quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Por quê? (270) Preparado para o Natal




Cláudio Amaral

Você se sente preparado para as comemorações do Natal?

Pois saiba que eu jamais me senti tão bem quanto agora, após ler Natal – A humanidade e a jovialidade de nosso Deus, escrito por Leonardo Boff e editado pela http://www.vozes.com.br/.

Trata-se de um livro que comprei na Livraria Paulinas da Rua Domingos de Moraes, quase no Largo Ana Rosa, na Vila Mariana, aqui em São Paulo.

Adquiri no dia 24/11/2011 e terminei de ler hoje (21/12/2012), enquanto fazia fisioterapia para cura de uma tendinite no ombro direito.

Por meio deste livro – na verdade, um livrinho de 104 páginas, incluindo 12 ilustrações – aprofundei meus conhecimentos sobre minha religião, a Católica Apostólica Romana. E, claro, a respeito do Natal.

Em apenas quatro capítulos – O projeto de Deus: fazer-se pessoa humana, O projeto do ser humano: fazer-se Deus, Jesus Cristo: encontro de Deus e do ser humano e Para-liturgia para bênção do presépio – tomei conhecimento de temas como Não pode haver tristeza quando nasce a vida, O Filho assumiu um homem concreto, Jesus de Nazaré, Que significa a humanidade de Deus para nós?, O Filho assumiu de alguma forma todos os seres humanos, O Filho assumiu de certo modo todas as coisas, O ser humano (está) à procura de Deus, O cosmos em movimento para Deus, Jesus Cristo: o Deus encontrado na carne, O divino do ser humano, O humano de Deus, Jesus Cristo: sacramento do encontro de Deus e do ser humano, Um novo tipo de poesia e lirismo divino, Mensagem em nome dos anjos, Mensagem em nome dos seres humanos (pastores), Mensagem em nome das criaturas de natureza, O celebrante incensa o presépio e Oração do celebrante.

As frases que mais me marcaram em Natal foram, por exemplo:

- Natal! A esta palavra está ligado todo um universo de símbolos: a vela, as estrelas, as bolas resplendentes, o pinheirinho, o presépio, o boi e o asno, os pastores, o bom José e a Virgem, o Menino repousando sobre palhas. Eles constituem o eco do maior evento da história: a encarnação de Deus. Nasceram da fé e falam ao coração. Hoje, entretanto, estes símbolos foram capturados pelo comércio e apelam para o nosso bolso.

- Apesar de toda a profanização, o Natal guarda ainda sua sacralidade inviolável, sacralidade que é aquela da própria vida.

- Toda vida é sagrada e remete para um mistério sacrossanto. Por isso todo atentado contra a vida é uma agressão ao próprio Deus.

- Na vida do Menino a fé celebra a manifestação da própria Vida e a comunicação do próprio Mistério.

- A intuição desta profundidade não foi perdida na nossa sociedade secularizada.

- Em razão disso o Natal é mais do que todos os seus símbolos manipuláveis; é mais rico do que todos os mecanismos do consumo.

E tem mais, muito mais ensinamentos, no livro de Leonardo Boff:

- O Natal não nos revela apenas o sentido último da vida, a divinização, e o sentido último da auto-entrega de Deus, a encarnação. Ele nos traz também alegria porque tudo nesta noite anunciada se iluminou. Revela-nos uma nova face de Deus e nos dá a conhecer um novo tipo de poesia e lirismo divino.

Você quer mais? Se realmente quiser, compre e leia Natal – A humanidade e a jovialidade de nosso Deus. Estou certo de que você não se arrependerá.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.
21/12/2011 19:42:35

sábado, 10 de dezembro de 2011

Por quê? (269) Histórias do mundo para os netinhos

Monteiro Lobato e o Jeca Tatu


Cláudio Amaral

Venham meus netinhos, venham. Venha Beatriz, venha. Venha Murilo, venha. Venham que Vovó e Vovô têm uma grande surpresa para vocês.

É o seguinte: depois de muita procura aqui em casa, hoje, exatamente hoje, dando sequência à faxina geral, Vovó encontrou, na garagem, a coleção de Histórias do Mundo para crianças escrita e editada por Monteiro Lobato (José Bento Renato Monteiro Lobato nascido em Taubaté a 18 de abril de 1882 e falecido em São Paulo, aqui pertinho, na Casa de Saúde Santa Rita, a 4 de julho de 1948, segundo http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato).

São 12 livros. Uma coleção completa.

A edição é da Editora Brasiliense, a mesma criada por Monteiro Lobato em 1943, em sociedade com Caio Prado Júnior.

Esta que tenho em mãos é a sexta edição e foi impressa em 1977, com ilustrações de Manoel Victor Filho.

Dividida em duas séries – a e b –, esta coleção tem livros intitulados Reinações de Narizinho, Caçadas de Pedrinho + O saci e Memórias de Emília, O Picapau Amarelo e Peter Pan, Fábulas + Histórias de Tia Nastácia e Histórias Diversas, Emília no País da Gramática e Aritmética da Emília, Viagem ao Céu e O Paço do Visconde (na série a) + Aventuras de Hans Staden e Geografia de D. Benta, D. Quixote das Crianças e O Minotauro, A Chave do Tamanho e A Reforma da Natureza, Os Doze Trabalhos de Hércules, História do Mundo para as Crianças, Serões de D. Benta e História das Invenções (na série b).

Tenho certeza de que Beatriz e Murilo vão querer ouvir todas as histórias e que Vovó Sueli terá o maior prazer em ler uma a uma para os dois netinhos queridos.

Afinal, Monteiro Lobato foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel (Contos da Carochinha) da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente a respeito de temas nacionais), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

Entre essas histórias estão, por exemplo, Emília descobre o Dom Quixote e Dona Benta começa a ler o livro, no volume Dom Quixote das Crianças (volume 2b).

Ah..., eles certamente vão gostar também de A caminho do Picapau Amarelo (3b), Os Argonautas (4b), Como o mundo começou e No Tempo das cavernas (5b) e Como a terra se formou (6b).

Na série a, entre o que imagino que eles mais vão gostar estão as histórias de Narizinho Arrebitado, O Sitio do Picapau Amarelo, O Marquês de Rabicó, O Casamento de Narizinho, Aventuras do Príncipe, O Gato Félix, Cara de Coruja, O Irmão do Pinócchio, O Circo de Cavalinhos, Pena de Papagaio e O Pó de Pirlimpimpim (todas do volume 1a).

Tem mais, muito mais. Mas vou deixar para fazer surpresas aos netinhos queridos, que não vemos desde o dia 16 de novembro de 2011, data em que deixamos Ashburn Village, depois de 58 dias nos Estados Unidos.

Que eles vão se divertir muito eu não tenho dúvida. Até porque, na casa deles, nos Estados Unidos, quando a TV Globo Internacional acabava de mostrar o Bom Dia, Brasil, Vovô gritava: “Vai começar o Sitio do Picapau Amarelo”. E eles saiam correndo, de onde estivessem, em direção ao televisor.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

10/12/2011 21:42:50

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Por quê? (268) A figura ressurgiu do nada



Cláudio Amaral

Alguém, entre meus caríssimos e-leitores, consegue se lembrar da figura no mínimo inusitada, à qual me referi pela primeira vez no dia 9/1/2008? Pois saibam todos que ela ressurgiu do nada nesta quarta-feira, dia 7/12/2011.

“Deve ser por conta do Natal”, pensei cá com os meus botões. “Ou seria, simplesmente, porque a região central da Capital paulista está repleta de prostitutas e travestis?”

Ao certo, confesso, que não sei. Deveria saber, mas não, não e não. Não sei mesmo.

Só sei que ela vem e vai com a maior facilidade. Até parece um ser invisível, mas não é. É, mesmo, uma figura no mínimo inusitada.

Depois do dia 9/1/2008, ela, a figura, voltou a cruzar os meus caminhos por mais sete vezes. Todas ao longo de 2008. E depois sumiu.

Desta vez (7/12/2011), ela, a figura, começou a me seguir a partir da Estação Sé do Metrô.

Eu vinha da Estação Ana Rosa e ela embarcou nos meus calcanhares em direção à Estação República.

O primeiro comentário que fez aos meus ouvidos foi: “Como está mudada esta estação”. E estava mesmo. Até porque eu e Sueli passamos meses nos Estados Unidos e não acompanhamos de perto a conclusão das obras de ampliação da República, que agora tem interligações com outras regiões da Capital paulista.

Ao sairmos na Praça da República tivemos outra surpresa: não havia mais tapumes nem canteiros de obras. Estava tudo igual ou melhor do que nos tempos em que trabalhei por três meses no gabinete do secretário da Educação do Estado, no mesmo local onde outrora funcionou o Colégio Caetano de Campos.

Cruzamos então a Avenida São Luis, passamos em frente à ex-sede do Hotel Hilton (de triste memória) e mais à frente pelo bar Redondo. Viramos à direita na Rua Rego Freitas e fomos descendo, descendo, descendo. Descendo e dando de cara com prostitutas e travestis, o que deixou a figura excitada.

Por que, eu não sei. Nem sequer perguntei a ela.

Antes do Largo do Arouche, paramos numa loja de filtros e eu fiz as compras encomendadas pela patroa.

Subimos novamente a Rua Rego Freitas e aproveitei para conferir minha situação sindical junto ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.

Feito isso, mentalizei um Pai Nosso e uma Ave Maria, por conta da Igreja da Consolação, que estava bem à minha frente e onde, outras missas, assisti a de sétimo dia em intenção da alma do saudoso ex-governador Mário Covas.

Entre voltar de Metrô, a partir da Estação República, optei por seguir em frente, caminhando.

A figura seguiu comigo e se admirou com o painel que Emiliano Di Cavalcanti pintou para enriquecer a então sede do Estadão, na Rua Major Quedinho, 28, onde trabalhei por cinco anos, de 1971 a 1975.

Passamos pela Praça Craveiro Lopes, pelo Palácio Anchieta (sede da Câmara de Vereadores) e subimos o Viaduto Maria Paula.

De quebra, paramos num dos muitos sebos que existem junto à Igreja da Sé e eu perguntei se havia algum livro do jornalista Gay Talese.

“Qual é o título”, me perguntou um jovem sentado junto ao computador. E eu respondi: “Qualquer um”. E expliquei: “Sendo do Gay Talese, qualquer livro me encanta”.

Como não tinha, o rapaz sugeriu que eu fizesse uma busca pela Internet.

Agradeci e segui adiante.

