quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Por quê? (309) – Viajando nos livros (4)



O Petróleo foi editado nos EUA em 1990 e no Brasil em abril de 1993

Cláudio Amaral

O Petróleo – Uma história da ganância, dinheiro e poder é mais uma obra valiosa que encontrei neste primeiros dias de outubro de 2012, quando me ocupei da reorganização da minha biblioteca particular.

Escrito por Daniel Howard Yergin, “uma das principais autoridades mundiais em negócios petrolíferos”, este livro não me custou um tostão sequer. Chegou às minhas mãos por acaso, num sábado qualquer de 2009, em Santos.

Eu era Editor-Executivo do jornal A Tribuna e morava na Avenida Dr. Epitácio Pessoa, quase no Canal 6. Exatamente em frente ao prédio em que eu residia com minha Sueli Bravos do Amaral, foram morar os Amigos Mario Evangelista (meu colega de jornal) e Mônica Ribeiro (a mulher dele, ambos pais das lindas Mariana e Marcela).

Em visita a eles, numa manhã ensolarada, me vi frente a frente com uma pilha de livros que estavam sendo descartados por Mario. Comecei a examinar um a um e perguntei ao Gatão se ele não queria mais aquele exemplar de O Petróleo – Uma história da ganância, dinheiro e poder.

Diante da acertiva do Amigo e Editor-Executivo do jornal Expresso Popular, levei para casa o volume de 932 páginas editadas pela Scritta Editorial. Ganhei assim um dos três mil exemplares impressos a partir de filmes entregues à Gráfica Círculo às dez horas do dia 19 de março de 1993.

O início da leitura não foi imediato. Demorei pelo menos um ano para abrir as primeiras páginas e quando comecei a me encantar com O Petróleo – Uma história da ganância, dinheiro e poder eu já estava de volta a São Paulo e à minha residência na Aclimação, “o bairro mais agradável da Capital paulista”.

Antes, entretanto, de decidir voltar para casa, fiz uma visita à refinaria de petróleo que a Petrobrás possui em Cubatão, município localizado entre Santos e São Paulo.

Foi lá, em Cubatão, que vim a conhecer Carlos Henrique Quarello, responsável pela recepção a mim e aos meus colegas que fomos conhecer a refinaria da Petrobrás. E naquela ocasião fiquei sabendo que ele dava aulas sobre Geopolítica de Petróleo na Unisanta, em Santos. Ele me disse mais: que tinha O Petróleo como principal fonte de consulta. E que o exemplar que usava era emprestado e precisava ser devolvido.

Diante dessa informação, tomei uma decisão: disse a Quarello que o livro seria dele assim que eu terminasse a leitura, o que não aconteceu até hoje. Cheguei até a página 247 e parei, especialmente por conta da cirurgia a que fui submetido no dia 29 de julho de 2011 e que quase me levou desta vida terrestre. E por causa, também, do interesse que o livro despertou em mim.

Mais do que interesse, O Petróleo, de Daniel Yergin, me fascina por conta da riqueza de detalhes e dos magnatas envolvidos. Gente como Winston Churchill, Saddam Hussein, Adolf Hitler, Benito Mussolini, Joseph Stalin, Dwight Eisenhower, xá Reza Pahlavi, Henry Kissinger, George Bush e John D. Rockefeller, entre outros.

Gente e nações como os Estados Unidos, URSS-Rússia, Japão, México, Venezuela, Alemanha, Kuait, Arábia Saudita, China, Grã-Bretanha, Argélia, Nigéria, Iraque e Líbia, entre outras.

Nações e companhias como Standard Oil Company, South Improvement Company, Standard Oil Trust, Royal Dutch, Shell, Sun, Texaco, Gulf, British Petroleum, Anglo-Persiun Oil Company, Turkish Petroleum Company, Exxon, Mobil e Chevron, entre outras.

Companhias e entidades como a Comunidade Econômica Européia, OPEP, Agência Internacional de Energia e Organização das Nações Unidas.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

17/10/2012 17:48:21 (horário de Brasília)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Por quê? (308) – Viajando nos livros (3)



Adriana Moreira (segunda da esquerda para a direita) em Portugal, em 2003

Cláudio Amaral

Almyr Gajardoni, Carlos Brickmann, Sérgio Leitão, Carmo Chagas e Adriana Moreira. Esses foram cinco dos muitos Amigos que reencontrei na reorganização da minha biblioteca pessoal, nestes primeiros dias de outubro de 2012. Todos são Jornalistas.

