sábado, 31 de dezembro de 2016

Por quê? (373) – Ano Novo?


Cláudio Amaral

O ano de 2016 não foi bom para a maioria dos brasileiros. Foi, em verdade, se é que a verdade existe, dos piores anos que já vivemos.

Muitos dizem que 2016 foi simplesmente péssimo. Em especial aqueles que perderam os respectivos empregos.

Ruim, também, 2016 acabou sendo para quem perdeu as chamadas boquinhas, mordomias, benefícios em demasia. No caso dos políticos e seus aliados e afilhados, por exemplo.

Ah... 2016 terminou péssimo ainda para os políticos, empresários e executivos que perderam a liberdade que tinham de ir e vir. E de fazer negócios escusos. No caso, nem preciso citar nomes de pessoas e empresas, pois o assunto aparece diariamente na mídia e nas conversas de botequim pelo Brasil afora.

Mas, e para você, caro e-leitor? Como foi o ano que terminou? Como você se saiu em termos econômicos, profissionais, pessoais, políticos, familiares, amorosos, etc.?

Bem, creio que cada um se saiu como pôde. Ou, como diriam alguns amigos meus: “como Deus quis”.

No meu caso, em particular, ou seja, pessoalmente, não tenho do que reclamar. E, se reclamações eu fizer, corro o risco de ser castigado. Não por Deus, até porque Ele não castiga. Ninguém. Porque Deus é bom e só quer o nosso bem. Independente de raça, de cor, de religião, de preferências clubistas, sexuais, políticas e partidárias.

E por que 2016 se revelou bom para mim?

1)   Não tive um único fato ruim a lamentar, pessoal e particularmente.

2)   Recebi tarefas novas ao longo do ano.

3)   Estreitei os laços afetivos e de Amizade com muitas pessoas do meu convívio.

4)   Fiz novos Amigos. E novas Amigas, também.

5)   Ampliei os meus trabalhos voluntários e consegui cumprir todos e a contento (pelo menos sob o meu ponto de vista).

6)   Melhorei o relacionamento familiar em todos os sentidos. E com todos (ou quase todos).

7)   Tive grandes e significativas alegrias como avô de Beatriz e Murilo, razão pela qual só tenho agradecimentos a eles e aos pais (Cláudia e Marcio Gouvêa).

8)   Consegui, finalmente, editar o meu primeiro romance: Um lenço, um folheto e a roupa do corpo ou A estória do Jornalista Católico Apostólico Romano praticante que ficou 40 dias e 40 noites perambulando pelas ruas de São Paulo, em busca de solução para um caso de relacionamento humano, complicado de se entender (São Paulo: PerSe, 2016). E, como consequência, vi reunidos, em torno de uma movimentada sessão de autógrafos, no dia do meu aniversário de 67 anos, exatas 50 pessoas do meu relacionamento pessoal e profissional. E como se isso não bastasse, li notícias, reportagens e comentários publicados a respeito em jornais (impressos e eletrônicos) de São Paulo, Franca, Taubaté, Adamantina e Marília. Foi, como diria um colega de redação, “um estouro no Norte”, expressão usada para caracterizar um evento de sucesso, muito sucesso.

Importante: nada disso teria sido possível sem a participação de uma equipe das mais eficientes (Gabriel Emidio Silva e Francisco Ferrari Jr.), o apoio de Sueli Bravos do Amaral e outros tantos integrantes da Família Bravos, da solidariedade de Amigos como Carlos Conde, Ethevaldo Siqueira e Geraldo Nunes, assim como da parceria do pessoal da plataforma PerSe (Hércules e Thiago).

Por tudo isso – e, sim, eu sei, apesar das desonestidades e lambanças da política no Brasil e no mundo – este “loucutor” que vos fala, e escreve, não tenho do que lamentar. E só posso comemorar a passagem de ano e o fim de 2016.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º/5/1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/História/SP (Turma de 2013/2015). Autor do romance Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (São Paulo: PerSe, 2016), disponível na loja online da PerSe.


31/12/2016 09:18:26  (pelo horário de Verão de Brasília) 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Por quê? (372) – Leiam e rabisquem


Cláudio Amaral

Tenho uma divergência radical com um dos meus filhos em matéria de livros: quando o exemplar é meu, leio sempre com uma caneta na mão direita. Leio e rabisco à minha vontade. Ele, não. Ele – um dos dois filhos homens que Sueli me deu – jamais fez isso e vive a me condenar por esse meu costume.

Eu já era assim antes de entrar para o curso de Licenciatura em História da FMU, em fevereiro de 2013. E lá aprendi que era necessário ler e rabiscar tudo, para depois elaborar os trabalhos que nos eram solicitados pelos nossos professores.

Mas por que eu resolvi interromper a leitura que estava fazendo nesta tarde calorenta de um dos últimos dias de 2016 e aqui estou a escrever essas bem traçadas linhas?

Simplesmente porque me lembrei dessa minha característica enquanto lia – e rabiscava com caneta vermelha – o livro do Professor Rafael Ruiz: literatura e crise – Uma barca no meio do oceano (São Paulo: Cultor de Livros, 2015).

Ruiz foi meu Professor de Literatura no IICS, o Instituto Internacional de Ciências Sociais, onde fiz o curso de Mestre em Jornalismo para Editores – Turma 2003. E desde então eu o acompanho de perto, tamanha é admiração que tenho por ele. E, claro, fui à noite de autógrafo em que Rafael Ruiz lançou este novo livro, no dia 22/9/2015.

Desde então tenho tentado ler literatura e crise – Uma barca no meio do oceano. Só agora, entretanto, arrumei tempo para praticar um dos meus “esportes” preferidos: a leitura, que, aliás, me acompanha desde quando aprendi a ler, aos cinco anos de idade.

E no final da tarde desta quarta-feira (28/12/2016), quando estava lendo – e rabiscando – o segundo parágrafo da página 55, lembrei-me de algo muito importante (para mim, pelo menos): é assim que gosto que façam os meus leitores. Especialmente aqueles que se deram ao trabalho de comprar o meu primeiro romance, lançado no dia 3/12: Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (São Paulo: PerSe, 2016).

A maioria dos professores que tive ao longo do meu terceiro curso superior (FMU, 2013/2015) também faz assim, ou seja, rabiscam tudo o que leem. E quando perguntei a eles a razão disso, todos me disseram que assim fica fácil para explicar e ou pesquisar e ou escrever posteriormente, seja um artigo ou um trabalho.

Uma única exceção entre todos eles é André Oliva Teixeira Mendes, que nos ensinou História da Antiguidade Oriental no primeiro semestre, Historiografia no segundo, História da Arte no terceiro e Historiografia Brasileira no quinto.

Um dos mais competentes professores de História que conheço, André Oliva Teixeira Mendes trata os livros com o maior cuidado. Sejam os próprios, sejam os de terceiros. Para ele, livro não se risca, não se rabisca e nem se abre de tal maneira que venha a deformá-lo.

Os meus, não. Os meus – e refiro-me aos “meus” porque ainda pretendo publicar muitos – quero que sejam lidos e rabiscados. Muito lidos e muito rabiscados. A começar de Um lenço, um folheto e a roupa do corpo.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).


28/12/2016 19:34:13  (pelo horário de Verão de Brasília)