sexta-feira, 22 de junho de 2018

Por quê? (377) – Diálogo no lago: sumiu? Sumiu por quê?

No Verão, o lago de Ashburn Village é muito liiiiindo...

Cláudio Amaral

Mais um dia se passou sem qu’eu conseguisse reencontrar minha interlocutora. Aquela com quem dialoguei ao longo das caminhadas em torno do lago (um dos muitos, diga-se) de Ashburn Village, na Virgínia, aqui nos EUA. O primeiro diálogo foi no dia 12 e o segundo no dia 13/6/2018. Depois, nunca mais.

Mas porque gostaria de revê-la? É o que me pergunto, sem ter resposta. Sem ter certeza. Imagino, entretanto, que o motivo seja a sequência dos meus relatos a respeito da classe política brasileira.

Classe é bondade minha, seguramente. Até porque o nome que gostaria de usar para definir os liderados de todos os políticos do Brasil, sem exceção alguma, não é bem esse. Ainda que escrevesse “classe” assim, entre aspas.

Qual seria, então, o nome que daria, se no lugar de “classe” usasse outra classificação ou qualificação ou identificação? Sei, muito bem, mas não quero correr o risco de ser cruel e desencorajar alguém que tenha desejo de entrar na vida política a partir das próximas eleições.

O certo, creio, é que gostaria de reencontrar com a mulher que tem um namorado que não contou a ela tudo o que deverei, na minha opinião, a respeito dos políticos do Brasil. Todos. Desde o início da República.

Tentei. Tentei mesmo. Confesso. Garanto. Juro. Mas não hoje (22/6/2018). Afinal, nesta sexta-feira, a quarta do mês de junho, nem consegui colocar o nariz fora da porta da casa em que estou.

Por quê? Porque dormi pouco e aos pedaços. Por dois motivos: o primeiro foi o jogo, o segundo, do Brasil na Copa do Mundo da Rússia; depois porque choveu o dia todo aqui por esses lados da Costa Leste dos EUA. E a saída foi ficar de olhos bem abertos à frente da televisão, torcendo desesperadamente pelos comandados do treinador Tite.

Não só isso, é bom que se diga. Sim, porque após ver e sofrer com as dificuldades que o selecionado brasileiro teve para vencer a representação da Costa Rica por 2 a 0, com golos de Philippe Coutinho aos 27 segundo após os 45 minutos do segundo tempo e Neymar aos 52, no último ataque do Brasil, e sem alternativa de ir caminhar em torno do lago, meti a cara nos livros.

Por falar em livros... é bom que diga que separei três para os 63 dias que deverei ficar por aqui: um de Santo Agostinho (Confissões), outro de Laurentino Gomes (1889) e um terceiro de Umberto Eco (o Cemitério de Praga). Tenho, ainda, aqui comigo, os dois que escrevi e publiquei recentemente: Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017).

É com esses livros, as caminhadas diárias em torno do lago, algumas poucas visitas a centros comerciais, uma ou outra olhada na televisão, um ou outro jogo da Copa da Rússia e a companhia de familiares qu’eu vou levando a vida desde que saímos de São Paulo, no dia 7.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).

22/06/2018 23:13:34 (pelo horário da Costa Leste dos EUA)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Por quê? (376) – Diálogo no lago: os políticos.

Sports Pavillion de Ashburn Village, Virgínia, EUA.

Cláudio Amaral

Sem dar tempo para que minha interlocutora respondesse à pergunta que eu havia lhe feito, durante nosso diálogo da manhã do Dia dos Namorados (12/6/2018), em torno do lago de Ashburn Village, emendei, com firmeza, quase raiva:

- O que foi que o seu namorado brasileiro disse para a senhora a respeito dos políticos do Brasil?

Sentindo que estava numa enrascada, ela, cujo nome eu ainda não sabia, tentou se esquivar e buscou uma saída pela tangente.

E disse que ele, o namorado, nada falou de concreto.

Nos reencontramos na manhã desta quarta-feira (13/6/2018), dia que a Igreja Católica Apostólica Romana dedica à alma e à memória de Santo Antônio. Estávamos quase chegando ao prédio do Sports Pavillion. Ela vestia uma calça preta justa (um legging, segundo Sueli Bravos do Amaral), uma camisa marrom claro sem mangas, tênis cinza aparentemente sem meias e tinha a companhia de dois pequenos cachorros tipo Pitbull.

