domingo, 19 de outubro de 2008

Por quê? (131) Como chove nesta terra à beira mar


Cláudio Amaral


Santos é uma ilha como todas as ilhas?

É!!!

Não, não é!!!

Uma ilha é uma porção de terra cercada de água por todos os lados: norte, sul, leste e oeste.

Santos é assim?

É!!!

Não, não é!!!

Além de água por todos os lados, Santos tem um porém.

E o porém de Santos é a quantidade de água que vem de outro lado.

Qual?

O lado superior da vida: o céu, as nuvens.

Como chove nesta terra à beira mar.

Chove há dias em Santos.

Chove fraco.

Chove médio.

Chove forte.

Mas..., parar de chover, que é bom, não pára.

Parar de chover, que é bom, é modo de dizer.

Todos nós precisamos de chuva.

Todos os seres vivos precisam de chuva.

Seres humanos, racionais ou não.

Seres vegetais, também.

Todos nós precisamos de chuva.

Não há, portanto, razão para reclamarmos da chuva que chove em Santos dias e dias seguidos.

Por conta disso, a chuva deste sábado, 18 de outubro de 2008, meu 19º dia seguido em Santos, não me impediu de sair do Gonzaga Flat Service para andar pela cidade.

Nem a mim, nem a Sueli.

Saímos inicialmente de carro.

De Fit Honda, especificamente.

Mas... a maior parte da nossa longa caminhada foi a pé.

Nossa missão era bem clara: encontrar um imóvel para morar em Santos.

Uma casa ou um apartamento.

Andamos por imobiliárias, ruas, avenidas, vielas e vilas,

Caminhamos pelo asfalto e sobre paralelepípedos.

Pelas ruas, literalmente, mas também pelas calçadas, que não são lá muito boas.

Fomos em dupla e em quarteto: Sueli, eu, compadre Carlos Conde e Cristina Saliba, a mulher dele.

Andamos pela Conselheiro Nebias e adjacências, pelo Gonzaga, Boqueirão, Vila Belmiro (“a vila mais famosa do mundo”, como dizem os santistas) e por fim pelo Marapé.

Vimos apartamentos e casas, novos e usados, pouco e muito usados, imóveis bons e não tão bons.

Todos, sem exceção, como preços irreais. Elevadamente irreais.

- É o efeito Petrobrás, disse um corretor.

- É o efeito Pré-Sal, acrescentou um outro profissional do mundo dos imóveis.

- Seja lá o que for, não vale desanimar, advertiu um colega d’A Tribuna de Santos.

- Desanimar, jamais, garanti a ele.

- Deus há de nos prover mais uma vez, profetizou Sueli, minha companheira há quase 40 anos.

- Sim, concordei. E repeti: Deus há de nos prover e de nos socorrer com uma moradia digna, de propriedade de um cidadão digno e honesto, o suficiente para nos cobrar um aluguel igualmente digno e honesto.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia (1º/10/2008) em que entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

19/10/2008 01:01:57

sábado, 18 de outubro de 2008

Por quê? (130) Ainda bem que...


Cláudio Amaral


Ainda bem que eu criei coragem e aproveitei a noite de quinta-feira, 16 de outubro de 2008.

E como aproveitei.

Deixei a Redação d’A Tribuna de Santos por volta das 8 horas da noite, vim direto para o Gonzaga Flat Service, me troquei e fui... para a praia.

Sim, para a praia.

Não, eu não fui dar um mergulho nas águas salgadas do Oceano Atlântico. Não.

Fui andar pelas praias de Santos.

A noite estava ótima para uma boa caminhada.

Eram 10h05 da noite quando deixei o Gonzaga Flat e rumei para a praia mais próxima, aqui no Gonzaga mesmo.

Mas... não fui direto para a praia.

Entrei na avenida da orla a partir da Rua Jorge Tibiriçá.

Tomei o caminho da direita, em direção a São Vicente.

