sábado, 31 de dezembro de 2016

Por quê? (373) – Ano Novo?


Cláudio Amaral

O ano de 2016 não foi bom para a maioria dos brasileiros. Foi, em verdade, se é que a verdade existe, dos piores anos que já vivemos.

Muitos dizem que 2016 foi simplesmente péssimo. Em especial aqueles que perderam os respectivos empregos.

Ruim, também, 2016 acabou sendo para quem perdeu as chamadas boquinhas, mordomias, benefícios em demasia. No caso dos políticos e seus aliados e afilhados, por exemplo.

Ah... 2016 terminou péssimo ainda para os políticos, empresários e executivos que perderam a liberdade que tinham de ir e vir. E de fazer negócios escusos. No caso, nem preciso citar nomes de pessoas e empresas, pois o assunto aparece diariamente na mídia e nas conversas de botequim pelo Brasil afora.

Mas, e para você, caro e-leitor? Como foi o ano que terminou? Como você se saiu em termos econômicos, profissionais, pessoais, políticos, familiares, amorosos, etc.?

Bem, creio que cada um se saiu como pôde. Ou, como diriam alguns amigos meus: “como Deus quis”.

No meu caso, em particular, ou seja, pessoalmente, não tenho do que reclamar. E, se reclamações eu fizer, corro o risco de ser castigado. Não por Deus, até porque Ele não castiga. Ninguém. Porque Deus é bom e só quer o nosso bem. Independente de raça, de cor, de religião, de preferências clubistas, sexuais, políticas e partidárias.

E por que 2016 se revelou bom para mim?

1)   Não tive um único fato ruim a lamentar, pessoal e particularmente.

2)   Recebi tarefas novas ao longo do ano.

3)   Estreitei os laços afetivos e de Amizade com muitas pessoas do meu convívio.

4)   Fiz novos Amigos. E novas Amigas, também.

5)   Ampliei os meus trabalhos voluntários e consegui cumprir todos e a contento (pelo menos sob o meu ponto de vista).

6)   Melhorei o relacionamento familiar em todos os sentidos. E com todos (ou quase todos).

7)   Tive grandes e significativas alegrias como avô de Beatriz e Murilo, razão pela qual só tenho agradecimentos a eles e aos pais (Cláudia e Marcio Gouvêa).

8)   Consegui, finalmente, editar o meu primeiro romance: Um lenço, um folheto e a roupa do corpo ou A estória do Jornalista Católico Apostólico Romano praticante que ficou 40 dias e 40 noites perambulando pelas ruas de São Paulo, em busca de solução para um caso de relacionamento humano, complicado de se entender (São Paulo: PerSe, 2016). E, como consequência, vi reunidos, em torno de uma movimentada sessão de autógrafos, no dia do meu aniversário de 67 anos, exatas 50 pessoas do meu relacionamento pessoal e profissional. E como se isso não bastasse, li notícias, reportagens e comentários publicados a respeito em jornais (impressos e eletrônicos) de São Paulo, Franca, Taubaté, Adamantina e Marília. Foi, como diria um colega de redação, “um estouro no Norte”, expressão usada para caracterizar um evento de sucesso, muito sucesso.

Importante: nada disso teria sido possível sem a participação de uma equipe das mais eficientes (Gabriel Emidio Silva e Francisco Ferrari Jr.), o apoio de Sueli Bravos do Amaral e outros tantos integrantes da Família Bravos, da solidariedade de Amigos como Carlos Conde, Ethevaldo Siqueira e Geraldo Nunes, assim como da parceria do pessoal da plataforma PerSe (Hércules e Thiago).

Por tudo isso – e, sim, eu sei, apesar das desonestidades e lambanças da política no Brasil e no mundo – este “loucutor” que vos fala, e escreve, não tenho do que lamentar. E só posso comemorar a passagem de ano e o fim de 2016.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º/5/1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/História/SP (Turma de 2013/2015). Autor do romance Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (São Paulo: PerSe, 2016), disponível na loja online da PerSe.


