sexta-feira, 16 de março de 2012

Por quê? (276) Emoções gauchescas e brasileiras



Minha Amiga Whalmir Anna e Marcelinho, afilhado dela

Cláudio Amaral

As emoções e as alegrias insistem em nos surpreender. As tristezas também. Mas todos temos certeza de que é melhor sentir emoções e alegrias inesperadas. Sempre.

E foi isso que me aconteceu na manhã nublada desta sexta-feira (16/3/2012). Fui à feira e em seguida rumei para o Hospital das Bonecas, no Brooklin, zona sul da Capital paulista.

Fui levar para conserto um aparelho eletrônico que a família de Cláudia, Márcio, Beatriz e Murilo levou para os Estados Unidos, em agosto do ano passado.

Tive dificuldades para chegar ao local, mas evitei me irritar com o tráfego e para isso usei o rádio do meu Honda Fit.

Comecei ouvindo a Jovem Pan. Em seguida, para variar um pouco, para a Estadão/Espn, depois para a CBN e finalmente para a Bandeirantes. Todas em AM, a banda de minha preferência, sempre.

Na volta, continuei a sintonizar a Bandeirantes e a partir daí comecei a me emocionar. Estava no ar o programa do José Luiz Datena, que entrevistava o cidadão Gaúcho da Fronteira ou Heber Artigas Fróis. Ele nasceu em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, no dia 23 de junho de 1947. É um músico brasileiro e um dos mais conhecidos intérpretes de música regional gaúcha, de acordo com o que encontrei no site http://pt.wikipedia.org/.
Entrevistado com maestria por Datena, o Gaúcho da Fronteira nos brindou com uma pérola, que reproduzo a seguir.

Canto Alegretense

Gaúcho da Fronteira

Não me perguntes onde fica o Alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e violão
Prá quem chega de Rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de Uruguaiana de manhã
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no Rio Ibirapuitã

Houve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduy

E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer
E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão.

Emocionei-me de imediato e por um motivo especial: lembrei-me de uma grande e querida Amiga: Whalmir Anna Fuchs VonKoenig. A conheci quando ela era editora na Folha da Tarde de Porto Alegre e por conta de uma viagem ao Uruguai. Fiz uma parada na capital gaúcha antes de seguir para Montevideo para acompanhar uma participação do Brasil na Copa Davis de Tênis. Era o início dos anos 1980 e a minha COMUNIC assessorava a Marlboro nos bons tempos em que a seleção brasileira tinha os tenistas Carlos Kirmayr e João Soares, entre outros, sob o comando do também Amigo Paulo Cleto.

Voltei a Porto Alegre outras vezes. Só e na companhia de Sueli Bravos do Amaral. Fomos a trabalho e também a turismo. Sempre acompanhados por Whalmir. E curtimos muito a cultura gaúcha. Especialmente a cultura musical. E numa dessas ocasiões, curtimos musicas como essa do Gaúcho da Fronteira, que está à disposição no site http://letras.terra.com.br/gaucho-da-fronteira/1137630.

Ficamos anos e anos sem contato com a nossa Amiga gaúcha. Mas, graças a Deus, voltamos a encontrá-la pelo Facebook. E queremos continuar em contato com ela. Sempre. E para sempre.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968.


16/3/2012 12:52:14

3 comentários:

Anônimo disse...

Meu querido Claudio:

Que surpresa maravilhosa e, totalmente, inesperada!
Quanta gentileza de sua parte.
Voce me provocou a mais profunda emoção (lágrimas) com esse seu gesto.
Ah, quanta saudade...
Quantas lembranças desta amizade tão longeva,
Quantos momentos somados,
Quantas palavras acrescentadas,
Quanta informação compartilhada,
Quanta vida!
Tão bom reencontrar voce e Suely.
Não importa o tempo, não importa a distância,
Os verdadeiros sentimentos são eternos.
Saber que faço parte de seu mundo é tão gratificante.
Obrigada por me permitir estar presente em sua memória.
Meu carinho, para sempre.

Vida Longa!


Ps: Canto Alegretense é um hino a minha cidade natal: Alegrete!

Anônimo disse...

Meu querido Claudio:

Que surpresa maravilhosa e, totalmente, inesperada!
Quanta gentileza de sua parte.
Voce me provocou a mais profunda emoção (lágrimas) com esse seu gesto.
Ah, quanta saudade...
Quantas lembranças desta amizade tão longeva,
Quantos momentos somados,
Quantas palavras acrescentadas,
Quanta informação compartilhada,
Quanta vida!
Tão bom reencontrar voce e Suely.
Não importa o tempo, não importa a distância,
Os verdadeiros sentimentos são eternos.
Saber que faço parte de seu mundo é tão gratificante.
Obrigada por me permitir estar presente em sua memória.
Meu carinho, para sempre.

Vida Longa!


Ps: Canto Alegretense é um hino a minha cidade natal: Alegrete!

Anônimo disse...

a emoção foi tanta que esqueci de assinar!(risos)

a anônima Whalmir Anna