quarta-feira, 14 de julho de 2010

Por quê? (204) O Repórter


Cláudio Amaral

Aproveitei as férias de julho e o friozinho do Outono aqui no Hemisfério Sul para colocar parte da minha leitura em dia.

Entre os muitos livros que me passaram pelas mãos esteve “A Vida de um Jornal”.

Esta obra faz parte da minha coleção de publicações especializadas em Jornalismo e foi escrita nos Estados Unidos por Alvin Silverman, então “Chefe do Escritório de Washington do Plain Dealer, de Cleveland, um dos mais influentes diários da América”.

A primeira edição brasileira saiu aqui em junho de 1965 pela Editôra (era assim que se escrevia na época, com acento circunflexo) Lidador, cuja matriz estava sediada no Rio de Janeiro.

Em meio às perguntas que você pode vir a me fazer, imaginei:

- Por que ler uma obra cujo título é “A Vida de um Jornal”?

- Por que ler um livro publicado há 45 anos?

- Por que “perder tempo” com uma publicação vinda dos Estados Unidos?

- Por que, enfim, dedicar tempo precioso a saber detalhes a respeito do “Jornal Moderno” que está totalmente superado?

Inconscientemente, fiz-me (bonito, não?) todas essas e outras perguntas antes de começar a ler “A Vida de um Jornal”.

Mas foi só inconscientemente, porque, se tivesse feito uma, pelo menos uma pergunta do gênero antes..., eu não teria nem sequer iniciado a leitura.

Ainda bem, porque entre os 12 textos que encontrei em “A Vida de um Jornal” existe um que me agradou muito e me levou a escrever esse texto: “O Repórter”.

Trata-se de um texto que pretendo ler periodicamente, assim como recomendar aos leitores do blogue “Aos Estudantes de Jornalismo” http://aosestudantesdejornalismo.blogspot.com/.

É por isso que reproduzo a seguir, exatamente nos termos em que foi publicado em junho de 1965, aquelas que considero as principais frases do capítulo “O Repórter”:

- Uma das lendas da imprensa americana diz que o jornal é tão forte quanto seu quadro de repórteres. Isto é verdadeiro até certo ponto. Êsses profissionais indubitàvelmente constituem o ponto forte da organização. Mentalmente ágeis e observadores exatos, espera-se que apresentem aos leitores fatos comprovados e não boatos vagos e opiniões inçadas de preconceitos.

- O repórter pode cometer um êrro gramatical e êle será corrigido na redação. Se o fotógrafo erra, todavia, a foto que poderia ter contado o fato melhor do que centenas de palavras perde-se para sempre. Se consegue a foto, nas piores circunstâncias de multidões e condições do tempo, um pequenino êrro na câmara escura pode destruir-lhe todos os esforços.

- Ainda assim, os repórteres são indubitavelmente os glamorosos do mundo jornalístico. Na Europa, a palavra “repórter” não encerra significado muito importante. Lá, o que conta é “jornalista”. Nos Estados Unidos, o indivíduo que chama a si mesmo de “jornalista” torna-se imediatamente suspeito, e é considerado um semiprofissional, na melhor das hipóteses, e um tolo pomposo, na pior. (Uma velha definição americana de jornalista diz que êste é a pessoa que vive tomando dinheiro emprestado dos repórteres.)

- Graças à ficção e ao cinema, o repórter é figura muito mais glamorosa fora da redação e da profissão. Os repórteres dos grandes diários americanos recebem salários que variam de 75 a 300 dólares por uma semana de cinco dias, oito horas diárias – dependendo da experiência, capacidade e condições financeiras do empregador. Essa soma representa freqüentemente menos dinheiro, por trabalho mais árduo, do que a ganha por membros do quadro editorial e comercial, cujas identidades são geralmente desconhecidas do público.

- Os chefes de redação há muito puseram-se de acôrdo sôbre, pelo menos, um dos atributos mais necessários ao bom repórter. Dizem que êle deve possuir um excelente “par de pernas”. Na gíria da imprensa, essa expressão significa a disposição de deixar a escrivaninha, o telefone e o escritório confortável e dirigir-se à cena da reportagem e conversar face a face com os indivíduos envolvidos no acontecimento. Em suma, significa o desejo de levantar-se, sair, mover-se. Não há dúvida também que uma curiosidade insaciável é necessária ao jornalista. Isto requer mais do que uma mente indagadora. Exige a ardente compulsão de saber, a disposição de fazer perguntas difíceis a fim de descobrir não sòmente os fatos em tôrno de questões importantes, mas também o que parecem detalhes triviais.