E a figura no mínimo inusitada? Foi comigo até a Estação Liberdade. Ali eu a vi pela última vez, porque quando me virei para falar com ela, cadê? Havia sumido sem dar explicação alguma. Sem dizer “bom dia”, nem “até logo”, “até um dia, quem sabe, talvez”.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968

Para quem quiser reler as crônicas que escrevi a respeito da figura no mínimo inusitada, aqui vão os respectivos linques:
A figura: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/02/por-qu-23-figura.html
O vidro: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/02/por-qu-31-o-vidro.html
Emoções: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/02/por-qu-32-emoo.html
Desencontro: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/02/por-qu-47-desencontro.html
No mosteiro: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/03/por-qu-59-no-mosteiro.html
Vãobora, vãobora: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/05/por-qu-83-vobora-vobora.html
A volta da figura: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/06/por-qu-97-volta-da-figura.html
A felicidade da figura: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/06/por-qu-99-felicidade-da-figura.html
A figura foi ao plantão: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2008/07/por-qu-104-figura-foi-ao-planto.html
A figura foi à posse de Obama: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2009/01/por-qu-141-figura-foi-posse-de-obama.html

8/12/2011 18:22:47

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Por quê? (267) Uma oração, por favor.



Cláudio Amaral

Às vésperas de um determinado 3 de dezembro, sorrisos e ou gargalhadas. Noutras duas vezes, com certeza, alimentos não perecíveis para a campanha da minha Paróquia de Santa Rita de Cassia, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Para mim, pessoalmente, nada. Absolutamente nada.

Pensem o que quiserem, mas sou assim.

Humilde? Talvez.

Desprendido? Quem sabe.

Teimoso? Sem a menor dúvida.

Chato? Na maioria das vezes.

Bem humorado? Sempre que possível, e se possível fosse, sempre.

Metido? Conscientemente, nunca. Juro.

Esnobe? Não, não faz meu gênero. Afinal, vim lá de baixo (e Adamantina, Marília e Campinas nunca estiveram por baixo de nenhuma outra cidade) e o sucesso nunca subiu à minha cabeça. Nem mesmo quando eu tinha (e tenho) o maior orgulho de trabalhar no Estadão (em Marília, Campinas e São Paulo), no Grupo Folha de S. Paulo, no Correio Braziliense e no Jornal do Brasil.

Nunca fui metido nem esnobe porque jamais tive vida fácil (até porque sou corintiano e torcedor do Timão jamais teve moleza).

Mais do que tudo isso, tem o seguinte: sou um cidadão de fé. Muita fé.

Sou adepto e fiel à Igreja Católica Apostólica Romana, da qual não me afastei nem mesmo durante os quase dois meses em que estive recentemente nos Estados Unidos.

Acredito fielmente em Deus, em Nosso Senhor Jesus Cristo e em Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil.

Tudo isso me faz acreditar na humildade e no desprendimento.

Tudo isso me faz valorizar minha fé.

Por tudo isso – humildade, desprendimento, fé – eu quero fazer às minhas Amigas e aos meus Amigos um pedido especial para o próximo dia 3 de dezembro.

Presente, fisicamente, não.

Alimentos não perecíveis, novamente, também não.

Sorridos e ou gargalhadas, não.

Peço, humildemente, uma oração.

A escolha fica a critério de cada Amiga e cada Amigo.

Pode ser um Pai Nosso, igual a aquele que faço diariamente, pela manhã.

Pode ser uma Ave Maria, idêntica a aquela que oro todo dia, logo após o Pai Nosso.

Pode ser, também, uma poesia de Carlos Drummond de Andrade ou de Vinicius de Moraes ou ainda de Manoel de Barros, meu poeta preferido, que entrevistei em Campo Grande para o jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, em 2005, quando lá eu era diretor de Redação.

Pode ser um poema, também.

Enfim, a escolha é de cada qual, minha Amiga e meu Amigo.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

22/11/2011 13:09:38

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Por quê? (266) Momentos inesquecíveis nos EUA

O melhor da temporada nos EUA foi curtir os netinhos Beatriz e Murilo (Photo by Vovó Sueli Amaral)



Cláudio Amaral

Jamais vou me esquecer destes dois meses que passamos, Sueli e eu, nos Estados Unidos, baseados em Ashburn Village, na residência de Márcio, Cláudia, Beatriz e Murilo.

Aqui chegamos na manhã do dia 19 de setembro de 2011. Saímos de São Paulo na véspera e embarcamos no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Guarulhos, às 14h20, via http://www.tam.com.br/, inicialmente com destino a Buenos Aires, na Argentina. Do Aeroporto Internacional de Ezeiza partimos às 21h, pela http://www.united.com/, rumo ao Aeroporto Internacional Washington Dulles (que tem esse nome em homenagem ao ex-secretário de Estado John Foster Dulles – 1888/1959).

Os dois voos foram tranquilos. Sem susto. Como esperamos que seja o voo de retorno ao Brasil, à Capital paulista e à Aclimação, “o bairro mais agradável de São Paulo”.

Embarcaremos no mesmo Aeroporto Internacional de Washington às 15h36 do dia 16 (a terceira quarta-feira deste mês de novembro) e desta vez faremos escala em Bogotá (Colômbia). De lá voaremos a partir das 21h36 do mesmo dia para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), onde deveremos chegar pela manhã do dia 17. Tudo, desta vez, pela http://www.avianca.com/.

Até lá completaremos exatos 58 dias nos Estados Unidos. E nesse período vimos e conhecemos tudo o que nos foi possível: a tranquila Ashburn Village (onde passamos a maior parte do nosso tempo por aqui), Reston (cidade que visitamos por três vezes), Washington (a capital dos Estados Unidos, para a qual fomos por três vezes).

Em Ashburn Village, uma “área rural” com cerca de cinco mil residências e com 15 mil a 18 mil moradores fixos, nos prendemos principalmente em dois pontos: o lago e o centro comercial. Andamos em torno do lago quase todos os dias, inclusive quando nevou por aqui (29 de outubro, um sábado) e foi lá que eu procurei colocar minha condição física em ordem, depois da cirurgia cerebral de 29 de julho, em São Paulo. A paisagem é linda, a flora (formadas por carvalhos, preferencialmente) e a fauna (patos, esquilos e coelhos) estão sempre muito bem conservadas, o povo que por ali caminha é ordeiro e civilizado. No centro comercial demos preferência ao supermercado Giant (http://www.giantfood.com/), ao correio privado http://www.ups.com/, à lavanderia e à pizzaria http://www.papajohns.com/.

Em Reston, área urbana onde fica a sede da empresa em que trabalha o genro Márcio Gouvêa (http://www.nii.com/), fomos três vezes. Uma para fazer refeições no Valpiano, um restaurante que serve comida italiana das boas, e compras nas lojas do centro. Outra para o octoberfest e outra para mais compras.

Em Washington DC, estivemos outras três vezes. Inesquecíveis. A primeira foi no dia 25 de setembro, quando visitamos o National Museum of Natural History
(http://www.mnh.si.edu/) e a Casa Branca (ainda que de longe, porque a sede do governo federal e residência da família Barack Obama estava com segurança reforçada). Na segunda, a 16/10, fomos ao http://www.nationalaquarium.org/ (para mim, inferior ao Aquário de Santos) e ao American Museum of Natural History (http://www.amnh.org/). Na terceira, dia 20/10, pela primeira vez à noite, visitamos especificamente o http://www.warnertheatre.com/, aonde vimos um espetáculo inesquecível: a apresentação do coral da http://www.iona.org/, uma organização beneficente de assistência a idosos.

Os dias 23 e 30 de outubro também foram inesquecíveis. No primeiro porque comemos uma feijoada deliciosa (preparada aqui mesmo por Sueli, Cláudia e Bisa Cida) e vimos um jogão pela televisão, ao vivo: Internacional de Porto Alegre 1 X Corinthians 1. Foi a única partida do Timão transmitida pela TV Globo Internacional neste período, porque nos demais domingos a preferência foi por times de colocações inferiores na tabela do Brasileirão (como Grêmio, o 11º X Palmeiras, o 13º, neste último domingo). No segundo, porque pudemos conhecer de perto o Happy Halloween dos Estados Unidos. Saímos todos às ruas da vizinhança e a criançada se divertiu à beça.

Outro dia que não vai dar para esquecer é 30/11. O motivo é uma grande conquista pessoal: ao término da Celebração da Missa das 10h30, na St. Theresa Catholic Church (localizada aqui mesmo em Ashburn, mas a 3,5 milhas da residência em que ficamos nestes 58 dias), ou seja, por volta das 11h40 (pelo horário local), consegui convencer Sueli e Bisa Cida que eu voltaria para casa caminhando. E foi o que fiz, ao longo de duas horas, com uma parada no Global Food e outra na 7-Elleven.

De quebra, visitamos incontáveis lojas e lanchonetes pelos shoppings da região, aonde vimos roupas, brinquedos, equipamentos eletrônicos, plantas e muitos alimentos e bebidas.

Tivemos outro grande prazer, também inesquecível: ver a chegada do Outono, a estação do momento na Virginia. Ao longo dos dias, desde 21 de setembro, vimos as árvores mudando de cor gradativamente. Do verde, carvalhos e chorões, em sua maioria, foram passando para o cobre polido ou rico castanho mel, que tornam atraentes até mesmo as consideradas mortas.

Além de caminhar, ir a shoppings e supermercados, fotografar, escrever no Twitter, para os amigos, no blogue e no Facebook, fiz ainda uma das atividades que mais me dá prazer na vida: ler. Ao chegar aos Estados Unidos, terminei de ler 300 Conselhos de Jesus, escrito por João Carlos Almeida. Em seguida, li dois livros de Leonardo Boff: São Francisco de Assis e O Senhor é Meu Pastor.

O melhor de tudo, entretanto, foi a possibilidade de curtir os netinhos (e, claro, conviver com o genro e a filha querida). Beatriz e Murilo nos deram muitas alegrias, carinho e amor.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

14/11/2011 21:55:39

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por quê? (265) Ao volante

Voltei a dirigir e pela primeira vez pelas ruas e avenidas de Ashburn Village (Foto: Sueli Amaral)




Cláudio Amaral

Perdão, Dr. Diogo Lins. Perdão, perdão, perdão.

Mas eu que sempre me considerei uma pessoa disciplinada e cumpridora das ordens dos meus médicos, dentistas, psicóloga, fisioterapeutas..., descumpri hoje uma ordem expressa do Dr. Diogo Lins.

E voltei a dirigir.

É verdade: voltei a dirigir.

Estava sentindo muita falta do volante, da condução de um veiculo automotor e não titubeei: voltei a dirigir.

Estava sem dirigir desde meados de julho, quando o neurocirurgião Diogo Lins disse taxativamente que era para eu largar o volante imediatamente e não pegar num carro até o final do ano. Deste ano.

Sai do consultório dele, na Mooca, em São Paulo, passei numa Drogaria SP para comprar o remédio que ele havia me receitado, fui para casa, guardei o meu Honda Fit e nunca mais voltei a dirigir.