31/12/2016 09:18:26  (pelo horário de Verão de Brasília) 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Por quê? (372) – Leiam e rabisquem


Cláudio Amaral

Tenho uma divergência radical com um dos meus filhos em matéria de livros: quando o exemplar é meu, leio sempre com uma caneta na mão direita. Leio e rabisco à minha vontade. Ele, não. Ele – um dos dois filhos homens que Sueli me deu – jamais fez isso e vive a me condenar por esse meu costume.

Eu já era assim antes de entrar para o curso de Licenciatura em História da FMU, em fevereiro de 2013. E lá aprendi que era necessário ler e rabiscar tudo, para depois elaborar os trabalhos que nos eram solicitados pelos nossos professores.

Mas por que eu resolvi interromper a leitura que estava fazendo nesta tarde calorenta de um dos últimos dias de 2016 e aqui estou a escrever essas bem traçadas linhas?

Simplesmente porque me lembrei dessa minha característica enquanto lia – e rabiscava com caneta vermelha – o livro do Professor Rafael Ruiz: literatura e crise – Uma barca no meio do oceano (São Paulo: Cultor de Livros, 2015).

Ruiz foi meu Professor de Literatura no IICS, o Instituto Internacional de Ciências Sociais, onde fiz o curso de Mestre em Jornalismo para Editores – Turma 2003. E desde então eu o acompanho de perto, tamanha é admiração que tenho por ele. E, claro, fui à noite de autógrafo em que Rafael Ruiz lançou este novo livro, no dia 22/9/2015.

Desde então tenho tentado ler literatura e crise – Uma barca no meio do oceano. Só agora, entretanto, arrumei tempo para praticar um dos meus “esportes” preferidos: a leitura, que, aliás, me acompanha desde quando aprendi a ler, aos cinco anos de idade.

E no final da tarde desta quarta-feira (28/12/2016), quando estava lendo – e rabiscando – o segundo parágrafo da página 55, lembrei-me de algo muito importante (para mim, pelo menos): é assim que gosto que façam os meus leitores. Especialmente aqueles que se deram ao trabalho de comprar o meu primeiro romance, lançado no dia 3/12: Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (São Paulo: PerSe, 2016).

A maioria dos professores que tive ao longo do meu terceiro curso superior (FMU, 2013/2015) também faz assim, ou seja, rabiscam tudo o que leem. E quando perguntei a eles a razão disso, todos me disseram que assim fica fácil para explicar e ou pesquisar e ou escrever posteriormente, seja um artigo ou um trabalho.

Uma única exceção entre todos eles é André Oliva Teixeira Mendes, que nos ensinou História da Antiguidade Oriental no primeiro semestre, Historiografia no segundo, História da Arte no terceiro e Historiografia Brasileira no quinto.

Um dos mais competentes professores de História que conheço, André Oliva Teixeira Mendes trata os livros com o maior cuidado. Sejam os próprios, sejam os de terceiros. Para ele, livro não se risca, não se rabisca e nem se abre de tal maneira que venha a deformá-lo.

Os meus, não. Os meus – e refiro-me aos “meus” porque ainda pretendo publicar muitos – quero que sejam lidos e rabiscados. Muito lidos e muito rabiscados. A começar de Um lenço, um folheto e a roupa do corpo.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).


28/12/2016 19:34:13  (pelo horário de Verão de Brasília)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Por quê? (371) – Em vida


Cláudio Amaral

Dois dias antes de publicar o meu primeiro romance(*), estive em Osasco, cidade que faz limite com São Paulo, a Oeste da nossa Capital. E lá ouvi algo que me levou a pensar muito e profundamente na vida.

- Por que você não iniciou este trabalho há um ano? Você teria ouvido tudo isso diretamente de meu pai e não precisaria estar aqui, agora, perguntando, perguntando e perguntando a mim.

Parei, pensei e sai de Osasco pensando na pergunta do meu entrevistado.

Fiz todo o caminho de volta, até minha residência, na Aclimação, zona sul de São Paulo, pensando quase que tão somente nisso. Ou seja, na pergunta...

- Por que você não iniciou este trabalho há um ano?

De volta ao meu home office lembrei-me dos meus tempos de estudante universitário de Licenciatura em História.

