quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Por quê? (219) I.O.: O melhor, profissionalmente (2).


Cláudio Amaral
Pela primeira vez, acredito, começo um texto com uma pergunta: por que a passagem pela Imprensa Oficial do Estado de Sao Paulo representou a melhor fase profissional de minha vida, até então?

Primeiro, porque me permitiu fazer novos amigos, a começar de Sergio Kobayashi.

Segundo, porque me possibilitou estreitar ao máximo (se é que existe máximo, neste caso) meu relacionamento com Carlos Conde.

Terceiro, porque me levou a comandar uma Redação com quase 200 profissionais.

Quarto, porque me fez dirigir uma reforma geral no espaço físico sob minha responsabilidade.

Quinto, porque me introduziu numa empresa bem administrada, moderna.

Sergio Kobayashi e Carlos Conde, presidente e vice, respectivamente, se revelaram administradores completos. SK, ainda desconhecido para mim, me impressionava a cada dia.

Carlos Conde e eu, com quem havia trabalhado no Estadão e no Correio Braziliense (ele como diretor da Sucursal de São Paulo e eu como chefe de Redação), voltamos a reviver uma parceria inesquecível: ele como diretor e eu como gerente de Redação.

Os quase 200 profissionais da Redação, a maioria jornalistas, estavam desacostumados ao dia a dia com a criação de textos, ou seja, sem prática alguma com a transformação de fatos em notícias. Muitos nem tinham familiaridade com a informática. Foi preciso, portanto, muitas e muitas horas de treinamento. Ora com gente do nível de Alberto Dines, Augusto Nunes e Almyr Gajardoni, ora com profissionais como José Paulo Kupfer, entre outros.

Na transformação total do espaço físico da Redação, fizemos – SK, Conde e eu – apenas uma exigência: nem a sala do gerente deveria ser instalada em local fechado; apenas a sala de reunião. E assim foi feito, com quase todos os móveis e equipamentos novos.

Em matéria de modernidade, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo tinha tudo o que era mais avançado no País. Inclusive pagamento na participação sobre os lucros (quando tinha). E as metas eram rigorosamente acompanhadas e controladas.

Lá todos nós fizemos cursos de aperfeiçoamento. Foi por isso, inclusive, que Sergio Kobayashi entregou a presidência a Hubert Alquéres com os quase 1.000 funcionários devidamente diplomados. E mais: sem nunca ter mandado um único empregado embora sem motivo.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.
2/2/2011 10:19:39
2/2/2011 15:00:30

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