E me orgulhava disso. Me orgulhava de ser um sujeito disciplinado.

Mas hoje, exatamente neste dia 9 de novembro de 2011, capitulei.

O motivo foi justo, Dr. Diogo: minha filha Cláudia precisava ir até o Aeroporto Ronald Reagan, em Washington, a cerca de 45 minutos da casa dela, em Ashburn Village.

Fez os cálculos e concluiu que não daria tempo para, antes, levar a pequena Beatriz (4,4 anos) até a escola Hope, onde ela está a estudar.

Foi quando eu me ofereci para dirigir o carro dela, Cláudia, e assim levar Beatriz à escola.

Pedi apenas que ela me explicasse em detalhes como eu faria, porque havia dirigido um carro automático há muitos anos, a pedido do Amigo Luis Meneghim, de Santa Catarina, que havia pegado um veiculo emprestado na VW.

Pacientemente, minha ex-aluna virou minha professora. E lá fomos nós até a Hope, por volta das 11 horas da manhã (pelo horário local).

Fui e voltei dirigindo.

Não tive um único problema.

Quando deu meio-dia Cláudia saiu rumo a Washington e 20 minutos depois eu fui levar Beatriz na escola.

Sem problema. Ou melhor: tive uma pequena dificuldade na hora de fazer o carro funcionar, mas logo consegui. Foi só colocar o câmbio no lugar certo.

Com o GPS eu não tive problema algum. Tanto na ida quando na volta.

Nas ruas e avenidas também correu tudo direitinho.

E agora, às 1h30 da tarde em Ashburn Village (16h30 em Brasília), a pequena, linda e fofa Beatriz está a estudar tranquilamente na Hope. E eu, aqui na casa de Cláudia e Márcio Gouvêa, nossos anfitriões, estou me sentindo o cidadão mais feliz do mundo.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

9/11/2011 16:39:01

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Por quê? (264) Ser ou não ser?

Aqui em Ashburn Village não tem poluição de espécie alguma







Cláudio Amaral

Caminhando, mais uma vez, pela pista existente em torno do lago principal de Ashburn Village, me veio à mente uma grande dúvida: ser ou não ser? Eis a questão.

A questão é a seguinte: esta não é a primeira vez que eu me animo com um lugar que acabo de conhecer e fico vontade de arrumar as malas e me mudar.

Minhas memórias me trouxeram de volta as recordações de Roma e de Barcelona.

Estive em Roma em 1973, como repórter do Estadão e a convite do Grupo Liquigas.

Estive em Barcelona em 2001, como Gerente de Redação da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Tanto em Roma quanto em Barcelona fiquei apaixonado pelo que vi e me senti com vontade de transferir residência.

Mas tudo ficou na vontade.

Quando retornei de Roma o problema era – além do domínio da língua, que poderia ser superado com um bom curso de italiano – a questão de trabalho. Até porque o jornal em que eu trabalhava na época tinha correspondente fixo na capital da Itália.

Acabei esquecendo Roma, os romanos e os italianos.

Em Barcelona poderia ter sido diferente, mas não foi. Poderia porque já dominava a língua (após 4 anos de estudos no Instituto Miguel de Cervantes, no bairro do Morumbi, em São Paulo). Porém, eu estava bem empregado e não era a Imprensa Oficial que iria me dar emprego na Espanha.

Jamais esqueci Barcelona, os catalães e os espanhóis (até porque tive seis professores de Espanha em 2003, no Master em Jornalismo para Editores, em São Paulo, mas pela Universidade de Navarra, Espanha).

O FC Barcelona, um dos melhores clubes de futebol do mundo, também contribuiu para que jamais me esquecesse da capital da Catalunha e do time em que jogaram futebolistas do porte de Romário (atual deputado federal pelo Rio de Janeiro), Ronalducho (ex-Corinthians) e Ronaldinho Gaúcho (atualmente no Flamengo). Barça que hoje tem o argentino Messi, o melhor jogador de futebol do mundo.

Nem Roma, nem Barcelona e muito menos a minha São Paulo se comparam ao local em que estou há 50 dias e de onde eu não gostaria de sair.

Roma, Barcelona e São Paulo têm tráfego carregado e congestionamento que desestimulam qualquer cristão. Têm também poluição do ar, sonora e visual que comprometem a qualidade de vida de todos nós.

Aqui, não. Aqui é diferente. Aqui não tem os congestionamentos que vemos todo dia em São Paulo. Não tem poluição de espécie alguma. Não tem motorista indisciplinado e – como diria o ex-árbitro de futebol Arnaldo Cesar Coelho – as regras são claras, e respeitadas por todos, condutores e pedestres.

Aqui as vias públicas são largas e bem sinalizadas, os veículos são todos automatizados e, para minha surpresa, os motoristas podem usar à vontade o telefone celular enquanto dirigem. No Brasil, nem pensar. No Brasil isso da multa e pontos na CNH.

Aqui todos respeitam as árvores, os rios, os lagos e a vida selvagem.

Pena que para ficar aqui é preciso ter um tal de “green card” (http://www.greencard.com.br/) . Se não tiver, como eu não tenho, legalmente o cidadão pode passar no máximo seis meses nos Estados Unidos.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?



(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.



8/11/2011 20:59:30

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Por quê? (263) Outono ou Primavera?

É admirável a beleza do Outono em Ashburn Village



Cláudio Amaral

Todas as estações do ano são agradáveis, pois cada uma tem suas vantagens.

Aqui em Ashburn Village (e em toda a Virginia) estamos no Outono.

Aí no Brasil a estação do ano é a Primavera, que começou no dia 23 de setembro e vai até 21 de dezembro (muito embora o governo federal já tenha nos imposto o horário de Verão).

Ou seja, logo trocaremos o Outono dos Estados Unidos pela Primavera do Brasil. E continuaremos felizes, com certeza (Sueli mais ainda, porque ela ama a Primavera, conhecida como a estação das flores).

A nossa (da Bisa Cida – que está em Chicago, visitando a neta Maira e o bisneto Anderson, mas volta no dia 9 para Ashburn Village – da Sueli e a minha) troca de país, continente e estação do ano se dará na virada do dia 16 para o dia 17 deste mês de novembro. Embarcaremos no Aeroporto Internacional de Washington às 15h36 do dia 16, faremos escala em Bogotá (Colômbia) e de lá voaremos a partir das 21h36 do mesmo dia para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), onde deveremos chegar pela manhã do dia 17. Tudo pela http://www.avianca.com/.

Chegaremos com o calor característico da Primavera ou do Verão? Ou com frio que caracteriza o Outono e o Inverno?

Isso só Deus sabe.

O que sabemos, hoje, é que o Outono está a nos oferecer uma paisagem linda aqui pelos lados de Ashburn Village.

Chegamos aqui no finalzinho do Verão, no dia 19 de setembro. No dia 21 passamos a viver o Outono, que é um dos momentos mais bonitos do ano, na Virginia, segundo o Departamento de Engenharia Florestal do Estado. Os especialistas locais dizem que viajar pelo território da Virginia, nesta época, é conhecer uma abundância de cores inédita.

Isso é verdade, certamente, pelo que temos visto nas árvores existentes em torno do Lake Ashburn e durante nossas viagens pela região, em especial quando vamos a Washington, onde já estivemos por três vezes.

O contraste é visível e marcante. A maioria das folhas está perdendo a cor verde e ganhando um amarelado típico do Outono. Estão caindo, também. Tanto que é possível ver algumas árvores peladas, sem folha alguma.

Aqui na Virginia predominam muitas espécies de carvalhos, de acordo com o que podemos ver ao vivo e ler no site Departamento de Engenharia Florestal, dentro do http://www.virginia.gov/.

O carvalho produz bolotas em quantidade abundante, no Outono, e elas são os frutos preferidos dos animais silvestres. Especialmente dos esquilos, que podem ser vistos por todos os lados. Até atravessando as vias públicas locais. Nos gramados e subindo nas árvores também.

As folhas de carvalho muitas vezes assumem tons de cobre polido ou rico castanho mel, que tornam atraentes até mesmo as consideradas mortas.

É muito bonito. É agradável. É incomparável. É uma benção e uma dadiva que Deus nos deu. Especialmente para nós que vivemos numa selva de pedra como São Paulo.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?





(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.




4/11/2011 12:48:51

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Por quê? (262) Vem fôlego, vem!!!

Registro da caminhada desta terça-feira, por Sueli Amaral



Cláudio Amaral

Fui em busca de fôlego, mais uma vez, no início da tarde desta terça-feira, em Ashburn Village.

Fui, me empenhei ao máximo e voltei feliz, muito feliz.

Parti de casa às 14h, pelo horário antigo, ou seja, 13h em Ashburn Village e 15h em Brasília.

Esclareço que mantenho meu relógio com o horário de quando deixei São Paulo para não me atrapalhar com meus remédios.

Escolhi, novamente, a pista do lago com o objetivo de fazer uma comparação com a caminhada de 28 de outubro: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2011/10/por-que-258-felicidade-redobrada.html.

Naquela manhã, andei por 48 minutos seguidos, sendo 25 minutos na primeira volta e 23 minutos na segunda.

Nesta tarde, fiz um tempo inferior, para minha felicidade: 20 minutos na primeira volta e pouco menos de 20 minutos na segunda. Ou seja: sem privilégio, foram 40 minutos.

Mas por que isso, você deve estar me perguntando, meu caro e-leitor?

Você imagina que estou me preparando para disputar a corrida de São Silvestre, na virada do ano, em São Paulo?

Ou você acha que tenho a pretensão de correr a maratona de Nova Iorque?

Nem uma coisa, nem outra.

Estou, sinceramente, em busca de fôlego.

Preciso de fôlego para não fazer feio diante do Professor Ricardo Chiqueto, nosso (da Sueli e meu) instrutor nas aulas de Pilates na FisioSenior (http://www.fisiosenior.com.br/).

Tanto que, além de caminhar com passos firmes e num ritmo o mais forte possível, tenho também praticado os exercícios respiratórios que Ricardo nos ensinou.

Quero voltar às aulas com Ricardo Chiqueto em forma. Ou pelo menos com a melhor forma física que me for permitido por Deus.

Sei que não devo abusar.

Lembro-me sempre das instruções do Dr. Diogo Lins, o neurocirurgião que me operou no dia 29/7/2011: devo andar sempre com a cabeça coberta.

E tem mais: como sou um cidadão disciplinado, estou disposto a voltar a dirigir somente após o final do ano.

Até lá, só ando a pé. Ou como passageiro.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


1/11/2011 17:22:24

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Por quê? (261) Contagem regressiva

Beatriz e eu temos nos divertido muito na Virginia (EUA)



Cláudio Amaral

Já estou em contagem regressiva para voltar ao Brasil.

