domingo, 12 de julho de 2009

Por quê? (159) Da Fórmula 1 ao Show de Roberto Carlos


Cláudio Amaral

Pela primeira vez, neste ano, eu me vi livre da obrigação – doce obrigação – de comentar o que aconteceu num Grande Prêmio de Fórmula 1.

No caso, o Grande Prêmio da Alemanha, que será disputado a partir das 9 horas deste domingo, em Nürburgring.

Nem por isso eu fiquei triste.

Acompanhei minuto a minuto, das 9 às 10 horas da manhã, as atividades dos 20 pilotos, e respectivas equipes, que disputam a Fórmula 1 em 2009.

Torci como sempre para Rubens Barrichello e como nunca pelo ameaçadíssimo Nelson Ângelo Piquet.

Vejo ambos competindo desde que eles eram meninos. Rubinho no Kartódromo de Interlagos, em São Paulo. Nelsinho no Kartodromo Schincariol, em Itu (SP).

No fim, fiquei muito contente com a segunda posição conquistada por Barrichello, à frente do líder do campeonato e virtual campeão do ano Jenson Button, e também pelo fato de Piquet ter se classificado para o Q-3, a última etapa das tomadas de tempos, ao contrário do outro piloto da Renault, o espanhol Fernando Alonso.

Minhas alegrias deste sábado não acabaram com a Fórmula 1. Ao contrário. Tiveram sequência num evento inesquecível que o Amigo e Professor Ouhydes Fonseca promoveu na antiga sede da UniSantos, no bairro da Pompéia, em Santos.

As salas de aulas em que lá se formaram mais de 20 turmas de Jornalismo, entre outras profissões, estão sendo desativadas e Ouhydes, que conheço desde os anos 1980, quando ele era repórter especial do Jornal do Brasil, em São Paulo, promoveu o reencontro de mais de 100 ex-alunos e professores da prometida Pontifícia Universidade Católica de Santos.

Lá eu revi amigos inesquecíveis de A Tribuna. Entre eles, Mário Jorge (o MJ-13, competentíssimo editor de Primeira Página de A Tribuna, com quem fiz capas memoráveis), Lídia Maria de Melo (brilhante editora de Baixada Santista), Beth Capelache (editora do caderno Galeria), Luigi Bongiovanni (sub-chefe de Fotografia e sindicalista exemplar), Manuel Fernandes (repórter especial – e sem igual – da sucursal de Cubatão e do caderno Indústria), Eraldo José dos Santos (repórter que voltou a ativa há cerca de um mês) e, de quebra, Arminda Augusto (com quem dividi o comando da secretaria do jornal por 8 meses e 16 dias, ambos como Editores-Executivos).

Revi os antigos e fiz novos amigos, também.

Amigos como todos nós deveríamos fazer e conservar, ao longo da vida.

Amigos a quem deveríamos ser eternamente fiéis.

Amigos como os que fez e conservou, sempre com fidelidade, ao longo de 68 anos de vida e 50 anos de carreira artística, o inigualável Roberto Carlos, que nos encheu de alegrias e emoções com o Show realizado na noite deste sábado, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, mostrado para o Brasil e o mundo, ao vivo, pela Rede Globo de Televisão.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, professor e orientador de jovens jornalistas, palestrante e consultor de empresas para assuntos de comunicação institucional. Foi Editor-Executivo em A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 17/6/2009.

12/7/2009 01:21:54

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