terça-feira, 22 de novembro de 2011

Por quê? (267) Uma oração, por favor.



Cláudio Amaral

Às vésperas de um determinado 3 de dezembro, sorrisos e ou gargalhadas. Noutras duas vezes, com certeza, alimentos não perecíveis para a campanha da minha Paróquia de Santa Rita de Cassia, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Para mim, pessoalmente, nada. Absolutamente nada.

Pensem o que quiserem, mas sou assim.

Humilde? Talvez.

Desprendido? Quem sabe.

Teimoso? Sem a menor dúvida.

Chato? Na maioria das vezes.

Bem humorado? Sempre que possível, e se possível fosse, sempre.

Metido? Conscientemente, nunca. Juro.

Esnobe? Não, não faz meu gênero. Afinal, vim lá de baixo (e Adamantina, Marília e Campinas nunca estiveram por baixo de nenhuma outra cidade) e o sucesso nunca subiu à minha cabeça. Nem mesmo quando eu tinha (e tenho) o maior orgulho de trabalhar no Estadão (em Marília, Campinas e São Paulo), no Grupo Folha de S. Paulo, no Correio Braziliense e no Jornal do Brasil.

Nunca fui metido nem esnobe porque jamais tive vida fácil (até porque sou corintiano e torcedor do Timão jamais teve moleza).

Mais do que tudo isso, tem o seguinte: sou um cidadão de fé. Muita fé.

Sou adepto e fiel à Igreja Católica Apostólica Romana, da qual não me afastei nem mesmo durante os quase dois meses em que estive recentemente nos Estados Unidos.

Acredito fielmente em Deus, em Nosso Senhor Jesus Cristo e em Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil.

Tudo isso me faz acreditar na humildade e no desprendimento.

Tudo isso me faz valorizar minha fé.

Por tudo isso – humildade, desprendimento, fé – eu quero fazer às minhas Amigas e aos meus Amigos um pedido especial para o próximo dia 3 de dezembro.

Presente, fisicamente, não.

Alimentos não perecíveis, novamente, também não.

Sorridos e ou gargalhadas, não.

Peço, humildemente, uma oração.

A escolha fica a critério de cada Amiga e cada Amigo.

Pode ser um Pai Nosso, igual a aquele que faço diariamente, pela manhã.

Pode ser uma Ave Maria, idêntica a aquela que oro todo dia, logo após o Pai Nosso.

Pode ser, também, uma poesia de Carlos Drummond de Andrade ou de Vinicius de Moraes ou ainda de Manoel de Barros, meu poeta preferido, que entrevistei em Campo Grande para o jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, em 2005, quando lá eu era diretor de Redação.

Pode ser um poema, também.

Enfim, a escolha é de cada qual, minha Amiga e meu Amigo.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

22/11/2011 13:09:38

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Por quê? (266) Momentos inesquecíveis nos EUA

O melhor da temporada nos EUA foi curtir os netinhos Beatriz e Murilo (Photo by Vovó Sueli Amaral)



Cláudio Amaral

Jamais vou me esquecer destes dois meses que passamos, Sueli e eu, nos Estados Unidos, baseados em Ashburn Village, na residência de Márcio, Cláudia, Beatriz e Murilo.

Aqui chegamos na manhã do dia 19 de setembro de 2011. Saímos de São Paulo na véspera e embarcamos no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Guarulhos, às 14h20, via http://www.tam.com.br/, inicialmente com destino a Buenos Aires, na Argentina. Do Aeroporto Internacional de Ezeiza partimos às 21h, pela http://www.united.com/, rumo ao Aeroporto Internacional Washington Dulles (que tem esse nome em homenagem ao ex-secretário de Estado John Foster Dulles – 1888/1959).

Os dois voos foram tranquilos. Sem susto. Como esperamos que seja o voo de retorno ao Brasil, à Capital paulista e à Aclimação, “o bairro mais agradável de São Paulo”.

Embarcaremos no mesmo Aeroporto Internacional de Washington às 15h36 do dia 16 (a terceira quarta-feira deste mês de novembro) e desta vez faremos escala em Bogotá (Colômbia). De lá voaremos a partir das 21h36 do mesmo dia para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), onde deveremos chegar pela manhã do dia 17. Tudo, desta vez, pela http://www.avianca.com/.