A partir deste dia 1º de novembro, faltarão apenas 15 dias para embarcarmos no Aeroporto Internacional de Washington rumo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

E como sempre, infelizmente, estou sofrendo por antecipação.

Lembre-se que no dia 17 de agosto de 2011 escrevi a vocês que entre meus sonhos estava o de ter um filho vivendo no Exterior. Pois assim eu teria possibilidade de conhecer mais alguns lugares no estrangeiro (http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2011/08/por-que-242-vivendo-no-exterior.html).

Foi o que aconteceu com a vinda da minha filha Cláudia, meu genro Márcio Gouvêa e os pequenos Beatriz (4,4 anos) e Murilo (1,9) para a região de Washington DC.

Márcio veio trabalhar em Reston (na http://www.nii.com/, matriz da Nextel) e a família toda está a morar em Ashburn Village, onde estamos, Sueli e eu, desde 19 de setembro. Nós e a Bisa Cida, que veio antes de nós e está a produzir pratos deliciosos (salgados e doces).

Viemos e conhecemos uma realidade completamente diferente do nosso dia a dia em São Paulo.

Lá as casas são todas de alvenaria. Aqui, todas de madeira.

Lá as casas e os prédios são todos trancados a sete chaves. Aqui, não há nenhuma preocupação neste sentido.

Lá os carros são sempre bem fechados. Aqui, não. E todos ficam nas vias públicas ou em frente de casa, sem a menor preocupação.

Lá as bolsas e mochilas estão sempre bem vigiadas e ninguém se atreve a deixá-las nos bancos (sejam dos vagões do Metrô, dos ônibus, dos restaurantes ou dos cinemas e teatros). Aqui, não. Todos sabem que ninguém vai pegar os seus pertences inadvertidamente.

Aqui, que eu me refiro, é na Virginia e mais especificamente no Condado de Loundon, onde se localiza Ashburn Village. Em Washington e em Nova Iorque, entre outras grandes cidades, é diferente. É praticamente igual a São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras.

As leis de trânsito e a disciplina das pessoas também são bem diferentes por aqui. Tanto que é raro vermos uma colisão de veículos ou um atropelamento, o que é comum em São Paulo, por exemplo.

Entretanto, faxineiras e empregadas domésticas é a maior raridade por aqui, porque custa caro e não há costume (ou vice-versa).

Uma das primeiras surpresas que tive, por aqui, foi em relação ao celular. Como todos os carros são automatizados, é permitido dirigir e falar ao telefone, simultaneamente, enquanto no Brasil, sabemos todos, isso dá multa e pontos na CNH.

Outra surpresa: os pedestres podem caminhar sem maiores preocupações, porque nas vias secundárias os motoristas param e nos dão passagem (tal qual na Itália, segundo Sueli, que lá esteve em 2009).

A importância que as pessoas dão à preservação da natureza e dos animais também é de tirar o chapéu, aqui pelos lados de Ashburn, do Condado de Loudoun e do Estado da Virginia.

Por tudo isso – e mais as vantagens que tenho para caminhar com tranquilidade e em terrenos planos, ler e escrever – além de administrar minhas contas pela Internet, eu ficaria por aqui por mais tempo.

Mas, não posso. Tenho que fazer as malas e partir de volta para o Brasil, para São Paulo e para a Aclimação. Eu, Sueli e Bisa Cida.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

31/10/2011 22:46:56

domingo, 30 de outubro de 2011

Por quê? (260) Loucura ou aventura?

Eu me fotografei junto ao Global Food na caminhada deste domingo




Cláudio Amaral

Aventura ou loucura? Loucura ou aventura? A mim não importa. O importante é que consegui cumprir meu objetivo e fiz, caminhando, o trajeto entre a St. Theresa Catholic Church e a casa onde estamos hospedados em Ashburn Village, eu e Sueli.

A St. Theresa Catholic Church é igreja católica mais próxima da residência da filha, do genro e dos netinhos que temos morando em Ashburn Village.

Desde São Paulo, portanto antes mesmo de embarcarmos para os Estados Unidos, eu já havia perguntado para minha filha se existia uma igreja católica perto de onde ela iria morar aqui na Virginia, nos Estados Unidos.

Ela me disse que não tinha tido tempo para verificar isso nos quatro dias que passara na região de Reston para escolher moradia.

Assim que chegamos aqui, no dia 19 de setembro de 2011, passamos a procurar uma “casa de Deus” para cumprir nosso rito dominical.

Naquela época, Cláudia (a filha) e Bisa Cida (que veio com ela) já haviam descoberto a St. Theresa Catholic Church.

É lá que temos ido todo domingo, desde 25 de setembro, o primeiro que aqui passamos.

Vamos sempre de carro. E sempre no carro dirigido pela filha, que, quando não fica conosco na Missa, vai nos buscar.

Como sou um caminhante inveterado, desde a primeira vez pensava em voltar andando.

Hoje eu consegui, contra tudo e a vontade (ou má vontade) de todos.

Partir da St. Theresa Catholic Church às 11h35 (13h35 pelo horário de verão em vigor a partir de Brasília).

Sueli e Bisa Cida ficaram lá esperando a motorista Cláudia.

Elas – mais o “pequeno príncipe” Murilo – me alcançaram na Shellhorn Road, antes ainda da State Route, mas eu pedi encarecidamente que deixassem ir em frente, caminhando.

Foi o que elas fizeram. E eu segui em frente, andando, ainda que não estivesse devidamente vestido e calçado. Usava calça jeans, inadequada para caminhadas. E um par de sapatos que ganhei do meu Amigo, cunhado e Compadre Fernando Riemma Philipson, quando o ideal era calçar tênis.

Ao chegar à Ashburn Road virei à direita, quando deveria ter virado à esquerda.

Assim que descobri meu erro, voltei. E segui em frente pela Ashburn Road até a Gloucerter Parkway.

No meio do caminho fiz duas paradas estratégicas: uma no Global Food e outra no 7-Eleven. Em ambos eu tentei um “pipi-room”, que só consegui no segundo, graças à boa vontade do único funcionário atuante no local.

No primeiro, entretanto, comprei um pacote de deliciosas bolachinhas doces, com as quais matei a fome até chegar em casa (duas horas depois) e avançar na macarronada (também deliciosa) preparada pela Vovó Sueli.

No caminho, é importante destacar, passei por lugares já conhecidos: a academia onde treina o time de futebol americano mais famoso da região (o Red Skin), a sede dos bombeiros voluntários, a escola de balé e sapateado da nossa princesa Beatriz e o cruzamento (Ashburn Road com Gloucerter Parkway) em que duas semanas atrás vi a primeira colisão de veículos desde que aqui chegamos.

Importante destacar, também, que nem todos os caminhos possuem trilhas para pedestres e que, por isso, tive que amassar muito barro, pisar em poças d’água e dividir espaço com veículos.

Mesmo assim, valeu.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?





(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.




30/10/2011 18:39:59

sábado, 29 de outubro de 2011

Por quê? (259) Cai neve, cai lá do céu




A neve tomou conta de Ashburn Village neste sábado




Cláudio Amaral

Cometemos uma loucura, Sueli e eu, aqui em Ashburn Village, no Estado da Virginia, nos Estados Unidos.

Saímos de casa, na Downington Court, quando ainda faltavam 10 minutos para as 18 horas locais e voltamos às 18h35 (20h35 em São Paulo).

Caminhamos por 45 minutos em torno do Lake Ashburn.

Fizemos uma volta completa sob tempo adverso.

Ora chovia, ora nevava.

Mas nós dois não desistimos em momento algum.

Nem pensamos em desistir, dar meia volta e retornar para a residência do genro, da filha e dos netinhos.

Fomos devagar, é verdade.

Nada de passos firmes e fortes como na caminhada que fiz ontem (sexta-feira) à tarde.

Com passos firmes e fortes eu dei uma primeira volta em 25 minutos (lembram-se?) e uma segunda em 23 minutos.

Mas neste sábado não foi possível cumprir o mesmo desempenho.

Seria perigoso, muito perigoso, andar rápido num piso molhado.

Molhado pela chuva e pela neve.

Alias, nas cinco pontes que atravessamos pelo caminho, tivemos um cuidado adicional: procuramos pisar nas marcas deixadas pelos pedestres anteriores.

E os pedestres anteriores não eram muitos, não. Encontramos no máximo três caminhantes como nós.

Isso foi uma prova mais do que concreta de que o tempo era adverso.

Fazia um frio que não enfrentávamos há anos. Eu, desde que fui a Nova Iorque, em meados dos anos 1970. Sueli, desde foi à Itália, em 2008.

Na Itália, ela vira neve. Quase pirou. Saiu do hotel em Gubbio (na região onde nasceu e morreu São Francisco de Assis) e se pôs a gritar de alegria em meio aos flocos brancos que caiam do céu.

Eu, não. Nunca havia dado de cara com a neve. Só hoje, em Ashburn Village (segundo o Jornal Nacional deste sábado, houve uma nevasca em toda a Costa Leste dos Estados Unidos, incluindo nossa vizinha Washington).

Foi demais. Emocionante. Indescritível. Inenarrável.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?



(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.



29/10/2011 21:11:58

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por quê? (258) Felicidade redobrada

Existe visão mais agradável do que esta do Ashburn Lake?



Cláudio Amaral

Consegui uma vitória após a outra. Ou seja: duas vitórias seguidas numa mesma manhã.

A primeira vitória veio em torno do Ashburn Lake.

A segunda, em torno do meu pequeno e querido computador, um Latitude D505 que ganhei de Sueli, ainda nos meus tempos de Franca (Interior de São Paulo).

A vitória em torno do lago de Ashburn eu consegui depois de 48 minutos de caminhada.

Nunca havia dado duas voltas rápidas e seguidas em torno Ashburn Lake.

Fiz um alongamento completo (pelo menos em minha opinião de leigo) e sai andando firme e forte.

Caminhei 25 minutos cronometrados, embora meu relógio não seja um cronometro.

Fiz uma caminhada a mais puxada possível.

Ao completar a volta, resolvi mudar de sentido e dar uma segunda em torno do lago.

Com passos rápidos e firmes, novamente, marquei 23 minutos.

Fiz isso porque o dia amanheceu ensolarado, embora frio, aqui pelos lados de Ashburn Village, na Virginia.

Caminhei solitariamente e dei bom dia para todas as pessoas com quem cruzei. Disse “good morning” com ênfase no “GOOD”, ao contrário do que eles fazem (em geral, falam “morning”, como nós fazemos no Brasil ao dizer “dia”, ao invés de “bom dia”).

Voltei para casa comemorando.

Comemorei tanto quanto quando consegui blogar a imagem da aniversariante de ontem (dia 27/10/2011), Sonia Machiavelli.

Exatamente a imagem editada por Sueli, na noite de ontem, quando fiz várias tentativas frustradas por erros não identificados.

