domingo, 26 de fevereiro de 2012

Por quê? (275) Alegria ao volante



Cláudio Amaral

Vibrei. Foi uma das melhores notícias que recebi neste princípio 2012.

Ela, a notícia, chegou pelo correio eletrônico. E veio assinada pelo Dr. Diogo Lins, neurocirurgião que me operou no dia 29/7/2011, no Hospital Sancta Maggiore do Paraíso, em São Paulo.

Emitida às 9h42 de sábado, 25/2/2012, a mensagem foi direta, curta e grossa, como é característica dele:

- A partir de agora, não vejo problemas em o senhor dirigir. O seu risco de ter convulsões é semelhante ao da população geral.

Além de vibrar, dei pulos e mais pulos de alegria.

Uma alegria indescritível, inenarrável.

E tive motivos de sobra para tudo isso: há oito meses eu estava proibido de dirigir.

Tudo começou em julho de 2011, quando sentei em frente ao Dr. Diogo, na clínica dele, na Mooca, ao lado do Hospital Villas Lobo.

Ao meu lado, minha inseparável companheira de mais de 40 anos, Sueli, a mulher que levou o Dr. Gentil Silva a descobrir que eu tinha um tumor na cabeça.

Um tumor que estava me fazendo andar em ziguezague, como um bêbado.

Mais que isso: o tal do tumor estava a comprimir meu cérebro e a fazer com eu tivesse dificuldade para falar como uma pessoa normal e para me lembrar das coisas. Até mesmo das mais corriqueiras.

Foi por isso, eu acredito, que acabei por perder meu emprego na Redação d’A Tribuna de Santos, em meados de 2009. De lá pra cá, jamais voltei a ter carteira assinada com empresa alguma. Fiz apenas alguns trabalhos temporários porque tenho Amigos. Muitos Amigos, como Carlos Conde, Paulo Andreoli e Eduardo Ribeiro. E muitas Amigas, também, como Fernanda Dabori e Tânia Gonçalves.

No dia em que estive com Dr. Diogo Lins, por recomendação expressa do Dr. Gentil Silva, clínico geral do meu plano de saúde (Prevent Senior), ele me mandou voltar para casa, guardar na garagem o meu Honda Fit vermelho como uma Ferrari e ficar sem dirigir até o fim do ano, ou seja, dezembro de 2011.

Só não cumpri esta determinação no dia 9 de novembro de 2011, em Ashburn Village, no Estado da Virginia, nos Estados Unidos. Foi quando minha filha precisou que eu levasse à escola a pequena e linda Beatriz, minha netinha de 4,5 anos na época.

Como o automóvel da minha filha é automático e tem GPS instalado de fábrica, não tive problema algum na ida e na volta. Também porque o tráfego de veículos por lá é dos mais tranquilos e civilizados.

Escrevi no mesmo dia para o Dr. Diogo Lins e tomei a maior advertência dele, via correio eletrônico. Ele considerou minha atitude temerária.

No mais, tirei o Honda Fit da garagem apenas para fazer pequenos trajetos pelas ruas de São Paulo. Só mesmo para levar Sueli ao supermercado e quando ela precisava fazer compras grandes.

Fui, portanto, o mais disciplinado possível.

Agora, quero sair a dirigir por aí, mas sempre com cuidado. Mais cuidado do que o normal. Mais cuidadoso do que nos tempos em que não tinha restrição alguma de ninguém.

Minha próxima vitória, espero, virá novamente do Dr. Gentil Silva e quando ele me liberar do Cloridrato de Sertralina, um remédio que estou a tomar desde quando ele julgou melhor me proibir de tomar alcoólicos. E não é por conta da cerveja, que eu gosto tanto, porque já me acostumei com Líber, sem álcool, fabricada pela Brahma. É por conta da taça de vinho que eu gosto tanto. Uma por semana, apenas.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


26/2/2012 19:10:10

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Por quê? (274) Praia, sol, boa comida e Amigos no Carnaval

Bisa Cida e Sueli saudam um dos seis navios saindo do Porto de Santos (Foto Cláudio Amaral)

Cláudio Amaral

Viajar é sempre bom.

Bem melhor quando se volta a um lugar especial.

Melhor ainda tendo oportunidade de curtir praias ensolaradas, saborear boa comida, sorver bebidas especiais, degustar sorvetes e milho verde cozido, reencontrar Amigas e Amigos.

Foi o que fizemos neste Carnaval: Sueli, Bisa Cida e eu.

Fomos a Santos e de quebra ao Guarujá.

Descemos a Rodovia dos Imigrantes na quinta-feira e subimos na manhã desta quarta-feira, sempre procurando evitar o excesso de veículos em função da Festa de Momo.

A estrada estava livre, felizmente.

Na Capital da Baixada, à qual eu não ia há pelo menos oito meses, em função da minha cirurgia de 29/7/2011, curtimos praia todos os dias, sempre procurando evitar os raios solares fortes do meio-dia.

Revi o Compadre e Amigo Carlos Conde, com quem comi pasteis no Carioca, um dos pontos mais tradicionais do centro de Santos.

Reencontrei também as Amigas e os Amigos da Redação de A Tribuna, local do meu último emprego fixo, com carteira assinada e tudo o mais que eu tinha direito.

Tudo isso na sexta-feira.

No sábado, quando voltamos às praias logo cedo, um acontecimento marcante nos deixou de bocas abertas às margens do Oceano Atlântico: a partida de seis navios gigantescos, do tipo daquele que naufragou na costa da Itália, recentemente. Vimos partir e saudamos efusivamente o MSC Armonia, o MSC Orchestra, o Costa Pacífica, o Costa Fortuna, o Grand Mistral e o Soberano. A cada apito que eles emitiam, eu repetia, relembrando minha netinha Beatriz e os bons tempos em que moramos em Santos:

- Apita, naviozão. Apita. Apita porque seu apito é música para os meus ouvidos.

No domingo, mais praia e sol, muito sol.

A praia do domingo foi no Guarujá, onde fomos rever os Amigos Mário Evangelista e Monica Ribeiro. Aproveitamos para conhecer o novo apartamento deles, comprado recentemente. E também para rever Marcela, uma das filhas do casal, e fazer novos amigos.

Na segunda-feira, ah... segunda-feira, o destaque ficou por conta da comida boa, farta e a preços honestos na Gianne Massas, na Rua Alexandre Martins, logo após o shopping.

Em seguida fomos cumprir o dever cristão na paróquia do Padre Toninho, a Sagrado Coração de Jesus.

Ainda na segunda, Sueli foi rever Amigas na Casinha de Retalhos e eu fui conhecer Irene e Meire, viúva e sobrinha do Mestre Juarez Bahia, meu inesquecível Professor de Jornalismo.

Bahia foi marcante para mim no início da minha carreira como Jornalista, no início dos anos 1970. Ele, já conhecido e famoso, no Jornal do Brasil, e eu um principiante, foca de tudo, no Estadão. Ele na Avenida São Luiz e eu na Rua Major Quedinho, ambas no Centro da Capital paulista.

Foram tempos inesquecíveis. Tempos memoráveis. Como inesquecível foi o encontro com Dona Irene e Meire, em Santos.

A partir de agora, pretendo voltar seguidamente ao Litoral Paulista. Tantas vezes quantas forem possíveis antes da nossa próxima viagem aos Estados Unidos, já definida e devidamente marcada.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


22/2/2012 10:32:21