domingo, 23 de novembro de 2008

Por quê? (134) O presente que leva ao passado


Cláudio Amaral

O presente sempre nos leva a pensar no futuro.

Mas nos leva, também, a relembrar o passado.

E é para o passado que eu me volto hoje, às 15h33 deste domingo ensolarado aqui pelos lados da região central de Santos.

Fui caminhar junto ao mar pela manhã bem cedo com Sueli e a mãe dela, Dona Cidinha.

E junto ao mar eu fiquei a pensar:

- Como eu gostaria de ter o meu pai vivo para contar a ele que estou trabalhando e vivendo em Santos.

- Como seria bom ter vivo também o meu sogro.

- Como eu queria ver vivo o meu grande Amigo Caluchão, e com ele caminhar pelas areias de Santos.

Meu pai porque já no início dos anos 1970 ele me repreendeu porque, depois de trocar Marília por Campinas, por conta de uma transferência promovida pelo Estadão, aceitei uma mudança para São Paulo.

Já naquela época, ou seja, há quase 40 anos, ‘seu’ Lazinho me dizia que São Paulo era uma cidade grande demais, violenta e perigosa.

Ele queria, portanto, que eu continuasse no Interior paulista e lá viesse a criar os filhos que tivesse com Sueli, com quem me casei em 5 de setembro de 1971, em Marília.

Meu sogro porque o sonho do ‘seu’ Zeca era passar os últimos anos em Santos, onde ele tinha amigos, parentes e conhecidos.

Meu Amigo Carluchão porque ele vinha por aqui com freqüência para cuidar dos pais e numa das praias de Santos, junto ao Canal 1, morreu no dia 10 de abril de 2008.

Tenho certeza de que os três iriam ficar felizes vendo a mim e a Sueli num amplo apartamento da Rua Epitácio Pessoa, junto ao Canal 6, no Bairro Aparecida, em Santos.

O Sr. Lázaro Alves do Amaral, que morreu em Marília, em 1985, por conta da falência do sistema coronário, ficaria alegre por saber que o filho jornalista passa a maior parte dos dias numa cidade menos barulhenta, menos congestionada, menos violenta e menos perigosa.

O Sr. José (Arnaldo) Padilla Bravos, jornalista como eu, que faleceu também em Marília e igualmente por problemas cardíacos, em 15 de agosto de 1999, porque teria mais um motivo para se transferir para a “Capital da Baixada Santista” com Dona Cidinha.

O caríssimo Carlos Maciel da Silva, formado em Jornalismo e em Economia, porque poderia falar mais de perto comigo e com a Sueli.

Hoje, como não estão mais conosco – fisicamente, pelo menos – só posso falar com eles em pensamento e em especial durante minhas orações.

E é nos momentos de reflexões que eu conto a eles o quanto estou feliz em Santos. Pessoal e profissionalmente. Eu (que vivo Santos 24 horas por dia) e Sueli, Cláudia, Márcio Gouvêa e Be(bê)atriz, que estão comigo sempre que podem.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia 1º/10/2008, quando entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

23/11/2008 16:13:25

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Por quê? (133) Jamais te esquecerei


Cláudio Amaral


Tudo o que estou a viver em Santos é inesquecível.

Cada dia é inesquecível.

Desde o dia 29 de setembro de 2008 tem sido assim.

Inesquecível.

Cada pauta que eu faço para a reportagem d’A Tribuna de Santos é inesquecível.

Cada orientação que eu passo durante as reuniões de pautas... é inesquecível.

Cada conversa reservada que tenho com um dos mais de 30 repórteres... é inesquecível.

Cada reunião de edição é... inesquecível.

Cada edição do jornal que recebo às 6 horas da manhã, em minha nova moradia, na Rua Epitácio Pessoa, no bairro Aparecida, ao lado do Canal 6... é inesquecível.

