Por
quê? (424) – Gratidão e Respeito
Cláudio Amaral
Esses são
os dois sentimentos que mais me tocam neste momento, pouco depois das 11 horas
de uma manhã fria e chuvosa aqui pelos lados da Aclimação, na Capital paulista.
E entre as
pessoas a quem sou grato e respeitoso estão todos, mas todos mesmo, os meus
Amigos e todas, mas todas mesmo, as minhas Amigas.
Mas, como
todos e todas pode parecer algo muito vago e distante, escolhi uma pessoa, um
cidadão, um Amigo de longa data, mesmo que fisicamente distante: o Jornalista
Gaudêncio Torquato.
Conheci o
Professor Torquato no final dos anos 1970, quando já havia deixado o dia a dia
da reportagem no Estadão e me dedicava aos serviços jornalísticos de Assessoria
de Imprensa na recém criada COMUNIC Comunicadores Associados S/C Ltda.
O primeiro
contato que tivemos foi numa das muitas salas de aulas em que atuávamos no
famoso Edifício Gazeta, na Avenida Paulista, 900. Ele como um dos mais
destacados Mestres do curso de Pós-Graduação e eu como um dos muitos alunos de
Jornalismo Empresarial.
Nos
identificamos tanto, mas tanto, que num dia daquele 1978 (ou seria 1979?) eu
saí da sede da minha empresa, na Rua Diogo de Faria, na Vila Clementino, ao
lado do Colégio Pasteur, e fui me encontrar com o Professor Gaudêncio na sede
da Proal, uma das mais importantes empresas de Assessoria Editorial, na Vila
Mariana.
Fui
caminhando, de tão perto que estávamos. E a nossa conversa foi longa e
produtiva. E ele, generoso como poucos, me recomendou todos os livros que eu
precisaria para montar minha tese de Mestrado em Jornalismo Empresarial.
O tempo
passou, a vida correu numa velocidade maior do que era desejada por nós todos e
nossos rumos se dividiram. Mas eu sempre fiquei de olho na trajetória do
Professor Torquato.
Voltei a
vê-los na tela da TV Cultura, em 2018, onde ele atuava como comentarista de
assuntos políticos.
No dia 12
de Dezembro de 2018, incentivado pela Amiga Mônica Paula, mandei ao Professor
Torquato um exemplar, o de número 128/2018, do meu segundo livro: Por quê?
Crônicas de um questionador.
Para minha
surpresa, no mesmo dia ele apresentou o livro ao vivo, no Jornal da Cultura das
20 horas. E fez mais: me mandou parabéns pelo fato deu ter iniciado minha
carreira como Jornalista no dia 1º de Maio de 1968, acrescentando:
- Parabéns,
Cláudio Amaral. Você começou sua carreira como Jornalista no mês do AI-5.
Disse mais,
o Professor Torquato:
- Eu
fico arrepiado com esse fato.
O mesmo
acontece comigo, Professor Torquato, cada vez que eu revejo aquela gravação.
Como agora, neste mês de Dezembro de 2021, quando a minha Assessora Literária
Monyque Evelyn escolheu sua fala para ilustrar minha página no Instagram e fez
mais uma das muitas postagens que ela tem criado para lembrar a Amigas e Amigos
que os meus livros estão à disposição na Amazon.
Obrigado,
Professor Torquato, pelas duras que você me deu no curso durante as aulas de
Pós-Graduação em Jornalismo Empresarial na Faculdade Casper Líbero.
Obrigado,
Professor Torquato, pelos muitos incentivos que a mim dedicou. Entre eles o
pronunciamento de três anos atrás, no Jornal da Cultura da noite.
(*) Cláudio
Amaral (claudioamaral49@gmail.com) é Católico Apostólico
Romano, Corinthiano e devoto de Santo Agostinho e Santa Rita de Cássia. É autor
dos livros Um lenço, um folheto e a roupa do corpo
(2016) e Por quê?
Crônicas de um questionador (2017). É Jornalista desde 01/05/1968, Mestre em Jornalismo para Editores
pelo IICS/SP (2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (2013/2015).
31/12/2021
11:41:01 (pelo horário de Brasília)
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