Bom dia de cá, bom dia de lá, como duas pessoas civilizadas, e eu lasquei outra pergunta a ela:

- Como assim? Ele deve ter lhe dito algo. Algo com relação ao comportamento dos políticos brasileiros.

E aproveitei para listar alguns dos nomes mais famosos ou pelo menos dos mais conhecidos da política brasileira. Gente como Vargas, Brizola, Jango, Jânio, Juscelino, Teotônio, Ulisses, Tancredo, Lula, FHC, Covas (o avô), Dilma, ACM, Sarney, Collor, Itamar, Temer, entre muitos outros.

Ela fez cara de quem não conhecia nome algum.

Então, não tive saída. Ou melhor, minha única saída foi dizer a ela que não tenho boas recomendações de nenhum deles. Nenhum.

- Para mim – informei a aquela cidadã dos Estados Unidos que me disse querer muito conhecer o Brasil – são todos mal falados, de péssimo conceito, nenhuma respeitabilidade.

- Todos?

- Sim. Todos. Sem exceção alguma, respondi com tristeza.

E ela me perguntou, na lata, sem pensar duas vezes:

- E em quem o senhor irá votar nas próximas eleições?

Sim. Embora viva nos EUA há pelo menos 40 anos, imagino, aquela jovem senhora sabe, perfeitamente, que há uma campanha eleitoral em andamento no Brasil.

Uma só, não. Na verdade (se é que a verdade existe, como insistem em dizer meus professores do curso de Licenciatura em História na FMU) estão em andamento incontáveis campanhas eleitorais no nosso País.

Sim, porque nas próximas eleições vamos ter que dar nossos votos, obrigatoriamente, para presidente da República, senadores, governadores, deputados estaduais e federais.

Mas isso era conversa para mais de metro, como costuma dizer o caipira do interior.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).

13/06/2018 12:09:05 (pelo horário da Costa Leste dos EUA)

terça-feira, 12 de junho de 2018

Por quê? (375) – Diálogo no lago



Cláudio Amaral

- Bom dia, me disse, em Inglês, uma jovem senhora na manhã desta terça-feira (12/6/2018), dia em que minha netinha querida Beatriz está a completar 11 anos de vida.

- Bom dia, respondi, sem pensar, em Português do Brasil.

Ato contínuo, ela me disse:

- O senhor é do Brasil? Ou de algum outro país de língua portuguesa?

- Acertou em cheio, devolvi a ela, que vestia uma bermuda azul, camiseta branca e nos pés levava tênis cinza e meias amarelas.

- Sou do Brasil. São Paulo, especificamente, acrescentei. E estou aqui em Ashburn Village pela décima vez, visitando uma parte importante da família.

E ela me devolveu:

- Ah... São Paulo... Ah... Brasil... Se pudesse, viveria por lá, sempre.

Curioso como todo Jornalista, não perdi a oportunidade de perguntar:

- A senhora conhece o Brasil? Já esteve em São Paulo?

A resposta veio de pronto:

- Não. Bem que eu gostaria. Vivo em Sterling com meu marido, mas prefiro caminhar aqui, em torno desse lago que temos junto ao Sports Pavillion. Faço isso sempre que possível. Ou seja, quase todo dia. Até porque trabalho em casa, via Internet, dando aulas de Espanhol e de Inglês para gente de todo o mundo. Pessoas que vivem aqui ou que têm planos de vir para cá ou para qualquer outra parte dos Estados Unidos da América.

Pensando numa próxima publicação, livro ou crônica, emendei:

- E qual a razão dessa preferência pelo Brasil?

A resposta tardou apenas alguns segundos. Dois, no máximo:

- Tive um namorado de lá. E ele sempre me falou maravilhas do Brasil. Falou do clima quente na maior parte do ano. Contou das belezas naturais, como praias, florestas, campos, montanhas... Disse que o povo é amigável, cordial, solícito, gentil...

Sem perder tampo e oportunidade, indaguei:

- E dos políticos? O que ele disse à senhora a respeito dos políticos?

