domingo, 1 de março de 2009

Por quê? (150) Agora, sim


Cláudio Amaral


Agora, sim, eu não tenho mais dúvidas.

Dúvida alguma resta na minha mente.

Pelo menos em relação ao passar do tempo.

O tempo passou no seu devido ritmo e estamos juntos novamente.

Ela fez a viagem que deseja.

Ela cumpriu integralmente o programa turístico que tinha pelo norte da Itália e está de volta.

Foi de Milano (capital da moda e das finanças) a Roma.

Viu Verona, Venezia, Padova, Firenze, Pisa, Siena, San Marino, Gubbio, Assisi.

Viu muita chuva.

Viu, inclusive, a Última Ceia de Leonardo Da Vinci.

Chorou de alegria ao ver a neve cair.

Foi a igrejas, palácios, teatros, castelos, museus, pizzarias e pasterias.

Foi, inclusive, ao Teatro allá Scala, um dos mais famosos do mundo.

Sentiu muito frio, muito frio, mais do que ela imaginava poder suportar.

Conheceu o Terme Di Caracalla, onde eu estive há 35 anos para uma cobertura especial na sede da FAO, a Organização das Nações Unidos para Agricultura e Alimentação.

Esteve no Colosseo e na Fontana Di Trevi, lugares que jamais saíram da mente.

Ela foi também ao Vaticano, como eu. E como eu viajou de Metrô, em Roma, onde funciona um dos mais antigos metropolitanos do mundo.

Ela até me trouxe um bilhete do Metrô de Roma, bem diferente daquele que eu dei a ela quando voltei da Itália.

Trouxe-me, além do bilhete de Metrô, um largo sorriso, um abraço apertado, um par de olhos alegres, um rosto radiante, um calor saudoso.

Trouxe mais.

Ela me trouxe a alegria que faltava e que tanta falta me fez ao longo dos 25 dias que passamos longe um do outro. Eu aqui, em Santos, ora em São Paulo, e ela lá, no norte da Itália.

Ela me trouxe presentes materiais, também. Sim, trouxe.

Mas... o mais importante que ela me trouxe foi o coração pulsando de amor por mim e pela família toda, especialmente pela nossa pequena e querida Be(bê)atriz. A pequena e querida Be(bê)atriz que, na ingenuidade dos seus 20 meses de vida, todo dia pedia... “vovó, vovó...”. Do jeitinho dela, mas pedia... “vovó, vovó...”.

Agora, sim, meu Deus, eu voltei a ser plenamente feliz.

Agora, sim.

Agora, sim.

Agora, sim.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional até o dia 1º/10/2008, quando entrou na Redação d’A Tribuna de Santos como Editor-Executivo.

29/3/2009 11:35:57

Um comentário:

m@rlon.com disse...

Caro Cláudio...é com imenso contentamento ler os teus textos e não poderia deixar de registrar tais palavras,perante a imensidão do teu trabalho.
Encontrei o teu blog através do link - comportamento humano - presumo que seje um assunto de interesse a ambos e estou surpreso em encontrar um Mestre na arte de comunicação escrita.
Não sou estudante de Jornalismo,mas como um amante da Literatura, venho escrevendo alguns pequenos ensaios há uns 06 anos e gostaria de convidá-lo para acessar o meu blog.

Abraços

m@rlon.com