terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Por quê? (273) A maior cidade do Brasil



Cláudio Amaral

Morar na maior cidade do Brasil é difícil, exige muita coragem e determinação.

Viver em São Paulo não é para qualquer um. Não. Definitivamente, não.

Morar, viver e vencer, pessoal e profissionalmente, na Capital paulista requer tudo isso – coragem e determinação – mas também muita ambição e vontade de vencer na vida.

Quando decidi deixar minha cidade natal, Adamantina, no final dos anos 1960, o fiz contra tudo e todos.

Fui para Marília, na mesma região e a maior cidade da Alta Paulista. E em menos de dois anos estava a caminho de Campinas, a convite do Estadão, para ser repórter na sucursal daquela cidade.

Sabia – ou queria, determinadamente – que aquela seria uma passagem rápida, um trampolim para voos mais altos.

Tinha, nos anos 1970/71, o firme propósito de vir trabalhar em São Paulo. E mais especificamente na Rua Major Quedinho, 28 – 5º andar, onde ficava a sede do então maior e mais respeitado diário do País.

Vim solteiro mas de casamento marcado para o dia 5 de setembro de 1971.

De papel passado com Sueli, voltei de Marília e logo fiz planos para vencer – e, se possível – dominar este imenso e complicado agrupamento urbano.

Minha determinação era tamanha que cheguei a ter cinco atividades profissionais ao mesmo tempo.

Por mais que eu gostasse de trabalhar no Estadão, pulei fora assim que oportunidade melhor surgiu para mim.

E só deixei São Paulo quando não tive alternativa aqui e me apareceu posição de trabalho irrecusável.

Estive em Campo Grande (MS), em Franca e em Santos. Jamais, entretanto, abri mão da nossa base paulistana.

A residência que temos na Aclimação, “o bairro mais agradável de São Paulo”, sempre esteve aqui, ainda que eu estivesse em outra cidade.

Gostei muito de Campo Grande, Franca e Santos sem jamais ter deixado de amar São Paulo e aqui viver por toda minha vida.

É essa cidade que me encanta. Pelo seu povo (ainda indisciplinado), pelos seus cinemas, teatros, centros comerciais, comércio de rua e muito mais. Mas principalmente pelos parques públicos que temos à disposição de todos.

Aqui está boa parte da minha família mais próxima e quase todos os meus amigos. A exceção é aquele ramo familiar que hoje (e desde agosto de 2011) vive nos Estados Unidos: a filha Cláudia, o genro Márcio Gouvêa, os netinhos queridos Beatriz (4,7 anos) e Murilo (2 anos).

Nesta cidade tem tanta, mas tanta coisa boa, que seria impossível enumerá-las todas. Uma, entretanto, eu tenho clara na minha mente: o glorioso Sport Club Corinthians Paulista, o meu Timão.

Os políticos pouco me importam. Até porque, se fosse depender deles, não teria chegado aonde cheguei.

Assim como não estaria comemorando e felicitando os 458 anos que São Paulo faz neste 25 de janeiro de 2012.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


24/1/2012 19:24:13

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