domingo, 18 de setembro de 2011

Por quê? (250) O dia D chegou

Cláudio Amaral

Foram meses de expectativas.

Meses de tensão.

Meses de ansiedade.

Muitos meses de altos e baixos, de vai e vem.

Meses e meses.

Desde que Márcio Gouvêa disse a todos nós – para esposa Cláudia, a sogrinha Sueli, o sogrão aqui presente e os filhos (deles) e netinho (nosso) Beatriz e Murilo – que havia uma possibilidade de mudança para os Estados Unidos, passamos a viver a maior expectativa.

Depois vieram meses de torcida a favor, de tensão, de ansiedade, de altos e baixos, de vai e vem.

A transferência dele da Nextel em São Paulo para a NII em Reston, na Virgínia, Estados Unidos, se concretizou e ele lá está, trabalhando, desde o dia 1º de agosto de 2011. Logo em Reston, que me faz lembrar um dos mais famosos e competentes jornalistas do New York Times, James Reston, que por muitos anos escreveu simultaneamente no Estadão.

A esposa e os filhos deveriam ter ido com ele, no dia 29 de julho, mas ela decidiu ficar ao lado do pai e acompanhar a cirurgia cerebral que vocês, meus caros e-leitores, estão carecas (como eu) de saber detalhes.

Ficou aqui em casa conosco – ela e os nossos dois netinhos – e só embarcou três semanas depois, levando junto a Bisa Cida, mariliense que reside em Santos. E lá estão todos, felizes da vida. Até porque vivem numa casa ampla, num condomínio seguro, em Ashburn, também na Virgínia.

Agora, chegou nossa vez. A vez da vovó Sueli e do vovô Cláudio.

Será a primeira viagem de Sueli aos Estados Unidos. Eu já estive lá uma vez, fiz compras para o Natal em Nova Iorque e fui de ônibus – em delegação – a Washington.

Se Deus nos apoiar – como sempre tem feito –, estaremos no Aeroporto Internacional de Washington às 6h43 desta segunda-feira, dia 19 de setembro de 2011.

Temos saída de Guarulhos (Aeroporto Internacional Franco Montoro) prevista para 14h20 deste domingo (18/9/2011).

Iremos primeiramente para o Aeroporto Internacional de Buenos Aires (Ezeiza), onde deveremos chegar pela TAM às 17h10.

De lá, embarcaremos pela United Airlines às 21h diretamente para Washington Dulles (que tem esse nome em homenagem ao ex-secretário de Estado John Foster Dulles – 1888/1959), onde o genro Márcio Gouvêa estará nos esperando.

A previsão é ficar na companhia deles até o dia 16 de novembro de 2011.

Serão, portanto, quase dois de meses de muitas alegrias, felicidade e diversão.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

18/9/2011 00:50:55

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Por quê? (249) 40 anos depois



Cláudio Amaral

Você, meu caro e-leitor, sabe quantos anos de convivência matrimonial nós, Sueli e eu, completamos ontem, dia 5 de setembro de 2011?

Você, caro e-leitor, sabe onde passamos o 5 de setembro de 2011?

Você tem ideia de como foi a nossa “comemoração”?

Pois eu explico, caríssimo e-leitor: completamos 40 anos de convivência matrimonial de papel passado (e sempre de papel passado), estivemos em Marília e nossa comemoração foi numa padaria.

Claro que não foram 40 anos de plena convivência pacífica. Vez por outra tivemos algumas divergências, mas para 4 decênios até que foram poucas, pouquíssimas. Por exemplo: ela nunca me colocou para dormir no sofá da sala, jamais dormimos brigados e nenhuma discussão séria, feia, tivemos na frente dos filhos (os queridíssimos Cláudia, Mauro e Flávio).

Fomos a Marília exatamente no dia dos 40 anos por mera coincidência. Eu queria fazer uma última consulta ao nosso dentista preferido e a data agendada foi exatamente essa. Só depois do agendamento é que nos tocamos que era o dia 5 de setembro de 2011.

