Minha Amiga Whalmir Anna e Marcelinho, afilhado dela
Cláudio Amaral
As emoções e as alegrias insistem em nos surpreender. As tristezas também. Mas todos temos certeza de que é melhor sentir emoções e alegrias inesperadas. Sempre.
E foi isso que me aconteceu na manhã nublada desta sexta-feira (16/3/2012). Fui à feira e em seguida rumei para o Hospital das Bonecas, no Brooklin, zona sul da Capital paulista.
Fui levar para conserto um aparelho eletrônico que a família de Cláudia, Márcio, Beatriz e Murilo levou para os Estados Unidos, em agosto do ano passado.
Tive dificuldades para chegar ao local, mas evitei me irritar com o tráfego e para isso usei o rádio do meu Honda Fit.
Comecei ouvindo a Jovem Pan. Em seguida, para variar um pouco, para a Estadão/Espn, depois para a CBN e finalmente para a Bandeirantes. Todas em AM, a banda de minha preferência, sempre.
Na volta, continuei a sintonizar a Bandeirantes e a partir daí comecei a me emocionar. Estava no ar o programa do José Luiz Datena, que entrevistava o cidadão Gaúcho da Fronteira ou Heber Artigas Fróis. Ele nasceu em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, no dia 23 de junho de 1947. É um músico brasileiro e um dos mais conhecidos intérpretes de música regional gaúcha, de acordo com o que encontrei no site http://pt.wikipedia.org/.
Entrevistado com maestria por Datena, o Gaúcho da Fronteira nos brindou com uma pérola, que reproduzo a seguir.
Canto Alegretense
Gaúcho da Fronteira
Não me perguntes onde fica o Alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e violão
Prá quem chega de Rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de Uruguaiana de manhã
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no Rio Ibirapuitã
Houve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduy
E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer
E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão.
Emocionei-me de imediato e por um motivo especial: lembrei-me de uma grande e querida Amiga: Whalmir Anna Fuchs VonKoenig. A conheci quando ela era editora na Folha da Tarde de Porto Alegre e por conta de uma viagem ao Uruguai. Fiz uma parada na capital gaúcha antes de seguir para Montevideo para acompanhar uma participação do Brasil na Copa Davis de Tênis. Era o início dos anos 1980 e a minha COMUNIC assessorava a Marlboro nos bons tempos em que a seleção brasileira tinha os tenistas Carlos Kirmayr e João Soares, entre outros, sob o comando do também Amigo Paulo Cleto.
Voltei a Porto Alegre outras vezes. Só e na companhia de Sueli Bravos do Amaral. Fomos a trabalho e também a turismo. Sempre acompanhados por Whalmir. E curtimos muito a cultura gaúcha. Especialmente a cultura musical. E numa dessas ocasiões, curtimos musicas como essa do Gaúcho da Fronteira, que está à disposição no site http://letras.terra.com.br/gaucho-da-fronteira/1137630.
Ficamos anos e anos sem contato com a nossa Amiga gaúcha. Mas, graças a Deus, voltamos a encontrá-la pelo Facebook. E queremos continuar em contato com ela. Sempre. E para sempre.
Por quê?
Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?
(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.
16/3/2012 12:52:14




