domingo, 31 de julho de 2011

Por quê? (234) Deixei o hospital antes do previsto


Cláudio Amaral

Infelizmente, estou sem saber o que escrever para demonstrar toda minha gratidão à instituição onde estive internado de sexta-feira a domingo.

Não sei se agradeço ao Dr. Diogo Lins, ao Dr. Franz Onishi, ao Dr. Ivan, aos enfermeiros e técnicos de enfermagem que me atenderam nos últimos dias no centro cirúrgico, na UTI e no 14º andar do Hospital Sancta Maggiori, no Paraíso, em São Paulo.

Creio que o melhor seria agradecer a todos.

Minha cirurgia foi um sucesso. Acreditem: um sucesso. E todos eles foram fundamentais para esse sucesso.

Fui internado pelo meu anjo da guarda Sueli na sexta-feira antes um pouco das 6 horas da madrugada. Minutos depois subi para o 16º andar e em seguida desci para o centro cirúrgico.

Minha cirurgia estava marcada para 11 horas da manhã, mas, por ter chegado antes do horário, ao invés de ser o terceiro, fui o primeiro.

Entrei para o centro cirúrgico e pouco vi do que se passou lá dentro. Só a anestesista. Nem o Dr. Diogo Lins cheguei a ver.

Sueli me disse que mais ou menos duas horas depois Dr. Diogo saiu do centro cirúrgico para dizer a ela e que a cirurgia tinha corrido bem. Só faltava costurar meu couro cabeludo. Até com relação a isso ele se preocupou.

É importante que se diga que durante o tempo todo que ficou na porta do centro cirúrgico Sueli teve a companha da irmã dela, Salete, e da sobrinha Paula.

Sexta-feira, ao sair do centro cirúrgico, segui direto para a UTI e lá fiquei por aproximadamente 30 horas. Na sequência, fui para um quarto privativo e que foi meu esconderijo até meio-dia deste domingo.

No domingo, almocei e logo depois me despedi das enfermeiras e técnicos de enfermagem do 14º andar, entrei num taxi com Sueli e Clélia e cheguei logo em casa. Tudo devidamente autorizado pelo Dr. Franz, que só me deu notícias positivas. Inclusive a de que eu poderia ir embora assim que ele preenchesse o formulário de liberação.

No 14º andar recebi, para minha surpresa, a visita do meu filho Flávio, do Fernando, do Bruno e da mulher dele, Nicole; do Turra e da Clélia, minha querida irmãzinha.

Sueli e eu recebemos inúmeros telefonemas: Tia Terezinha, Tio Renato e Patrícia, todos Gasparetto; Chistina Saliba e Carlos Conde; Décio Miranda, Mário Evangelista; Daniel Pereira, Nilva Bianco e Marcello Vitorino e outros tantos que fogem à lembrança, no momento, e a quem peço desculpas.

Os sobrinhos vieram em turma: Cristiano, Gustavo e Luciano, sempre em companhia da Clélia.

A sobrinha Thaís e a cunhada Marilena, viúva do querido cunhado Paulo César Bravos, também.

Enfim, um festival de visitas.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


31/7/2011 14:58:09

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Por quê? (233) Estou a ler “Uma breve...”


Cláudio Amaral

Ainda bem que escrevi que estava a escrever provavelmente a última crônica antes da minha internação no Hospital Sancta Maggiore, no Paraíso, junto ao Shopping Paulista.

É que agora me surgiu a ideia de dizer que estou a ler “Uma breve História do Mundo”.

O autor é Geoffrey Biainey.

Ele é professor da Universidade de Harvard e da Universidade de Melbourne. Recebeu em Nova Iorque o International Britannica Award pelo excelente trabalho na disseminação do conhecimento em favor da humanidade. Foi membro de diversas comissões de relações internacionais. É um brilhante historiador, reconhecido pela forma elegante e envolvente de expor temas complexos. É autor de mais de 32 livros, sendo “Uma Breve História de Mundo” (A Short History of the Workd) um dos mais vendidos na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Já li dois capítulos até agora.

