segunda-feira, 29 de junho de 2009

Por quê? (154) Duas alegrias por dia


Cláudio Amaral

No dia em que eu e meus Amigos Wilson Marini (Editor-Chefe de A Tribuna e Expresso Popular) e Mario Evangelista (Editor-Executivo do Expresso Popular) completamos nove meses de chegada a Santos, duas outras pessoas me encheram de alegria.

São dois jornalistas, como nós três.

Um radicado em São Paulo; o outro, em Santos.

Um especialista em esportes e atualmente fazendo sucesso na televisão; o outro, profundo conhecedor de cinema e totalmente dedicado à mídia impressa.

Com um eu me programei para encontrá-lo; com o outro, encontrei-me por mero acaso (ou será que “nada é por acaso”, como diz Wilson Marini?).

Nenhum dos dois, entretanto, sabiam que iriam me encontrar.

Um, com certeza, nem sabia que eu estou a viver em Santos; o outro, certamente pensava que eu estava a passar minhas atuais férias em uma outra cidade qualquer, menos em Santos.

O primeiro, o do encontro programado por mim, me deixou feliz, muito feliz, porque me reconheceu de pronto. Nem sequer me permitiu dizer a frase que eu havia preparado:

- Nós temos nos comunicado frequentemente, mas pelo correio eletrônico; pessoalmente, não nos vemos desde quando você passou algumas semanas comigo e o Bino Silva, na COMUNIC, no século passado.

Não deu tempo. Antes mesmo de me estender a mão direita e me dar um abraço amigo, apertado, ele disse:

- Cláudio!

Quase fui às lágrimas. Só não chorei porque, mesmo sendo uma espécie de “manteiga derretida”, tenho tido dificuldade para chorar desde quando entrei em férias.

Apresentei a Sueli a ele, cumprimentei o Mestre Pepe (ex-ponta esquerda do Santos FC e da Seleção Brasileira, a quem também apresentei minha mulher) e logo entreguei para autógrafo o livro que o meu Amigo comentarista esportivo estava apresentando ao povo santista: Os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro.

Tivemos um diálogo brevíssimo. Eu disse que acabara de ler sobre o lançamento do livro n’A Tribuna. Ele me explicara que tudo tinha sido tão rápido e que chegara naquela manhã de Recife, onde comentara o jogo Sport X Grêmio pelo Brasileirão.

Nem sequer me lembrei de perguntar do pai dele, o também jornalista Luiz Noriega, com quem convivi nos tempos em que ele era narrador esportivo da TV Cultura de São Paulo.

O outro, Sueli e eu encontramos já saindo do Shopping Miramar, no Gonzaga, o bairro mais chique de Santos, em cujo interior fica a livraria Realejo.

Ao me ver, ele se levantou de onde estava com a namorada, sorriu para mim, me abraçou apertado, bem apertado, e disse:

- Que bom rever o senhor.

É assim. Por mais que eu peça, ele não consegue me chamar de você.

Quis saber como eu estou me sentido, em férias. E inflou meu ego ao dizer que a cada plantão que fez comigo, na Redação de A Tribuna, aprendeu algo a mais.

Bons moços, esses meus dois Amigos.

Boas pessoas.

Bons jornalistas.

Orgulho-me de tê-los como Amigos, Maurício Noriega e Gustavo Klein.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

29/6/2009 22:05:52

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Por quê? (153) Um dia inesquecível


Cláudio Amaral

Férias tem dessas vantagens: você dispõe de todo o tempo e, por consequência, faz o que quer.

Especialmente quando as férias não estavam programadas.

Eu tinha um programa de férias, sim: pretendia deixar o trabalho por um mês a partir do primeiro útil de 2010, por conta do casamento de um filho e do nascimento do segundo neto (ou neta, ainda não sei).

Pretendia passar minhas férias entre Santos, São Paulo (onde ainda tenho residência) e Blumenau, cidade em que meu filho do meio vai se casar no início de janeiro de 2010.

Mas, Deus quis assim (ou seja, que eu antecipasse meu período de descanso) e eu estou a aproveitar minhas férias inesperadas.

Depois de ter resolvido as questões burocráticas e financeiras das férias, em Santos, subi a Serra do Mar na quarta-feira (24/6/2009) e no dia seguinte tive “um dia inesquecível”.

Um dia daqueles que a gente só tem quando está disposto a relaxar e a descontrair.

Um dia livre de compromissos formais.

Um dia dedicado à família e aos Amigos.

