terça-feira, 1 de junho de 2010

Por quê? (198) Rejeição ou ciúme?


Cláudio Amaral

Minha netinha está a me dar sinais de rejeição.

A mim, especificamente.

Porque a vovó ela idolatra, faz reverências, dá inegáveis sinais de apreço, de carinho, de amor.

Mas não é isso que me desagrada.

Pelo contrário.

Quanto mais ela amar minha mulher, mais feliz eu ficarei.

Afinal, isso é demonstração de reconhecimento por tudo que a vovó fez e faz por ela.

Fez, faz e fará, certamente.

Reconhecimento que também espero que ela tenha do “pequeno príncipe”, nascido a 6 de janeiro de 2010.

O que me desagrada, me contraria, me aborrece... é a possível rejeição da “Bebê”.

Até porque ela sempre foi carinhosa para comigo.

Sempre me tratou com o maior carinho.

Ela sempre me dispensou atenção e... amor (?).

Não. Eu não diria amor, não.

Mesmo porque eu e minha mulher temos conversado esporadicamente a respeito de amor e concluído que ela, a “Bebê”, ainda não deve ter noção de amor.

Embora ela esteja às vésperas de completar 3 anos de idade, no dia dos namorados (12/6/2010).

A propósito, recorro a uma mensagem que acabei de receber de um “correspondente” e que revela algo muito interessante:

- Minha filha não cumprimenta “direito” o avô dela, mas pula no colo da avó. Meu pai diz que ela precisa cumprimentar os mais velhos. Eu digo: “Se vira, conquista ela”.

Estaria aí o segredo da questão?

Pelo que conversei ontem (31/5/2010) com minha mulher, sim e não.

Na viagem que fizemos entre a casa dela, no Alto do Ipiranga, e a nossa, na Aclimação, minha mulher explicou que “Bebê” mudou completamente de humor (ou algo assim) quando desligamos os telefones e a vovó disse à netinha:

- O vovô está vindo aqui para me buscar.

É por isso – ou seja: pela mudança de comportamento – que minha mulher acredita que ela, a “Bebê”, nada tenha de diferente em relação a mim.

Tudo não passa, na opinião da vovó, de “ciúmes”.

Ou seria medo?

Medo de perder as regalias que a vovó tem dado a ela desde os primeiros dias de vida, como carinho, atenção, comidinha na boca, banhos, passeios, presentes, etc.

Medo de perder a companhia da vovó, enfim.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, repórter, editor, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação empresarial e institucional.

1/6/2010 16:41:25

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