Ganhei esse livro do meus grandes amigos Laerte Oliveira e Fernanda Dabori, que outro dia veio me visitar por conta de minha cirurgia cerebral. Ela me disse que ele havia gostado muito.

Nos dois capítulos que li até agora ele relata um principio da história do mundo, há 22.000 a.C. E depois vem relatando, paulatinamente, como ele vê o surgimento do nossa planeta Terra.

Os capítulos que li são “Da África” e “Quando os mares começaram a subir”.

Estou gostando, para não dizer encantado, porque não gosto de me encantar à toa.

Mas estou encantando, é certo.

Creio que Laerte e Fernanda não me decepcionarão, de forma alguma. E que eles virão me fazer uma nova visita em breve (como na história do livro).

“Há dois milhões de anos, eles viviam na África e eram poucos”, escreveu na primeira frase do capitulo 1 “Da África”.

Isso me bastou para me prender a atenção.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


28/7/2011 17:18:54

terça-feira, 26 de julho de 2011

Por quê? (232) Última crônica antes da internação


Cláudio Amaral

Este é, provavelmente, meu último texto antes da minha internação no Hospital Sancta Maggiore, no Paraiso, em São Paulo.

A proposito: santo plano, este Prevent Senior; que Deus me proteja e me permita não me enganar com este, como me enganei com o Bradesco Saúde.

Terça-feira cedinho estive com Sueli no Sancta Maggiore do Itaim.

Lá fiz dois exames médicos: um do tórax e outro cardiológico.

Dez, pelo que me adiantaram os atendentes.

Na volta, passamos por uma padocadaria e de lá, por sugestão de Sueli, caminhamos um pouco e tomamos um busão rumo à Estação Santa Cruz do Metrô.

Paramos na Cardial, junto ao Metrô Santa Cruz, subimos ao terceiro andar e demos de cara com uma atendente simpática.

Daquela que está sempre disposta a fazer tudo de bom, de bem e com simpatia.

Ela, que infelizmente não sei o nome (Pamela Lima da Costa Souza), disse que havia uma desistência e marcou para mim: 17h45.

Disse mais: que eu sou um cara de sorte, embora eu não goste desta expressão.

Complementei dizendo que todo corintiano tem sorte.

E fui embora feliz da vida.

Só podia.

A notícia de que está dando tudo certo é alvissareira.

Deixa-me aliviado.

Agora, só me resta ir até lá e fazer o exame que me resta.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


26/7/2011 15:10:42

domingo, 24 de julho de 2011

Por quê? (231) Fui à missa e...


Cláudio Amaral

Fui à missa e o Padre Serra me deu a unção dos enfermos.

Ou melhor: como me ensinou o Antônio Fongaro, corretor de imóveis na Coelho da Fonseca, o certo é Celebração da Missa.

Certo pelo certo, melhor é que o Padre Serra, que nesta quarta-feira segue viagem para a Sardenha, na Itália, me deu a unção dos enfermos.

A mim, à minha querida sogrinha e a um cidadão que infelizmente me foge o nome, agora.

Seria Paulo de Tarso Witkowski Frangetto? Pelo sim, pelo não, é o que me garante Sueli, minha mulher.

Padre Serra é um dos meus preferidos.

Fala enrolado, quase inteligível, mas com esforço redobrado consigo entendê-lo.

Gosto dos sermões dele.

Explica direitinho, com clareza superior as passagens da Bíblia.

Leu o livro das orações, algumas referentes à benção dos enfermos.

Depois, me benzeu a testa.

Permiti que minha sogra, a querida Bisa Cida, fosse a primeira, porque ela será operada antes de mim.

Será nesta terça-feira, dia 23 de julho de 2011, no Hospital Santa Catarina, no lado direito da Avenida Paulista, em São Paulo.

Aparecida Grenci Bravos, a minha segunda mamãe, será operada para retirada de algo no reto.

Eu vou fazer uma cirurgia cerebral, para retirada de um tumor no cérebro.

Serei internado no Hospital Santa Magiore, lá pertinho.

Será na Rua Maestro Cardim, próximo ao Shopping Paulista, aqui mesmo em São Paulo.

