terça-feira, 14 de julho de 2009

Por quê? (160) Ratos, não!!!


Cláudio Amaral

Desde que nos mudamos para Santos, Sueli e eu, estamos no maior sossego.

Dona Cidinha, também.

Só uma vez fomos “visitados” por duas baratas e das grandes.

No mais, nunca mais.

Também, pudera: moramos no sétimo andar.

Aqui, nas alturas, não tem como sermos importunados por outros visitantes inconvenientes.

É o que acreditamos, porque tem gente que nos garante que os ratos, por exemplo, sobem tantos andares quantos forem necessários.

O assunto – ou melhor, os ratos – foi o assunto dia, hoje, terça-feira, 14 de julho de 2009, porque eles, os ratos, apareceram por toda a vizinhança aqui pelos lados do Canal 6.

Diz um conhecido nosso que foi por conta das seguidas chuvas de sábado passado, dia 11.

Choveu muito, o nível das águas do Canal 6 subiram além da conta e os indesejáveis tiveram que abandonar seus abrigos e se proteger nas casas dos humanos.

Azar de quem mora em casas térreas e assobradadas, como alguns vizinhos nossos aqui no bairro da Aparecida.

Eles tiveram que sair correndo dos ratos e atrás deles no meio do dia e também à noite.

Aconteceu isso conosco, também, pelo menos duas vezes em nosso sobrado, na Aclimação, em São Paulo.

É o preço que se paga por morar em casa, ao nível da rua, com a conveniência de quintal e ralos para o escoamento da água.

É o preço que pagamos pelo fato de termos desmatado o que não deveríamos.

Com o desmatamento, os ratos, que eram caçados e comidos pelas cobras, ganharam as nossas zonas urbanas e aí o que se viu foi uma população de roedores indesejáveis muito superior à de humanos.

Pobres de nós, os humanos.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

14/7/2009 21:21:45

domingo, 12 de julho de 2009

Por quê? (159) Da Fórmula 1 ao Show de Roberto Carlos


Cláudio Amaral

Pela primeira vez, neste ano, eu me vi livre da obrigação – doce obrigação – de comentar o que aconteceu num Grande Prêmio de Fórmula 1.

No caso, o Grande Prêmio da Alemanha, que será disputado a partir das 9 horas deste domingo, em Nürburgring.

Nem por isso eu fiquei triste.

Acompanhei minuto a minuto, das 9 às 10 horas da manhã, as atividades dos 20 pilotos, e respectivas equipes, que disputam a Fórmula 1 em 2009.

Torci como sempre para Rubens Barrichello e como nunca pelo ameaçadíssimo Nelson Ângelo Piquet.

Vejo ambos competindo desde que eles eram meninos. Rubinho no Kartódromo de Interlagos, em São Paulo. Nelsinho no Kartodromo Schincariol, em Itu (SP).

No fim, fiquei muito contente com a segunda posição conquistada por Barrichello, à frente do líder do campeonato e virtual campeão do ano Jenson Button, e também pelo fato de Piquet ter se classificado para o Q-3, a última etapa das tomadas de tempos, ao contrário do outro piloto da Renault, o espanhol Fernando Alonso.

Minhas alegrias deste sábado não acabaram com a Fórmula 1. Ao contrário. Tiveram sequência num evento inesquecível que o Amigo e Professor Ouhydes Fonseca promoveu na antiga sede da UniSantos, no bairro da Pompéia, em Santos.

As salas de aulas em que lá se formaram mais de 20 turmas de Jornalismo, entre outras profissões, estão sendo desativadas e Ouhydes, que conheço desde os anos 1980, quando ele era repórter especial do Jornal do Brasil, em São Paulo, promoveu o reencontro de mais de 100 ex-alunos e professores da prometida Pontifícia Universidade Católica de Santos.

