quarta-feira, 15 de junho de 2011

Por quê? (226) É cada vez melhor ser avô

Cláudio Amaral

É cada vez melhor ser avô, ou melhor, ser avós.

Justiça seja feita: vovô e vovó estão nas nuvens.

Semana passada (incluindo o sábado) foi demais.

Passamos a semana inteira em função dos netos: Be(be)atriz e Murilo.

Mais em função de Beatriz do que de Murilo, embora vovó Sueli não vá concordar.

Sim, porque ela não fez outra coisa a não ser as lembrancinhas da festa de 4 anos de idade de Beatriz.

Tão pequena, a Beatriz, e tão decidida.

Sim, porque ela já sabia quais eram o tema e o local da festa: o sininho e o “buffet do Tonito”, o seja, o Giramoinho, na Avenida Dom Pedro I, próximo ao Parque da Independência.

Com uma diferença: ela não fala “sininho”, mas “Tinker Bell”.

E foi falando e agindo assim que Beatriz do Amaral Gouvêa passou a tarde de sábado no Giramoinho.

Uma parte (e uma tarde) especial (muito especial) vestida de “Tinker Bell”.

Até que uma verdadeira “Tinker Bell” apareceu. E ela, Beatriz, não teve dúvidas e perguntou: “Você é a ‘Tinker Bell’ de verdade?”.

Vovó Sueli entende que ela não deveria ter respondido como respondeu: “Sim, eu sou”. Mas, a verdade, é que ela, “Tinker Bell”, disse “sim” (exatamente como Beatriz fala quando a resposta é afirmativa).

Quando vovô, sempre atento, foi ver o que estava acontecendo com os netinhos, encontrou Beatriz tristonha, na entrada do Giramoinho.

E, claro, perguntou: “O que você tem, Beatriz? Você está triste?”

- Sim, vovô; é que eu queria pedir para a “Tinker Bell” vir no meu aniversário de 5 anos.

O carro que veio buscar a “Tinker Bell” estava saindo para outra festa e o vovô fez um sinal de espera com a mão direita e saiu correndo com a netinha no colo.

Imediatamente, a mulher da frente pediu para o motorista parar, avisou a “Tinker Bell” e ela abriu o vidro do carro.

Vovô pediu e Beatriz falou: “Você vem no meu aniversário de 5 anos?”

Beatriz se despediu e entrou Giramoinho adentro e foi dizer para vovó:

- Vovó, eu estou tão feliz, mas tão feliz, que não queria que minha festa acabasse.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.

15/6/2011 11:33:16

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