O Jornalista Almyr Gajardoni foi meu colega de Redação na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, onde fomos comandados por dois Amigos: Carlos Conde e Sérgio Kobayashi. O primeiro era vice-presidente. O segundo, diretor-presidente. Ambos nos deram todo apoio necessário ao bom desempenho das nossas funções e à produção e edição de 15 diários oficial, de segunda-feira a sábado, mais a revista D. O. Leitura, entre outras publicações.

Reencontrei Almyr Gajardoni pelo livro que ele editou em 2002, durante o nosso período de trabalho na Imprensa Oficial: Idiotas & Demagogos – Pequeno Manual de Instruções da Democracia. Com apresentação do Jornalista Alberto Dines e prefácio do Jornalista e Advogado D’Alembert Jaccoud (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,aos-75-morre-jornalista-dalembert-jaccoud,377460,0.htm), esta obra de Gajardoni nos apresenta detalhes da política brasileira a partir de 1955, e até o início dos anos 2000. Nascido em Birigui, Almyr conviveu por muitos anos com o apelido identico, especialmente nas redações da Folha de S. Paulo e da Veja. Era olhar para ele e se lembrar de Birigui. Como foi bom conviver com Almyr por quase cinco anos na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Reencontrei Carlos Brickmann pela obra A vida é um palanque – Os segredos da comunicação política, através da qual ele procura passar sua experiência a candidatos a cargos eletivos e respectivos assessores. Ele foi o repórter da Diretas Já na Folha de S. Paulo, quando o povo brasileiro reivindicava eleições presidenciais diretas no Brasil (1983 e 1984). Depois assessorou políticos como Paulo Maluf e em seguida criou a própria empresa: http://www.brickmann.com.br.

Reencontrei Sérgio Leitão pelo livro Maracanã: da tragédia à glória (2000), prefaciado por ninguém menos que o Jornalista Renato Mauricio Prado. Leitão é reconhecidamente “um grande contador de histórias” e foi um repórter sem igual, tanto no Brazil Herald quanto n’O Globo, no Jornal do Brasil, na The Associated Press e na Agência Reuters, onde o conheci. Lembro-me bem de quando nos conhecemos, na sala de imprensa que eu havia montado e gerenciava no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, por conta do Federation Cup, o maior torneio de tênis feminino profissional. Fiquei tão impressionado com a disposição de Leitão para o trabalho – pois ele escrevia sem parar em Português, Inglês e Espanhol – que, ingenuamente, disse a ele: “Nunca conheci um carioca que trabalhasse tanto”. E ele, pacientemente, me devolveu: “Eu não sou carioca; moro no Rio de Janeiro, mas sou cearense”. Rimos a mais não poder e quase rolamos no chão.

Reencontrei Carmo Chagas por meio de Vesgo – A longa jornada de um cão à procura de sua dona, que nos detalha “a aventura de um cachorro que desafia a nossa imaginação” ao percorrer os caminhos “de São Paulo a uma fazenda em Minas Gerais, à procura de sua dona”. A obra é de 1999, quando Carmo já havia tralhado no Jornal da Tarde, na Veja, na Playboy e na revista Afinal. Eu já o conhecia, mas só viemos a nos encontrar, pessoalmente, na assessoria da presidência da Associação Comercial de São Paulo, onde estive entre 2002 e 2004. Carmo era responsável pela redação dos artigos que viriam a ser assinados pelo presidente da ACSP e eu praticamente babava sobre cada texto dele, que tinha clareza, frases curtas e sequência quase musical.

Por fim, entre mais de 200 livros e revistas que separei, limpei e cadastrei nos últimos dias, após voltar de uma viagem inesquecível de quase cinco meses aos Estados Unidos, reencontrei-me com a querida e saudosa Jornalista Adriana Moreira. E isso se deu através da dedicatória que ele me fez para mim – e para minha querida Sueli Bravos do Amaral – numa das primeiras páginas de Arruando pelo Recife – por ruas, pontes, praias e sítios históricos, de Leonardo Dantas Silva (2000). Era dezembro de 2001 e meu aniversário seria no dia 3, às vésperas de mais uma viagem à capital de Pernambuco, onde Drika vivia. E ela escreveu naquele livro, seis anos antes de vir a falecer, inexplicavelmente, em Petrolina: “Lembranças da encantadora cidade e lar da tua mais querida, adorada, inteligente, modesta… amiga. Parabéns. Adriana Moreira”. Ela, lamentavelmente, morreu de “enfarto fulminante” no início de abril de 2007 e até os dias atuais nós, os Amigos, sentimos um grande vazio no peito.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

11/10/2012 00:49:53  (horário de Brasília)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Por quê? (307) – Viajando nos livros (2)



Cláudio Amaral

Revendo e reorganizando minha biblioteca pessoal, nestes primeiros dias de outubro de 2012, contei mais de duas centenas de livros. São publicações selecionadas entre milhares de obras que li desde que aprendi a dominar as letras e as palavras, no início dos anos 1950. Mas tenho uma muito especial. Uma relíquia que não manipulava há tempos, muito tempo: Marilia – Monografia pelo Professor Glycerio Póvoas, que me foi dada pelo Amigo Toninho Netto.