Até lá completaremos exatos 58 dias nos Estados Unidos. E nesse período vimos e conhecemos tudo o que nos foi possível: a tranquila Ashburn Village (onde passamos a maior parte do nosso tempo por aqui), Reston (cidade que visitamos por três vezes), Washington (a capital dos Estados Unidos, para a qual fomos por três vezes).

Em Ashburn Village, uma “área rural” com cerca de cinco mil residências e com 15 mil a 18 mil moradores fixos, nos prendemos principalmente em dois pontos: o lago e o centro comercial. Andamos em torno do lago quase todos os dias, inclusive quando nevou por aqui (29 de outubro, um sábado) e foi lá que eu procurei colocar minha condição física em ordem, depois da cirurgia cerebral de 29 de julho, em São Paulo. A paisagem é linda, a flora (formadas por carvalhos, preferencialmente) e a fauna (patos, esquilos e coelhos) estão sempre muito bem conservadas, o povo que por ali caminha é ordeiro e civilizado. No centro comercial demos preferência ao supermercado Giant (http://www.giantfood.com/), ao correio privado http://www.ups.com/, à lavanderia e à pizzaria http://www.papajohns.com/.

Em Reston, área urbana onde fica a sede da empresa em que trabalha o genro Márcio Gouvêa (http://www.nii.com/), fomos três vezes. Uma para fazer refeições no Valpiano, um restaurante que serve comida italiana das boas, e compras nas lojas do centro. Outra para o octoberfest e outra para mais compras.

Em Washington DC, estivemos outras três vezes. Inesquecíveis. A primeira foi no dia 25 de setembro, quando visitamos o National Museum of Natural History
(http://www.mnh.si.edu/) e a Casa Branca (ainda que de longe, porque a sede do governo federal e residência da família Barack Obama estava com segurança reforçada). Na segunda, a 16/10, fomos ao http://www.nationalaquarium.org/ (para mim, inferior ao Aquário de Santos) e ao American Museum of Natural History (http://www.amnh.org/). Na terceira, dia 20/10, pela primeira vez à noite, visitamos especificamente o http://www.warnertheatre.com/, aonde vimos um espetáculo inesquecível: a apresentação do coral da http://www.iona.org/, uma organização beneficente de assistência a idosos.

Os dias 23 e 30 de outubro também foram inesquecíveis. No primeiro porque comemos uma feijoada deliciosa (preparada aqui mesmo por Sueli, Cláudia e Bisa Cida) e vimos um jogão pela televisão, ao vivo: Internacional de Porto Alegre 1 X Corinthians 1. Foi a única partida do Timão transmitida pela TV Globo Internacional neste período, porque nos demais domingos a preferência foi por times de colocações inferiores na tabela do Brasileirão (como Grêmio, o 11º X Palmeiras, o 13º, neste último domingo). No segundo, porque pudemos conhecer de perto o Happy Halloween dos Estados Unidos. Saímos todos às ruas da vizinhança e a criançada se divertiu à beça.

Outro dia que não vai dar para esquecer é 30/11. O motivo é uma grande conquista pessoal: ao término da Celebração da Missa das 10h30, na St. Theresa Catholic Church (localizada aqui mesmo em Ashburn, mas a 3,5 milhas da residência em que ficamos nestes 58 dias), ou seja, por volta das 11h40 (pelo horário local), consegui convencer Sueli e Bisa Cida que eu voltaria para casa caminhando. E foi o que fiz, ao longo de duas horas, com uma parada no Global Food e outra na 7-Elleven.

De quebra, visitamos incontáveis lojas e lanchonetes pelos shoppings da região, aonde vimos roupas, brinquedos, equipamentos eletrônicos, plantas e muitos alimentos e bebidas.

Tivemos outro grande prazer, também inesquecível: ver a chegada do Outono, a estação do momento na Virginia. Ao longo dos dias, desde 21 de setembro, vimos as árvores mudando de cor gradativamente. Do verde, carvalhos e chorões, em sua maioria, foram passando para o cobre polido ou rico castanho mel, que tornam atraentes até mesmo as consideradas mortas.

