sexta-feira, 4 de maio de 2012

Por quê? (289) Qual é o seu preço?


















Josué Guimarães escreveu Camilo Mortágua em 1980

Cláudio Amaral

Cada ser humano tem seu preço. Homem ou mulher. Criança ou adulto. E você? Qual é o seu preço?

Para mim, Josué Guimarães custou R$ 7,00. Eduardo Martins, R$ 25,00. E como nasci e cresci ouvindo que todo homem (ou mulher) tem um preço, vim para casa me perguntando: qual é o preço de cada um de nós?

Acordei, tomei banho, fiz as demais ações de higiene pessoal e tomei meu café da manhã com Sueli para em seguida sair de carro e levar ela e a Bisa Cida, minha sogra, ao cabeleireiro, no Ipiranga.

Na volta, deixei o Honda Fit na garagem, fui ao Banco do Brasil e de lá rumei para o dentista, no Paraíso. Assim que acertamos as contas e o Dr. Eduardo Cayres Pinheiro fixou um dos meus dentes, atravessei a rua e entrei no Shopping Paulista.

Lá, antes de uma xicara de café com leite e chocolate em pó, mais uma porção de pães de queijo, fui à superloja da www.saraiva.com.br e comprei mais um livro: Os 300 erros mais comuns da Língua Portuguesa, escrito pelo meu saudoso Amigo e chefe Eduardo Martins, com trabalhei no Estadão.

Preço: R$ 25,00.

Eduardo Martins foi um dos três melhores chefes que tive ao longo dos meus 44 anos de Jornalismo, completados no dia 1º de maio de 2012. Nasceu em Cáceres, no Mato Grosso, a 26 de julho de 1939 e faleceu em São Paulo a 13 de abril de 2008. Trabalhou a vida toda no Estadão e foi um dos maiores conhecedores da Língua Portuguesa.

Autor do Manual de redação e estilo do nosso Estadão, Eduardo Martins pretendia escrever um livro com os 500 erros mais comuns e outro com as dúvidas mais frequentes no uso da Língua Portuguesa. Entretanto, um câncer o impediu de concluir esse projeto, mas ele conseguiu identificar ao todo 300 erros, que reuniu no livro que adquiri nesta sexta-feira.

Esse livro vai agora comigo para os Estados Unidos, onde certamente terei tempo para ler e consultar à vontade.

Ao sair do Shopping Paulista, tomei o rumo de casa, na Aclimação, mais fiz uma parada estratégica no Sebo Praia dos Livros, junto à Estação Paraíso do Metrô. Revirei uma banca colocada na calçadas, cheia de livros em oferta. Escolhi Camilo Mortágua, romance de autoria de Josué Guimarães.

Preço: R$ 7,00.

Josué Guimarães nasceu em São Jerônimo a 7 de janeiro de 1921 e faleceu em Porto Alegre a 23 de março de 1986. Tal qual Eduardo Martins, foi jornalista a vida toda, mas também atuou como vereador. Escreveu pelo menos 25 romances, publicados a partir de 1970. Entre eles está Camilo Mortágua, publicado em 1980.

Segundo a enciclopédia Wikipédia, em Camilo Mortágua Josué Guimarães narra a trajetória de uma família gaúcha no início do século XX. O livro usa como recurso o fato de o protagonista ver sua vida em flashbacks em uma tela de cinema. O então velho Camilo Mortágua, vivendo os primeiros dias da ditadura militar no Brasil, relembra os fatos de sua infância, como a falência nos negócios familiares, e de seu tempo adulto, tal como a sua ascensão como diretor de uma firma de material de construção. Apresenta também inúmeros fatos marcantes do século XX, como guerras europeias, revoluções brasileiras, e o suicídio do presidente Getúlio Vargas, entre outros.

Essa obra ainda não tenho certeza se levo comigo ou deixo em casa para ler na volta dos Estados Unidos.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

4/5/2012 14:54:19

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