domingo, 23 de dezembro de 2012

Por quê? (312) Paz no Natal, Senhor!



Cláudio Amaral

Um Amigo de infância, que eu não via há muito tempo – há anos, mais precisamente – fui reencontrar de surpresa na manhã deste domingo. Nos reencontramos no interior da Paróquia Santa Rita de Cássia, na Rua Dona Inácio Uchoa, na Vila Mariana, zona sul da Capital paulista.

Surpresa. Alegria. Abraços. Afinal, a última vez que nos vimos foi em frente da Igreja Matriz de Santo Antonio, na pequena e querida cidade de Adamantina, onde nasci no dia 3 de dezembro de 1949.

- Eu também nasci em Adamantina, ele me disse tão logo relembrei o nosso encontro anterior.

- Nasci e fui batizado em Adamantina, ele me acrescentou.

Eu não soube dizer a ele, naquele exato momento, poucos minutos antes das 11 horas da manhã, onde foi que eu recebi o batismo. Mas certamente foi lá mesmo, em Adamantina e na Matriz de Santo Antonio.

Isto posto, combinamos que assistiriamos a Celebração da Missa lado a lado.

Cumprimentamos o Frei Cristiano Zeferino de Faria, Pároco da Santa Rita de Cássia e o celebrante do horário. Entramos e fomos sentar no primeiro banco.

Frei Cristiano nada falou, mas certamente percebeu a alegria nos nossos rostos; no meu e no do meu Amigo de infância. Era a alegria do reencontro.

A Missa era pelo 4º. (e último) Domingo do Advento, aquele que “coroa a preparação para a celebração do Natal”. Exatamente por isso, explicou o leitor de plantão, o também meu Amigo Antonio Roberto Prates e Silva, “na coroa do Advento se acende a última vela, simbolizando a chama que aqueceu nossos corações em preparação à celebração do nascimento de Jesus”.

Praticamente sem respirar, Prates seguiu na leitura: “Voltados para a encarnação do Verbo e ansiosos por celebrar seu nascimento, façamos desta Eucaristia um verdadeiro culto de ação de graças”.

Foi o que fizemos. Tanto meu Amigo de infância quanto eu. E também os quase 100 fiéis que foram à Santa Rita na antevéspera do Natal.

Lemos os Ritos Iniciais, ouvimos a Primeira Leitura (relativa à Profecia de Miquéias), cantamos o Salmo Responsorial (Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!), escutamos a Segunda Leitura (referente à Carta aos Hebreus), fizemos a Aclamação ao Evangelho e em seguida lemos o Evangelho.

Na sequência vieram a Homilia, a Profissão de Fé (Creio em Deus Pai…) e a Oração dos Fiéis (A exemplo de Maria, fazei-nos acolher o Redentor).

Firmes como rochas e com a maior fé que nos foi possível, entramos na Liturgia Eucarística, incluindo a apresentação das Oferendas, a Oração sobre as Oferendas e a Oração Eucarística.

No Rito da Comunhão, “obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento”, ousamos dizer a oração que o Senhor nos ensinou: “Pai-nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino (Senhor), seja feita a vossa vontade (Senhor) assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje (Senhor); perdoai-nos as nossas ofensas (Senhor), assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido (Senhor), e não nos deixeis cair em tentação (Senhor), mas livrai-nos do mal”.

Após a Comunhão, que recebemos do próprio Frei Cristiano, meu Amigo de infância e eu cantamos a plenos pulmões: “O Senhor fez por mim maravilhas, santo é seu nome, santo é o seu nome!

Feita a Oração após a Comunhão, Frei Cristiano nos pediu um minuto de paciência para homenagear três dos mais ativos paroquianos que estão de mudança de São Paulo e disse nos esperar novamente para a Missa do Galo, às 20 horas desta segunda-feira, e também para a Missa de Natal, às 11 ou às 18 horas de terça-feira.

De resto, só mesmo fazendo a Benção de Despedida (Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo) e cantando o Canto Final: “O Senhor fez em mim (em nós, disse-me o meu Amigo de infância) maravilhas. Santo é o seu nome”.

Na porta de saída da Igreja, meu Amigo de infância fez-me um último alerta: “No Rito da Comunhão você (eu, no caso) disse: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo. E eu (ele, no caso), coloquei tudo no plural, exatamente como acredito que deva ser: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e seremos todos salvos”.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

23/12/2012 16:02:54 (horário de Verão em Brasília)

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