Passei pela Avenida Ana Costa, uma das mais conhecidas de Santos.

Entrei rapidamente no Hotel Atlântico, pedi informações sobre diárias, mas não consegui saber o que desejava.

- Só amanhã, com a Flávia, me disse a atendente.

- Então, tá; amanhã eu ligo para a Flávia, respondi.

Disse “boa noite” e segui meu caminho.

Meia hora depois... atravessei a avenida, dei meia volta e... comecei a retornar ao meu ponto de partida.

Andei sem pressa até a Avenida Conselheiro Nebias, virei à esquerda duas vezes e voltei ao Gonzaga Flat por dentro, olhando prédio por prédio, na esperança de encontrar apartamento para alugar.

Doce ilusão.

Fui sair na Praça da Independência, a mais famosa de Santos, palco de grandes comemorações políticas e esportivas.

Encerrei minha caminhada uma hora e meia depois do início.

Estava feliz.

Tomei banho e cai na cama, porque o meu Bulova marcava meia noite e 20 minutos.

Dormi feliz. Muito feliz. Mais feliz do que o normal nestes meus 18 dias de Santos.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia (1º/10/2008) em que entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

18/10/2008 01:31:35

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Por quê? (129) O Sol veio e se foi, como a brisa do mar


Cláudio Amaral

De repente, não mais que de repente, o Sol apareceu no céu de Santos.

Apareceu e reinou.

Reinou soberano.

Foram três dias de calor.

Três dias claros.

Claros e alegres.

Tão alegres, mas tão alegres, que tive receio de saudar o Astro Rei.

Receio de espantá-lo, de perdê-lo de vista, de não mais vê-lo por aqui.

Pois não é que hoje, quarta-feira, 15º dia do mês de outubro de 2008, antes que eu percebesse, voltou a chover em Santos.

Só percebi que a chuva voltara quando olhei pelas janelas da Redação d’A Tribuna, na Rua João Pessoa, em pleno centro da capital da Baixada.

Logo hoje que eu pretendia caminhar pelas praias santistas.

Logo hoje que eu havia combinado uma calma e longa caminhada ao lado dos Amigos Wilson Marini e Mário Evangelista.

Iríamos colocar os pés na areia logo após o fechamento da capa do jornal mais importante e influente do Litoral Paulista.

Iríamos lá pelas 11 horas da noite, quando o Editor-Chefe d’A Tribuna e o Editor-Executivo do Expresso Popular costumam chegar ao Gonzaga Flat Service.

Andaríamos e falaríamos das coisas do dia.

Do dia de hoje e do dia de amanhã.

Certamente, falaríamos do próximo fim de semana, quando Mário e eu estaremos de folga.

Mas, não deu.

A chuva não deixou.

O máximo que consegui foi acompanhar Marini até a Ponta da Praia, onde ele vai morar com a mulher e os filhos.

Vimos a casa, a rua e o bairro que em breve receberá a família Marini.

Fomos pela João Pessoa, Senador Feijó, Afonso Pena.

Sempre debaixo de chuva.

Voltamos pelo cais, em meio a caminhões e contêineres.

Rodamos sobre asfalto e paralelepípedos.

Sempre debaixo de chuva.

Sempre torcendo para que chova tudo o que tem de chover durante esta noite, para que amanhã, quinta-feira, o Sol volte a reinar sobre Santos, a Baixada e as nossas cabeças.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia (1º/10/2008) em que entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

15/10/2008 23:52:51

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Por quê? (128) Cadê o Sol, Santos?


Cláudio Amaral

Pela primeira vez, em uma semana, eu não precisei usar o guarda chuva em Santos.

Nem o velho, que trouxe de São Paulo no meu Honda Fit cor de Ferrari, nem o novo, que comprei numa barraquinha da Rua João Pessoa, nas proximidades do prédio d’A Tribuna.

O velho está na Redação.

O novo, aqui no apartamento 92 do Gonzaga Flat Service.

