segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Por quê? (332) – Aos Mestres com carinho e gratidão


Cláudio Amaral

Neste Dia do Professor, lembro-me que meus primeiros Mestres foram meus pais: Wanda e Lázaro Alves do Amaral. Eles não tiveram o privilégio de me ensinar o beabá, as primeiras letras, as palavras elementares, mas foram os responsáveis por algo muito mais importante: me deram a vida e mostraram-me como vivê-la, com dignidade, honestidade e respeito ao próximo, principalmente. A partir disso, tudo foi mais fácil nestes meus quase 64 anos.

Foi guiado e orientado pelos meus pais que comecei a trabalhar aos seis anos de idade e assim fui até os 60. Sempre com muita dedicação, aplicação e responsabilidade.

Também aos seis anos conheci minha primeira Professora, Dona Esther, num grupo escolar estadual do bairro Moinho Velho, em São Paulo. Depois, com a volta da família para minha cidade natal, Adamantina, no Interior paulista, passei a frequentar o 1º. Grupo Escolar local. Em seguida, o Ateneu Bento da Silva, o Instituto Educacional e o Colégio Helen Keller, onde completei o Ginasial.

De mudança para Marilia e com emprego fixo no Jornal do Comércio, frequentei o Colégio Cristo Rei. Mas foi com Irigino Camargo, meu primeiro Mestre em Jornalismo, que  mais aprendi.

Em Campinas, para onde fui transferido pelo Estadão, não tive tempo para conhecer novos bancos escolares, nem outros Professores. Mesmo assim, aprendi muito com Mestre Mário Erbolato.

Só quando o Estadão me trouxe para São Paulo é que voltei a ter contato com os Mestres. O saudoso Eduardo Martins, meu ex-Editor de Interior e na época (1971), chefe de Reportagem, foi quem mais me ensinou no Jornalismo. Ele era um cidadão educado, mas firme. Sabia ensinar e se impor. Sem grosseria, nem agressividade. Era autoridade sem ser autoritário.

Tive outros Mestres ao longo da carreira profissional, mas me recordo sem esforço algum de Emerson Araújo (que me ensinou Matemática e Física no Instituto Monitor de São Paulo), de Edmar Torres Júnior (que me desvendou os segredos da calculadora científica) e de Carlos Alberto Di Franco (diretor do Master em Jornalismo para Editores, no IICS – Instituto Internacional de Comunicação Social, onde fiz meu Mestrado em Jornalismo, em 2003).

Foi também no IICS que conheci Mestres e Colegas dos quais jamais me esquecerei. E o mesmo vem acontecendo agora, dez anos depois, na FMU/Liberdade/SP, onde busco minha licenciatura em História desde 1º./2/2013. Lá tenho o prazer de conviver com os Professores André Oliva Teixeira Mendes, Edson Violim Júnior, Yara Cristina Gabriel, Leandro de Proença Lopes, Flávio Luís Rodrigues, Osvaldo Cleber Cecheti, Denise Canal, Silvia Cristina Lambert Siriani, Carlos Vismara e Maria Cecília Martinez.

Mas não é apenas nos bancos escolares e nas redações que me deparei com Mestres inesquecíveis. É na vida, principalmente. É em casa, também. Na casa dos meus pais, dos meus avós, do meu sogro e da minha sogra, da minha própria família (ao lado de Sueli, Professora por formação) e ainda na convivência com os Amigos (tantos que seria impossível citar cada um). Aos meus filhos, igualmente, devo muitos aprendizados.

Com todos eles foi possível aprender. Mais com alguns, menos com outros, mas cada um me deu bons e inesquecíveis exemplos, ensinamentos e lições.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968 e estudante de História na FMU/Liberdade/SP desde 1º. de fevereiro de 2013.


14/10/2013 23:24:11

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