Creio ter conseguido blogar porque fiz uma limpeza geral no meu computador. Limpeza de disco e desfragmentação.

A bem da verdade eu havia tido outra alegria no início da manhã de hoje, logo depois de ligar o Latitude D505. Foi em função da singela mensagem que Sonia Machiavelli me mandou às 10h46, fazendo referencias ao meu texto de ontem (Vida longa para Sonia...).

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

28/10/2011 13:53:12 (atualizado às 16:26:54)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Por quê? (257) Vida longa para Sonia Machiavelli



Cláudio Amaral

Dar parabéns a ela seria pouco, muito pouco.

Desejar saúde, sorte, muita energia positiva..., também.

Pedir proteção divina talvez fosse melhor, embora isso ela tenha de sobra. E tem porque merece.

Disposição para o trabalho? Está ai algo que não lhe falta. Ou melhor: nunca faltou.

O ideal seria dar um abraço forte e um beijo carinhoso, respeitoso.

De quebra, olhar firme e fixo nos olhos dela, dar-lhe um sorriso sincero e amigo.

Mas, como estamos, Sueli e eu, a cerca de 8.000 quilômetros de distância de Franca, no Interior paulista, onde ela vive há mais de 50 anos, nos vemos impedidos de fazer o que mais gostaríamos.

Em sendo assim, só nos resta fazer aquilo que Deus nos permite: escrever, escrever, escrever.

É escrevendo, afinal, que transmitimos a ela os nossos sentimentos.

Sentimentos de admiração, em primeiro lugar.

Sentimentos de reconhecimento do espírito batalhador incansável que ela possui e que sempre a fez ir em frente, sem medo de ser feliz.

Sentimentos que reconhecem – ou pelo menos procuram reconhecer – a mulher forte e destemida que ela é (e sempre foi).

Afinal, nem sempre ela levou a vida que Deus lhe permite ter nos últimos anos. Nem sempre.

Desde o início do casamento ela teve que lutar muito e cumprir jornadas múltiplas: como esposa, como mãe, como educadora na escola ao longo de dez anos e como dona de casa. E mais: como repórter no diário que o marido editava.

Contribuiu – e muito – com as despesas do lar e nunca deixou de estar ao lado do esposo e dos filhos André (que não conheço) e Júnior (meu Amigo e pai do casal de netos do qual ela se orgulha tanto). Esteve ao lado do marido especialmente ao longo da enfermidade que o levou à morte, em 2005.

Mulher alegre, elegante, meiga e ao mesmo tempo tímida, ela é, porém, firme sempre e quanto necessário.

Nasceu em São Paulo, mas vive há mais de 50 anos em Franca, cidade pela qual tem um amor invejável. É formada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca, tem uma cultura rara, muitas amigas e amigos. Tem também quatro livros publicados: Uma Bolsa Grená (crônicas), Estações (contos), Jantar na Acemira (romance) e O Poço e Outras Histórias (contos). Tem poemas em várias antologias.

Orgulha-se de ter criado o Caderno de Domingo do jornal Comércio da Franca, no qual edita textos de escritores francanos.

Católica fervorosa, ela é uma mulher fina, finíssima. Jamais levantou a voz para quem quer que seja. É, ao mesmo tempo, uma pessoa muito respeitada junto à sociedade francana.

Por tudo isso, hoje é dia de cantar “parabéns a você” para Sonia Machiavelli. Parabéns e muito mais.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

27/10/2011 15:38:13 (atualizado em 28/10/2011 às 13:25:11 de Brasília)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Por quê? (256) Boa sorte, Emerson Leão.

Emerson Leão no SPFC, por Rubens Chiri/saopaulofc.net


Cláudio Amaral

Fico profundamente decepcionado com a reação adversa que tenho lido contra o ex-goleiro Emerson Leão, novo treinador do time principal de futebol do São Paulo Futebol Clube.

Leão não é e nunca foi meu amigo, apesar dos seis meses que convivemos quase que diariamente quando ele era titular absoluto do gol da “Academia” do Palmeiras, no início dos anos 1970.

Eu era repórter do Estadão, na Editoria de Esportes, sob o comando do editor Ludemberg Teixeira de Góes. E passei meio ano acompanhando todo dia os treinos, as entrevistas, os jogos e boa parte das viagens do time dirigido e muito bem orientado pelo saudoso Mestre Oswaldo Brandão (gaúcho de Taquara, onde nasceu a 18 de setembro de 1916, vindo a falecer em São Paulo a 29 de julho de 1989).

Portanto, sei o quanto é difícil conviver com o Leão (ou com os “leões”, tanto o atual treinador do SPFC, quanto o representante da Receita Federal, onde tive que comparecer por três vezes, há três anos).

Goleiro do Palmeiras – e titular ao lado de Leivinha, Luiz Pereira, Dudu, Ademir Da Guia, Cesar, o “Maluco”, e outros tantos integrantes da “Academia” –, Leão sabia valorizar a importância que tinha para o time e para a seleção brasileira.

Quase sempre, valorizava até mais do que devia.

Cuidava do corpo mais do que qualquer outro jogador da equipe do Parque Antártica e, por conta disso, chegou a fazer propaganda de cuecas (sempre mostrando as pernas).

Naquela época – repito: início dos anos 1970 – procurei Leão por duas ou três vezes na residência dos pais dele, com quem ele morava, na Rua Coronel Diogo, logo após a Avenida Lins de Vasconcelos, na Aclimação/Cambuci. Em todas ele foi educado para comigo, mas nunca deu um sorriso ou demonstrou-se feliz com minha visita. Atendeu-me bem, e ponto final. Falou o que achava que deveria falar e encerrou a conversa.

Sei que ele gostava, mesmo, era de conversar com meu Amigo Reginaldo Leme, titular da cobertura do Palmeiras (e palmeirense, ao que me consta). Mas Góes, o editor de Esportes do Estadão, teve que me mandar para o estádio do Alviverde porque o “Alfacinha” estava mais interessado nas coberturas de Fórmula 1, pela qual acabou optando em seguida.

Como eu não via futuro nas coberturas futebolísticas e os esportes considerados nobres tinham “titulares absolutos” – Ney Craveiro no tênis e no basquete, por exemplo – acabei fazendo uma troca com Tuca Pereira de Queiroz. Ele, sim, era um verdadeiro repórter esportivo e que estava exilado na Reportagem Geral, que não curtia. Então, combinamos, pedimos aos nossos chefes – Góes, no meu caso, e Eduardo Martins, no caso dele – e ele foi para Esportes e eu para a Geral.

Assim sendo, só voltei a encontrar Leão anos e anos depois, num domingo à tarde, no estádio do Canindé. Acreditem se quiserem: ele era goleiro do meu Corinthians e fiz questão de fazer as apresentações dele para com meu filho Mauro, mais fanático do que eu pelo Timão.

Creio que ele não me reconheceu, por ocasião daquele encontro no estádio da Portuguesa de Desportos, mas nem por isso fiquei contrariado, nem passei a ter mágoa do atual treinador do Tricolor do Morumbi.

Até porque, felizmente, Deus me ensinou que as palavras negativas nós devemos expurgar do dicionário: mágoa, inveja, ódio, revolta, etc. Porque são todas representantes de sentimentos negativos.

E hoje (quarta-feira, 26/10/2011), mais do que nunca eu penso e torço sempre pelo êxito das pessoas. De todas as pessoas. Como fazia São Francisco de Assis, cuja vida acabo de ter o privilégio de ler em “São Francisco de Assis – Ternura e Vigor”, livro escrito por Leonardo Boff e editado pela Vozes.

Francisco, idealizador e criador da Ordem Franciscana, foi – segundo Boff – “uma alternativa humanística e cristã”. E mais que isso: um homem que teve a coragem de enfrentar a morte de frente e de dizer: “Bem-vinda sejas, minha irmã, a morte”.

Assim sendo, torço pelo êxito de Emerson Leão no SPFC, mesmo estando a quase 8.000 quilômetros de distância do treinador do SPFC. Para o bem dele e de todos os meus amigos são-paulinos: Marta Peretti (minha orientadora psicológica), Ricardo Chiqueto (meu professor de Pilates), Vinicius Araujo (meu ex-colega no jornal Comércio da Franca), Carlos Magagnini (meu primo), Fernando Philipson e sua esposa Salete (meus compadres) e, entre muitos outros, meu filho Flávio.

Torço por Leão e pela recuperação do SPFC. Assim como – sinceramente – gostaria de ver bem colocados na tabela do Brasileirão 2011 também o Palmeiras (dos meus Amigos Décio Miranda e Edson Rossi) e o Santos FC (dos meus Amigos Carlos Conde, Bruno Pessa, Arnon Gomes, Ronaldo Vaio e Lidia Maria de Melo, entre muitos outros).

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

26/10/2011 15:43:24

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Por quê? (255) Brasil ou Estados Unidos?

Cláudio Amaral

Ninguém quer ouvir falar na minha ideia de ficar por aqui e de viver nos Estados Unidos da América. Ninguém.

Quando aqui chegamos, Sueli e eu, na agradável manhã do dia 19 de setembro de 2011, ela, que me acompanha há 42 anos, já sabia que minha ideia era viver o máximo possível por aqui.

Mas ela nunca concordou. E sempre argumentou que temos duas casas no Brasil (na Aclimação/SP/Capital, especificamente), dois filhos (Mauro, casado com Vivian, e Flávio), muitos parentes e um número incontável de Amigas e Amigos.

Tanto ela quanto eu temos irmãs e irmãos, tios e tias, cunhadas e cunhados, comadres e compadres. Ela ainda tem a mãe, que mora em Santos (SP).

Ou seja: possuímos um largo círculo de amizade e relacionamentos cordiais e afetivos.

Além disso, no nosso meio paulistano já estamos acostumados com nossos médicos, dentistas, farmácias, supermercados e feiras livres, entre outros.

Ela tem ainda uma larga freguesia na área de costura, por conta das atividades que desenvolveu a partir das aulas de patchwork (trabalho com retalho) que fez na Casinha de Retalho, em Santos. E também do blogue que criou: http://patchworksueliamaral.blogspot.com.

Mesmo assim eu continuo disposto a tentar viver por aqui. Não só porque Ashburn Village é, sem dúvida, a comunidade mais tranquila que me foi possível conhecer nestes meus quase 62 anos de vida. Mas porque encontrei neste local a paz e felicidade que tenho buscado nos últimos anos de vida.

Hoje (sexta-feira, 21/10/2011), por exemplo, conheci uma senhora mexicana que vive em Ashburn Village há 12 anos. Estava eu a caminhar em torno do lago com nosso “pequeno príncipe” Murilo do Amaral Gouvêa (1,9 ano de idade), quando ela, a senhora do México, me abordou e começamos a conversar em Espanhol.