Lá eu revi amigos inesquecíveis de A Tribuna. Entre eles, Mário Jorge (o MJ-13, competentíssimo editor de Primeira Página de A Tribuna, com quem fiz capas memoráveis), Lídia Maria de Melo (brilhante editora de Baixada Santista), Beth Capelache (editora do caderno Galeria), Luigi Bongiovanni (sub-chefe de Fotografia e sindicalista exemplar), Manuel Fernandes (repórter especial – e sem igual – da sucursal de Cubatão e do caderno Indústria), Eraldo José dos Santos (repórter que voltou a ativa há cerca de um mês) e, de quebra, Arminda Augusto (com quem dividi o comando da secretaria do jornal por 8 meses e 16 dias, ambos como Editores-Executivos).

Revi os antigos e fiz novos amigos, também.

Amigos como todos nós deveríamos fazer e conservar, ao longo da vida.

Amigos a quem deveríamos ser eternamente fiéis.

Amigos como os que fez e conservou, sempre com fidelidade, ao longo de 68 anos de vida e 50 anos de carreira artística, o inigualável Roberto Carlos, que nos encheu de alegrias e emoções com o Show realizado na noite deste sábado, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, mostrado para o Brasil e o mundo, ao vivo, pela Rede Globo de Televisão.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

12/7/2009 01:21:54

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Por quê? (158) Tropecei na Revolução


Cláudio Amaral

Ainda que eu quisesse, a Revolução Constitucionalista de 1932 não teria passado em brancas nuvens na minha vida neste 9 de julho de 2009.

Quem primeiro me fez lembrar da luta do povo paulista contra a ditadura de Getúlio Vargas, há 77 anos, foi meu saudoso sogro, jornalista José Arnaldo [Avaí (SP), 7/4/1922 + Marília (SP) 15/8/1999].

O marido da Dona Cidinha e pai do Zé Cláudio, da Sueli, do Paulo César [Marília (SP) 1º/1/1951 + São Paulo (SP) 6/1/2008], do Mário Márcio, do Sérgio Luiz e da Maria Salete nos deixou duas crônicas a respeito do assunto.

Pelo menos duas: “9 de Julho” e “9 de Julho que passou”, publicadas no jornal Correio de Marília em 9 e 11 de julho de 1957 e republicadas nesta semana no blogue que Sueli e eu fizemos para imortalizar as ideias e os escritos dele: http://josearnaldodeantenaebinoculo.blogspot.com/.

Em seguida, no dia 6 deste mesmo mês, uma segunda-feira, tive o privilégio de assistir a uma reunião e a abertura de uma exposição a respeito da Revolução Constitucionalista de 1932, ambas a convite do pesquisador Paulo Monteiro, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santos. Na reunião, falou o professor santista Ney Paes Loureiro Malvasio, mestre em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e profundo conhecedor do movimento em questão.

Para completar, nesta quinta-feira, em São Paulo, tivemos (Sueli, eu, nossa filha Cláudia e o marido dela, Márcio Gouvêa) uma surpresa agradável enquanto mostrávamos à pequena Beatriz um espetáculo musical no Sesc da Vila Mariana. Um ator, imitando um gazeteiro, anunciava: “Extra! Extra! Extra! Acabou a Revolução de 32! Acabou a Revolução de 32!”

Gritando e caminhando de um lado para outro, o gazeteiro distribuía aos frequentadores do Sesc exemplares de um pequeno jornal de quatro páginas com informações e imagens “de um dos mais importantes episódios históricos do País e seus desdobramentos posteriores”.

Antes de entregar o jornal, o gazeteiro perguntava a cada pessoa a razão do feriado de 9 de Julho. E não é que a maioria sabia e respondia corretamente?

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

9/7/2009 18:16:43

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Por quê? (157) Em Santos, em férias


Cláudio Amaral

Estar em férias é “du capeta”, para usar a expressão preferida da minha Amiga Cláudia Carneiro Monteiro, que eu não vejo desde os tempos em que ela disputava o circuito internacional de tênis. Ou seja: desde o século passado.

