ano marcante, maiúsculo e revigorante. Um ano bem melhor e diferente de todos os 63 anos que vivi até aqui.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

26/12/2012 19:23:00 (horário de Verão em Brasília)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Por quê? (313) Perdão, Senhor!



Cláudio Amaral

Hoje, Natal de 2012, é dia de pedir “Perdão, Senhor”.

Perdão, Senhor… pela minha impaciência para com os meus semelhantes.

Perdão, Senhor… pelo meu comportamento indevido no trânsito.

Perdão, Senhor… pelas vezes em que julguei a quem eu não deveria (e não tinha o direito) de julgar.

Perdão, Senhor… por todas as vezes em que eu disse não para as pessoas a quem eu deveria ter dito sim.

Perdão, Senhor… pelas vezes em que tive inveja de pessoas mais inteligentes, mais cultas, mais viajadas, mais ricas e mais poderosas do que eu.

Perdão, Senhor… pelas vezes em que faltei com a devida educação e respeito para com minha companheira de mais de 40 anos, para com meus filhos e minha filha, minhas noras, meu genro, meus netinhos queridos, meus sobrinhos e sobrinhas, meu saudoso irmão e minhas irmãs, minha sogra (que é mais mãe do que sogra), meu saudoso sogro, minha saudosa mãe, meu saudoso pai, meus tios e minhas tias, meus saudosos avós… etc.

Perdão, Senhor… pelas gafes que cometi em relação às minhas Amigas e Amigos.

Perdão, Senhor… se não percebi que estava agindo mal para com meus cunhados, cunhadas, primas e primos, afilhados… etc.

Perdão, Senhor… se algum dia eu fui soberbo em relação às pessoas do meu relacionamento.

Perdão, Senhor… pela minha falta de capacidade para tolerar e perdoar os sãopaulinos, palmeirenses, santistas, flamenguistas, vascainos, tricolores e botafoguenses do Rio de Janeiro, colorados, gremistas, cruzeirenses e atleticanos das Minas Gerais e todos os outros pobres coitados que morrem de inveja do meu TIMÃO, bicampeão mundial de futebol profissional 2012.

Perdão, Senhor… pelos meus pecados capitais.

Perdão, Senhor… pelas críticas impensadas e infundadas que fiz a quem quer que seja.

Perdão, Senhor… pelos pedidos que Lhe fiz quando eu deveria estar apenas a agradecer a tudo de bom que Me deste e Me proporcionaste.

Perdão, Senhor… se o pedido que Lhe faço a seguir não tem o menor fundamento, mas, por favor, Senhor, peça aos meus semelhantes que tenham um pouco – um pouquinho que seja – de paciência com este seu filho e saiba, Senhor, que não tem sido fácil para mim conviver com estes milhões de Irmãos que o Senhor Me deste.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

24/12/2012 16:57:39 (horário de Verão em Brasília)

domingo, 23 de dezembro de 2012

Por quê? (312) Paz no Natal, Senhor!



Cláudio Amaral

Um Amigo de infância, que eu não via há muito tempo – há anos, mais precisamente – fui reencontrar de surpresa na manhã deste domingo. Nos reencontramos no interior da Paróquia Santa Rita de Cássia, na Rua Dona Inácio Uchoa, na Vila Mariana, zona sul da Capital paulista.

Surpresa. Alegria. Abraços. Afinal, a última vez que nos vimos foi em frente da Igreja Matriz de Santo Antonio, na pequena e querida cidade de Adamantina, onde nasci no dia 3 de dezembro de 1949.

- Eu também nasci em Adamantina, ele me disse tão logo relembrei o nosso encontro anterior.

- Nasci e fui batizado em Adamantina, ele me acrescentou.

Eu não soube dizer a ele, naquele exato momento, poucos minutos antes das 11 horas da manhã, onde foi que eu recebi o batismo. Mas certamente foi lá mesmo, em Adamantina e na Matriz de Santo Antonio.

Isto posto, combinamos que assistiriamos a Celebração da Missa lado a lado.

Cumprimentamos o Frei Cristiano Zeferino de Faria, Pároco da Santa Rita de Cássia e o celebrante do horário. Entramos e fomos sentar no primeiro banco.

Frei Cristiano nada falou, mas certamente percebeu a alegria nos nossos rostos; no meu e no do meu Amigo de infância. Era a alegria do reencontro.

A Missa era pelo 4º. (e último) Domingo do Advento, aquele que “coroa a preparação para a celebração do Natal”. Exatamente por isso, explicou o leitor de plantão, o também meu Amigo Antonio Roberto Prates e Silva, “na coroa do Advento se acende a última vela, simbolizando a chama que aqueceu nossos corações em preparação à celebração do nascimento de Jesus”.

Praticamente sem respirar, Prates seguiu na leitura: “Voltados para a encarnação do Verbo e ansiosos por celebrar seu nascimento, façamos desta Eucaristia um verdadeiro culto de ação de graças”.

Foi o que fizemos. Tanto meu Amigo de infância quanto eu. E também os quase 100 fiéis que foram à Santa Rita na antevéspera do Natal.

Lemos os Ritos Iniciais, ouvimos a Primeira Leitura (relativa à Profecia de Miquéias), cantamos o Salmo Responsorial (Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!), escutamos a Segunda Leitura (referente à Carta aos Hebreus), fizemos a Aclamação ao Evangelho e em seguida lemos o Evangelho.

Na sequência vieram a Homilia, a Profissão de Fé (Creio em Deus Pai…) e a Oração dos Fiéis (A exemplo de Maria, fazei-nos acolher o Redentor).

Firmes como rochas e com a maior fé que nos foi possível, entramos na Liturgia Eucarística, incluindo a apresentação das Oferendas, a Oração sobre as Oferendas e a Oração Eucarística.

No Rito da Comunhão, “obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento”, ousamos dizer a oração que o Senhor nos ensinou: “Pai-nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino (Senhor), seja feita a vossa vontade (Senhor) assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje (Senhor); perdoai-nos as nossas ofensas (Senhor), assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido (Senhor), e não nos deixeis cair em tentação (Senhor), mas livrai-nos do mal”.

Após a Comunhão, que recebemos do próprio Frei Cristiano, meu Amigo de infância e eu cantamos a plenos pulmões: “O Senhor fez por mim maravilhas, santo é seu nome, santo é o seu nome!

Feita a Oração após a Comunhão, Frei Cristiano nos pediu um minuto de paciência para homenagear três dos mais ativos paroquianos que estão de mudança de São Paulo e disse nos esperar novamente para a Missa do Galo, às 20 horas desta segunda-feira, e também para a Missa de Natal, às 11 ou às 18 horas de terça-feira.

De resto, só mesmo fazendo a Benção de Despedida (Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo) e cantando o Canto Final: “O Senhor fez em mim (em nós, disse-me o meu Amigo de infância) maravilhas. Santo é o seu nome”.

Na porta de saída da Igreja, meu Amigo de infância fez-me um último alerta: “No Rito da Comunhão você (eu, no caso) disse: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo. E eu (ele, no caso), coloquei tudo no plural, exatamente como acredito que deva ser: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e seremos todos salvos”.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

23/12/2012 16:02:54 (horário de Verão em Brasília)