Todos me desejaram boa sorte, disseram que vai dar tudo certo..., etc. etc. etc.

A mim e a minha sogrinha querida.

Que Deus ouça suas preces.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


24/7/2011 11:31:54

sábado, 23 de julho de 2011

Por quê? (230) “Notícias diversas”


Cláudio Amaral

Meu sogro, meu saudoso sogro, que morreu 15 de agosto de 1999, escrevia: “Notícias diversas”.

“Notícias diversas” eram uma saída para a falta de notícias verdadeira.

“Notícias diversas”?

Sim, notícias diversas representavam uma espécie de “coletâneas de informações”.

Será que ele, José Arnaldo (que se chamava, na verdade, José Padilla Bravos) desconhecia o que ia pelos jornais?

Pelo sim, pelo não, a verdade era que essa é a impressão que ele me deixa.

Senão, vejamos: por que uma notícia como a do bolinho de arroz – fictícia, claro – iria justificar uma publicação?

Bem, vejamos: não é uma notícia que mereça destaque numa coluna de “De Antena e Binóculo”.

Desconheço se ele, lá do túmulo, estará contente com esse meu texto.

Desconheço.

O certo é que estou sem assunto melhor e resolvi apelar para um texto leve, solto, sem compromisso.

O certo é que estou sem inspiração, hoje, 23 de julho de 2011.

O certo é que estou sem transpiração.

O certo é que não tenho vontade de nada, hoje.

O certo é que não tenho vontade de me arriscar.

Até deixei minha mulher ir à padocadaria para fazer as compras do dia.

“Recanto Doce”, claro, a nossa preferida.

Se ela lá não fosse, teria ido a “Amanda”, que fica mais perto.

Dei meu cartão à Sueli e ela gastou R$ 14,87.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


23/7/2011 11:42:19

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Por quê? (229) Estou proibido de...


Cláudio Amaral

Estou proibido de dirigir, uma das coisas que mais gosto.

Estou proibido de caminhar, também uma das coisas que mais gosto.

Estou proibido – ainda que temporariamente – de visitar meu querido Parque da Aclimação.

Estou proibido de ir à padocadaria, de preferencia à Recanto Doce, na Rua Castro Alves, na Aclimação.

Estou proibido de ir ao supermercado, seja qual for: ao sacolão do bairro, ao Pão de Açúcar do Largo Ana Rosa e até mesmo do meu preferido e caro mais caro Extra da Avenida Ricardo Jafet.

Estou proibido de caminhar – sozinho – até para fazer algo que mais gosto: ver...

São 3h58 de sexta-feira, 22/7/2011, e começa a chover.

Depois de semanas, mas volta a cair uma chuvinha, que vai aumentado, aumentando, aumentando.

E eu volto à minha crônica.

Estou proibido de caminhar – sozinho – até para fazer algo que mais gosto: ver que a chuva diminuiu.

Estou proibido de ir ao meu dentista, em Marília, a 560 quilômetros da Capital (alô, dr. Wilson!).

Estou proibido de caminhar – mais uma vez sozinho – até meu geriatra dr. Gentil Silva, na Prevent Senior da Rua São Carlos do Pinhal, na Bela Vista.

Estou proibido de visitar meu amigos. Eles são obrigado a me telefonar ou a fazer o sacrifício supremo de vir até minha casa, na Rua Gregório Serrão, na Aclimação.

O meu relógio marca 4h12 e parou de chover. Uma lastima, porque bem que poderíamos aproveitar para curtir uma boa chuva.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


22/7/2011 04:15:15

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por quê? (228) Vou para mesa de cirurgia


Cláudio Amaral

Contra minha vontade, vou para mesa de cirurgia.

A decisão, curta e grossa, é do neurocirurgião Diogo Luis de Melo Lins.

Simpático, como disse minha Sueli.

Sério, como julguei.

Dr. Diogo Lins foi claro e decisivo: “É caso de cirurgia, sim”.

Deu-me três dias de UTI (ou CTI, como preferir).

Disse ser um procedimento delicado, com alto risco.

