segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Por quê? (335) – Tempo de reflexões


Cláudio Amaral

Estamos de volta ao lugar que sempre nos é agradável. Para mim e para minha Sueli Bravos do Amaral.

Esta é a quarta vez de cada um de nós nos Estados Unidos. Em três oportunidades, viemos juntos.

Embarcamos a 00h35 de hoje (02/12/2013) no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Cumbica, Guarulhos (SP). E, via United Airlines, chegamos ao Aeroporto Internacional Washigton Dulles, na capital dos Estados Unidos, às 6h55 desta mesma segunda-feira.

Voamos quase 7.650 quilômetros, o equivalente a 4.750 milhas. Estivemos sobre cidades, matas, rios e as águas do Oceano Atlântico. Subimos a uma altitude de aproximadamente 30.000 pés.

Ao sair do Brasil, a temperatura era de 21 graus centígrados. Ao aterrissar em solo norte-americano, o termômetro marcava menos 4º.

Será a primeira vez que vamos passar as festividades do Natal e do Ano-Novo longe do Brasil, dos filhos Mauro e Flávio, das noras Vivian e Graziella, da Bisa Cidinha (a melhor sogra do mundo) e muito mais, entre Amigas e Amigos. Será também a primeira vez, em muitos anos, que nossa ceia de 24 para 25 de dezembro não acontecerá no apartamento do querido casal Salete e Fernando, na Aclimação, “o bairro mais agradável de São Paulo”.

Mas, sem dúvida, o que nos espera por aqui é um período de dois meses de férias dos mais ricos, aconchegantes e agradáveis.

Ainda não tivemos tempo para rever um dos lugares que mais gostamos: o Lake Ashburn, que fica há cerca de 100 metros de onde estamos hospedados e em torno do qual sempre caminhamos e vez por outra conhecemos brasileiros que também vivem por aqui. Mas, também, o tempo é curto, desde a nossa chegada, para rever a tudo e a todos. E mais: temos mais 60 dias pela frente para revisitar os mais diferentes locais que conhecemos nas visitas anteriores, assim como as pessoas que nos são caras.

Também não tivemos tempo para sentir saudades das pessoas que deixamos no Brasil. Uma certeza, entretanto, nós (ou eu, pelo menos) temos: sentiremos falta de todos os Amigos com quem convivemos intensamente nos últimos tempos.

Aproveitei, pessoalmente, as 6h20 que estive dentro da aeronave da United para rever os últimos acontecimentos da minha vida: os dois semestres que passei dentro das salas de aula da FMU, na Liberdade, em São Paulo; as mais de 70 pessoas com quem tive contatos no curso de Licenciatura em História, entre alunos e professores; os muitos textos que tive de ler, entre livros e apostilas, uns com boa vontade e outros nem tanto, mas sempre com dedicação e afinco; os trabalhos acadêmicos que todos os professores estão a nos ensinar a produzir.

E cheguei a uma conclusão que me agrada muito: a certeza de que a convivência com as pessoas é sempre boa, rica e gratificante. Especialmente quando pude ver a paixão com que meus parceiros de faculdade se dedicam e se empenham com o objetivo de um dia, mais dia, menos dia, estarem aptos a engrossar as fileiras dos professores das centenas de escolas públicas mantidas no Brasil pelos governos municipais, estaduais e federal.

Vi muitos colegas sofrerem nos bancos escolares nestes oito meses do primeiro e do segundo semestres de História na FMU. Uns porque estavam enfrentando pela primeira vez a condição de universitários, outros porque ainda não sabiam como vencer as novidades dos trabalhos acadêmicos e cheios de metodologia científica, outros tantos pela falta de tempo e de dinheiro para cumprir com as obrigações e responsabilidades do nível superior a quem nos dedicamos.

Sofri com todos eles. Com uns mais, outros menos. Mas sofri com as dificuldades de todos. E me alegrei com os resultados finais.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968 e estudante de História na FMU/Liberdade/SP desde 1º. de fevereiro de 2013.

02/12/2013 15:10:49 (horário de Verão em Brasília)

02/12/2013 12:10:49 (horário de Inverno em Ashburn Village, Virgínia, EUA)

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