No dia 26 de outubro de 1970, quando eu estava por completar dois anos em Marília, Toninho Netto me fez a seguinte dedicatória: “Ao meu Amigo Cláudio Amaral, uma recordação do Setor de Relações Públicas da P. M. M.”

Marilia – Monografia pelo Professor Glycerio Póvoas é uma obra datada de 1947, ou seja, foi editada dois anos antes do meu nascimento (3 de dezembro de 1949, em Adamantina). Tem 187 páginas – mais quatro capas e contra-capas – e foi um trabalho financiado pelo Serviço de Estatistica da Prefeitura de Marília.

A maioria das páginas é de textos e números, mas nelas estão fotos também. Fotos de 1919 (matagal e casas), 1923 (primeira derrubada de mato realizada no Patrimônio “Alto Cafezal” naquele ano) e “A Estrada de Ferro Paulista rompendo o espigão rumo à Marília”. Tem fotos também de 1945 (panoramica mostrando casas e alguns prédios) e de pessoas importantes: de Galdino Alfredo de Almeida, fundador do Patrimônio Vila Barbosa; pai e filho Pereira da Silva, fundadores do Patrimônio “Alto Cafesal”; do Predio do Forum, do Posto de Puericultura, de parte da fachada do Ginasio do Estado, da Estação da Rádio Patrulha e da Represa do Norte.

Outras fotos mostram o chamado Stand Pipe (tubo vertical), situado à Rua São Luiz, o ponto mais alto da cidade, com capacidade para 150.000 litros de água, e destinado à distribuição aos domicilios; a Represa do Norte, a bomba colocada na represa da Cascata, a Estação de Tratamento, uma vista parcial do Jardim da Praça Maria Isabel, a fonte e a piscina do Parque Infantil.

A publicação Marilia – Monografia pelo Professor Glycerio Póvoas tem mapa, ainda, como o do Municipio de Marilia, muito bem feito, impresso a cores. Bonito, se considerarmos que foi publicado há 65 anos.

Na sequência podemos ver “A Torre”, um “Monolito na Serra da Formosa”. Vemos ainda imagens da Estrada de Ocauçú, duas fotos mostrando vistas do Rio do Peixe e o “Salto dos Anjos” no Corrego dos Anjos com 40 metros de altura. A Fazenda Bom Jesus, de Angelo Montolar Buill, e uma vista parcial do “magnífico cafesal”, outra da lavoura de algodão na Fazenda Santa Emilia, de propriedade de Fernando Vilela.

A “Fiação de Sêda Brasil”, que viria a ser tema de inúmeras crônicas do Jornalista José Arnaldo no Correio de Marília, também aparece em foto de Marilia – Monografia pelo Professor Glycerio Póvoas. Assim como duas imagens do trecho de pavimentação a paralelepipedo na estrada da Serra de Casa Grande.

Utilizado por mim quando repórter do Jornal do Comércio de Marília, em duas edições especiais que fiz a propósito dos aniversários da Capital da Alta Paulista, este livro relembra a criação do Distrito de Paz de Marília, em 22 de dezembro de 1926 (Lei 2.161) e as razões da escolha do nome Marília. A propósito, o fundador Bento de Abreu Sampaio Vidal confirmou o que sabemos: “Partindo para a Europa, lembro-me bem que, uma tarde de sol antes do estreito de Gilbraltar, procurei um livro na bibliotéca do (navio) Giulio Cesare e o primeiro que vi foi o de Marília de Dirceu, o famoso poema de Tomaz Antonio Gonzaga”. E Sampaio Vidal segue explicando: “No mesmo momento, lembrei-me que seria Marília o nome da nova cidade, pois, nenhum outro, começando começando por M, seria tão sonante e tão nosso. De bordo mesmo, escrevi uma carta ao dr. Adolfo Pinto, que em minha volta aplaudiu entusiasticamente a nova ideia”.