Naquela época, entre 2013 e 2015, não foi um, nem dois os Professores que me recomendaram guardar tudo o que pudesse ser utilizado no futuro para produzir uma biografia.

Uma biografia como a que estou a produzir desde o dia 3 de setembro de 2016. Naquele dia fui encarregado de pesquisar, ordenar e escrever a história de Amor de um casal que já nos deixou.

Uma belíssima história de Amor, por sinal.

Uma história de Amor tão bela e comovente, que os filhos, noras e netos querem deixar registrada para a posteridade.

Felizmente terei muitas informações para produzir o meu trabalho. Até porque uma das pessoas do casal elaborou mais de um documento histórico, que ela chamou de Livro de Ouro. E é nele que estou me baseando para montar a biografia em produção.

Imagino, entretanto, quantas histórias de Amor existem, como esta, no Brasil e no mundo. Histórias que, no entanto, não foram registradas, não deixaram documentos – escritos, falados e ou fotografados – e que, por isso, não poderão ser registrados e deixados para filhos, netos, bisnetos...

Para felicidade de meus filhos, meus netos e meus bisnetos estou deixando textos e imagens que pelo menos um deles poderá utilizar para registrar minha passagem por este mundo. Minha e de Sueli, com quem estou casado desde 5 de setembro de 1971.

Temos, por exemplo, tanto ela quanto eu, centenas de cartas escritas à mão e a dedo desde que começamos a namorar, lá pelos idos de 1971, em Marília (SP). E mais: possuímos centenas de escritos e imagens desses anos todos.

Tudo isso poderá ser utilizado a partir do dia em que algum dos nossos decidir escrever a nossa biografia, a nossa história de vida, como as que produzi e produzo atualmente.

(*) Um lenço, um folheto e a roupa do corpo é, em resumo, “a estória do Jornalista Católico Apostólico Romano praticante que ficou 40 dias e 40 noites perambulando pelas ruas de São Paulo, em busca de solução para um caso de relacionamento humano, complicado de se entender”. Está publicado na plataforma PerSe: http://www.perse.com.br/novoprojetoperse/WF2_BookDetails.aspx?filesFolder=N1475173658621. Nela é possível ler uma prévia gratuitamente e, caso o leitor queira ter uma versão exclusiva, pode optar entre o formado e-book (por R$ 7,30 e só) ou impresso (R$ 37,28 + custo da entrega pelos Correios).

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é autor do recém-publicado Um lenço, um folheto e a roupa do corpo. É jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).


05/10/2016 18:34:56 (pelo horário de Brasília)

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Por quê? (370) – Amor entre guerras

AMOR ENTRE GUERRAS, por Marianne Nishihata (Editora Planeta - 2015)

Cláudio Amaral

Meu relógio marcava exatamente 10h10 desta segunda-feira (12/09/2016) quando dei por encerrada a leitura do livro Amor entre guerras.

Estava visivelmente emocionado, depois de ter ido às lágrimas por mais de uma vez, em razão da hábil narrativa construída a partir de 2001 pela Jornalista Marianne Nishihata, então estudante na Universidade de Mogi das Cruzes (SP).

Amor entre guerras representa o primeiro romance escrito pela autora e foi editado pela Planeta (www.planetadelivros.com.br), em 2015.

Nesta obra, que começou como TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), ela narra “o romance entre uma carioca e um japonês que lutou pelo Brasil na 2ª. Guerra Mundial”.

A carioca, no caso, era Ilma Faria (1922/2009); o japonês, Alberto Tomiyo Yamada (1921/2002).

Ele nasceu no Japão, mas teve o registro de nascimento feito no Brasil. Por consequência foi convocado para integrar a FEB, a Força Expedicionária Brasileira (1943/1945), que, por decisão do presidente Getúlio Vargas, enviou para a Itália 27.834 combatentes, entre homens (a maioria) e mulheres. Todos sob o comando do general João Batista Mascarenhas de Morais (1883/1968).  Desses, 454 pracinhas e cinco pilotos da Força Aérea Brasileira morreram em ação.

