quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Por quê? (144) Viver feliz é uma arte maior ainda


Cláudio Amaral

Um amigo de um grande amigo meu me fez lembrar, na manhã de ontem, 28 de janeiro de 2009, que viver feliz é a maior de todas as nossas artes de bem viver.

Viver feliz é lembrar do nosso emprego quando estamos empregados e não apenas quando o desemprego chegar.

Viver feliz é sorrir a maior parte do nosso tempo disponível.

Viver feliz é prestar atenção em tudo e em todos.

Viver feliz é dedicar o nosso tempo para olhar nos olhos dos nossos semelhantes.

Viver feliz é olhar bem dentro dos olhos das pessoas que amamos, especialmente das pessoas que mais amamos.

Viver feliz é poder agradecer a Deus.

Viver feliz é poder agradecer a Deus pela noite de sono bem dormida, pela saúde que Ele nos deu, pela família que Ele nos permitiu formar, pelos Amigos que Ele nos apresentou, pelas pernas, braços, olhos, boca, nariz, ouvidos, boca, cabelos, cérebro, fígado, intestinos, estômago... enfim... por tudo o que ele nos permitiu ter.

Viver feliz é poder sentir e curtir a família que cada um de nós tem.

Viver feliz é poder lembrar do pai que tivemos, da mãe que ainda temos, do irmão que se foi, das irmãs que continuam conosco.

Viver feliz é ter a possibilidade de agradecer pela esposa, filhos, genro e netinha querida que Deus nos deu.

Viver feliz é viver livre, tanto quanto possível.

Viver feliz é sentir fome e ter o que comer. Nós e todos que nos cercam.

Viver feliz é ter dinheiro para comprar tudo o que merecemos ter.

Viver feliz é morar bem e muito bem acompanhado.

Viver feliz é poder torcer pelo Corinthians e pela seleção brasileira (todas as seleções brasileiras).

Viver feliz é se sentir útil.

Viver feliz é, enfim, poder dizer:

- Obrigado, Senhor, por ter me permitido estar aqui (hoje, em Santos).

- Obrigado, Senhor, por ter me permitido chegar até aqui.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia 1º/10/2008, quando entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

29/1/2009 02:26:23

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Por quê? (143) Viver só é mais do que uma arte


Cláudio Amaral

Pensando bem, viver só é mais do que uma arte.

Muito mais.

Vivi só pela primeira vez em Marília, quando deixei minha família em Adamantina para ir trabalhar no Jornal do Comércio, no início de 1969.

Vivi só novamente quando troquei Marília por Campinas, para onde fui por conta de minha transferência para a sucursal do Estadão, em fins de 1970.

Vivi só em Campo Grande (MS), para onde fui levado pelo jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, em agosto de 2004.

Vivi só em Franca (SP), quando trabalhei na Redação do Comércio da Franca, de abril de 2005 a julho de 2006.

Vivi só..., não, jamais desejei viver só.

Jurei jamais viver só.

Ainda que em Campo Grande e Franca eu não tenha vivido seguidamente só.

Semana sim, semana não, Sueli estava lá comigo.

Por vezes, ela passou duas semanas seguidas comigo.

Mais não ficou porque jamais deixamos nossos filhos e nossa residência sozinhos em São Paulo.

Vivi só em Marília e Campinas, mas sempre tive o apoio, o carinho e o amor da minha família.

Vivi só em Campo Grande e Franca, mas sempre contei com o amor, a solidariedade e a companhia de Sueli e dos nossos filhos.

Pensei, então, que jamais viria a viver só.

Jamais.

Pensei.

Mas, no momento, infelizmente, vivo só.

Ou não?

Estou dividido.

Vivo só ou não?

Temporariamente, sim.

Para sempre, não!

Certamente, não!

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia 1º/10/2008, quando entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

23/01/2009 23:50:59

Por quê? (142) A arte de viver só


Cláudio Amaral

Viver só é uma arte.

Uma arte para poucos.

Uma arte que poucos conseguem praticar.