A recepção, seguida de almoço, que tivemos (o Editor-Chefe Wilson Marini, o Gerente Comercial e de Marketing Márcio Delfim Leite Soares e eu), no Centro de Treinamento do Santos FC, no dia 15 de outubro de 2008, jamais será esquecida.

O almoço em que Marini falou com maestria a cerca de 100 rotarianos, no dia 22 de outubro de 2008, no Mendes Plaza, é inesquecível.

Os jantares preparados por Mário Evangelista, Editor-Executivo do Expresso, o jornal popular do Sistema A Tribuna, são para serem lembrados para sempre.

As nossas caminhadas pelas praias, à noite, são e serão sempre inesquecíveis.

Os fins de semana em que Cláudia, Márcio Gouvêa e Be(bê)atriz se juntam a mim e à vovó Sueli... são inesquecíveis.

Nenhum dentre todos os fins de semana que vivemos até hoje, 9 de novembro de 2008, supera este segundo fim de semana de novembro de 2008.

Com certeza, outros fins de semana melhores virão.

Com certeza absoluta.

Mas, nenhum deles dará a mim e à vovó Sueli, à mamãe Cláudia e ao papai Márcio Gouvêa a imensa alegria de ver e ouvir Be(bê)atriz dizer para minha filha algo bem parecido com “mamãe”.

Foi assim durante a viagem entre São Paulo e Santos, dentro de nossa nova residência, nas ruas e nas praias da “Capital da Baixada Santista”.

Sim, Be(bê)atriz foi à praia, estranhou a areia seca, pisou sem receio na areia molhada, se deixou molhar pelas águas do Oceano Atlântico e pulou as ondas do mar conduzida pelas mãos firmes do papai Márcio.

Foi muito bom ver tudo isso de perto e registrar cada uma das imagens na memória do cérebro que tenho dentro da minha cabeça.

Foi muito bom e... inesquecível.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia 1º/10/2008, quando entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

9/11/2008 17:51:09

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Por quê (132) Só vendo para crer


Cláudio Amaral

A noite de ontem, quarta-feira, 5 de novembro de 2008, vai ficar para sempre na minha memória.

A pedido do Editor-Chefe d’A Tribuna de Santos, Wilson Marini, fui representar a Redação na entrega do Prêmio Comunidade em Ação 2008.

De cara, fiquei impressionado com a imponência do Teatro Coliseu, no centro de Santos.

Disse-me o empresário Paulo Eduardo Cordeiro da Silva, o Paulinho, que conheci no saguão do Coliseu, que o local havia sido recuperado após mais de dez anos de obras.

Valeram os esforços e o dinheiro investido, público e privado.

Guardadas as devidas proporções, o Coliseu me fez lembrar alguns dos melhores e mais famosos teatros da Europa. Até mesmo o Colón, de Buenos Aires, Argentina.

Inaugurado em 1909, o Coliseu funcionou até 1980. Foi tombado em 1989 e em seguida passou a figurar no programa municipal de revitalização do Centro Histórico da “Capital da Baixada Santista”.

Por ali passou, em tempos históricos e entre outros, um dos maiores conferencistas brasileiros: Ruy Barbosa.

E na noite de ontem, quando lá fui pela primeira vez, tive o privilégio de assistir dois acontecimentos inesquecíveis, ao lado de Flávia e Renata Santini (diretoras d’A Tribuna), Márcio Delfim Leite Soares (Gerente Comercial e de Marketing d’A Tribuna), Cláudia Duarte (editora da AT Revista), Carlos Teixeira Filho, o Cacá, (vice-prefeito eleito de Santos) e Fernando Salgado (Gerente Comercial da TV Tribuna), todos na foto acima: a apresentação da Orquestra Sinfônica Heliópolis e a entrega do Prêmio Comunidade em Ação 2008.

Heliópolis, na divisa de São Paulo, Capital, com o ABC Paulista, faz parte da minha infância. Brinquei ali, de calças curtas, quando aquele local, ao invés de uma grande favela, era povoado por campos de futebol.