Alberto Tomiyo voltou vivo da Itália, mas por pouco não foi a 455ª. vítima em combate. Ele acabou ferido por pelo menos três projeteis disparados por um soldado alemão e foi dado como morto. Depois se descobriu que fora socorrido por socorristas dos Estados Unidos e recuperado por médicos e enfermeiras estadunidenses e brasileiros.

Ilma ficou o tempo todo no Brasil. Era apaixonada por Alberto Tomiyo, que havia conhecido na estação ferroviária de Mogi das Cruzes, quando a família dela mudara do Rio de Janeiro para aquela localidade paulista por conta da transferência do pai.

Ambos queriam se casar antes do embarque dele para os campos de batalhas, mas não conseguiram. E ela só não sofreu mais por ser devota de Santa Teresinha e Filha de Maria. Foi a única pessoa das duas famílias que jamais acreditou que o então noivo houvera morrido. E não se arrependeu disso.

O casamento de Ilma e Alberto Tomiyo aconteceu a 26 de dezembro de 1946 e eles tiveram seis filhos: Teresinha (conforme haviam combinado ainda antes do embarque de Alberto para combater na 2ª. Guerra Mundial), José, Sueli, Suzui, Regina e Vera.

Juntos eles conseguiram outra vitória: dez anos depois, venceram as barreiras e tiveram o casamento aceito pela Família Yamada. A partir de então, Ilma “passou a ser uma das pessoas mais adoradas pelo clã”, segundo a Jornalista Marianne Nishihata.

Amor entre guerras é mais uma prova de que não é preciso ser escritor experiente para construir uma boa narrativa.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).

12/09/2016 18:10:49 (pelo horário de Brasília)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Por quê? (369) – Tenho um sonho. E você?


Cláudio Amaral

Esses são os desejos que listei num caderno espiral no dia 08/04/2007, localizado nestes dias de arrumação, aqui em casa:

Sonho em voltar a NY (onde estive em 1974, pelo Estadão, e quase voltei mês passado; só não foi possível porque a aeronave da United Airlines foi impedida de levantar voo a partir do Aeroporto Internacional Dulles, em Washington DC, no dia 28/6/2016).

Sonho em voltar a Campo Grande (a capital do Mato Grosso do Sul, onde trabalhei como Diretor de Redação do diário O Estado de MS, em 2004 e 2005).

Sonho em voltar a Barcelona (onde estive com Sueli, Sérgio Kobayashi e esposa em 2001, em viagem patrocinada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo).

Sonho em voltar a Franca (onde trabalhei por 18 meses, em 2005 e 2006, no diário Comércio da Franca, com Amigos como Corrêa Neves Jr., Sonia Machiavelli, Joelma Ospedal, entre outros).

Sonho em voltar a Recife (onde estive por vezes incontáveis, pelo Estadão, pela Imprensa Oficial e nas últimas vezes ciceroneado pela inesquecível Amiga Adriana Moreira, a saudosa Drika).

Sonho em voltar a Madrid e a Lisboa (cidades que conheci na mesma viagem de 2001).

Sonho em ver minha cidade de São Paulo limpa.

Sonho em vibrar novamente como o meu Corinthians campeão (como em 2015, por exemplo).

Sonho em ver todas as pessoas felizes (como eu nunca vi).

Sonho em saber que todas as fábricas de cigarros foram extintas.

Sonho ter tempo para escrever meus livros (isso até que conquistei, em 2011, quando me aposentei de verdade, depois de ter trabalhado dos seis anos de idade aos 60; agora falta encontrar quem se interesse por publicar os livros que escrevi e estou a escrever).

Sonho ter tempo para as pessoas que precisam de mim (também consegui após 2011).

Sonho ter tempo para ler (idem em relação aos dois sonhos anteriores).

Sonho ter tempo para ver e rever meus filmes preferidos, tais como Perfume de mulher, Don Juan de Marco, E o vento levou, Indiana Jones, Os Maias, Hoje é dia de Maria, 24 Horas e, entre outros, O Alto da Compadecida.

Sonho voltar a falar com, ver e rever todos os Amigos e as Amigas.

Sonho ter tempo para refazer tudo o que não fiz como devia.