Ele, o guarda chuva novo, dormiu aberto sobre o Fit, na garagem do Flat, porque estava encharcado, na noite de ontem, 8 de outubro de 2008.

Cheguei a abri-lo na manhã desta quinta-feira, dia 9, ao sair do Fit, no estacionamento da Gráfica A Tribuna.

Logo, entretanto, um motorista e um fotógrafo do jornal me convidaram para entrar no carro da empresa e nele fazer o trajeto até o prédio da Redação.

Um trajeto pequeno, de “exatos 772 passos”, segundo Arminda Augusto, minha mais nova Amiga.

Logo depois do início de minha jornada diária de trabalho na Redação d’A Tribuna, parou de chover e não choveu mais em Santos.

No meio da manhã, fui até o Banco Itaú e voltei a pé.

No começo da tarde, fomos, Mário Evangelista e eu, almoçar no Orgânico e tomar café no Museu da Bolsa do Café.

Ele aproveitou para passar na Caixa e no Banco Itaú.

Tudo a pé.

Tudo sem guarda chuva.

À noite, depois do expediente, caminhei do Flat até a Praça da Independência.

Ida e volta a pé.

Sem guarda chuva.

A previsão do tempo indica que vai fazer Sol no fim de semana, no Litoral Paulista.

Tanto que meu genro, Márcio Gouvêa, minha filha Cláudia e Sueli, minha mulher, estão prometendo vir a Santos no início da noite desta sexta-feira para passar o fim de semana comigo.

Eles virão e trarão Be(bê)atriz, a menininha mais linda e mais fofa do mundo.

Não vejo a hora da chegada deles.

Imagine você, caro e-leitor, a expectativa que me domina nestas horas que antecedem a chegada deles a Santos.

Estamos sem nos ver há dez dias.

De resto, entretanto, é só felicidade.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia (1º/10/2008) em que entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

9/10/2008 22:56:56

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Por quê? (127) Aqui estou eu, Santos


Cláudio Amaral

Com a devida licença dos meus amigos santistas, especialmente o compadre Carlos Conde, desci a Serra do Mar no dia 29 de setembro de 2008.

Vim de São Paulo a convite do meu Amigo Wilson Marini, jornalista como eu e novo Editor-chefe do jornal A Tribuna de Santos.

Viemos em três jornalistas: Marini, que estava no Diário de Maringá (PR), Mário Evangelista, direto de A Notícia de Ribeirão Preto, e eu.

Marini nos escolheu como editores executivos.

Eu, na Redação d’A Tribuna, em dupla com a também editora executiva Arminda Augusto.

Mário Evangelista, no Expresso Popular, o tablóide do Sistema A Tribuna de Comunicação, que administra também a TV Tribuna, integrante da Rede Globo de Televisão.

Estamos todos instalados no Gonzaga Flat Service, no bairro do Gonzaga.

Mário Evangelista e eu, sem a família, por enquanto.

Wilson Marini trouxe a esposa, Salete, jornalista como nós.

Fomos muito bem recebidos por todos n’A Tribuna e no Expresso Popular.

Dos seguranças, na portaria, ao presidente e diretores, passando pelas recepcionistas, ascensoristas, secretárias, estagiários, repórteres, fotógrafos, pauteiros e editores.

Fomos muito bem recebidos em todos os setores da empresa: Redação, Administração, Comercial, Marketing, Circulação, Gráfica.

No primeiro sábado, 4 de outubro de 2008, fui rever a Vila Belmiro e o time do Santos FC, que venceu o Atlético Paranaense por 4 a 0.

À praia?

Sim, fui à praia logo na primeira semana.

Caminhei, molhei os pés nas águas do Oceano Atlântico e... só.

Por quê?

Porque chove há uma semana.

Chove e faz frio.

Portanto, minha vida, por enquanto, tem sido do hotel para o jornal e do jornal para o hotel.

De resto, só felicidade.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia (1º/10/2008) em que entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

8/10/2008 23:02:21