Viajamos de ônibus, na ida e na volta, porque estou proibido de dirigir pelo competente neurocirurgião Dr. Diogo Lins (obrigado, mais uma vez, Dr. Diogo e equipe que me operou no dia 29/7/2011, no Hospital Sancta Maggiore, no Paraíso, em São Paulo).

Saímos da Rodoviária da Barra Funda exata e pontualmente à meia-noite. E chegamos à rodo-rodo de Marília às 5h15, ou seja, com 45 minutos de adiantamento em relação ao previsto. De lá, fomos de taxi até o centro da cidade, em busca da padaria indicada pelo motorista do carro de praça, aonde chegamos antes das 6 horas da madrugada. Aí ele foi muito gentil para conosco: pediu que esperássemos dentro do veículo até a abertura do estabelecimento, a Massa Pura, na esquina da Rua Bahia com a Avenida Sampaio Vidal (a “avenida do fundador”, como escreveu por milhares de vezes o jornalista José Arnaldo, meu saudoso sogro, cujos textos estamos a salvar diariamente em http://josearnaldodeantenaebinoculo.blogspot.com).

Nessa de esperar a abertura da padaria, encontramos – sem prévio aviso – a prima (do lado da Sueli) Nilza, filha da saudosíssima Tia Maria, que sempre teve lugar cativo no sofá da nossa residência, na Aclimação, aqui em São Paulo.

Surpresas à parte e após um tratamento de primeira – com suco de laranja ao natural e feito na hora, café, pão com manteiga passado na chapa e um pudim dos deuses – catamos nossos pertences e rumamos para o local de trabalho do dentista.

Caminhamos, caminhamos... e acabamos na Oralcenter, onde fomos muito bem recebidos e tratados com atenção, como sempre. Da secretária-recepcionista Cristina aos Drs. Wilson Kleinschmitt e Paulo Roberto Coelho, passando pelas auxiliares diretas deles: Fernanda e Érica.

Ficamos lá das 8h ao meio-dia. Dr. Wilson trocou alguns dos meus pinos – só pinos dos implantes que ele mesmo havia feito em 2007, nada de parafusos da cabeça, perfeitamente operada pelo Dr. Diogo Lins e equipe. Ele e Dr. Paulo fizeram uma limpeza completa nos meus dentes (e nos da Sueli também) e nos liberaram para voltar à Capital no mesmo dia.

Cristina, sempre atenciosa e eficiente, chamou o taxi que nos levou à rodoviária, onde compramos as passagens de volta para o ônibus das 14h35 (também do Expresso de Prata) e fomos almoçar no Supermercado Confiança.

Fomos e voltamos à pé e no retorno à rodo-rodo de Marília começou o drama do tratamento diferenciado do Expresso de Prata. Se na viagem SP/Marília havíamos dormido bem e ganho 45 minutos, na volta foi diferente. O ônibus – que vinha de Tupi Paulista – completou o trajeto total em 7 horas e chegamos à Barra Funda às 21h45.

Para compensar, o motorista nos ofereceu – a nós todos – um filme muito interessante, que conta a história (real) de dois médicos dos Estados Unidos que iniciaram as pesquisas sobre as cirurgias cardíacas. Valeu.

Valeu também a gentileza da passageira do banco de número 3, que no ato do pedido de Sueli, trocou – sem pestanejar – de lugar com minha parceira de 40 anos, que estava com passagem comprada para o número 2. Viemos juntinhos, portanto. Bem juntinhos. Valeu.

Ao chegar em casa, outra surpresa agradável: um bolo pelos nossos 40 anos confeccionado pela norinha Vivian, esposa do nosso filho Mauro, que está em Santa Rita do Passa Quatro, no Interior paulista.

Guardamos o bolo para o café da manhã de hoje (6/9/2011) e nos deliciamos. Valeu, Vivian. Valeu pela lembrança, pelo capricho e pela dedicação. Valeu Nilda Gomes dos Santos Lopes (nossa auxiliar) pelo registro fotográfico.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

6/9/2011 09:46:02