terça-feira, 29 de julho de 2014

Por quê? (345) – Marília, Chão do Nosso Amor


Cláudio Amaral

São 101 crônicas a respeito das raízes da Capital da Alta Paulista. Textos cuidadosamente divididos em 11 capítulos, pela ordem: 8 em Tradição e Raízes, 7 em Eterno Retorno, 9 em Vivência e Coisas de Nossa Gente, 9 em Segredos de Nossa Fé, 8 em Homens Fazendo a História, 9 em Mulheres Guerreiras, 6 em Saúde de Nosso Povo, 9 em Memórias, 6 em Anos Encantados, 16 em Manifestações Culturais e Sociais e 14 em Travessia rumo ao progresso.

A publicação é de 2003 e foi patrocinada pela Comissão Organizadora dos Registros Históricos da Câmara Municipal e da Cidade de Marília, outrora chamada de Cidade Menina por um de seus filhos mais apaixonados, o Jornalista José Arnaldo, que por mais de 40 anos escreveu a coluna De Antena e Binóculo no diário Correio de Marília.

E a autora (?), deve estar me perguntando o e-eleitor amigo. Afinal, quem é a autora? A autora é uma das mais conhecidas mulheres dentre todas as que vivem em Marília: Rosalina Tanuri. Ou melhor: a respeitada Professora (com P) Rosalina Tanuri, que ainda não conheci pessoalmente, mas de quem muito bem falaram todos que dela me deram referências. Em especial o Amigo Toninho Neto (aposentado do Serviço Público Municipal de Marília) e a Amiga Wilza Matos Teixeira (responsável pela Biblioteca da Câmara Municipal), com quem estive no dia 18/07/2014, por ocasião da mais recente viagem que fiz a Marília.

Como se isto não bastasse, também me falaram muito bem de Rosalina Tanuri duas marilienses da minha mais alta consideração: a minha sogra Aparecida Grenci Bravos (a Bisa Cida) e a mulher que divide comigo as alegrias e as tristezas do dia a dia desde 5 de setembro de 1971, Sueli Teresinha Bravos do Amaral.

Professora formada no Curso Normal do Colégio Amilcare Mattei, em Marília, no final dos anos 1960, Sueli me disse nesta manhã fria de São Paulo:

- Rosalina Tanuri foi minha Professora de Geografia em meado dos anos 1960, no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Marília.

Vovó Rosalina, como ela assina na página em que dedica o livro Marília, Chão do Nosso Amor aos netos Bruno e Diego, tem um texto leve, claro e cativante. Suas 101 crônicas são curtas e, portanto, de leitura fácil. Estão sempre repletas de detalhes, muitos detalhes, que nos levam a conhecer as pessoas, muitas delas pioneiras, que fizeram a história e foram responsável pelo progresso de Marília. Ela nos mostra mais do que os pioneiros e as pioneiras: mostra também os lugares, os costumes, os fatos e os principais acontecimentos da vida de uma das cidades mais importantes do Estado de São Paulo e do Brasil.

Trata-se de uma mulher identificada pelo autor do prefácio deste livro, Toshitomo Egashira, como uma pessoa dedicada, carinhosa, paciente e sempre ocupada com a preservação da história local (principalmente) e regional (por consequência).

Como mariliense de coração, jornalista desde 1968 e agora estudante de História na FMU/Campus Liberdade/SP, dediquei-me à leitura de Marília, Chão do Nosso Amor entre 25 e 29/07/2014. E, apesar da minha passagem por Marília ter sido muito rápida para o meu gosto (1969, quando cheguei de Adamantina a 1971, ano em que me transferi para Campinas), nos textos de Rosalina Tanuri me foi possível rever gente e relembrar de lugares, fatos e acontecimentos dos meus tempos como repórter do Jornal do Comércio local e correspondente regional de O Estado de S. Paulo.

Foi uma leitura nostálgica e emocionante, podem crer meus e-eleitores. Tão emocionante quanto a frase final do prefácio de Toshitomo Egashira:

- Rosalina Tanuri, vocé é o ponto de encontro da vida com a vida.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e estudante de História na FMU/Liberdade/SP desde 1º. de fevereiro de 2013.


29/07/2014 13:30:52

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