terça-feira, 16 de novembro de 2010

Por quê? (216) Preciso me animar


Cláudio Amaral

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa se animar?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa renovar suas forças?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa erguer seu moral?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa descobrir novos caminhos?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa encontrar um novo trabalho?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa encontrar um novo emprego (se é que é isso que você está a precisar)?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa mudar de casa e ou a rua e ou do bairro em que mora?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa trocar de carro?

O que você faz, caro e-leitor, quando está sem dinheiro?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa de novos amigos?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa renovar os seus amigos?

O que você faz, caro e-leitor, quando não consegue sequer olhar para os seus livros?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa renovar o seu prazer pela leitura de jornais e ou revistas?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa deixar de se prostar diante da televisão?

O que você faz, caro e-leitor, quando percebe que está deixando se levar pela emoção excessiva do futebol (ou de outros esportes)?

O que você faz, caro e-leitor, quando está se sensibilizando excessivamente com as emoções de outras pessoas?

O que você faz, caro e-leitor, quando percebe que está perdendo o controle das emoções com outras pessoas?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa recuperar imediatamente o seu eixo (como fez Suplicy certa vez)?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa de ajuda de alguém bem próximo?

O que você faz, caro e-leitor, quando percebe que uma – e apenas uma – pessoa pode te ajudar?

O que você faz, caro e-leitor, quando precisa parar e pensar seriamente em si mesmo, e só em si mesmo?

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

16/11/2010 17:36:27

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Por quê? (215) O lixo que incomoda


Cláudio Amaral

Andando a pé pela Capital Paulista, no início desta tarde de segunda-feira (1/11/2010), ao lado do meu genro, o primeiro e único, comentei com ele: “O lixo desta cidade me incomoda”.

Pela reação dele – ou seja, nenhuma – nada o sensibilizou.

Estávamos subindo às margens da linha verde do Metrô, no sentido Imigrantes-Alto do Ipiranga.

Vínhamos da loja da SP-Japan, uma concessionária Honda que fica no lado direito do Riacho do Ipiranga, rumo ao litoral paulista.

Tínhamos ido até lá para levar para revisão o automóvel de minha filha, mãe da Beatriz e do Murilo.

E como meu genro reação nenhuma teve com minha observação a respeito do lixo que tanto incômodo me causa, continuei a pensar no assunto.

Repassei de memória os oito meses que vivi em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, entre agosto de 2004 e março de 2005, quando o prefeito era o italiano que hoje governa do Estado, de nome André Puccinelli (PMDB).

Fiz o mesmo em relação a Franca (SP), onde morei e trabalhei de abril de 2005 e junho de 2006. O prefeito em questão também era do PMDB, Sidnei Franco da Rocha.

Por coincidência, Santos, onde morei de outubro de 2008 a dezembro de 2009, também tem como prefeito um político do PMDB, de nome Tavares Papa.

E daí?

Daí que Campo Grande e Franca eram cidades limpas, bem cuidadas, mas Santos... não.

Santos só não era mais suja do que São Paulo porque é menor.

E eu continuei puxando pela memória.

Puxei tanto, mas tanto, que acabei desenterrando dois amigos muito queridos: Aloísio de Freitas e Carlos Ceneviva.

Ambos tinham fortes ligações com o assunto lixo.

Nenhum dele era lixeiro, não.

Tinham ligações com o assunto porque um jogava o lixo pela janela do carro; o outro, dentro do automóvel, até mandar lavar.

O primeiro morava e trabalhava em São Paulo, Capital. E agia assim porque acreditava que “pagando impostos” tinha o direito de sujar a cidade.

O segundo, na época, também pagava impostos – altíssimos, por sinal – mas morava no Canadá. E no Canadá não se brinca com lixo na rua.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

2/11/2010 15:13:56