Por quê? (419) – Boa tarde


Cláudio Amaral

 

Investi duas horas do meu dia de hoje (14 de Outubro de 2021) numa conversa ao vivo da APJor, a Associação Profissional Jornalista.

 

Foi das 16h às 18h02.

 

E dessa live participaram os Jornalistas Leda Beck, Paulo Markun e Ari Schneider.

 

Eles, todos ex-profissionais do extinto Jornal da Tarde e do sobrevivente O Estado de S. Paulo, o Estadão, entrevistaram a também Jornalista Bia Bansen.

 

Falaram de inúmeros aspectos relacionados ao Jornalismo dos últimos 50 anos.

 

No Brasil, em Portugal e no mundo.

 

Bombardearam a entrevistada a respeito dos tempos em que ela trabalhou na Redação do Jornal da Tarde.

 

Quiseram saber detalhes dos quase 40 anos em que a Amiga Bia Bansen prestou serviços jornalísticos de Assessoria de Imprensa ao lado do Jornalista Enio Campoi e depois com a empresa dela, a Bansen & Associados.

 

Bia falou longamente das experiências que teve durante a Copa do Mundo de Futebol na Alemanha. E contou detalhes divertidos. Especialmente o fato dela, que na época tinha apenas 21 anos de idade, ter uma conta bancária com centenas de milhares de dólares enviados pelo Grupo Estadão.

 

Era pela conta dela que o Grupo Estadão pagava todas as despesas dos mais de 20 profissionais do JT e de O Estado de S. Paulo que foram trabalhar na Alemanha.

 

Bansen contou casos inacreditáveis relacionados ao fato dela ser uma das poucas mulheres a enfrentar as barreiras e os preconceitos dos últimos decênios dos anos 1900.

 

Disse, por exemplo, que os patrões, inclusive os dela, não se conformavam com a presença das profissionais num mundo dominado pelos homens.

 

Mas, o que mais me chamou a atenção foi um caso contado por Paulo Markun. Disse ele, que vive em Lisboa há pouco mais de três anos, que recebeu uma lição inesquecível quando fez uma pergunta a um condutor de ônibus urbano na capital portuguesa.

 

- Esse veículo passa na via da Liberdade?

 

E, segundo Markun, de imediato o condutor lhe disse:

 

- Boa tarde.

 

No ato eu me lembrei que a mesma resposta me fora dada há cerca de três anos por um motorista de ônibus que fazia o trajeto entre a Vila Santa Catarina e a estação Conceição do Metrô.

 

Observação de Paulo Markun, que poderia ser minha, também: nem sempre a gente se lembra da educação que recebemos dos nossos pais.

 

Por quê?


Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

 

(*) Cláudio Amaral (claudioamaral49@gmail.comé Católico Apostólico Romano, Corinthiano e devoto de Santo Agostinho e Santa Rita de Cássia. É autor dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo (2016) Por quê? Crônicas de um questionador (2017). É Jornalista desde 01/05/1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (2013/2015).

 

14/10/2021 21:10:21 (pelo horário de Brasília)

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