quarta-feira, 30 de junho de 2010

Por quê? (200) Ave, Conde!


Cláudio Amaral

Se entre nós estivesse, o Mestre Juarez Bahia (nascido em Cachoeira, na Bahia, a 18 de novembro de 1930, e falecido no Rio de Janeiro, em janeiro de 1998) certamente estaria a aplaudir de pé e, de preferência, no segundo piso do prédio d’A Tribuna, na Rua João Pessoa, 129, em Santos.

Mas, como ele nos deixou há mais de dez anos, alguém tem que aplaudir por ele a seu fiel seguidor e inseparável amigo Carlos Conde.

Humildemente, como sempre foi do meu feitio, faço questão de ser esse alguém.

O motivo?

Pouco mais de dez meses após assumir o mais alto e importante cargo existente na Redação d’A Tribuna, o atual Editor-Chefe anuncia a recriação do extinto segundo posto de Editor-Executivo do jornal e o terceiro existente no organograma de A Tribuna de Santos Jornal e Editora Ltda.

A criação desse posto, é importante relembrar, foi criado na virada de setembro para outubro de 2008, quando da posse no cargo de Editor-Chefe do antecessor de Carlos Conde, meu também amigo Wilson Marini.

Marini pediu à cúpula d’A Tribuna uma estrutura que contemplasse o tripé clássico de uma redação num jornal do porte daquele: Editor-Chefe e dois Editores-Executivos.

Como Editor-Chefe assumia ele, Wilson Marini, que vinha do mesmo posto no O Diário do Norte do Paraná, sediado em Maringá. E com a autoridade que a Família Santini lhe havia conferido, confirmara – com toda razão – a Editora-Executiva Arminda Augusto, há mais de dez anos na empresa, e dois novos Editores-Executivos: Mario Evangelista (baseado em Campinas e que assumiu como Executivo do tablóide Expresso Popular) e este escrevinhador que vos escreve.

Fizemos o melhor que nos foi possível, com absoluta certeza.

Combatemos o bom combate, sempre que nos foi possível.

Até o dia em que a cúpula da organização decidiu que tinha motivos para eliminar os cargos e salários mais altos da Redação.

Consequentemente, fui um dos cortados e, com profunda dor no coração, tive que deixar A Tribuna no dia 17 de junho de 2009.

Ainda tentei me manter em Santos e na Baixada Santista. Eu e Sueli, minha fiel companheira há cerca de 40 anos. Mas isso não foi possível, por questões financeiras e por coerência, apesar dos quatro meses de “frilas” que me foi transferido pelo amigo e compadre Carlos Conde, entre setembro e dezembro de 2009.

Conde, justiça seja feita, ainda tentou me levar para trabalhar num clube de futebol que nunca foi minha primeira opção, embora tenha cores alvinegras e seja a maior paixão futebolística dele. Tentou mas infelizmente não conseguiu.

Paralelamente – e com o comportamento típico do repórter que acompanhou o dia a dia do Itamaraty por 12 anos a serviço do Estadão, em Brasília – trabalhou com total discrição e a maior reserva até o dia em que pode anunciar de público a recriação do cargo de Editor-Executivo, o segundo no organograma da Redação de A Tribuna e o terceiro na estrutura da empresa.

E, como não poderia deixar de ser, fez a escolha com base no principal critério que Mestre Juarez Bahia lhe ensinou ao longo dos anos em que trabalharam juntos na mesma Redação de A Tribuna: o da qualidade.

Assim sendo, só posso desejar sorte, muita sorte, a Dario Palhares, que assume neste 1º de julho de 2010 o lugar que foi meu. E, ao mesmo tempo, deixar claro, de público, que aprendi a admirar Dario graças ao amigo comum Carlos Conde, em meio aos quais (Conde de um lado, Dario do outro) fui por vezes aos jogos do Santos FC, na Vila Belmiro, em Santos. A nos acompanhar, sempre, a mulher de Conde, a querida amiga Maria Cristina Gomes Saliba.

Por fim, até porque esse texto está a ficar longo, é preciso informar e afirmar: o Jornalismo lhe deve essa, Carlos Conde. Mais essa. E os jornalistas, todos, também.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação empresarial e institucional.

30/6/2010 19:21:50

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Por quê? (199) 16 de junho


Cláudio Amaral

Perdi o sono nesta noite, de 15 para 16 de junho de 2010.

E não foi por conta da sofrível apresentação do Brasil frente à Coréia do Norte, ontem, no primeiro jogo do nosso selecionado na Copa do Mundo da África do Sul.

Nem porque estamos no 167º dia do ano e só nos restam 198 dias para o fim do ano.

Muito menos porque o Estádio Jornalista Mário Filho, o famoso Maracanã, no Rio de Janeiro, estava comemorando 60 anos, construído que foi para a Copa do Mundo de 1950 de triste lembrança.