Para nossa surpresa, da Sueli e minha, dr. Diogo Lins afirmou que pode me operar no Hospital Santa Magiore, no Paraíso, Capital.

Pediu um remédio contra convulsão e recomendou, por escrito, que seja tomado ao longo de três meses, sempre antes de dormir.

Fez também um pedido de exames preventivos, pré-operatório. E pediu para retornar assim que estiverem prontos.

Saímos da Mooca, paramos no posto de abastecimento de Etanol do Carrefour, colocamos quase R$ 60,00 de combustível e regulamos os pneus em 30 milímetros.

Fomos direto para Drogaria São Paulo, na Avenida Aclimação. E compramos o tal Fenobarbital 100 por R$ 11,46.

Aí viemos para casa. Eu, feliz da vida; Sueli, nem tanto.

Antes, do meu Honda Fit, ligamos para dar a notícia para a filha, Cláudia. Mas ela tinha saído “para ir a um monte de lugares”, segundo a auxiliar Edivania.

Tudo isso depois de eu ter acordado por quatro vezes, tomado o Decadron 40 que me foi recomendado depois da mais recente consulta com o Dr. Gentil Silva e o comprimido de Levotiroxina sódica 112.

Em seguida entrei no banho, tomado ao contrário, de baixo para cima, ou seja: dos pés à cabeça.

Saído de uma das duchas mais relaxantes que já tomei, dei as mãos para Sueli, me enxuguei e ingeri o Losartana potássica 50 miligramas.

Convidei Sueli para um café na padocadaria, mas ela lembrou que àquela hora a auxiliar Nilda já havia chegado, lavado a louça, posto a mesa para o desjejum.

Fui então ao Recanto Doce, de carro, para ser mais rápido. E aí vi o quanto estava ansioso. Primeiro, porque pedi um doce para comer ali, na hora, e a atendente quis me dar na mão. Segundo, porque a caixa abriu para mim, me convidou para ser atendido por ela e ficou a fofocar com outro funcionário.

Ao chegar em casa vi que havia acelerado demasiadamente. Fui a 40, 50, 60 e 70 quilômetros por hora.

Santo Deus.

Só fiquei aliviado quando a Sueli me falou: “Recanto Doce!!!”. E me deu um beijo na boca.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?


(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


18/7/2011 12:10:09

18/7/2011 13:51:00

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Por quê? (227) Drama

Cláudio Amaral

Estou vivendo um drama.

Um drama sem igual, sem precedente e inédito.

Hoje é 14 e ontem, 13 de junho de 2011, meu genro e minha filha chegaram dos Estados Unidos cheio de novidades.

Cheio de novidades boas.

Todas boas.

Confirmaram que eles viajam para lá, em definitivo, no dia 29.

Já têm onde ficar por três meses e depois deixaram uma baita casa encaminhada por lá.

Toda (ou quase todas) as providencias foram tomadas para a posse.

Inclusive a contratação de um especialista que verifica – entre outras coisas – a presença de esquilos na casa.

Segundo eles, os esquilos correspondem – ou são piores do que os ratos daqui do Brasil.

Eles deverão ser proprietários de uma residência de – só – quatro quartos (ou dormitórios, como dizem os corretores de imóveis).

Carros? Automóveis?

Minha filha prefere um Fiat, como ela tinha aqui e que está a usar pelos últimos dias.

Meu genro, um caro maior, porque tem mania de grandeza.

Ele já vendeu – e entregou – há três semanas por um preço que considerou excelente.

Vendeu – mais ainda não entregou – também o apartamento e está por decidir se vende ou não os moveis.

Mas o meu drama – e da Sueli – está nos netos: Murilo, nascido em 6 de janeiro de 2010, e Be(be)atriz, em 12 de junho 2007.

Eles são muito apegados a nós.

Especialmente na vovó Sueli.

Ontem, por exemplo, após quatro dias e noites diretos com eles, os netinhos, ela, Beatriz, grudou no pescoço da vovó Su e não queria deixá-la de jeito algum.

Eu até fiquei irritado, nervoso... e quase fui embora.

Mas... depois refleti melhor e fiquei a esperar minha mulher na rua.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

14/7/2011 11:23:30