- O bom repórter deve ter a honestidade intelectual do membro sério de qualquer profissão. Alguns chamam a essa honestidade de objetividade – a capacidade de perceber os dois lados de um assunto e de evitar tornar-se pessoalmente envolvido. É isto, mas também honestidade de espírito. É o tipo de temperamento que não reage ao insulto com a ira ou à ira com o insulto. O repórter deve recordar constantemente que êle é um desinteressado cronista de fatos. Como tal, deve esforçar-se para proporcionar um relato completo, exato e sem preconceitos do acontecimento. O bom repórter interessa-se tanto pelos elos ausentes da trama como por aquilo que já comprovou como fato. A fim de conseguir um relato completo, por conseguinte, deve fazer perguntas, algumas vêzes hábil e diplomàticamente, e sempre inquisidoramente. Uma vez que o jornal diário constitui a história dos acontecimentos mundiais em determinado dia, o repórter deve conhecer tanto quanto possível o mundo em que vive. Necessita de tanta educação e informações explicativas quantas possa obter. Acima de tudo, deve cultivar numerosos amigos e conhecidos, pois a sua mais importante fonte de notícias é aquilo que lhe dizem. Os conhecidos, por conseguinte, são vitais para seu êxito.

- Provàvelmente todos os jovens que têm facilidade para escrever, possuem imaginação e transbordam do desejo de aventuras imaginaram-se algum dia na posição do repórter. Sendo tão acesa a concorrência por êsse lugar, de que modo pode o jovem converter o sonho em realidade?

- A cobertura do “setor policial” constitui o jardim-de-infância para a maioria dos repórteres. Fazendo a cobertura das delegacias, o jovem aprende a identificar fatos e utilizá-los. Começa por aprender o que são fatos – e não opiniões e meias-verdades. Pouco a pouco, desenvolve personalidade, responsabilidade e técnica. E, o que talvez seja a mais rude das lições, aprende que coisa complexa, e freqüentemente desagradável, é a própria vida. Trabalhando nas delegacias, o “foca” enfrenta rotina e trabalho maçante no esfôrço para conseguir pequenos itens de notícia. Aprende algo sôbre prostitutas, ladrões, assassinos e toxicômanos. Aprende a extrair com lisonja informação de um taciturno policial ou bombeiro, a persuadir parentes abatidos pela dor a emprestar fotografias ou revelar detalhes sôbre as vidas de pessoas queridas que foram mortos ou feridas. Através dessas olhadas de relance à vida, o “foca” gradualmente domina a técnica e a rotina da coleta de notícias. Aprenda a pesquisar o livro de ocorrências na delegacia, o controlar diligências determinadas pelo escritório dos detectives, a observar e conferir tôdas as chamadas policiais e a “fazer a praça” – telefonando a uma lista selecionada de hospitais, ao necrotério, à cadeia, à polícia suburbana e aos quartéis de bombeiros.

- Aprende êle que a regra número um do bom repórter é sempre suspeitar o pior. Isto talvez pareça uma atitude cínica, mas os repórteres policiais deparam-se tão freqüentemente com a fraqueza humana que aprendem a esperá-la. Aprende ainda que a maioria das pessoas gosta de manter sua vida privada e que aquêles que parecem ansiosos para aparecer nos jornais freqüentemente têm motivos ulteriores. Reciprocamente, aprende que quando alguém tenta suprimir uma notícia sem razão legítima deve redobrar seus esforços para descobrir por quê. Convertendo-se cada vez mais em juiz da natureza humana, suspeita logo quando a pessoa oculta a verdade. Torna-se diplomata, dotado de senso de humor, e homem compassivo que trata os inferiores intelectuais ou sociais como sêres humanos. Ainda assim, jamais se envolve emocionalmente com êles e jamais esquece que são, principalmente, fontes potenciais de notícias.

- Indubitàvelmente, a lição mais importante que o jovem repórter pode aprender no seu treinamento inicial é o á-bê-cê do trabalho jornalístico, o “quem”, o “quê”, o “onde”, o “como”, e o “por quê” da notícia. O repórter principiante, tendo-se tornado sensível ao “por quê”, aprende também que dêle se espera que responda apenas às perguntas provocadas pela notícia, e não que as comente. A sua missão é de imparcialidade.

- Por essa altura, êle começa também a aprender a fazer amigos e, através dêles, a ouvir, a memorizar detalhes, a fazer as perguntas oportunas, apresentar sem preconceitos as respostas, a entrelaçar fios aparentemente isolados, a ser persistente sem ser agressivo, e a ser diplomata sem ser servil.

- Se aprende êsses rudimentos, está pronto para o que o jornal considera as grandes missões de reportagem.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

14/7/2010 10:53:29

terça-feira, 13 de julho de 2010

Por quê? (203) Boa vontade


Cláudio Amaral

“Pequena Cinderela” nem sempre teve boa vontade para a ir à escola, mas hoje foi demais.

Vovó ligou do caminho, antes de cruzar a Avenida Lins de Vasconcelos, rumo ao Metrô Alto do Ipiranga, e – acredite se quiser – ela atendeu com visível boa vontade.