Embora tenha me dito que sente muita saudade do país dela, da família e das amigas que lá deixou, que gostaria de voltar porque nunca conseguiu trabalho por estes lados e também porque aprecia mais a agitação da Cidade do México do que a tranquilidade de Ashburn Village, ela me deu uma luz ou uma ideia para a qual eu não havia atentado até agora:

- Diga ao pessoal da imigração dos EUA que o senhor e sua esposa estão aposentados e que gostariam muito de viver ao lado dos netinhos. Eles certamente concordarão com a permanência dos senhores em território norte-americano.

Confesso que – a menos de um mês da viagem de volta ao Brasil, marcada para o dia 16/11/2011 – fiquei animado com a ideia. Mais animado do que nunca.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

21/10/2011 17:54:47

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Por quê? (254) A tranquila Ashburn Village

A Associação Comunitária agrega todos os moradores de Ashburn Village




A partir dos 5 anos as crianças têm grátis escola e transporte nos amarelinhos



Cláudio Amaral

Ashburn Village é, sem dúvida, a comunidade mais tranquila que me foi possível conhecer nestes meus quase 62 anos de vida e é conhecida como uma das maiores do norte da Virginia.

Localizada a cerca de 33 quilômetros a oeste de Washington, DC, a capital dos Estados Unidos, é muito bem servida por ruas, avenidas e principalmente por estradas muito bem conservadas e sinalizadas. E aqui é quase tudo plano, sem subidas e descidas acentuadas, como ocorre na nossa Aclimação, “o bairro mais agradável de São Paulo”.

Daqui ao Aeroporto Internacional de Washington Dulles é possível chegar em no máximo meia hora. E de lá sair em voos que nos levam a qualquer parte do mundo. Foi lá que Sueli e eu desembarcamos numa agradável manhã do dia 19 de setembro de 2011. E será lá que embarcaremos de volta ao Brasil no dia 16 de novembro deste mesmo ano.

Planejada nos mínimos detalhes, Ashburn Village começou a ser implantada em 1987, foi inaugurada em 1988 e está quase totalmente ocupada.

Tem uma área delimitada em 1.500 acres, equivalentes a seis quilômetros quadrados, ocupados em sua maioria por residências de madeira construídas sob sólidas bases de concreto.

Atualmente, são pouco mais de cinco mil casas (5.071, precisamente, segundo informações que consegui nas pesquisas que fiz via Internet) e entre 15 mil e 18 mil moradores fixos. No futuro, quando a capacidade de construção estiver esgotada, as residências não passarão de 5.110 unidades (número final aprovado pela administração local).

Para que todas as pessoas que aqui vivem tenham lazer, diversão e educação formal, Ashburn Village dispõe de duas escolas públicas de ensino fundamental (jardim da infância até a 5ª série) e uma de ensino médio (6ª a 8ª séries e 9º ao 12º ano), seis lagos que ocupam mais de 500 hectares de espaço ao ar livre (onde são criados peixes para pesca em épocas limitadas do ano), quatro centros de recreação que oferecem três piscinas externas e uma interna, campos (cobertos e descobertos) para prática de esportes (futebol norte-americano e no estilo do praticado no Brasil, por exemplo; atletismo, tênis e basquete, entre outros) e 12 mil metros de trilhas para caminhadas. Uma dessas trilhas pode nos levar até Washington, caminhando ou pedalando por 45 quilômetros.

O maior dos centros de recreação de Ashburn Village é o Pavilhão Desportivo, instalado no centro da comunidade. Lá existem um ginásio completo, salas de musculação e quadras de tênis cobertas. São oferecidas aulas de fitness. É lá também que acontecem os maiores eventos festivos do local. Entre eles, a queima de fogos anual de 4 de julho. Em setembro tem até uma festa com “atmosfera carnavalesca”: a “VillageFest, uma celebração comunitária anual com passeios, jogos e divertidas aventuras para todas as famílias”.

Ashburn Village é uma subdivisão de Ashburn situada no condado de Loudoun, no Estado da Virginia. Tem administração própria e é comandada por um presidente e um conselho formado por sete membros. Emprega apenas 17 funcionários em tempo integral e, quando necessário, contrata serviços de terceiros.

Oferece ainda um centro comercial com 200 mil metros quadrados, onde funcionam um supermercado âncora (Giant), restaurantes, lanchonetes, cabeleireiros, massagistas, dentistas, médicos, massagistas, entre outros.

Na região, mas fora dos limites geográficos de Ashburn Village, funcionam também outros dois shoppings: Dulles Town Center e Leesburg Premium Outlets.

Todos os proprietários de imóveis em Ashburn Village são membros da Associação Comunitária (AVCA), que prevê a manutenção de terrenos comuns e instalações e regula mudanças arquitetônicas nas propriedades e lotes. Eles pagam uma mensalidade que inclui, inclusive, a participação no Pavilhão Desportivo.

Em Ashburn Village vive gente nascidas não só na América do Norte como em todos os continentes. Os brancos são 66,2%, os asiáticos 14,99%, os africanos 10,78% e os hispânicos 11,1%.

Entre 2009 e 2014, o contingente de brancos deve ter um crescimento de 8%, africanos em 45%, asiáticos 59% e hispânicos em 59%. No mesmo período, a população nesta área é projetada para aumentar cerca de 23%. Em comparação, os habitantes de Loudoun County devem crescer 23,5%. A população da Virgínia tem um aumento projetado em 5,5%.

A renda familiar anual dos moradores de Ashburn Village é de menos 25 mil dólares para 2,94% das famílias, menos de 50 mil dólares para 14,82%, menos de 75 mil dólares para 28,14%, de menos de 150 mil dólares para 80,14% e de mais de 150 mil dólares para 19,86% das famílias (segundo o Policymap.com).

Tudo isso, entretanto, são detalhes, em minha opinião, caros e-leitores. O mais importante que tenho observado por aqui é a educação do povo, tanto pedestres, caminhantes, consumidores, atendentes quanto motoristas.

Outra questão importante: o valor que os nativos dão à preservação da vida selvagem. Aqui é possível ver pássaros de diferentes espécies, esquilos, patos e até coelhos.

O verde, então, nem se fala. Aqui tem verde por todos os lados. Assim como as flores, sempre ricas em cores.

Isso só gera alegria e bem-estar entre nós todos. Todos.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

12/10/2011 19:21:34 (atualizado às 18:20:00 de 14/10/2011 = imagens)

domingo, 9 de outubro de 2011

Por quê? (253) Sonhos de Outono em Ashburn Village



Cláudio Amaral


Tenho sonhado com frequência nestes dias históricos em Ashburn Village, Virginia, Estados Unidos.

E o mais interessante é que me lembro de alguns deles (sonhos).

Sim, porque geralmente eu (como muitos seres humanos) não me lembro dos meus sonhos.

Na noite de 7 para 8 de outubro de 2011, por exemplo, sonhei em torno de uma das minhas maiores frustrações: não falar inglês.

Sonhei que estava numa loja. Ou numa oficina. Sei lá bem o que era aquele estabelecimento.

Perguntei, então, com o cidadão que me atendia: “Você fala inglês?” E ele me disse que sim, que seria impossível trabalhar ali sem dominar bem o idioma daqui.

Contei a ele que já frequentei mais de 30 (32, talvez) cursos de inglês e que nunca consegui chegar ao fim.

No mais recente, a respeito do qual eu já escrevi, eu estava aprendendo bem. Até porque o curso (no Cel-Lep junto a estação Santa Cruz do Metrô, em São Paulo) era bom, eu tinha tempo (porque acabara de ser demitido da Imprensa Oficial do Estado) e dinheiro (a grana da minha indenização).

Porém – e sempre tem um porém no caminho dos meus cursos de inglês – veio um convite irresistível de Campo Grande e lá fui eu ser diretor de Redação do diário O Estado de Mato Grosso do Sul, sem tempo algum para sequer pensar em voltar a estudar inglês.

Oito meses depois, de volta a São Paulo, curti minha casa e minha família por no máximo cinco dias e fui para Franca, por “intimação” do Amigo Júnior, que precisava de um “professor” (como ele se refere a mim até hoje) na Redação do Comércio da Franca.

Conclusão: nunca mais voltei a estudar inglês.

O outro sonho que tive foi na noite seguinte, ou seja, de ontem (dia 8) para hoje (dia 9/10/2011). Sonhei que estava na minha primeira jornada na Redação da revista Veja, em São Paulo (onde nunca trabalhei).

Meu chefe, no caso, é um grande Amigo (embora ele seja palmeirense e eu corintiano): Edson Rossi, meu colega de Master em Jornalismo para Editores (turma de 2003).

Em pouco tempo eu tive a certeza de que não é isso que eu quero para mim: um emprego em Redação. Ainda que fosse na Veja, a melhor de todas as revistas brasileiras (na minha opinião, gente) e na função que eu mais curto: repórter.

É que em pouco mais de duas horas de trabalho eu acumulava sete pautas. E não sei como, confesso.

Só sei que meu chefe foi me passando um assunto após o outro, outro, outro... e quando eu vi estava com sete pautas.

No auge da correria, acordei. Nem tive tempo de me despedir do Amigo Edson Rossi.

Quando contei esse sonho à Sueli, nesta manhã ensolarada de domingo, ela me disse que talvez eu devesse repensar minha decisão de viver unicamente em função da minha aposentadoria.

Mas, não. Quero continuar tendo tempo para minhas leituras (jornais, revistas, notícias e artigos via Web), para ouvir meus programas de rádio e televisão (quando voltar a São Paulo), para minha família, para meus Amigos e para cuidar da saúde. E, de quebra, para atender aos pedidos dos estudantes de Jornalismo que me descobrem em pesquisas via Internet, como a jovem Edna Ribeiro e suas colegas (Jake, Viviane e Matilde) da Unisa.

Desejo, também, ter tempo para acompanhar os jogos do meu Timão, seja no Pacaembu (Capital paulista), pela TV Globo, pelo SporTV ou pela Jovem Pan. Tal qual fiz esta tarde, via Internet, nas vozes de Nilson Cesar, Flávio Prado, Wanderley Nogueira e Luiz Carlos Quartarolo, entre outros, quando o Corinthians venceu o Atlético-GO por 3 a 0 e voltou à liderança.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

9/10/2011 14:52:32 (atualizado às 19:55:48 de 09/10/2011 e às 19:31:09 de 10/10/2011)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Por quê? (252) Carta aberta às Amigas e aos Amigos do Brasil


Caminhar em torno do lago de Ashburn Village é inesquecível


Cláudio Amaral

Estou cheio de novidades para contar a todos vocês, minhas Amigas e meus Amigos do Brasil.