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) e Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).

12/06/2018 15:59:00 (pelo horário da Costa Leste dos EUA)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Dia 29 de Março de 2018, a partir das 16h, na Vila Mariana, em São Paulo






O jornalista Cláudio Amaral está lançando o segundo livro: Por quê? Crônicas de um questionador

Nele o autor conta algumas passagens interessantes que vivenciou ao longo de sua carreira iniciada em 1968. 

Nesses mais de 50 anos de profissão, Cláudio Amaral fez um pouco de tudo, de correspondente em Adamantina (SP), a repórter esportivo e policial a editor-chefe de redações. E acompanhou pessoalmente o desenrolar dos acontecimentos políticos desde a publicação do AI-5 até os dias de hoje. 

Em suas 100 crônicas reunidas neste novo livro, Cláudio Amaral cita alguns nomes da imprensa com quem conviveu, como, por exemplo, o fotógrafo Paulo César Bravos, morto em 2008.

O lançamento deste que é o segundo livro de Cláudio Amaral acontecerá dia 19 de março, das 16h às 20h, na Rua Dr. José de Queirós Aranha, 451 - Vila Mariana – SP, proximidades do Metrô Ana Rosa.

Serviço:

1) Contatos com o autor poderão ser feito pelo telefone (+11) 99995-7621 ou pelo e-mail clamaral@uol.com.br.

2) Mais informações estão na página do evento em 
https://www.facebook.com/events/587700851574492/?notif_t=plan_user_joined&notif_id=1519123970717764

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Por quê? CRÔNICAS DE UM QUESTIONADOR e Um lenço, um folheto e a roupa do corpo, os dois livros de autoria de Cláudio Amaral, têm condições especiais para quem curte e acompanha o blogue do autor





Por quê? CRÔNICAS DE UM QUESTIONADOR é o segundo livro do Jornalista e Biógrafo Cláudio Amaral, que já trabalhou em jornais como O Estado de S. Paulo, Grupo Folha de S. Paulo (UOL + Agência Folha), Correio Brasiliense e Jornal do Brasil. O primeiro foi o romance Um lenço, um folheto e a roupa do corpo, publicado em 2016.

Essa segunda obra de Cláudio Amaral reúne as 100 primeiras crônicas de um total de quase 400 escritas pelo autor desde 2007. Todas retratam o dia da Capital paulista, do Estado de São Paulo e do Brasil. E homenageiam algumas pessoas conhecidas e outras nem tanto. Entre elas está Paulo César Bravos. Ele foi Repórter Fotográfico de profissão, mas também autor de sambas enredo para diversos carnavais paulistanos e, mais que isso, foi ciclista amador e pedalou muito pelas nossas perigosas vias públicas. Tanto que acabou sofrendo um acidente na noite de 7/11/2007 e veio a falecer no dia 6/1/2008, no Hospital Paulistano, no bairro paulistano do Paraíso.

Além de Paulo César Bravos – que é figura principal de pelo menos seis crônicas escritas por Cláudio Amaral e incluídas em Por quê? CRÔNICAS DE UM QUESTIONADOR – o livro contém “crônicas que revelam o olhar do autor, descritas com perfeição e detalhamento até excessivo na apresentação da obra”, segundo a analista de literatura e editora Laura Bacellar. Segundo ela, “o texto é muito agradável e fácil de ler”. E mais: “Sob o aspecto formal, o léxico utilizado é bom, simples e direto, o que confere elegância e fluência ao texto”. 

Por isso, Laura Bacellar entende que “quem começa tem curiosidade em passar para a próxima crônica, e os assuntos são sempre acessíveis, apresentados pelo viés assumidamente pessoal do autor”. Laura arremata assim a análise a respeito de Por quê? CRÔNICAS DE UM QUESTIONADOR: “Em algumas crônicas, as situações prosaicas do cotidiano provocam empatia, em outras, assuntos universais, como a incomunicabilidade, a falta de polidez e afeto nas relações sociais, convidam a alguma reflexão”.

