Por quê? (453) – O mediador perfeito
Cláudio Amaral (*) Vivemos tempos curiosos e inquietantes. Nunca se falou tanto em diálogo, mediação e construção de pontes. Jamais foi tão difícil conversar sem gritar, discordar sem agredir, negociar sem trair convicções. Talvez por isso o tema abordado pelo Frei João Marcos, na homilia deste domingo (11/01/2026), na Paróquia Santa Rita de Cássia de Vila Mariana, aqui em São Paulo, tenha ecoado com tanta força em mim. O diretor do Colégio Santo Agostinho e Vigário da Paróquia Santo Agostinho, ambos sediados aqui na Capital paulista, abordou a questão do mediador perfeito. Imediata e mentalmente eu me questionei: o mediador perfeito existe? E, ato contínuo, pensei: o mundo atual parece órfão de mediações confiáveis. Afinal, temos líderes que falam em paz, mas alimentam conflitos; negociadores que defendem interesses travestidos de consenso; instituições que perderam autoridade moral. Assim, o diálogo, tantas vezes invocado, tornou-se técnica vazia ou...