Sonho possuir tempo para dar atenção e ouvido às pessoas que amo.

Sonho ter muitos netos, a começar de Beatriz (que nasceu em SP a 12/6/2007) e Murilo (SP, 6/1/2010), que são filhos de Cláudia e Márcio Gouvêa e que há cinco anos moram em Ashburn, VA, EUA.

No mesmo caderno, mas com data de 24/4/2007, encontrei as seguintes anotações:

Sonho ter tempo para ensinar.

Sonho ter tempo novamente para caminhar, fazer ginástica e hidroginástica no Sesc Vila Mariana.

Sonho falar, o mais fluente possível, os idiomas Inglês, Espanhol, Italiano e Frances.

Sonho ter tempo para voltar às celebrações da Missa todos os domingos (consegui há anos).

Sonho voltar aos 75 quilos de 1971 (isso ainda não consegui; cheguei perto, mas depois meu peso voltou a subir).

Sonho conhecer os Estados do Brasil que ainda não conheço: Amazonas, Pará, Piauí, Alagoas, Tocantins, Maranhão, Sergipe, Rondônia, Acre.

Sonho até com coisas e fatos aparentemente impossíveis: o fim da miséria e da pobreza, do racismo e das discriminações, das guerras e dos conflitos religiosos, dos ditadores e das ditaduras, dos pobres e oprimidos, da mentira e dos mentirosos, dos corruptos e da corrupção, da força e do poder do dinheiro, da soberba e da hipocrisia, da prostituição (viva o sexo com amor e carinho), da poluição ambiental e atmosférica, da ganância e dos gananciosos, da exploração do homem pelo homem, do exercício mercantilista da Medicina, das empresas que só visam lucro...

Sonho com o fim da buzina e outros poluentes sonoros.

Sonho com a “descoberta” de um Poder Central/Celestial/Superior, que harmonize o nosso Planeta e o Universo.

Sonho com a prevalência do bom-senso, da paciência, da amizade, da cordialidade, do respeito.

Sonho com um mundo justo e habitado por um povo fiel a Deus e aos bons costumes.

Sonho com o fim corporativismo, do analfabetismo e, tanto quanto possível, da ignorância.

Sonho em voltar ao Teatro, como ator, autor e espectador.

Sonho com o fim dos vírus eletrônicos e dos antivírus.

No dia 11/6/2006, fiz mais as seguintes anotações descobertas agora:

Sonho ver meus livros publicados (tentativa que retomei recentemente com a ajuda de Amigas e Amigos).

Sonho deixar de ser escravo das empresas que têm me explorado (isso eu consegui após a cirurgia do dia 29/7/2011).

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).


18/07/2016 15:15:10 (pelo horário de Brasília) 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Por quê? (368) – Fustel de Coulanges, Historiador.


Cláudio Amaral

Do nada, mas do nada mesmo, acordei nesta madrugada de 08/07/2016 com um nome na cabeça: Fustel de Coulanges. E, uma vez acordado, fiquei a me perguntar: quem é ele? onde foi que ouvi falar dele? quem me falou dessa pessoa?

Levantei, tomei banho, me troquei e vim ao computador para pesquisar. Estava curioso para saber, por exemplo, se Fustel de Coulanges era uma pessoa, um homem, uma mulher ou um fantasma. E, principalmente, se existia alguém com esse nome.

O Google me levou à maioria, mas não a todas as respostas que eu procurava. Clicando neste linque https://pt.wikipedia.org/wiki/Numa_Denis_Fustel_de_Coulanges fiquei sabendo que a pessoa em questão é do sexo masculino, se chamou Numa Denis Fustel de Coulanges, nasceu em Paris a 18/3/1830, morreu em Massy [(https://pt.wikipedia.org/wiki/Massy_(Essonne)] a 12/9/1889 e foi um Historiador positivista e “gênio do século XIX”.

Soube ainda que a obra mais conhecida produzida por Fustel de Coulanges foi A Cidade Antiga (Lá Cité Antique), publicada em 1864.