Disse que já estava pronta.

Estava vestida, penteada... só não falou que estava descalça e sem agasalho.

Omitiu também que faltava escovar os dentes... mas tudo isso era detalhe de somenos (palavra que ela ainda desconhece, mas que está no meio da segunda coluna da página 1196 do Dicionário Escola da Língua Portuguesa, editado pela Academia Brasileira de Letras e Companhia Editora Nacional em 2008).

A boa vontade era tanta, mas tanta, que ela até perguntou do “titio-padrinho”. E deu gargalhada diante da resposta da vovó.

Quando, entretanto, vovó e vovô chegaram ao apê em que ela mora com papai, mamãe e irmãozinho, ao invés de pular do sofá de uma só vez e correr para apertar o botão do elevador, como ele gosta de fazer, a “Pequena Cinderela” estava sentada e a assistir a um DVD que mais parecia o canal 45 da Net.

Vovô-motorista foi buscá-la porque papai tinha aula de aperfeiçoamento da língua inglesa e mamãe havia agendado compromisso para logo cedinho.

Vovó, “minha querida vovó”, estava ali porque se comprometera a ficar de babá do “Pequeno Príncipe”, como, de resto, fazia quase todo dia.

E ela, que está em férias mas nem tanto, hoje deveria estar de boa vontade, muita boa vontade, porque era “dia de balé”, e ela gosta muito de balé.

Mas... não.

Para começar, recusou a saudação do vovô, dizendo:

- É “bom dia” e só, vovô. Nada de “amor”.

O vovô havia dito a ela:

- Bom dia, meu amor.

Ela aceitara o “bom dia”, mas recusara o “meu amor”. Como, alias, fizera outras tantas vezes.

O jeito foi vovó convidá-la para a higiene bucal:

- Vamos escovar os dentes, “Princesa”?

Ao terminar, ela entregou a escova ao vovô, que deu mais umas esfregadinhas. Nos dentes da frente, pelo menos.

A partir daí, foi uma árdua batalha até entrar no elevador.

De nada adiantou dizer que ela poderia apertar o botão de pausa e seguir a assistir o DVD ao voltar da escolinha, que hoje era dia de balé, que ela tinha as unhas feitas na véspera pela Carmem, em casa dos avós.

Nada de nada.

A “Pequena Cinderela” só saiu correndo rumo ao elevador quando ouviu o barulho do “sobe-e-desce”.

Saiu correndo do apê e correndo entrou no elevador.

Apertou o botão “2-S” e ficou na expectativa da chegada ao piso em que o vovô havia estacionado o “carro vermelho” de que tanto ela gosta.

Nem assim ela se animou a entrar na “Ferrari do vovô”.

Queria, porque queria, ir...

- ...no carrão do papai (que é grande e preto).

Mesmo assim, foi no Honda Fit do vovô.

Ela, o “Pequeno Príncipe” e a vovó. E o vovô-motorista, claro.

Só ao longo do percurso entre a Chácara Santa Cruz e a Avenida Bosque da Saúde ela abriu o jogo e explicou a razão da falta de vontade de ir à escolinha, hoje:

- É que o Pedro Henrique é muito chato, vovó.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

13/7/2010 17:22:37

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Por quê? (202) Afonso Dias


Cláudio Amaral

Certa vez, e lá se vão muitos anos, Sueli e eu estávamos hospedados na confortável residência de Anita e Luiz Augusto Michelazzo, em Ribeirão Preto (SP).

Confortável e ampla, a residência deles, que na época ficava ao lado da Cava do Bosque, praticamente no centro de “Rébis”, como eles chamam Ribeirão Preto.

Papo vai, papo vem, eu com ele e elas entre elas, eu disse a ele:

- Sempre que venho a Ribeirão Preto vou visitar meu Amigo Afonso Dias.

Na sequência, Mic retrucou:

- Dessa vez, só se você conseguir alcançá-lo num outro plano.

Fiquei branco, com certeza.

Desconhecia por completo a passagem de Afonso Dias deste mundo para um outro, que, dizem, é bem melhor (e, ainda que seja, eu ainda prefiro este em que estamos).

Afonso Dias, para quem não conheceu, era jornalista e funcionário público.

Como jornalista, trabalhou em incontáveis revistas, diários e semanários.

Como funcionário público, dava expediente na Dira, a Divisão Regional Agrícola de Ribeirão Preto, subordinada à Cati, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral.

Nos conhecemos por conta da minha passagem pela Assessoria de Imprensa da Secretaria da Agricultura do Governo do Estado de São Paulo, por 18 meses, entre 1974 e 1976.

Ficamos Amigos para sempre, ou pelo menos enquanto ele esteve vivo.

Afonso Dias era um caipira exemplar: vestia-se, morava e vivia bem mas com simplicidade.