Outro fato de destaque que encontrei em Marilia – Monografia pelo Professor Glycerio Póvoas é a Lei 2.320, de 24 de dezembro de 1928, em que o presidente do Estado, Julio Prestes de Albuquerque, criou o Município de Marilia na comarca de Piratininga. Destaco ainda a homenagem que o Professor Glycerio Póvas fez “aos abnegados e heróicos membros da Comissão Geográfica: engenheiros Olavo Humel, Gentil Assis de Moura, Julio Bierremback de Lima, Mario Airosa, Guilherme Wendel, médicos Otaviano Ferreira da Costa, Abilio Sampaio e botânico Gustavo Edwell, que, arrostando todos os perigos e sacrifícios, percorreram e estudaram os vales dos rios Peixe e Feio em 1905, realizando uma epopéia de trabalho na história do expansionismo paulista”.

Póvoas lembra também o “dinâmico e honrado Prefeito Municipal de Marília, senhor João Neves Camargo, que me estimulou a levar avante esta modesta e desvaliosa publicação”. E dá destaque “à epopéia do café”, porque Marília “surgiu sob a influência irresistível da ambicionada rubiácea e também como consequência da expansão ferroviária do Estado”. Foi o café “principalmente, que arrastou para estas paragens a coragem sem par e a energia dos modernos bandeirantes”.

Em Marilia – Monografia pelo Professor Glycerio Póvoas o autor destaca ainda que “primeiras ruas foram rasgadas obedecendo ao trabalho do engenheiro Francisco Schmidt, retificado posteriormente por Jorge Streit e Leandro Matiazzo”. E que “numa febre estonteante, caminhões, automóveis, carretas e charretes procedentes de todos os pontos cruzam as estradas em demanda do povoado, levando-lhe novos habitantes”.

Mas, afinal, quem foi o Professor Glicerio Póvoas(?), me perguntei quando terminei de folhear o livro que ganhei do Amigo Toninho Neto. E logo fui ao Google, onde encontrei que ele nasceu em Cuiabá, no Mato Grosso, a 3 de maio de 1895. E que aos 43 anos, ou seja, em 1938, era diretor de Contabilidade da Prefeitura Municipal de Marília.

“Em 1940”, relata um documento que encontrei no Google, “dada a sua capacidade, é nomeado Diretor do Ginásio Municipal, ocupando outros cargos até deixar o serviço público para se dedicar à Escola de Comércio de sua propriedade, que transformou em Ginásio Dr. Fernando de Magalhães, já cessada a sociedade com o Professor Antonio Camargo de Almeida Prado”.

Citando Paulo Corrêa de Lara, membro da Comissão de Registros Históricos, uma das fontes que consultei para escrever esse texto registra que “as escolas do Professor Glycerio Póvoas passaram por várias fases e proprietários, estando hoje transformada na Universidade de Marília”.

Paulo Corrêa de Lara registra ainda que o Professor Glycerio Póvoas viveu até 17 de janeiro de 1963, ou seja, seis anos da minha chegada a Marília.

Isto posto fico pensando cá comigo, no aconchego do meu lar e após ver pela televisão o empate por 2 a 2 no jogo entre Barcelona (de Messi) e Real Madri (de Cristiano Ronaldo), disputado na Capital da Catalunia, que foi muito bom ter revisado minha biblioteca pessoal, onde encontrei o presente que ganhei de Toninho Netto há quase 42 anos, em 26 de outubro de 1970.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

09/10/2012 00:04:24  (horário de Brasília)

sábado, 6 de outubro de 2012

Por quê? (306) – Viajando nos livros (1)



Cláudio Amaral

Livros, livros e mais livros. Estou cercado pelos meus livros. São livros de Jornalismo, principalmente. Mas tenho igualmente romances e mais romances. Biografias, também. E livros de História? Sim, também publicações a respeito da nossa História.

Ah… tenho livros escritos por brasileiros e estrangeiros. Livros em Português, Espanhol e… até em Inglês (que eu trouxe na viagem de quase cinco meses que fiz pelos Estados Unidos).

Entre os nativos do Brasil possuo obras de escritores famosos e outros nem tanto: Jorge Amado, Pery Cotta, Gilberto Dimenstein, Alzira Alves de Abreu, Moacy Cirne, Eduardo Velozo Fuccia (meu colega na Redação d’A Tribuna de Santos), Eduardo Martins (o melhor chefe que tive no Estadão), Gilberto Lorenzon (Amigo desde os tempos em que eu editava a revista A Verdade), Clóvis Rossi (que conheci no Estadão e com quem trabalhei depois na Folha de S.Paulo), Ricardo Kotscho (outro dos tempos do Estadão), Samuel Wainer, Carlos Guilherme Mota, Maria Helena Capelato, Ramão Gomes Portão (Amigo de Fé e saudoso companheiro no Estadão), Ricardo Jordão Magalhães (que muito me ensinou num curso em 2009, em São Paulo), Juarez Bahia (Mestre e Amigo saudoso que brilhou no Jornal do Brasil dos anos 1970), Marlene dos Santos (Amiga inesquecível), Gabriel Perissé, Lima Barreto, João Guimarães Rosa, Carmo Chagas, José Maria Mayrink, Luiz Adolfo Pinheiro (meu diretor no Correio Braziliense), Leonardo Dantas Silva (que trouxe de volta à minha mente a saudosa Jornalista Adriana Moreira) e Melhem Adas, entre muitos outros.