A Cidade Antiga? Esse nome me trouxe à memória, de imediato, a figura marcante de um Professor que tive no curso de Licenciatura em História na FMU (2013/2015): André Oliva Teixeira Mendes. E sem perder tempo fui à busca dos meus apontamentos (sim, porque anotei tudo o que puder em todas as aulas dos seis semestres de História; anotei e depois passei a limpo neste mesmo computador).

Bingo! Nos apontamentos do primeiro semestre, aula de 11/3/2013, uma segunda-feira, quando estudávamos História da Antiguidade Oriental, lá estavam eles: o Professor André Oliva e o Historiador Fustel de Coulanges.

Citando Fustel de Coulanges, Auguste Comte (1798/1857 – Filósofo francês, apontado como fundador da Sociologia e do Positivismo) e o brasileiro José de Alencar (1829-1877, autor do clássico O Guarani), o Professor André nos falou naquela manhã inesquecível tanto de A Cidade Antiga quanto do surgimento dos espaços urbanos (as cidades) em função da discussão religiosa e da impossibilidade de se separar duas questões importantes: espaço urbano e política.

O Professor André Oliva nos falou ainda de inúmeros temas e nos deu incontáveis exemplos, mas alguns, especialmente, me ficaram fixados na memoria: a importância dos documentos e vestígios. A proposito, ele nos disse que “a escola metódica foi quem nos ensinou a dar valor a eles (documentos e vestígios)”. E nos deu como referências de cidades apenas duas: a abandonada Atenas e Roma, onde a cidade moderna foi comendo a antiga e hoje o Coliseu, por exemplo, “é um horror”.

Mestre André, que viria a estar conosco ao longo de quase todos os semestres, de 2013 a 2015, naquele marco de 2013 nos falou ainda da Índia e da China, que cada vez mais são invadidas pelos ocidentais; do surgimento da Família (clãs) como “pater famílias” (descendente direto do deus familiar, como Alexandre, o Grande, era descendente de Zeus); do modelo político-militar; disse que cada Família era formada por 150 a 200 indivíduos, todos nômades, que sobreviviam na base da caça, pesca e coleta; que a convivência era coletiva, ou seja, se tinha o que comer, todos comiam, mas se não tinham alimentos, todos passavam fome.

Outro tema abordado na ocasião e que vale a pena ser lembrado hoje é o Xamã, termo de origem tungúsica (https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_tung%C3%BAsicas), que nessa língua siberiana quer dizer, na tradução literal: “Aquele que enxerga no escuro”.

É por isso – mas não só por isso – que até hoje (08/07/2016) eu tenho certeza de que valeu a pena ter tomado a decisão de estudar História e, consequentemente, conhecido gente como a maioria dos colegas e coleguinhas que tive na FMU e Professores como André Oliva Teixeira Mendes, Edson Violim Júnior, Yara Cristina Gabriel, Leandro de Proença Lopes, Flávio Luís Rodrigues, Cleber Cecheti, Denise Canal, Silvia Siriani, Carlos Vismara, Cecília Martinez, Andrezza Rodrigues, Bernadete Carbonari, Victor Callari, Alexandre Claro, Márcia Matos e Guilherme Santos.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).

08/07/2016 19:00:46 (pelo horário de Brasília)

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Por quê? (367) – O choro de Rildo


Cláudio Amaral

Nem todos nós entendemos, de cara, o choro do jogador de futebol Rildo, logo após marcar o terceiro gol do Corinthians, na partida em que o Timão venceu o Flamengo por 4 a 0, domingo (03/07/2016), no Itaquerão, em São Paulo. Repórteres e narradores de emissoras de rádio e televisão se arriscaram a explicar o motivo, mas teve gente que zombou de Rildo.

Ele? O jogador se explicou. Em poucas palavras, mas disse, por exemplo, à repórter Joanna de Assis, do SporTV, que havia feito um desabafo pelo longo tempo que ficou fora dos gramados (294 dias). Mas o fez rapidamente. Se pudesse, e tempo tivesse, Rildo de Andrade Felicíssimo, nascido em São Paulo, Capital, no dia 20/03/1989, teria passado muito mais tempo detalhando o quanto sofreu desde que chegou ao time do coração.