Agora, estar em férias em Santos é melhor ainda. Muito melhor.

Ainda não sei como é estar em férias em Paris, na Grécia, no Japão, na Argentina (vai pra lá gripe suína), nem em Moscou, por exemplo.

Mas... sei que estar em férias em Santos é muito bom.

Tão bom que hoje, em plena quarta-feira, dia de jogo especial no Pacaembu, em São Paulo, aqui estou eu: em férias em Santos.

Estou em férias na cidade que eu escolhi para viver até os últimos dias da minha vida. E isto me basta.

E em férias tenho ido às praias de Santos todos os dias. Eu e Sueli.

Às praias, ao Sesc (aqui, ao contrário de São Paulo, a Capital, tem um só, infelizmente), aos cinemas, aos shoppings, às livrarias, aos restaurantes, aos teatros.

Hoje, por exemplo, fui à Igreja do Valongo, uma das mais antigas do Brasil.

A Igreja do Valongo fica na região central de Santos e é uma das mais antiga da cidade.

Foi lá, nesta manhã, quase hora do almoço, que eu fiz minha primeira oração do dia.

Primeiro, assinei o livro de presença. Depois, adentrei a igreja.

Falei demoradamente com Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Agradeci. Agradeci muito. Agradeci tudo o que me lembrei: pela minha saúde, pela saúde dos meus mais próximos, pelos Amigos que fiz ao longo destes meus quase 60 anos de idade, por todos os empregos e trabalhos que eu já tive e ainda terei (muitos, com certeza).

Agradeci também o fato Deles terem me permitido chegar até aqui e com a graça Deles... estar aqui, em Santos, em férias.

Aproveitei para rever a Praça Mauá, o palácio onde funcionam a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, o Museu do Café, a Associação Comercial e os incontáveis prédios antigos, muito antigos, que ornamentam o centro de Santos.

Revi e agradeci.

Revi e agradeci.

Revi e agradeci.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

8/7/2009 15:09:16

domingo, 5 de julho de 2009

Por quê? (156) É na fraqueza que a força se manifesta


Cláudio Amaral

Quando, por um motivo ou outro, digo que vou à missa todo domingo, invariavelmente, é comum ouvir de um ou outro amigo que não vai porque não gosta.

Vejo, entretanto, que as igrejas estão cada vez mais cheias. Tão cheias que é preciso chegar cedo, muito cedo, para conseguir um bom lugar.

Neste domingo, por exemplo, Sueli e eu chegamos 30 minutos antes do início da Celebração da Missa, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no bairro da Aparecida, onde moramos, aqui em Santos, e logo todos os lugares estavam ocupados.

Ato contínuo, me perguntei:

- É a crise financeira que tem levado cada vez mais católicos às igrejas?

Nem esperei pela resposta para me fazer outra pergunta:

- Ou será a crescente onda de desemprego?

Pelo sim, pelo não, voltei minhas atenções para o Frei Afonso e depois para a “Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios”.

Sábia epístola, a tal.

Entrou pelos meus ouvidos como música.

Pensei até que ela houvesse sido escrito especificamente para mim e para a situação que estou a viver, nestes dias de meados de 2009.

- Irmãos, para que a extraordinária grandeza das revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne um espinho, que é como um anjo de satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais. A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. Mas ele disse-me: “Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta”. Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. Eis porque eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte.

Ao final da Celebração, quando já passava das 8 horas da noite deste primeiro domingo de julho de 2009, eu só conseguia pensar nesta frase:

- ...quando eu me sinto fraco, é então que sou forte.

E a partir dela, desta frase, eu comecei a meditar, de mãos dadas com Sueli e em plena orla das praias de Santos.

Meditei, meditei, meditei... e conclui:

- ...quanto mais tentam me enfraquecer, mais forte eu me sinto.

Meditei mais e mais... e conclui:

- ...quanto mais pensam em me expulsar desta terra, mais eu me agarro a ela.