Só faço isso agora porque passei 15 dias (desde 19 de setembro de 2011) criando coragem para escrever a vocês sem passar a imagem de “baba ovo” dos moradores daqui onde estamos, Sueli e eu (Ashburn Village, Virginia, Estados Unidos), como hospedes do genro Márcio Gouvêa e da filha Cláudia, que hospedam também a Bisa Cida (mãe da Sueli).

Sei que muitos de vocês estão carecas (e eu não estou mais, porque meus cabelos cresceram um pouquinho desde que aqui cheguei) de vir aos Estados Unidos e de ver o que eu só estou vendo agora. Afinal, não vinha ao Hemisfério Norte há mais de 20 anos e na última vez, para compras de Natal, fiquei quase o tempo todo em Nova Iorque.

Portanto, muito do que vou aqui relatar não é mais novidade para vocês.

Mas para mim é e eu gostei da maioria das coisas que vi por aqui (eu só, não: todos nós que estamos há pouco tempo em Ashburn Village em função da transferência de Márcio Gouvêa pela Nextel do Brasil para a www.nii.com dos Estados Unidos, com sede em Reston).

Em princípio, gostaria de me entregar. Isso mesmo. Como? Contando duas gafes que cometi logo ao chegar aqui:

1) Fui o primeiro a descer do veículo com o qual o genro foi nos buscar no Aeroporto Washington Dulles e gritei: “Ô de casa”. Foi o bastante para ele me advertir: “Sogrão, aqui ninguém grita assim, não”.

2) Um tempo depois que estava instalado – e muito bem – na residência da Downington Court, em Ashburn Village, eu comecei a abrir as portas para renovar o ar da casa. Achava que estava quente demais para o meu gosto. E só então soube que aqui não se faz isso, porque todas têm circulação de ar e precisam estar bem fechadas.

Tirando isso, tudo o mais é só alegria.

Márcio me dizia, pessoalmente e por telefone ou Skype: “Sogrão, você vai pirar quando chegar aqui”. Eu acreditei, como acredito em quase tudo o que ele me fala, mas preferi pagar para ver. E estou pagando.

Caminhar em torno do lago de Ashburn Village, por exemplo, é muito agradável. E eu tenho feito isso todos os dias. Com plantas verdes por todos os lados. E flores coloridas aos montes.

O tráfego de veículos por aqui é completamente diferente do que vemos no Brasil. Especialmente nas nossas grandes cidades brasileiras.

As leis de trânsito aqui são claras, bem diferentes do Brasil e rigorosamente respeitadas.

Aqui quase não se vê carro médio e pequeno. Quase todos os carros são carrões. Márcio me explicou que a principal razão é o preço, porque aqui não se paga os impostos que somos obrigados a pagar no Brasil.

Fiquei surpreso, também – mais que isso: de boca aberta – quando vi motoristas falando ao telefone enquanto dirigiam. Perguntei e me explicaram: a lei permite. A razão é simples, segundo os nativos: os carros são automáticos. Todos. Sem exceção.

Entretanto, se um de vocês perguntar se eu gostei de tudo que tenho visto, vou dizer que não.

Vi vias públicas limpas e muito bem conservadas, gente educada por todos os lugares que andei (aqui é costume cumprimentar as pessoas que passam por você, conhecidas ou não), boa vontade para com aqueles (como Márcio, minha filha Cláudia e meus netos Beatriz e Murilo) que estão chegando agora... e muito mais.

Mas não gostei do comportamento dos fumantes. E toda vez que reclamei, Sueli me disse que “fumante é fumante em qualquer parte do mundo”. Tudo bem, eu disse a ela, mas fumar e jogar a bituca no chão, por todos os lugares, é demais. Muito demais. É muita falta de educação.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

5/10/2011 19:20:20 (atualizado às 19:43:10 de 10/10/2011)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Por quê? (251) Carta aberta ao Professor Ricardo Chiqueto

Cláudio Amaral

Caríssimo Professor Ricardo Chiqueto, boa noite. Você é são-paulino, eu sou corintiano, mas nossos humores estão acima de nossas paixões futebolísticas.

Por isso, escrevo-lhe desde Ashburn Village, Virginia, Estados Unidos, a quase 8.000 quilômetros de distância, para lhe dar uma grande notícia.

Grande notícia para mim, pelo menos: estou cada vez melhor preparado para voltar aos nossos exercícios de Pilates, na FisioSenior (http://www.fisiosenior.com.br) assim que retornar ao Brasil, em fins de novembro.

Tenho (na verdade, temos, Sueli e eu) aproveitado as maravilhas que Ashburn nos oferece e caminhado. Caminhado sempre. Diariamente.

Apesar da chuva e do frio de até seis graus centígrados, temos caminhado diariamente até o supermercado da região (Giant) e em torno do lago que existe aqui pertinho.

Cada caminhada destas nos ocupa por meia hora, pelo menos. E o que é melhor: sem poluição alguma (você acredita?).

Temos feito serviços domésticos, também, até porque a casa é grande e a Cláudia, nossa filha, precisa de ajuda.

Hoje, 3 de outubro de 2011, dia do aniversário da Sueli, fui ao posto do correio a pedido da Cláudia. A Sueli foi comigo.

Depois, tomamos um bom “café da tarde” aqui em casa e eu sai para andar. Caminhei por meia hora em torno do lago, que tem três vezes mais o tamanho do lago do Parque da Aclimação.

Foi o máximo, Professor Ricardo Chiqueto, porque tive oportunidade de ver um coelho, dois patos, vários esquilos e gente falando inglês e espanhol. Tudo na maior tranquilidade, sem correria, entre plantas e flores, verde e muitas cores.

Por falar em gente: aqui quase 100% das pessoas cumprimenta a gente quando passa por nós nas caminhadas, nas compras, nos supermercados, nas lojas, etc.

Tem mais: todos têm carros (geralmente, carros grandes e novos) e raramente se vê alguém caminhando às margens das rodovias. Somos exceções, portanto.

Além das caminhadas, Professor Ricardo, temos feito serviços de “jardinagem”, também. E minha alegria foi imensa, semana passada, quando eu me abaixei mais de 100 vezes (abdominais?) para recolher gravetos e nenhuma tontura senti. Logo eu que não podia dar uma abaixadinha sequer que me sentia tonto.

Ah! Nas caminhadas, tanto Sueli quanto eu temos feito exercícios de respiração. Exatamente aquele que você ensinou.

Conclusão: estou certo de que estarei plenamente pronto para voltar aos nossos exercícios de Pilates no retorno ao Brasil. Com a graça de Deus e a aprovação dos meus médicos (Dr. Gentil Silva, Dr. Diego Lins e outros, muitos outros, que tão bem me atenderam antes, durante e depois da cirurgia cerebral do dia 29/7/2011).

Isso não é o máximo, Professor Ricardo Chiqueto?

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

3/10/2011 19:24:18 (atualizado às 21:23:43)

domingo, 18 de setembro de 2011

Por quê? (250) O dia D chegou

Cláudio Amaral

Foram meses de expectativas.

Meses de tensão.

Meses de ansiedade.

Muitos meses de altos e baixos, de vai e vem.

Meses e meses.

Desde que Márcio Gouvêa disse a todos nós – para esposa Cláudia, a sogrinha Sueli, o sogrão aqui presente e os filhos (deles) e netinho (nosso) Beatriz e Murilo – que havia uma possibilidade de mudança para os Estados Unidos, passamos a viver a maior expectativa.

Depois vieram meses de torcida a favor, de tensão, de ansiedade, de altos e baixos, de vai e vem.

A transferência dele da Nextel em São Paulo para a NII em Reston, na Virgínia, Estados Unidos, se concretizou e ele lá está, trabalhando, desde o dia 1º de agosto de 2011. Logo em Reston, que me faz lembrar um dos mais famosos e competentes jornalistas do New York Times, James Reston, que por muitos anos escreveu simultaneamente no Estadão.

A esposa e os filhos deveriam ter ido com ele, no dia 29 de julho, mas ela decidiu ficar ao lado do pai e acompanhar a cirurgia cerebral que vocês, meus caros e-leitores, estão carecas (como eu) de saber detalhes.

Ficou aqui em casa conosco – ela e os nossos dois netinhos – e só embarcou três semanas depois, levando junto a Bisa Cida, mariliense que reside em Santos. E lá estão todos, felizes da vida. Até porque vivem numa casa ampla, num condomínio seguro, em Ashburn, também na Virgínia.

Agora, chegou nossa vez. A vez da vovó Sueli e do vovô Cláudio.

Será a primeira viagem de Sueli aos Estados Unidos. Eu já estive lá uma vez, fiz compras para o Natal em Nova Iorque e fui de ônibus – em delegação – a Washington.

Se Deus nos apoiar – como sempre tem feito –, estaremos no Aeroporto Internacional de Washington às 6h43 desta segunda-feira, dia 19 de setembro de 2011.

Temos saída de Guarulhos (Aeroporto Internacional Franco Montoro) prevista para 14h20 deste domingo (18/9/2011).

Iremos primeiramente para o Aeroporto Internacional de Buenos Aires (Ezeiza), onde deveremos chegar pela TAM às 17h10.

De lá, embarcaremos pela United Airlines às 21h diretamente para Washington Dulles (que tem esse nome em homenagem ao ex-secretário de Estado John Foster Dulles – 1888/1959), onde o genro Márcio Gouvêa estará nos esperando.

A previsão é ficar na companhia deles até o dia 16 de novembro de 2011.

Serão, portanto, quase dois de meses de muitas alegrias, felicidade e diversão.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

18/9/2011 00:50:55

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Por quê? (249) 40 anos depois



Cláudio Amaral

Você, meu caro e-leitor, sabe quantos anos de convivência matrimonial nós, Sueli e eu, completamos ontem, dia 5 de setembro de 2011?

Você, caro e-leitor, sabe onde passamos o 5 de setembro de 2011?

Você tem ideia de como foi a nossa “comemoração”?

Pois eu explico, caríssimo e-leitor: completamos 40 anos de convivência matrimonial de papel passado (e sempre de papel passado), estivemos em Marília e nossa comemoração foi numa padaria.

Claro que não foram 40 anos de plena convivência pacífica. Vez por outra tivemos algumas divergências, mas para 4 decênios até que foram poucas, pouquíssimas. Por exemplo: ela nunca me colocou para dormir no sofá da sala, jamais dormimos brigados e nenhuma discussão séria, feia, tivemos na frente dos filhos (os queridíssimos Cláudia, Mauro e Flávio).

Fomos a Marília exatamente no dia dos 40 anos por mera coincidência. Eu queria fazer uma última consulta ao nosso dentista preferido e a data agendada foi exatamente essa. Só depois do agendamento é que nos tocamos que era o dia 5 de setembro de 2011.