Rildo, que tem 1,81 metro de altura, veste a camisa 19 e fez apenas um jogo como titular do Corinthians, certamente teria se lembrado de tudo o que viveu no Timão, desde que foi apresentado no Centro de Treinamento Dr. Joaquim Grava, numa quarta-feira, 8 de julho de 2015, ou seja, há exatamente um ano.

Na ocasião, Rildo se declarou “mais um louco do bando”, referindo-se ao fato de que os torcedores alvinegros são conhecidos como “um bando de loucos”. E lembrou um jogo no Pacaembu, em 2004, entre Corinthians e Goiás, vencido pelo Timão por 1 a 0, com gol de Fábio Baiano. Recordou que o gol foi marcado na meta da entrada do Estádio Dr. Paulo Machado de Carvalho. E deu detalhes: “Eu estava lá. Estava com tênis desamarrado; na hora que o Fábio Baiano fez o gol, dei um chute no ar e o tênis caiu lá dentro do campo. Tive que esperar o fim do jogo para pegar o tênis de volta”.

Sobre a Fiel, como é conhecida a torcida do Corinthians, Rildo, se pudesse, teria lembrado do que disse na apresentação: “A torcida do Corinthians dispensa comentários; está sempre incentivando o time e agora vou trabalhar para cair nas graças da torcida”.

E como conquistar a Fiel, Rildo? Além de confirmar que é torcedor Corinthiano e elogiar a torcida, ele também falou sobre a maneira como quer conquistar o “bando de loucos”: “Com muito trabalho. Tenho qualidades, vou acrescentar raça, que é o que a torcida pede nos jogos. Acompanhei quando estava vindo para cá, vi como a torcida é grande e como pede vontade e raça. É isso que vou procurar dar”, de acordo com registro feito no http://globoesporte.globo.com pelos repórteres Carlos A. Ferrari e Diego Ribeiro.

Rildo foi para o Corinthians porque ficou fora dos planos da Ponte Preta de Campinas, time ao qual estava ligado. Tivera atrito com a equipe do técnico Guto Ferreira. Após vestir a camisa do Timão, o jogador declarou: “Essa é a oportunidade da minha vida. Jogando em grande clube como o Corinthians, tudo o que fazemos toma uma dimensão grande. Estou preparado. Vocês vão ver um novo Rildo a dar alegria à torcida”.

Certamente ele não sabia o que o esperava a partir do primeiro dia da nova etapa de sua carreira, que começou no São Bernardo, no ABC paulista, e seguiu por outros cinco clubes: Fernandópolis (SP), Ferroviária (Araraquara, SP), Vitória da Bahia, SantosFC e Ponte Preta, onde, em 2013 foi campeão paulista do interior.

No Corinthians, Rildo foi o escolhido para substituir Malcom, contra o Joinville, mas ficou apenas três minutos em campo. Numa de suas primeiras jogadas o atacante caiu em cima do próprio ombro e teve  uma luxação. E lá se foram dois meses de recuperação. Depois vieram outros problemas: infecção geral às vésperas do fim de 2015, inflamação no ombro em janeiro de 2016, um trauma no pé esquerdo em março, uma torção no tornozelo esquerdo e uma fratura do osso navicular do mesmo pé esquerdo em abril, que resultou em novo afastamento por mais dois meses. 

Nem assim Rildo perdeu as esperanças de ser titular do time que leva no coração. E seguiu disposto a reconquistar espaço no Corinthians, com o qual tem contrato até o fim de 2016. Ele tem ciência de que a renovação dependerá do desempenho que apresentar nos jogos em que for aproveitado daqui para frente. “Se a sorte ajudar”, publicou o site http://tudotimao.com.br no dia 30/6/2016, ou seja, três dias antes do jogo com o Flamengo na Arena Corinthians.

Em resposta, se pudesse, ele certamente teria lembrado a frase que pronunciou no dia da apresentação CT Joaquim Grava, há um ano: “Sou o Rildo, chego para mostrar muito trabalho. Espero dar alegrias à Fiel”.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).


07/07/2016 11:52:49 (pelo horário de Brasília)