Foi por isso que me emocionei ao ouvir músicas como O Guarani, de Carlos Gomes, tocada pelos jovens bem encaminhados pelo Instituto Baccarelli. E também quando eles interpretaram o hino do grandioso Sport Club Corinthians Paulista, em plena terra do Santos FC.

A premiação dos ganhadores do Comunidade em Ação 2008 (Projeto Remangue, Núcleo Gleba de Comunicação, ONG Casa Crescer e Brilhar e Associação Beneficente Maria da Paz) também me emocionou e, inclusive, me fez ir às lágrimas, porque as entidades ganhadoras são formadas por gente humilde, simples, dedicadas e aplicadas.

Gente que cuida de gente.

Gente que cuida de gente com amor e fé em Deus.

Gente das quais espero me lembrar para sempre.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia (1º/10/2008) em que entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

06/11/2008 17:40:05

Por quê (132) Só vendo para crer



Cláudio Amaral

A noite de ontem, quarta-feira, 5 de novembro de 2008, vai ficar para sempre na minha memória.

A pedido do Editor-Chefe d’A Tribuna de Santos, Wilson Marini, fui representar a Redação na entrega do Prêmio Comunicação em Ação 2008.

De cara, fiquei impressionado com a imponência do Teatro Coliseu, no centro de Santos.

Disse-me o empresário Paulo Eduardo Cordeiro da Silva, o Paulinho, que conheci no saguão do Coliseu, que o local havia sido recuperado após mais de dez anos de obras.

Valeram os esforços e o dinheiro investido, público e privado.

Guardadas as devidas proporções, o Coliseu me fez lembrar alguns dos melhores e mais famosos teatros da Europa. Até mesmo o Colón, de Buenos Aires, Argentina.

Inaugurado em 1909, o Coliseu funcionou até 1980. Foi tombado em 1989 e em seguida passou a figurar no programa municipal de revitalização do Centro Histórico da “Capital da Baixada Santista”.

Por ali passou, em tempos históricos e entre outros, um dos maiores conferencistas brasileiros: Ruy Barbosa.

E na noite de ontem, quando lá fui pela primeira vez, tive o privilégio de assistir dois acontecimentos inesquecíveis, ao lado de Flávia e Renata Santini (diretoras d’A Tribuna), Márcio Delfim Leite Soares (Gerente Comercial e de Marketing d’A Tribuna), Cláudia Duarte (editora da AT Revista), Carlos Teixeira Filho, o Cacá, (vice-prefeito eleito de Santos) e Fernando Salgado (Gerente Comercial da TV Tribuna): a apresentação da Orquestra Sinfônica Heliópolis e a entrega do Prêmio Comunidade em Ação 2008.

Heliópolis, na divisa de São Paulo, Capital, com o ABC Paulista, faz parte da minha infância. Brinquei ali, de calças curtas, quando aquele local, ao invés de uma grande favela, era povoado por campos de futebol.

Foi por isso que me emocionei ao ouvir músicas como O Guarani, de Carlos Gomes, tocada pelos jovens bem encaminhados pelo Instituto Baccarelli. E também quando eles interpretaram o hino do grandioso Sport Club Corinthians Paulista, em plena terra do Santos FC.

A premiação dos ganhadores do Comunidade em Ação 2008 (Projeto Remangue, Núcleo Gleba de Comunicação, ONG Casa Crescer e Brilhar e Associação Beneficente Maria da Paz) também me emocionou e, inclusive, me fez ir às lágrimas, porque as entidades ganhadoras são formadas por gente humilde, simples, dedicadas e aplicadas.

Gente que cuida de gente.

Gente que cuida de gente com amor e fé em Deus.

Gente das quais espero me lembrar para sempre.


Por quê?


Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia (1º/10/2008) em que entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.


06/11/2008 17:40:05