Viajamos de ônibus, na ida e na volta, porque estou proibido de dirigir pelo competente neurocirurgião Dr. Diogo Lins (obrigado, mais uma vez, Dr. Diogo e equipe que me operou no dia 29/7/2011, no Hospital Sancta Maggiore, no Paraíso, em São Paulo).

Saímos da Rodoviária da Barra Funda exata e pontualmente à meia-noite. E chegamos à rodo-rodo de Marília às 5h15, ou seja, com 45 minutos de adiantamento em relação ao previsto. De lá, fomos de taxi até o centro da cidade, em busca da padaria indicada pelo motorista do carro de praça, aonde chegamos antes das 6 horas da madrugada. Aí ele foi muito gentil para conosco: pediu que esperássemos dentro do veículo até a abertura do estabelecimento, a Massa Pura, na esquina da Rua Bahia com a Avenida Sampaio Vidal (a “avenida do fundador”, como escreveu por milhares de vezes o jornalista José Arnaldo, meu saudoso sogro, cujos textos estamos a salvar diariamente em http://josearnaldodeantenaebinoculo.blogspot.com).

Nessa de esperar a abertura da padaria, encontramos – sem prévio aviso – a prima (do lado da Sueli) Nilza, filha da saudosíssima Tia Maria, que sempre teve lugar cativo no sofá da nossa residência, na Aclimação, aqui em São Paulo.

Surpresas à parte e após um tratamento de primeira – com suco de laranja ao natural e feito na hora, café, pão com manteiga passado na chapa e um pudim dos deuses – catamos nossos pertences e rumamos para o local de trabalho do dentista.

Caminhamos, caminhamos... e acabamos na Oralcenter, onde fomos muito bem recebidos e tratados com atenção, como sempre. Da secretária-recepcionista Cristina aos Drs. Wilson Kleinschmitt e Paulo Roberto Coelho, passando pelas auxiliares diretas deles: Fernanda e Érica.

Ficamos lá das 8h ao meio-dia. Dr. Wilson trocou alguns dos meus pinos – só pinos dos implantes que ele mesmo havia feito em 2007, nada de parafusos da cabeça, perfeitamente operada pelo Dr. Diogo Lins e equipe. Ele e Dr. Paulo fizeram uma limpeza completa nos meus dentes (e nos da Sueli também) e nos liberaram para voltar à Capital no mesmo dia.

Cristina, sempre atenciosa e eficiente, chamou o taxi que nos levou à rodoviária, onde compramos as passagens de volta para o ônibus das 14h35 (também do Expresso de Prata) e fomos almoçar no Supermercado Confiança.

Fomos e voltamos à pé e no retorno à rodo-rodo de Marília começou o drama do tratamento diferenciado do Expresso de Prata. Se na viagem SP/Marília havíamos dormido bem e ganho 45 minutos, na volta foi diferente. O ônibus – que vinha de Tupi Paulista – completou o trajeto total em 7 horas e chegamos à Barra Funda às 21h45.

Para compensar, o motorista nos ofereceu – a nós todos – um filme muito interessante, que conta a história (real) de dois médicos dos Estados Unidos que iniciaram as pesquisas sobre as cirurgias cardíacas. Valeu.

Valeu também a gentileza da passageira do banco de número 3, que no ato do pedido de Sueli, trocou – sem pestanejar – de lugar com minha parceira de 40 anos, que estava com passagem comprada para o número 2. Viemos juntinhos, portanto. Bem juntinhos. Valeu.

Ao chegar em casa, outra surpresa agradável: um bolo pelos nossos 40 anos confeccionado pela norinha Vivian, esposa do nosso filho Mauro, que está em Santa Rita do Passa Quatro, no Interior paulista.

Guardamos o bolo para o café da manhã de hoje (6/9/2011) e nos deliciamos. Valeu, Vivian. Valeu pela lembrança, pelo capricho e pela dedicação. Valeu Nilda Gomes dos Santos Lopes (nossa auxiliar) pelo registro fotográfico.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

6/9/2011 09:46:02

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Por quê? (248) Carlos Conde


Cláudio Amaral

Carlos Conde – ou melhor, José Carlos Novoa Conde – é advogado diplomado e jornalista por opção e convicção.

Nascido em Santos a 2 de outubro de 1940, sempre torceu pelo Santos FC, cujo dia a dia acompanhou por anos e anos, em especial na Era Pelé.

Tem uma vantagem a mais: mora junto à Vila Belmiro, a vila mais famosa do mundo. E por isso, nunca perde um jogo do Alvinegro praiano.

Chova ou faça sol, no frio e no calor, lá está Carlos Conde. Em geral, acompanhado de Maria Christina Gomes Saliba, sua companheira inseparável, de Lygia Conde, a filha única e queridíssima, e amigos como Onésio Rodrigues, Luiz Roberto Serrano e Dario Palhares. Mais a prima-irmã Magaly ("somos como irmãos", costuma dizer Conde, que invariavelmente acrescenta: "O marido dela, Antonio de Paula Souza, o Toninho, é corintiano. Contraiu esse vírus na cidade natal, Araraquara, e nunca se livrou dele").

Embora também corintiano desde criancinha, estive ao lado deles sempre que me foi possível.

Ah... Carlos Conde está aposentado, tem idade para ficar em casa na Paz do Senhor, lendo jornais e os livros, que são suas paixões.

Mas está mais ativo do que nunca. Voltou no dia 17 de agosto de 2009 para A Tribuna de Santos, o mais conhecido, mais importante e mais respeitado diário de Santos. E voltou por cima: como Editor-Chefe.

Competente e perfeccionista, mas ao mesmo tempo paciente e astuto, agiu com inteligência rara na volta ao jornal dos Santini. E foi melhorando A Tribuna gradativamente.

Carlos Conde é o profissional certo no lugar certo, pois conhece Santos e a Baixada Santista como poucos.

É uma pessoa que sabe fazer amigos e ser Amigo também como poucos. Amigos que nunca deixam de sê-lo e que ele faz questão de manter – com maestria e inteligência – ao longo da vida.

Conheci Carlos Conde logo que cheguei a São Paulo, vindo de Marília e uma breve passagem por Campinas. Sempre pelo Estadão, na época – início dos anos 1970 – o melhor, mais respeitado e mais temido jornal do País.

Trabalhamos por anos na antiga Redação do 5º andar do prédio de número 28 da Rua Major Quedinho, no centrão da Capital paulista. Eu, porque vinha do Interior, sempre fazia reportagens para a Editoria do Interior, cujo titular por anos foi Carlos Conde.

Tem uma da qual não me esqueço até hoje: o congresso de Tribunais de Contas, que veio a me dar o primeiro prêmio em São Paulo. Por obra e determinação de Carlos Conde, que sempre me deu bons espaços e caprichou nos títulos.

Depois do Interior, em consequência de sua competência, Carlos Conde foi subindo dentro do Estadão, subindo... até chegar a titular da principal editoria do jornal: Nacional.

Dalí, anos depois, foi para Brasília como correspondente diplomático. Nesta função, viajou por 75 países.

Em função de Carlos Conde eu vim a conhecer outros santistas ilustres: Esmeraldo Tarqüinio Filho (advogado e político, filho de um dos maiores políticos de Santos e do Brasil), Osvaldo Martins (que depois foi secretário de Comunicação de Mário Covas, o governador), Ouhydes Fonseca (professor de Jornalismo), Marcos Fonseca (o Marcão), Carlos Monfort (repórter especial da TV Globo, hoje na Globo News) e o saudoso Carlos Manente (que fez escola na TV Tribuna, afiliada em Santos da Rede Globo), entre outros que não me recordo agora. Todos oriundos d’A Tribuna de Santos.

Não por acaso, uma vez que nossa amizade era – e continua a ser – tão grande, Carlos Conde me acompanhou até a porta do ônibus do Expresso de Prata quando embarquei para Marília em função do nascimento daquela menina linda que ele viria a batizar semanas depois, com Maria Ermínia, e que recebeu o nome de Cláudia Márcia do Amaral. A mesma – hoje uma mulher feita – que no dia 19 de agosto de 2011 embarcou com o marido Márcio Gouvêa (transferido da Nextel de São Paulo para a NII de Reston/Virginia/EUA) e os filhos Beatriz (4 anos) e Murilo (1,7 anos) para viver nos Estados Unidos.

Tenho o maior orgulho de ser Compadre e Amigo de Carlos Conde.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

31/8/2011 05:31:35

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Por quê? (247) Mundo bom


Cláudio Amaral

O que eu posso fazer de bom por este mundo que me trata tão bem?

O que eu posso fazer de bom por este mundo que insiste em me tratar tão bem?

Há 61 anos – quase 62, que completarei no dia 3 de dezembro de 2011 – este mundo insiste em me tratar bem.

Desde o dia 23 de maio de 2011, então – quando fiquei sabendo das origens de meus desequilíbrios físicos (que começaram em Santos, quando eu trabalhava na Redação d’A Tribuna) e de minhas falhas de memória (que se revelaram quando entrei em depressão, já de volta a São Paulo e por consequência da traumática demissão do jornal diário de Santos), este mundo tem sido sempre bom para comigo.

Foi bom também ao orientar-me rumo a um novo plano de saúde (para quem ainda não sabe, digo que no final de 2010 troquei o Bradesco Saúde pelo Prevent Senior, mais adequado aos nossos ganhos, de Sueli e meus).

Isso não é tudo, não.

No Prevent Senior, conhecemos a figura incrível do Dr. Gentil Silva, que veio a se tornar nosso geriatra.

Na sequência das bondades deste mundo vieram a descoberta do tumor no cérebro e todas as providências do nosso médico (obrigado, Senhor; obrigado, Dr. Gentil; obrigado, Sueli).

A força material e espiritual dos familiares (minha esposa Sueli, minha cunhada e comadre Salete, Dona Cidinha, que, mais do que minha sogra, é minha mãe, e minha filha Cláudia, entre tantos) e dos Amigos de sempre também foi decisiva.

E, claro, não poderiam faltar a competência e a fé de profissionais como o neurocirurgia Dr. Diogo Lins e a equipe dele.

Graças a Deus e as mãos santas destes médicos minha cirurgia “foi um sucesso” (como me disseram ainda no dia 29 de julho de 2011, no Hospital Sancta Maggiore/Paraíso/SP) e minha recuperação tem sido inacreditavelmente positiva.

Na fé cristã, que nunca me faltou, tenho recebido o apoio dos padres agostinianos (Obrigado, Padre Miguel Lucas) e xaverianos (Obrigado padres Serra, Mario e principalmente Cláudio, que celebrou com maestria a Santa Missa desta manhã, na capela do Convento das Irmãs da Visitação, na Vila Mariana/SP).

Por tudo isso, e muito mais, que não estou a me lembrar agora, é que digo que estou em dívida – tremenda dívida – com este mundo bom que insiste em me tratar tão bem.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

30/8/2011 09:24:05