Os estrangeiros? Entre os escritores internacionais que estão na minha biblioteca pessoal tenho o peruano Mario Vargas Llosa (o preferido), o colombiano Gabriel García Marquez, Osho, o iraniano Omar Khayyam, entre outros.

A maioria destas publicações foram adquiridas em livrarias e em sebos, porque sou um frequentador inveterado das lojas de livros antigos (velhos, não; antigos, sim).

Todos eles, sem exceção, passaram pelas minhas mãos nestes primeiros dias de outubro de 2012, quando me dediquei a tirar o pó e a rever minha coleção de livros especiais.

Peguei um por um, espanei e troquei todos de patreleiras. Do escritório para a garagem, sem demérito algum. Até porque agora na garagem, bem em frente ao meu poderoso Honda Fit vermelho (como a Ferrari que era dirigida por Rubens Barrichello nas corridas de Fórmula 1), meus livros estão mais protegidos das interpéries e mais fácil de serem consultados.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

06/10/2012 15:51:38 (horário de Brasília)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Por quê? (305) – Respeito, alegria e boa vontade.



Cláudio Amaral

Voltei ao Brasil há uma semana. Vim apreensivo. Temia pelas diferenças de comportamento que iria encontrar aqui depois de quase cinco meses num país de Primeiro Mundo e numa região absolutamente civilizada e onde o povo é no mínimo disciplinado. Mas vejo que meus temores eram infundados.

Para quem ainda desconhece, informo que estava nos Estados Unidos. E que por lá fiquei de 8 de maio a 24 de setembro de 2012.

Fiquei precisamente na Virgínia, o primeiro Estado do país de Barack Obama, Martin Luther King, da Família Kennedy, dos Rockfeller, de Frank Sinatra e de um dos meus maiores ídolos no campo profissional em que atuo desde 1º. de maio de 1968: o Jornalista Gay Talese.

Baseado em Ashburn Village, a 15 minutos do Aeroporto Internacional de Washington DC e a 40 minutos da capital daquele país, visitei toda a região e mais a famosa Virgínia Beach, na costa leste, banhada pelo nosso Oceano Atlântico, o mesmo que banha a costa brasileira.

Eu só, não. Eu, minha Sueli, Bisa Cida (Aparecida Grenci Bravos, viúva do Jornalista José Arnaldo, meu saudoso sogro), meu genro e Amigo Márcio Gouvêa, minha filha Cláudia e meus netinhos Beatriz e Murilo.

Já havia estado lá – na casa da filha, do genro e dos netinhos – por 58 dias do ano passado. E desta vez só reforcei as diferenças que eles experimentam diariamente. Em casa, na vizinhança, nas ruas, nas escolas, nas bibliotecas públicas, nos centros de compras, nos restaurantes e lanchonetes. Enfim, em contato com os nativos e gente do mundo todo que por lá vivem ou fazem turismo ou estudam.

As diferenças saltam aos olhos. Especialmente aos olhos de quem, como nós, vive em países como os do Hemisfério Sul.

Voltei para o Brasil, portanto, preocupado com o tráfego de veículos motorizados, com os congestionamentos de São Paulo, com o lixo nas nossas ruas e principalmente com a falta de educação do nosso povo.

Mas, felizmente, tenho visto que muitas coisas mudaram por aqui.

Os políticos, infelizmente, pouco – ou quase nada – mudaram. Os administradores públicos, que também fazem parte da classe política, também não.

Tenho, entretanto, que concordar que fui surpreendentemente bem atendido em quase todos os lugares em que estive, aqui, desde o dia 25 de setembro de 2012, quando desembarquei com Sueli e Márcio no Aeroporto Internacional Governador Franco Montoro, em Cumbica, Guarulhos.

Sinto que tudo – ou quase tudo – tem melhorado em nosso País, embora ainda falte muito para chegarmos aos níveis do Primeiro Mundo.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

03/10/2012 15:32:57  (horário de Brasília)