Também não foi porque me lembrei – embora tenha me lembrado – do Levante de Soweto, ocorrido em 1976 e registrado na Wikipédia como “um dos mais sangrentos episódios de rebelião negra desde o início da década de 60, desencadeado pela repressão policial à passeata de 10 mil estudantes, que protestavam contra a inferioridade das ‘escolas negras’ na África do Sul”.

O palmeirense Edson Rossi, meu Amigo, jornalista como eu e companheiro de mestrado em 2003, em São Paulo, pela Universidade de Navarra, Espanha, diria que perdi o sono por estar preocupado com a volta de Felipão ao Palmeiras (afinal, foi sob o comando de Luiz Felipe Scolari que o “Porcão” chegou ao título inédito da Copa Libertadores da América ao vencer o Deportivo Cali por 2 a 1 no tempo normal e por 4 a 3 nos pênaltis, no dia 16 de junho de 1999).

Não foi por isso nem porque nesta data fazem aniversários os futebolistas Paulo César Lima (o ‘Caju’, nascido no mesmo ano em que eu nasci) e Luiz Guilherme da Conceição Silva (o Muriqui, nascido na cidade do mesmo nome, no Rio de Janeiro; ele disputou o Brasileirão de 2009 pelo time catarinense do Avaí e se apresentou contra o Santos FC num dos jogos que vi ao lado do casal Carlos Conde e Maria Cristina Gomes Saliba, na Vila Belmiro, em Santos).

Muito menos perdi o sono nesta madrugada porque teria adivinhado que o selecionado do Chile quebraria um tabu de 48 anos ao vencer o de Honduras por 1 a 0, ainda pela manhã, na Copa da África do Sul (a última vitória dos chilenos em Copa do Mundo foi, segundo ‘tuitada’ do meu Amigo Vinicius Araujo, em 16 de junho de 1962, por 1 a 0 sobre a Iugoslávia, no Chile).

Eu não tinha capacidade para prever, também, que a favoritíssima seleção da Espanha, a famosa ‘Fúria’, iria perder para a até então considerada fraca Suíça igualmente por 1 a 0.

Nada disso me fez perder o sono nesta madrugada.

Nada disso.

O que me fez perder o sono, de verdade, foi o que aconteceu na sala do Editor-Chefe do maior e mais respeitado (ou seria “temido”?) diário da Baixada Santista (ou seria “Paulista”?), no final da tarde do dia 16 de junho de 2009.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação empresarial e institucional.

16/6/2010 15:05:16

terça-feira, 1 de junho de 2010

Por quê? (198) Rejeição ou ciúme?


Cláudio Amaral

Minha netinha está a me dar sinais de rejeição.

A mim, especificamente.

Porque a vovó ela idolatra, faz reverências, dá inegáveis sinais de apreço, de carinho, de amor.

Mas não é isso que me desagrada.

Pelo contrário.

Quanto mais ela amar minha mulher, mais feliz eu ficarei.

Afinal, isso é demonstração de reconhecimento por tudo que a vovó fez e faz por ela.

Fez, faz e fará, certamente.

Reconhecimento que também espero que ela tenha do “pequeno príncipe”, nascido a 6 de janeiro de 2010.

O que me desagrada, me contraria, me aborrece... é a possível rejeição da “Bebê”.

Até porque ela sempre foi carinhosa para comigo.

Sempre me tratou com o maior carinho.

Ela sempre me dispensou atenção e... amor (?).

Não. Eu não diria amor, não.

Mesmo porque eu e minha mulher temos conversado esporadicamente a respeito de amor e concluído que ela, a “Bebê”, ainda não deve ter noção de amor.

Embora ela esteja às vésperas de completar 3 anos de idade, no dia dos namorados (12/6/2010).

A propósito, recorro a uma mensagem que acabei de receber de um “correspondente” e que revela algo muito interessante:

- Minha filha não cumprimenta “direito” o avô dela, mas pula no colo da avó. Meu pai diz que ela precisa cumprimentar os mais velhos. Eu digo: “Se vira, conquista ela”.

Estaria aí o segredo da questão?

Pelo que conversei ontem (31/5/2010) com minha mulher, sim e não.

Na viagem que fizemos entre a casa dela, no Alto do Ipiranga, e a nossa, na Aclimação, minha mulher explicou que “Bebê” mudou completamente de humor (ou algo assim) quando desligamos os telefones e a vovó disse à netinha:

- O vovô está vindo aqui para me buscar.

É por isso – ou seja: pela mudança de comportamento – que minha mulher acredita que ela, a “Bebê”, nada tenha de diferente em relação a mim.

Tudo não passa, na opinião da vovó, de “ciúmes”.

Ou seria medo?

Medo de perder as regalias que a vovó tem dado a ela desde os primeiros dias de vida, como carinho, atenção, comidinha na boca, banhos, passeios, presentes, etc.

Medo de perder a companhia da vovó, enfim.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação empresarial e institucional.

1/6/2010 16:41:25