Segui meditando e concluindo:

- ...quanto mais buscam me fazer sentir-me um fracassado, mais eu me sinto um vencedor.

E foi assim que voltei para o lar que eu e Sueli ocupamos junto ao Canal 6: forte e cheio de vontade de vitória. Forte e bem disposto a começar tudo de novo e de vencer novamente.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

5/7/2009 23:08:14

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Por quê? (155) Alegrias alvinegras


Cláudio Amaral

Quem me conhece sabe, ou pelo menos imagina, o nervosismo que passei horas antes e durante o jogo Internacional de Porto Alegre 2 X Corinthians 2, disputado na noite desta quarta-feira, 1º de julho de 2009.

Quem me conhece sabe muito bem a alegria que estou sentindo desde quando Jorge Henrique e André Santos fizeram os dois gols do Timão, no estádio da Beira-Rio, na capital do Rio Grande do Sul.

O que ninguém imagina é a lista de pessoas com quem eu gostaria de ter visto a final da Copa do Brasil de 2009.

Esclareço, de início, que vi Inter X Timão pela TV Globo ao lado da melhor sogra do mundo, Dona Cidinha, na sala do apartamento 71 do prédio de número 555 da Avenida Epitácio Pessoa, aqui na Aparecida, quase esquina com o Canal 6, em Santos.

Enquanto ela me ajudava a torcer pelo ataque do Corinthians e pelas defesas de Felipe, eu me lembrava de gente que amam o Timão como eu e que estiveram ao meu lado pelo menos uma vez durante jogos do campeão dos campeões.

Gente como minha filha Cláudia Márcia do Amaral Gouvêa, que me ligou de São Paulo assim que saiu o segundo gol do Corinthians e que me alegrou mais ainda ao dizer que o marido, Márcio Gouvêa, também estava acordado às 22h30 e vibrando com Timão. Só Be(bê)atriz, a mais nova corintiana da família, dormia profundamente no apartamento 243 do bloco 1 da Chácara Santa Cruz, na zona sul de São Paulo.

Com a ajuda de Dona Cidinha, que a todo instante perguntava por ele, pensei muito também no meu filho do meio, Mauro Henrique, que deve ter visto o jogo na casa da noiva, em Blumenau (SC).

Lembrei ainda – e com saudade – dos mais novos corintianos do meu grupo de relacionamento: os jornalistas Joaquim Ordonez, Paulo Alves, Anderson Firmino, Glauco Braga, Eduardo Velozo e Suzana Fonseca. E de dois auxiliares que também conheci na Redação de A Tribuna de Santos: o veterano Everton e o jovem Thiago Lopes, o ‘Dentinho’.

De anos anteriores, pensei – também com saudade – de Amigos como super-fotógrafo Marcello Vitorino, Antônio Carlos Turra (o Turrão), Daniel Pereira (marido da Zenaide e pai da Daniela, da Cibele e da Leila), Eduardo Carvalho (ex-Jornal da Tarde, com quem trabalhei na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), os irmãos Flávio Adauto e Mário Iório (com quem sempre me encontro nos jogos do Corinthians, no Pacaembu), Sanches Filho (que agora mora em Santos, como eu, e acompanha o dia a dia do Santos FC para o Estadão) e da Monica e da Mariana (mulher e filha do Amigo Mário Evangelista, que não gosta de futebol, mas é simpatizante do Palmeiras).

A todos eles – e ao dentista José Custódio, meu vizinho em São Paulo – rendo minhas homenagens, envio meus abraços e agradecimentos por um dia terem torcido comigo pelo Sport Club Corinthians Paulista.

Sem eles e a turma comandada por Andrés Sanches e Mano Menezes eu não estaria aqui, agora, às duas horas da madrugada desta quinta-feira, sentindo as alegrias alvinegras que tomam conta de mim.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

2/7/2009 01:57:59