Um dia em que nem o trânsito louco da Capital paulista é capaz de me irritar, de me tirar do sério.

Relaxei tanto, nesta quinta-feira (25/6/2009), que nem me lembrei que era rodízio da placa do meu Honda Fit. Só fui me lembrar desse detalhe quando faltavam 5 minutos para às 8 horas da noite. E aí pensei em fazer cálculos a respeito dos horários em que eu havia saído de casa para o sacolão, para saber se eu tinha rodado dentro do horário proibido, mas desisti. Afinal de contas, estou em férias.

E por que o dia foi inesquecível?

Porque, além de tudo e de todos, eu voltei ao centro de estudos onde fiz o Master em Jornalismo para Editores, em 2003, pela Universidade de Navarra (Espanha). Fui conhecer a turma de 2009, da qual só conhecia duas jornalistas, uma de Santos e outra de Araçatuba. Fui rever professores do Brasil e dos Estados Unidos, e, de quebra, assisti a uma aula que reforçou em mim as convicções contra a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.

Para terminar o dia e a noite, um jantar dos mais agradáveis, regado a um apreciável vinho Periquita da safra de 2005, importando das Terras do Sado, em Azeitão, Portugal.

E como se tudo isso não bastasse, senti, ao me recolher para mais uma noite de sono, que Deus está comigo – e com minha família e Amigos – e que essas férias têm prazo para terminar.

Santa felicidade.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

26/6/2009 17:08:07

terça-feira, 23 de junho de 2009

Por quê? (152) Em férias, finalmente


Cláudio Amaral


Estou em férias, finalmente.

Ou seria novamente?

Pelo sim, pelo não, a verdade é que estou em férias.

Finalmente ou novamente, não interessa.

O que interessa, de verdade, é que estou em férias.

Sim: “em férias” e não “de férias”, como diz a maioria.

E, em férias, resolvi fazer atividades diferentes do meu dia a dia.

Para começar, dormi até 9h30, quando, em dia de trabalho, acordo e me levanto às 6h da madrugada.

Depois, ignorei o jornal que era obrigado a ler do começo ao fim como primeira atividade profissional do dia, sete dias por semana.

Fui direto à padaria de minha preferência desde que me instalei no bairro da Aparecida, aqui em Santos: a Cristo Redentor, na esquina das ruas Epitácio Pessoa e Trabulsi, logo após o Canal 6, território da Ponta da Praia.

“Café puro ou com leite?”, me perguntou o Pedro.

Nem um, nem outro, respondi. Quero pão na chapa e suco de laranja puro, ou seja, sem gelo e sem açúcar.

E foi assim que fiz o meu desjejum.

Da padoca, fui direto à praia.

Andei, sentei, li e olhei o Oceano Atlântico que curto todo dia desde o dia 29 de setembro de 2008, quando aqui cheguei.

Com os pés nas águas do marzarzão, fiz minha oração e agradeci a Deus por me permitir chegar até aqui e também por me permitir estar aqui.

Após um bom banho, durante o qual fiz a barba e escovei os dentes (sempre com o chuveiro desligado, como recomenda os bons costumes), me vesti, peguei carona com o Amigo “Gatão” e fui para a região central de Santos.

No centro, após o primeiro café do dia, pago pelo “Gatão”, fui almoçar com um advogado que me incentivou a ficar para sempre em Santos.

Prometi pensar seriamente no caso e meti os pés de volta.

Sim, voltei andando.

Parando e andando.

Parei e andei das 16h45 às 19h50.

No caminho, puxei conversa com um senhor que me disse morar próximo ao Canal 2 e ia rezar na Igreja de Santo Antônio do Embaré, junto ao Canal 4.

Ele me explicou que faz isso quase todo dia para andar e poder rezar dentro da igreja preferida.

Animei-me e também entrei na igreja.

De volta às minhas andanças, dei de cara com uma outra igreja, a do Sagrado Coração de Jesus, já na Aparecida.

Curvei-me aos encantos da cantoria que vinha de dentro da minha paróquia preferida em Santos e entrei.

Em pé, assisti a Celebração da Missa e, feliz, rumei para o apartamento que divido com Sueli, a mulher da minha vida, e a mãe dela, Dona Cidinha, a melhor sogra do mundo.

Elas não estavam quando cheguei. E ainda não estão. Só devem chegar de São Paulo em um ou dois dias.

Mesmo assim, eu estava tão feliz que a solidão não me incomodou.

Logo ela, a solidão, que raramente é uma boa companhia.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

23/6/2009 22:50:37