Além de caminhar, ir a shoppings e supermercados, fotografar, escrever no Twitter, para os amigos, no blogue e no Facebook, fiz ainda uma das atividades que mais me dá prazer na vida: ler. Ao chegar aos Estados Unidos, terminei de ler 300 Conselhos de Jesus, escrito por João Carlos Almeida. Em seguida, li dois livros de Leonardo Boff: São Francisco de Assis e O Senhor é Meu Pastor.

O melhor de tudo, entretanto, foi a possibilidade de curtir os netinhos (e, claro, conviver com o genro e a filha querida). Beatriz e Murilo nos deram muitas alegrias, carinho e amor.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

14/11/2011 21:55:39

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por quê? (265) Ao volante

Voltei a dirigir e pela primeira vez pelas ruas e avenidas de Ashburn Village (Foto: Sueli Amaral)




Cláudio Amaral

Perdão, Dr. Diogo Lins. Perdão, perdão, perdão.

Mas eu que sempre me considerei uma pessoa disciplinada e cumpridora das ordens dos meus médicos, dentistas, psicóloga, fisioterapeutas..., descumpri hoje uma ordem expressa do Dr. Diogo Lins.

E voltei a dirigir.

É verdade: voltei a dirigir.

Estava sentindo muita falta do volante, da condução de um veiculo automotor e não titubeei: voltei a dirigir.

Estava sem dirigir desde meados de julho, quando o neurocirurgião Diogo Lins disse taxativamente que era para eu largar o volante imediatamente e não pegar num carro até o final do ano. Deste ano.

Sai do consultório dele, na Mooca, em São Paulo, passei numa Drogaria SP para comprar o remédio que ele havia me receitado, fui para casa, guardei o meu Honda Fit e nunca mais voltei a dirigir.

E me orgulhava disso. Me orgulhava de ser um sujeito disciplinado.

Mas hoje, exatamente neste dia 9 de novembro de 2011, capitulei.

O motivo foi justo, Dr. Diogo: minha filha Cláudia precisava ir até o Aeroporto Ronald Reagan, em Washington, a cerca de 45 minutos da casa dela, em Ashburn Village.

Fez os cálculos e concluiu que não daria tempo para, antes, levar a pequena Beatriz (4,4 anos) até a escola Hope, onde ela está a estudar.

Foi quando eu me ofereci para dirigir o carro dela, Cláudia, e assim levar Beatriz à escola.

Pedi apenas que ela me explicasse em detalhes como eu faria, porque havia dirigido um carro automático há muitos anos, a pedido do Amigo Luis Meneghim, de Santa Catarina, que havia pegado um veiculo emprestado na VW.

Pacientemente, minha ex-aluna virou minha professora. E lá fomos nós até a Hope, por volta das 11 horas da manhã (pelo horário local).

Fui e voltei dirigindo.

Não tive um único problema.

Quando deu meio-dia Cláudia saiu rumo a Washington e 20 minutos depois eu fui levar Beatriz na escola.

Sem problema. Ou melhor: tive uma pequena dificuldade na hora de fazer o carro funcionar, mas logo consegui. Foi só colocar o câmbio no lugar certo.

Com o GPS eu não tive problema algum. Tanto na ida quando na volta.

Nas ruas e avenidas também correu tudo direitinho.

E agora, às 1h30 da tarde em Ashburn Village (16h30 em Brasília), a pequena, linda e fofa Beatriz está a estudar tranquilamente na Hope. E eu, aqui na casa de Cláudia e Márcio Gouvêa, nossos anfitriões, estou me sentindo o cidadão mais feliz do mundo.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

9/11/2011 16:39:01

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Por quê? (264) Ser ou não ser?

Aqui em Ashburn Village não tem poluição de espécie alguma







Cláudio Amaral

Caminhando, mais uma vez, pela pista existente em torno do lago principal de Ashburn Village, me veio à mente uma grande dúvida: ser ou não ser? Eis a questão.

A questão é a seguinte: esta não é a primeira vez que eu me animo com um lugar que acabo de conhecer e fico vontade de arrumar as malas e me mudar.

Minhas memórias me trouxeram de volta as recordações de Roma e de Barcelona.