Serviços

Por quê? CRÔNICAS DE UM QUESTIONADOR tem miolo com 264 páginas, orelhas e capas coloridas. Cada exemplar custa R$ 38,00 e o pagamento pode ser via 341 Banco Itaú Unibanco S.A.. O livro foi produzido pela SGuerra Design (São Paulo, 2017) e impresso na Meta Impressão e Soluções Digitais (Cotia, SP). A comercialização é feita diretamente pelo autor e os pedidos podem ser feitos pelo telefone (+11) 9 9995-7621 ou pelo correio eletrônico clamaral@uol.com.br. A retirada, a combinar com o próprio autor, pode ser pessoalmente. A remessa, se necessária, será feita pelos Correios, mediante uma tarifa de R$ 12,00, com código de rastreio, que garante o recebimento pelo adquirente.

sábado, 3 de junho de 2017

Por quê? (374) – Orlando de Almeida, Jornalista.


Cláudio Amaral

Estava eu na Paróquia Santa Rita de Cássia de Vila Mariana, aqui em São Paulo.

Acabara de fazer minhas orações e me sentia pronto para assistir a Celebração da Missa das 18 horas.

Era um dia especial por vários motivos: 1) porque 22 de maio é o Dia de Santa Rita de Cássia; 2) porque teríamos a apresentação mensal do Coral de Santa Rita, no qual cantam Amigas e Amigos; 3) porque os celebrantes seriam o Bispo Auxiliar da Região Sé e o Pároco, respectivamente Dom Eduardo dos Santos e Frei Pelayo.

Como se isso não bastasse para justificar minha presença, tive uma surpresa das mais agradáveis: reencontrei Orlando de Almeida, Jornalista e Amigo desde os bons tempos de reportagens no jornal O Estado de S. Paulo.

Atuamos junto no cotidiano da Redação do então maior e mais respeitado diário do Brasil, mais conhecido como Estadão, nos anos que compuseram a primeira metade da década de 1970.

Sim, faz tempo. Muito tempo. Mas até hoje, correndo o ano de 2017, me lembro com saudade e orgulho daquele tempo em que caminhávamos descalço sobre vidros e pedras pontiagudas, simplesmente porque o regime cívico-militar, implantado no Brasil a partir de 31 de março de 1964, ainda nos obrigava a atuar e agir com cautela. Muita cautela.

Eu era responsável pela cobertura diária do que chamávamos de Igreja, principalmente a Católica Apostólica Romana, comandada aqui na região metropolitana de São Paulo pelo Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016). Falava com ele e seus auxiliares toda semana. Mas não só com ele. Lembro-me bem de outros dois religiosos atuantes na época: o Rabino Henry Sobel e o Reverendo James Wright (1927-1999).

Não raro, as notícias e reportagens que eu escrevia eram censuradas pela Polícia Federal, que marcava de perto os principais lideres religiosos do País. Os lideres da oposição também. E nos lugares em que elas deveriam ser publicadas o Estadão colocava poemas de Camões.

Nos dias em que não tínhamos pautas de Igreja, eu me revezava com o Amigo Orlando de Almeida na cobertura de outra área importante: Abastecimento. Afinal, os produtos agrícolas e alimentícios eram escassos e, por consequência, os preços castigavam a todos nós, os consumidores.

Os anos passaram e cada um tomou o seu rumo. Até que, no dia 22 de maio de 2017, nos reencontramos na Paróquia de Santa Rita de Cássia, na Rua Dona Inácia Uchôa, na Vila Mariana.

Ambos nos reconhecemos de imediato, nos cumprimentamos como fazem os bons Amigos. Além de tudo, seguidores da mesma religião. E passamos a recordar os tempos passados. Ele, mineiro de Uberaba. Eu, caipira de Adamantina, no Interior paulista. Ambos jornalistas e blogueiros, pois, afinal, uma vez Jornalista, sempre Jornalista.

Orlando de Almeida escreve e publica De tudo um pouco. Um pouco de tudo no http://orlanalmeida15.blogspot.com.br.

Eu? Eu estou sempre por aqui, emitindo minhas opiniões, observações, comentando as coisas boas da vida, detalhando minhas viagens e falando de Amigas e Amigos. Como Orlando de Almeida.


Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º/5/1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/História/SP (Turma de 2013/2015). Autor do romance Um lenço, um folheto e a roupa do corpo, disponível nas plataformas online da PerSe e da Amazon.


