terça-feira, 5 de julho de 2016

Por quê? (366) – SPFC É BRASIL


Cláudio Amaral

Hoje (05/07/2016) vou correr o risco de contrariar a maioria dos meus e-leitores de todas as cores e afirmarei com convicção: o SPFC (São Paulo Futebol Clube) é Brasil.

A razão é simples: poucas pessoas do meu relacionamento, Amigos ou não, acreditam que eu possa torcer por um adversário como o Super Poderoso Tricolor.

Pois bem: acreditem ou não, vou ligar a televisão perto das 10 horas da noite desta quarta-feira (06/07/2016), logo após o ensaio do Coral da Paróquia Santa Rita de Cássia de Vila Marina (SP), para ver o jogo SPFC X Nacional da Colômbia e torcerei pelo supercampeão do Morumbi.

Estou ciente de que receberei um monte de protestos e gozações. Tanto da parte dos meus Amigos Corinthianos, como de são-paulinos, entre os quais me lembro de José Aquino, Reynaldo Salgado, Carlos Magagnini, Bino Silva, Luiz Antônio Piratininga (e Família), Geraldo Nunes, Fernando Philipson (e familiares), Toni Oliveira (Maestro do nosso Coral)...

Mesmo assim estou disposto a correr o risco de errar feio e assistir uma derrota histórica do SPFC para o adversário desta quarta-feira, em jogo pela Copa Libertadores da América.

Torcerei pelos comandados do técnico argentino Edgardo Bauza por entender que esse é meu dever como brasileiro e porque acredito que – mesmo sendo torcedor de um adversário histórico, o Todo Poderoso TIMÃO – devo apoiar o time que continua a representar o Brasil na Libertadores.

Tenho outros motivos, também, mas os principais são esses dois.

Entre os outros, para quem é curioso, destaco o fato de que fui setorista do Estadão no SPFC, nos primeiros anos de 1970, em substituição temporária do Repórter Paulo Aquino, toda vez que ele entrava em férias. E, como tal, mesmo sendo declaradamente Corinthiano, sempre fui muito bem tratado por dirigentes, técnicos e jogadores tricolores.

Atualmente, como não tenho mais a obrigação da imparcialidade de quando exercia o Jornalismo, especialmente o esportivo, vivo me “digladiando” com os são-paulinos.

Por exemplo: quando troco mensagens com o Jornalista José Aquino, via Facebook, escrevo que o Morumbi já não é mais o maior estádio particular do mundo e que não passa de um “sucatão”, etc e tal. Escrevo ainda que o tricolor não teve a coragem de assumir o rebaixamento para a segunda divisão do Paulistão, em tempos passados. E que todos os mundiais de clubes que enchem de orgulho os são-paulinos não passam de “Copa Toyota”.

É tudo gozação, sabem os meus Amigos torcedores do SPFC. Ou espero que eles saibam.

Na verdade, e já que o meu Corinthians está fora, mais uma vez, da Copa Liber-Ta-As-Dores da América, quero mais é que o único representante brasileiro se dê bem, ganhe dos adversários colombianos e siga em frente. Sempre em frente.

Se os são-paulinos, palmeirenses, santistas, flamenguistas, fluminenses, vascaínos, botafoguenses, gremistas, colorados, atleticanos, cruzeirenses e torcedores de outras agremiações brasileiras – inclusive os Corinthianos – vão acreditar em mim ou não, pouco importa.

O que me importa é que desta vez, pelo menos desta vez, e para mim, o SPFC É BRASIL.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) é jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e Biógrafo pela FMU/Faculdade de História/SP (Turma de 2013/2015).


05/07/2016 14:25:34 (pelo horário de Brasília)

Um comentário:

Blog do Cláudio Amaral disse...

Amigos que torcem para o SPFC: minha torcida - como brasileiro - de nada adiantou e o Tricolor perdeu para o Atlético Nacional da Colômbia por 2 a 0, em pleno "sucatão", que um dia foi "o maior estádio particular do mundo". Lamento. Mas ainda tenho esperança. Até porque na quarta-feira (13/7/2016) tem o jogo de volta, na Colômbia. Boa sorte, SPFC. Boa sorte, Brasil.