Estive em Roma em 1973, como repórter do Estadão e a convite do Grupo Liquigas.

Estive em Barcelona em 2001, como Gerente de Redação da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Tanto em Roma quanto em Barcelona fiquei apaixonado pelo que vi e me senti com vontade de transferir residência.

Mas tudo ficou na vontade.

Quando retornei de Roma o problema era – além do domínio da língua, que poderia ser superado com um bom curso de italiano – a questão de trabalho. Até porque o jornal em que eu trabalhava na época tinha correspondente fixo na capital da Itália.

Acabei esquecendo Roma, os romanos e os italianos.

Em Barcelona poderia ter sido diferente, mas não foi. Poderia porque já dominava a língua (após 4 anos de estudos no Instituto Miguel de Cervantes, no bairro do Morumbi, em São Paulo). Porém, eu estava bem empregado e não era a Imprensa Oficial que iria me dar emprego na Espanha.

Jamais esqueci Barcelona, os catalães e os espanhóis (até porque tive seis professores de Espanha em 2003, no Master em Jornalismo para Editores, em São Paulo, mas pela Universidade de Navarra, Espanha).

O FC Barcelona, um dos melhores clubes de futebol do mundo, também contribuiu para que jamais me esquecesse da capital da Catalunha e do time em que jogaram futebolistas do porte de Romário (atual deputado federal pelo Rio de Janeiro), Ronalducho (ex-Corinthians) e Ronaldinho Gaúcho (atualmente no Flamengo). Barça que hoje tem o argentino Messi, o melhor jogador de futebol do mundo.

Nem Roma, nem Barcelona e muito menos a minha São Paulo se comparam ao local em que estou há 50 dias e de onde eu não gostaria de sair.

Roma, Barcelona e São Paulo têm tráfego carregado e congestionamento que desestimulam qualquer cristão. Têm também poluição do ar, sonora e visual que comprometem a qualidade de vida de todos nós.

Aqui, não. Aqui é diferente. Aqui não tem os congestionamentos que vemos todo dia em São Paulo. Não tem poluição de espécie alguma. Não tem motorista indisciplinado e – como diria o ex-árbitro de futebol Arnaldo Cesar Coelho – as regras são claras, e respeitadas por todos, condutores e pedestres.

Aqui as vias públicas são largas e bem sinalizadas, os veículos são todos automatizados e, para minha surpresa, os motoristas podem usar à vontade o telefone celular enquanto dirigem. No Brasil, nem pensar. No Brasil isso da multa e pontos na CNH.

Aqui todos respeitam as árvores, os rios, os lagos e a vida selvagem.

Pena que para ficar aqui é preciso ter um tal de “green card” (http://www.greencard.com.br/) . Se não tiver, como eu não tenho, legalmente o cidadão pode passar no máximo seis meses nos Estados Unidos.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?



(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.



8/11/2011 20:59:30

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Por quê? (263) Outono ou Primavera?

É admirável a beleza do Outono em Ashburn Village



Cláudio Amaral

Todas as estações do ano são agradáveis, pois cada uma tem suas vantagens.

Aqui em Ashburn Village (e em toda a Virginia) estamos no Outono.

Aí no Brasil a estação do ano é a Primavera, que começou no dia 23 de setembro e vai até 21 de dezembro (muito embora o governo federal já tenha nos imposto o horário de Verão).

Ou seja, logo trocaremos o Outono dos Estados Unidos pela Primavera do Brasil. E continuaremos felizes, com certeza (Sueli mais ainda, porque ela ama a Primavera, conhecida como a estação das flores).

A nossa (da Bisa Cida – que está em Chicago, visitando a neta Maira e o bisneto Anderson, mas volta no dia 9 para Ashburn Village – da Sueli e a minha) troca de país, continente e estação do ano se dará na virada do dia 16 para o dia 17 deste mês de novembro. Embarcaremos no Aeroporto Internacional de Washington às 15h36 do dia 16, faremos escala em Bogotá (Colômbia) e de lá voaremos a partir das 21h36 do mesmo dia para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), onde deveremos chegar pela manhã do dia 17. Tudo pela http://www.avianca.com/.

Chegaremos com o calor característico da Primavera ou do Verão? Ou com frio que caracteriza o Outono e o Inverno?