03/06/2017 11:47:16 (pelo horário de Brasília) 

sábado, 31 de dezembro de 2016

Por quê? (373) – Ano Novo?


Cláudio Amaral

O ano de 2016 não foi bom para a maioria dos brasileiros. Foi, em verdade, se é que a verdade existe, dos piores anos que já vivemos.

Muitos dizem que 2016 foi simplesmente péssimo. Em especial aqueles que perderam os respectivos empregos.

Ruim, também, 2016 acabou sendo para quem perdeu as chamadas boquinhas, mordomias, benefícios em demasia. No caso dos políticos e seus aliados e afilhados, por exemplo.

Ah... 2016 terminou péssimo ainda para os políticos, empresários e executivos que perderam a liberdade que tinham de ir e vir. E de fazer negócios escusos. No caso, nem preciso citar nomes de pessoas e empresas, pois o assunto aparece diariamente na mídia e nas conversas de botequim pelo Brasil afora.

Mas, e para você, caro e-leitor? Como foi o ano que terminou? Como você se saiu em termos econômicos, profissionais, pessoais, políticos, familiares, amorosos, etc.?

Bem, creio que cada um se saiu como pôde. Ou, como diriam alguns amigos meus: “como Deus quis”.

No meu caso, em particular, ou seja, pessoalmente, não tenho do que reclamar. E, se reclamações eu fizer, corro o risco de ser castigado. Não por Deus, até porque Ele não castiga. Ninguém. Porque Deus é bom e só quer o nosso bem. Independente de raça, de cor, de religião, de preferências clubistas, sexuais, políticas e partidárias.

E por que 2016 se revelou bom para mim?

1)   Não tive um único fato ruim a lamentar, pessoal e particularmente.

2)   Recebi tarefas novas ao longo do ano.

3)   Estreitei os laços afetivos e de Amizade com muitas pessoas do meu convívio.

4)   Fiz novos Amigos. E novas Amigas, também.

5)   Ampliei os meus trabalhos voluntários e consegui cumprir todos e a contento (pelo menos sob o meu ponto de vista).

6)   Melhorei o relacionamento familiar em todos os sentidos. E com todos (ou quase todos).

7)   Tive grandes e significativas alegrias como avô de Beatriz e Murilo, razão pela qual só tenho agradecimentos a eles e aos pais (Cláudia e Marcio Gouvêa).

8)   Consegui, finalmente, editar o meu primeiro romance: Um lenço, um folheto e a roupa do corpo ou A estória do Jornalista Católico Apostólico Romano praticante que ficou 40 dias e 40 noites perambulando pelas ruas de São Paulo, em busca de solução para um caso de relacionamento humano, complicado de se entender (São Paulo: PerSe, 2016). E, como consequência, vi reunidos, em torno de uma movimentada sessão de autógrafos, no dia do meu aniversário de 67 anos, exatas 50 pessoas do meu relacionamento pessoal e profissional. E como se isso não bastasse, li notícias, reportagens e comentários publicados a respeito em jornais (impressos e eletrônicos) de São Paulo, Franca, Taubaté, Adamantina e Marília. Foi, como diria um colega de redação, “um estouro no Norte”, expressão usada para caracterizar um evento de sucesso, muito sucesso.

Importante: nada disso teria sido possível sem a participação de uma equipe das mais eficientes (Gabriel Emidio Silva e Francisco Ferrari Jr.), o apoio de Sueli Bravos do Amaral e outros tantos integrantes da Família Bravos, da solidariedade de Amigos como Carlos Conde, Ethevaldo Siqueira e Geraldo Nunes, assim como da parceria do pessoal da plataforma PerSe (Hércules e Thiago).

Por tudo isso – e, sim, eu sei, apesar das desonestidades e lambanças da política no Brasil e no mundo – este “loucutor” que vos fala, e escreve, não tenho do que lamentar. E só posso comemorar a passagem de ano e o fim de 2016.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º/5/1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/História/SP (Turma de 2013/2015). Autor do romance Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (São Paulo: PerSe, 2016), disponível na loja online da PerSe.


31/12/2016 09:18:26  (pelo horário de Verão de Brasília)