Era competente e dedicado, o Afonso Dias.

Nossa última carta, que acabo de localizar em meus guardados, é datada do tempo em que ainda não havia correspondência eletrônica:

Ribeirão Preto, 03/Março/1993.

Meu caro amigo Cláudio.

Saudações fraternas

É com o coração dilacerado e os olhos lacrimejantes que lhe escrevo esta carta. Estou vivendo terrível solidão, apesar da companhia sempre querida dos meus filhos.

No último dia 15 de fevereiro, Deus decidiu levar para o Seu Reino àquela que foi minha esposa por 40 anos, àquela mãe extremada e avó amada pelos seus netos. Sua enfermidade foi efêmera: durou apenas 41 dias. Assim, comecei o 1993 tumultuado e com uma tristeza inconsolável.

Recebi sua estimada e sempre aguardada carta, desejando-me feliz ano novo, mas os acontecimentos impediram-me de respondê-la de imediato, pelo que me excuso.

A Paula telefonou-me dando-me conta de ter-se avistado com você em São Paulo. Ela mostrou-se bastante impressionada com a atenção que lhe deu. Agradeço-lhe por mais esse seu interesse, em nome de nossa inabalável amizade.

Quanto aos jornais, a coisa ainda não se engrenou. Tudo está como antes no quartel de Abrantes.

Lembranças a todos os seus familiares e aos amigos da nossa sempre querida COMUNIC.

Um abração do

sempre amigo Afonso

Espero que Deus Todo Poderoso o tenha recebido de braços abertos, Amigo Afonso Dias.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

9/7/2010 15:40:51

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Por quê? (201) Parque da Aclimação


Cláudio Amaral

Sempre tive identificação pessoal e próxima com os nossos parques públicos.

Sempre.

Se me lembro bem, as praias de Santos foram as únicas que me distanciaram dos nossos parques.

Em Adamantina, cidade onde nasci, na falta de parques, eu procurava as praças públicas. Especialmente a praça onde hoje (8/6/2010) funciona a Secretaria de Cultura e a Biblioteca Municipal.

Ainda em Adamantina, eu frequentava sempre a praça que fica em frente à estação ferroviária. Até porque era lá que eu ia para encomendar as transmissões das minhas primeiras notícias para a Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Em Marília, em Campinas, em São Paulo, em Campo Grande e em Franca, cidades onde vivi e trabalhei nos últimos 60 anos, 7 meses e cinco dias, sempre procurei conhecer e frequentar os nossos parques públicos.

As praças também.

Lembro-me bem dos parques e praças de Brasília, Curitiba, Porto Alegre..., que frequentei quase todas as vezes que lá estive.

Aqui em São Paulo o primeiro parque que conheci de perto e em detalhes foi aquela ampla área existente em torno do Museu do Ipiranga. Eu ia lá todas as tardes de domingo quando voltei para a Capital paulista por conta do meu trabalho para o Estadão. Ia com minha avó materna, Durvalina. Até porque o jornal não circulava às segundas-feiras.

É exatamente daquele período meu primeiro contato com o parque público que mais me identifico nos últimos quase 40 anos: o Parque da Aclimação.

De carona com um motorista do Estadão que morava no ABC Paulista, eu fazia o trajeto entre as ruas Major Quedinho, no Centro, e a Cisplatina, no Ipiranga, sempre passando pela lateral do Parque da Aclimação.

Era noite, sempre à noite, mas eu logo tomei gosto e fiquei encantado com o verde do Parque da Aclimação.

E um dia, ainda à noite, eu disse ao motorista do Estadão:

- Quando eu me casar e tiver filhos, vou querer criá-los aqui, no Parque da Aclimação.

Disse e fiz.

Sem esforço algum, fiz com que Sueli e meus filhos passassem a gostar do Parque da Aclimação. E como eles, muitos e muitos amigos.

São incontáveis as manhãs, as tardes e os dias inteiros que passamos, Sueli e eu, com os filhos no Parque da Aclimação.

São incontáveis as caminhadas que já fizemos pelas pistas do Parque da Aclimação.

O Parque da Aclimação tem um astral indescritível.

A temperatura, no Parque da Aclimação, varia de 1 a 2 graus para menos, segundo o colega Geraldo Nunes, repórter aéreo da Rádio Eldorado. Ou seja: nada mais agradável do que estar no Parque da Aclimação, caminhar pelo Parque da Aclimação, ler um livro no Parque da Aclimação, estar com os filhos no Parque da Aclimação.

Mas hoje, ao abrir o Estadão, o meu Estadão, vejo lá: querem mudar o nome do Parque da Aclimação.

Só pode ser coisa de quem não tem o que fazer.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br reside na Aclimação desde que se casou com Sueli, no dia 5/9/1971. É jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação empresarial e institucional.

8/7/2010 15:42:00