Andar só é...

Andar só é o que você quiser.

Andar só pode ser agradável ou não.

Viver só, também.

Ao optar por viver só você decide o que deseja sentir, ver, pensar, fazer...

Você decide se deseja se sentir só.

É você quem toma a decisão de ver e o que deseja ver.

E o que pensar quando está só?

Só você pode decidir a respeito.

Só você pode decidir o que fazer quando está só.

Andar pela praia quando está só?

A alternativa é pessoal, sua e de mais ninguém.

Tomar um cafezinho a sós, também.

Em casa, apê ou padaria.

Um café, só?

Pode ser, assim como pode ser um café com pão e manteiga.

Só?

A decisão é sua e de mais ninguém.

Assim como é sua a decisão de dormir só, lanchar só, almoçar só, andar só, passear a sós, ler, assistir TV, ouvir rádio, escutar música...

Na dúvida, faça e depois me conte.

A mim e a quem mais você quiser.

Você decide.

Me conte também qual é a sensação que você sente quando chega em casa e vê que está só.

A sensação é boa ou ruim?

A casa (ou apê) parece maior, vazia, fria... ou ainda assim você a sente aconchegante, calorosa...

Faça.

Pense.

Sinta.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia 1º/10/2008, quando entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

23/01/2009 00:08:34

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Por quê? (141) A figura foi à posse de Obama

Cláudio Amaral

Quando eu menos espero, eis que ela surge novamente.

Quem?

Acertou quem disse: “Aquela figura no mínimo inusitada”.

Para quem não se lembra, eu relembro: trata-se da figura à qual me referi pela primeira vez no dia 9 de janeiro de 2008, uma quarta-feira.

A mesma figura que reapareceu para mim na véspera do Natal de 2008, quando fui a São Paulo para comemorar mais um aniversario de nascimento de Cristo, nosso Rei e Senhor.

Desta vez, entretanto, ela, a figura, não me apareceu pessoalmente, cara a cara, como costuma fazer.

Ela, a figura, me achou pelo telefone.

Mais que isso: pelo telefone internacional.

- Falo diretamente de Washington, a capital do mundo, ou melhor, a capital dos Estados Unidos da América, ela me disse no meio da manhã desta terça-feira, 20 de janeiro de 2009.

- Você fala de onde?, perguntei.

- Dos Estados Unidos da América, ela gritou.

- Dos Estados Unidos? De Washington?, gritei mais alto.

E ela, a figura, gritou mais alto ainda, do outro lado da linha:

- Sim, camarada. Eu falo de Washington.

O que ela teria ido fazer em Washington exatamente no dia da posse do novo presidente da mais poderosa nação do mundo?

Foi o que pensei de imediato.

Foi o que eu perguntei a ela, a figura, na sequência?

Depois de uma sonora gargalhada, que parecia não terminar mais, ela disse o que eu jamais imaginava ouvir:

- Vim ver de perto a passo do Barack Hussein Obama no trono mais famoso do mundo.

Fiz uma pausa que parecia não terminar mais e, diante da insistência dela, a figura (“alô, alô... você está aí?”), respirei fundo e retomei a conversa.

- Sim. Eu estou aqui.

- Em São Paulo?, ela quis saber.

- Estou em Santos.

Como ela, a figura, não se lembrava mais que agora estou a trabalhar na Redação de A Tribuna, na Capital da Baixada Santista, se espantou e me perguntou:

- Você está em férias, em Santos?

Fiz uma nova pausa, procurando demonstrar impaciência.

Ela, a figura, parece ter entendido meu estado de espírito.

Tanto que logo se apressou e encerrou a conversa.

Antes, entretanto, de desligar, ela, a figura, me fez um convite inusitado.

Um convite tão inusitado quanto ela:

- Ligue a TV e me veja em lugar de destaque, quase juntinho do casal presidencial.

Pelo sim, pelo não, fui para frente do televisor mais próximo.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia 1º/10/2008, quando entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

21/01/2009 00:23:09