Por quê? (454) – Nostalgia
Eu e Sueli estamos juntos há 57 anos
Cláudio
Amaral(*)
Acordei bem, mas nostálgico.
Espreguicei-me
e me levantei pensando no passado.
No
meu passado.
Desde criança pequena, na minha
querida Adamantina, cidade que tantas alegrias me deu e da qual sinto uma
saudade imensa.
Muita saudade.
Tanta que a primeira mensagem que
escrevi hoje foi para um adamantinense raiz, meu ex-colega da Rádio Brasil de
Adamantina, 1510 kHz, o vencedor Jonas Bonassa, o Sabiá, a quem rabisquei:
“Bom dia, meu bom amigo Jonas. Tudo
bem com você? E a família, como vai? E esse povo do Bem que vive na nossa
querida Adamantina? Saudade dos bons tempos que aí vivi e fui muito feliz”.
Como um filme antigo, passaram pela
minha mente cenas dos tempos em que eu era moleque, ainda despreocupado com a
vida.
Logo, porém, lembrei-me dos meus pais, Wanda Guido do Amaral e Lázaro Alves do Amaral, que me deram três irmãos: Cleide, Clóvis e Clélia.
De imediato, e sem explicação aparente, as recordações saltaram anos e anos, até alcançar a vida adulta.
Vi-me em Marília, no Jornal do
Comércio, pelas mãos do saudoso mestre Irigino Camargo, pelas quais iniciei uma
longa trajetória no Estadão, jornal O Estado de S. Paulo, então o maior diário
do Brasil.
Depois, em Campinas, para onde fui transferido pelo mesmo jornal.
E, por fim, em São Paulo, cidade onde já havia vivido parte da infância.
Recordei que voltara à Capital
paulista com os bolsos vazios, sem dinheiro no banco, mas com aquilo que mais
importava: Fé em Deus, um emprego ainda frágil, porém promissor, e muita
coragem, determinação e vontade de vencer na vida.
Além da Fé, eu, ainda solteiro,
contava com o apoio da família e o incentivo daquela que logo se tornaria minha
esposa e que, até hoje, 57 anos depois, permanece ao meu lado: firme, forte,
corajosa, parceira em tudo, oferecendo-me um companheirismo sem igual.
Juntos, enfrentamos todo tipo de
adversidade material, mas nunca nos faltou o essencial: a Fé em Deus nosso
Senhor.
Foi assim que tivemos e criamos Cláudia, Mauro e Flávio.
Ela, com coragem e determinação, dividia-se entre os afazeres de casa, as salas de aula e o dia a dia da nossa empresa de Assessoria de Imprensa, a COMUNIC Comunicadores Associados S/C Ltda.
Eu me desdobrava entre o trabalho
como repórter do Estadão e compromissos fixos com outros quatro empregadores.
Hoje, olho para o passado com o
sentimento do dever cumprido, alegria e uma satisfação difícil de traduzir em
palavras.
Ainda que aposentados, ela e eu
continuamos trabalhando de sol a sol.
Ela, em seu ateliê de Patchwork.
Eu, entre encomendas para a
produção de textos, livros e biografias.
Escolha romântica à parte, mas
porque os chamados “benefícios” das aposentadorias são insuficientes para uma
vida básica, sem luxos ou mordomias.
Deus seja louvado.
Para sempre seja louvado.
Amém.
(*) Cláudio Amaral (claudioamaral49@gmail.com) é Católico. Patriota.
Anticomunista. Autor do livro-biografia O Cabo e o Jornalista (José
Arnaldo 100 Anos) e do livro-autobiográfico Meus Escritos de Memória.
Jornalista desde 01/05/1968. Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP
(2003). Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (2013/2015).
15/01/2026 09:32:46 (pelo horário de Brasília)

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