Isso só Deus sabe.

O que sabemos, hoje, é que o Outono está a nos oferecer uma paisagem linda aqui pelos lados de Ashburn Village.

Chegamos aqui no finalzinho do Verão, no dia 19 de setembro. No dia 21 passamos a viver o Outono, que é um dos momentos mais bonitos do ano, na Virginia, segundo o Departamento de Engenharia Florestal do Estado. Os especialistas locais dizem que viajar pelo território da Virginia, nesta época, é conhecer uma abundância de cores inédita.

Isso é verdade, certamente, pelo que temos visto nas árvores existentes em torno do Lake Ashburn e durante nossas viagens pela região, em especial quando vamos a Washington, onde já estivemos por três vezes.

O contraste é visível e marcante. A maioria das folhas está perdendo a cor verde e ganhando um amarelado típico do Outono. Estão caindo, também. Tanto que é possível ver algumas árvores peladas, sem folha alguma.

Aqui na Virginia predominam muitas espécies de carvalhos, de acordo com o que podemos ver ao vivo e ler no site Departamento de Engenharia Florestal, dentro do http://www.virginia.gov/.

O carvalho produz bolotas em quantidade abundante, no Outono, e elas são os frutos preferidos dos animais silvestres. Especialmente dos esquilos, que podem ser vistos por todos os lados. Até atravessando as vias públicas locais. Nos gramados e subindo nas árvores também.

As folhas de carvalho muitas vezes assumem tons de cobre polido ou rico castanho mel, que tornam atraentes até mesmo as consideradas mortas.

É muito bonito. É agradável. É incomparável. É uma benção e uma dadiva que Deus nos deu. Especialmente para nós que vivemos numa selva de pedra como São Paulo.

Por quê?Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?





(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.




4/11/2011 12:48:51

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Por quê? (262) Vem fôlego, vem!!!

Registro da caminhada desta terça-feira, por Sueli Amaral



Cláudio Amaral

Fui em busca de fôlego, mais uma vez, no início da tarde desta terça-feira, em Ashburn Village.

Fui, me empenhei ao máximo e voltei feliz, muito feliz.

Parti de casa às 14h, pelo horário antigo, ou seja, 13h em Ashburn Village e 15h em Brasília.

Esclareço que mantenho meu relógio com o horário de quando deixei São Paulo para não me atrapalhar com meus remédios.

Escolhi, novamente, a pista do lago com o objetivo de fazer uma comparação com a caminhada de 28 de outubro: http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com/2011/10/por-que-258-felicidade-redobrada.html.

Naquela manhã, andei por 48 minutos seguidos, sendo 25 minutos na primeira volta e 23 minutos na segunda.

Nesta tarde, fiz um tempo inferior, para minha felicidade: 20 minutos na primeira volta e pouco menos de 20 minutos na segunda. Ou seja: sem privilégio, foram 40 minutos.

Mas por que isso, você deve estar me perguntando, meu caro e-leitor?

Você imagina que estou me preparando para disputar a corrida de São Silvestre, na virada do ano, em São Paulo?

Ou você acha que tenho a pretensão de correr a maratona de Nova Iorque?

Nem uma coisa, nem outra.

Estou, sinceramente, em busca de fôlego.

Preciso de fôlego para não fazer feio diante do Professor Ricardo Chiqueto, nosso (da Sueli e meu) instrutor nas aulas de Pilates na FisioSenior (http://www.fisiosenior.com.br/).

Tanto que, além de caminhar com passos firmes e num ritmo o mais forte possível, tenho também praticado os exercícios respiratórios que Ricardo nos ensinou.

Quero voltar às aulas com Ricardo Chiqueto em forma. Ou pelo menos com a melhor forma física que me for permitido por Deus.

Sei que não devo abusar.

Lembro-me sempre das instruções do Dr. Diogo Lins, o neurocirurgião que me operou no dia 29/7/2011: devo andar sempre com a cabeça coberta.

E tem mais: como sou um cidadão disciplinado, estou disposto a voltar a dirigir somente após o final do ano.

Até lá, só ando a pé. Ou como passageiro.

Por quê? Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


1/11/2011 17:22:24